Brasil de Fato

Candidato do Partido Novo incita violência contra sem-terra em redes sociais

Brasil de Fato - 1 hora 37 minutos atrás
Violência O ex-secretário pessoal de Alckmin é investigado pelo MP por improbidade e preside o Movimento Endireita Brasil Luciana Console | Ricardo Salles é pré-candidato à deputado federal pelo Partido NOVO Divulgação Facebook

Em postagem recente em sua página pessoal do Twitter, o candidato pelo Partido Novo a deputado federal, Ricardo Salles, deixou claro seu desejo de morte a pessoas de ideologias de esquerda, principalmente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Na postagem, o candidato divulga seu número acompanhado da justificativa para a escolha, alusão a um calibre de bala utilizada em armamento pesado de caça. Salles justifica na postagem divulgada que a munição teria como alguns dos alvos: a esquerda, o MST e a “bandidagem do campo”. 

Ricardo Salles se apresenta como representante da "segurança no campo". Em sua página oficial na internet, as pautas se restringem a "legítima defesa" e "tolerância zero". No currículo, publicado na página do partido, elenca itens como segurança pública, privatizações e combate à corrupção, sem apresentar propostas. 

Perfil

Seu nome ganhou destaque em 2006 quando encabeçou o Movimento Endireita Brasil. Foi secretário particular do ex-governador Geraldo Alckmin, entre 2013 e 2014, cuja gestão é conhecida por comandar a polícia mais violenta dos últimos anos. De acordo com o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, as intervenções policiais do estado de São Paulo foram responsáveis por 17,4% do total de mortes violentas de 2016. Maior que o dobro da proporção no Brasil, que é de 6,9%.

Em 2016, o advogado assumiu a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo e neste período foi investigado pelo Ministério Público Estadual por improbidade administrativa. Ele também é acusado de envolvimento em alterações irregulares no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê. 

O Partido Novo se manifestou na rede social, afirmando que não compactua com apologia à violência e que, além de desaprovar a postagem do candidato, ele teria sido orientado. Mas, o ex-secretário de Alckmin -- candidato à Presidência pelo PSDB -- manteve o posicionamento e segue em tom de deboche nas postagens do Twitter. 

A reportagem entrou em contato com o candidato, porém não teve retorno até o fechamento da matéria.

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Jaime Amorim, dirigente do MST, fala sobre Greve de Fome, que já dura 18 dias

Brasil de Fato - 2 horas 26 minutos atrás
Greve de Fome Dirigente participa de grevejunto a militantes do MPA, MST, CMP e Levante Popular da Juventude Marcos Corbari, comunicação MPA | Jaime Amorim é um dos militantes que participa de greve de fome. Processo chega ao 18º dia PH Reinaux

Nesta sexta-feira (17), que marca o décimo oitavo dia da greve de fome realizada em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) por militantes de movimentos populares, Jaime Amorim, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco e um dos grevistas, falou sobre o atual estado de saúde dos que participam do protesto em forma de greve e as principais motivações e desafios durante o processo.
De acordo com o militante grevista, a resistência e principal motivação para continuar a greve de fome são os quase 14 milhões de brasileiros que passam fome todos os dias por imposição da desigualdade social que cresce no país. Em 2014, durante o governo Dilma, o Brasil havia comemorado sua saída da lista dos países do Mapa da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). No entanto, logo após o processo do golpe em 2016, o país voltou a crescer no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza extrema e a greve de fome deseja denunciar isso.
"Nós estamos dispostos a entregar-nos ao sacrifício e irmos até as últimas consequências para garantir, efetivamente, que as necessidades do povo brasileiro, para esse momento que é a necessidade de Lula, seja cumprida". Jaime realça, ainda, que essa greve não é apenas por Lula, mas por tudo o que a candidatura do ex-presidente representa para os sonhos dos brasileiros e para a recuperação do Estado Democrático de Direito. 

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UN Committee: Lula should be allowed to run for office, have political rights

Brasil de Fato - 2 horas 50 minutos atrás
INTERNATIONAL COVENANT Human Rights Committee responded to lawyers’ request, argues ex-president should be granted access to the media Brasil de Fato | UN Committee concluded that International Covenant on Civil and Political rights could be violated in Lula’s case Ricardo Stuckert

The Office of the High Commissioner for Human Rights of the United Nations (UN) requested this Friday that the Brazilian State take measures to ensure that former president Luiz Inácio Lula da Silva can enjoy and exercise his political rights as a presidential candidate in the country’s upcoming elections.

The statement is an interim measure in response to an appeal filed by Lula’s Brazilian lawyers Valeska Teixeira Zanin Martins and Cristiano Zanin Martins, and British lawyer Geoffrey Robertson.

The Human Rights Committee wrote that Brazil’s authorities should “take all necessary measures to ensure that the author [Lula] enjoy and exercise his political rights while in prison, as a candidate to the 2018 presidential elections, including appropriate access to the media and members of his political party.”

The Brazilian State, the committee wrote, should “not prevent the author from standing for election at the 2018 presidential elections, until the pending applications for review of his conviction have been completed in fair judicial proceedings and the conviction has become final.”

The Committee based its decision on the potential violation of article 25 of the International Covenant on Civil and Political Rights, signed by Brazil in 1992, and the existence of a possible irreparable harm to Lula’s rights. The country acknowledged the committee’s jurisdiction in 2009.

The article mentioned by the Committee on its statement establishes that “every citizen shall have the right and the opportunity (…) without unreasonable restrictions: a) to take part in the conduct of public affairs, directly or through freely chosen representatives; (b) to vote and to be elected at genuine periodic elections which shall be by universal and equal suffrage and shall be held by secret ballot, guaranteeing the free expression of the will of the electors; (c) To have access, on general terms of equality, to public service in his country.”

Lula’s lawyers released a statement arguing that, based on the Committee’s opinion, “no Brazilian State entity can pose obstacles for ex-president Lula to run in the 2018 presidential elections until his conviction becomes final and unappealable in fair judicial proceedings; also, it will be necessary to grant him unlimited access to the media and members of his political alliance during the campaign.”

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Previsão do tempo para segunda-feira (20)

Brasil de Fato - 3 horas 3 minutos atrás
Clima Saiba como estará o clima nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional de Rádio | Previsão do tempo Karina Ramos | Bdf

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia. 

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Beto Richa “some” no Debate da Band

Brasil de Fato - 3 horas 34 minutos atrás
ELEIÇÕES PARANÁ Ratinho e Cida tentam se descolar da imagem do ex-governador Manoel Ramires, do Porém.net | Debate entre os candidatos ao governo na Band Paraná Henry Milléo

EX-GOVERNADOR DISTANTE | O ex-governador Beto Richa (PSDB) foi o principal personagem do debate entre os candidatos ao governo do Paraná realizado pela Band. O encontro da noite de quinta (16) que se estendeu até a madrugada desta sexta (17) reuniu seis dos dez candidatos registrados na corrida eleitoral. A associação de alguns concorrentes a imagem do tucano e, especialmente a tentativa de escaparem dessa pecha, deu a tônica do espetáculo. Os alvos principais foram, obviamente, a sua vice e hoje atual governadora Cida Borghetti (PP) e Ratinho Jr (PSD), ex-secretário de Desenvolvimento Urbano do governo do Paraná.

MÃE DO CAMBURÃO | Cida Borghetti foi a grande derrotada do debate, especialmente na disputa particular com Ratinho. Os dois despontam como favoritos e ambos são associados a desastrosa gestão do governo Richa. Visivelmente abalada pelas associações com o tucano, Cida não conseguiu desenvolver suas falas e gaguejada o tempo todo ao tentar rebater críticas ao atual governo. Usou a nomeação da primeira mulher no comando da PM como palanque para angariar votos femininos e tentou vender a ideia que “descongelou” a data-base dos servidores públicos, quando na verdade ofereceu 1% de reposição para uma categoria que tem uma defasagem de quase 12% de perdas salariais. Como resposta recebeu o apelido de “mãe da bancada do camburão” em referência a bancada de apoio ao governo na Assembleia Legislativa.

BOLSONARISTA | Ogier Bucchi jogou para torcida bolsonarista tentando capitalizar a imagem do candidato à presidente. Discursou para os eleitores conservadores. Defendeu que as pessoas devem andar armadas e que a polícia deve “descer o relho na bandidagem”. Apesar de algumas “recaídas” ao citar duas vezes a “Bella ciao” (hino dos partisans), Bucchi repetitivamente se declarava um “homem de direita e liberal”. Mas ao final a impressão foi a mesma de outras eleições, que sempre entra em campo para ser uma candidatura “laranja” de um candidato governista. No caso de ontem, de Ratinho Jr, com quem trocou figurinhas e até agradeceu por ter trabalhado nas empresas da família Massa.

O ALIADO DO TEMER E CUNHA | João Arruda, o candidato do MDB, tentou se apresentar como o “maior opositor de Richa” no debate, mirando sua artilharia para Cida e Ratinho. Mas ao mesmo tempo que enaltecia ser adversário do tucano, os candidatos da esquerda – Doutor Rosinha e Professor Piva – faziam questão de lembrar de sua proximidade com Eduardo Cunha e Michel Temer. Apesar de tentar colar sua imagem ao “MDB de guerra”, Arruda não lembra em nada o tio, Roberto Requião. A não ser por alguns trejeitos que parecem ensaiados. Foi bem na tarefa de associar Ratinho e Cida ao desastroso governo Richa, mas a imagem de apoiador do golpe foi a que ficou. No debate foi lembrado que Arruda foi um dos deputados que votaram pela rejeição do relatório que autorizada as investigações contra Temer e que votou a favor da reforma trabalhista, a qual o próprio Arruda declarou ter “promovido avanços”. Também disse que caso a reforma da Previdência fosse ao plenário votaria contra. Será?

BARBA BRANCA | Dr Rosinha (PT) foi pouco acionado pelos demais candidatos e suas intervenções nos primeiros blocos não empolgaram. Melhorou nos últimos blocos ao desmascarar a tentativa de Ratinho se apresentar como “novo” e o desestabilizou quando propositalmente lhe chamou de Beto Richa. Em resposta, Ratinho Jr citou que um homem com “barbas brancas não poderia fazer esse papel de ironia num debate”. O petista retrucou dizendo que no “humor e ironia carregam-se verdades”. Experiente, o médico conseguiu apresentar as bandeiras do Partido dos Trabalhadores, defendeu um estado forte e terminou sua participação fazendo uma saudação ao ex-presidente Lula.

RATUCANO | Desde o início o candidato Ratinho Jr (PSD) quis se apresentar como o “novo na política”. Destacou que o Paraná tem sido governado por poucas famílias em sua história, apontou que o Estado passa por uma crise e que “há pessoas passando fome no Paraná”. Nada mal não fosse o fato de Ratinho estar neste governo até pouco tempo. Apesar de mostrar bom preparo, Ratinho é o típico candidato preparado por grandes marqueteiros, algo que lembra em muito Beto Richa. Propostas, discursos e gestos muito parecidos com o tucano. E é essa imagem que ele quer descolar. Se fez de desentendido ao ser associado por Piva à bancada do camburão e ficou irritado com a ironia do Dr Rosinha que “confundiu-se” e lhe chamou de Beto Richa. Apesar de todo marketing do “novo” é impossível o dissociar do ex-governador.

O PISTOLA | Ao melhor estilo PSOL, Professor Piva foi o franco atirador que mirou a munição em Cida e Ratinho Jr. O socialista deixou de lado o estilo “sociedade alternativa” do Rauzito que marcou seus jingles de campanha ao Senado (Piva, Piva, Piva…) e partiu para cima da dupla associada ao tucano. Lembrou da relação dos principais favoritos à disputa com o fatídico 29 de abril e com a bancada do camburão na Alep, apontou que durante os últimos 8 anos o PCC assumiu o comando das penitenciárias do Paraná e falou dos retrocessos na área da educação. Foi bem nas críticas, mas não apresentou propostas. Preferiu ser o candidato pistola.

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Encerramento da Marcha Nacional Lula Livre é destaque dos programas estaduais

Brasil de Fato - 3 horas 43 minutos atrás
RÁDIO Edições vão ao ar em emissoras de SP, MG, PR, PE e Sorocaba aos sábados e domingos Redação | Confira o que vai ao ar nas edições deste final de semana Gabi Lucena | Brasil de Fato

Os programas estaduais de rádio do Brasil de Fato trazem como destaque o encerramento da Marcha Nacional Lula Livre que culminou na manifestação com 50 mil pessoas para apoiar o registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República.

Além da Marcha, o programa Brasil de Fato edição de Minas Gerais destaca as eleições ao senado e governo estadual. Nesta semana, os programas de São Paulo e Pernambuco destacam as pautas dos sete militantes de movimentos populares que estão em greve de fome desde o dia 31 de julho. Outro destaque é a entrevista com Camila Souza, jornalista que escreveu livro sobre o bairro Brasília Teimosa, em Recife (PE). 

Você também confere o "Momento Agroecológico" sobre a produção de pimentas em um acampamento da reforma agrária em Formosa (GO) e o quadro "Alimento é Saúde" sobre os benefícios do consumo de especiarias como cravo e canela.

A sintonia do programa em São Paulo é na Rádio Imprensa (102.5 FM), sempre aos sábados e domingos, às 7h. Em Sorocaba, na Rádio Super (87.5 FM), você nos ouve no sábado às 12h, com reprise no domingo no mesmo horário. 

Em Recife (PE), os pernambucanos ouvem o programa na Rádio Clube (720 AM), aos sábados, às 7h, com reprise aos domingos no mesmo horário.

Na Rádio Autêntica Favela (106.7 FM), em Belo Horizonte (MG), a edição é veiculada, às 11h de sábado, com reprise no domingo, às 7h. 

No Paraná, em Ponta Grossa, você ouve o programa aos sábados na Rádio Princesa (87.9 FM), às 10h e com reprise aos domingos, às 9h. 

Ouça os destaques de São Paulo e Sorocaba:

Ouça os destaques de Minas Gerais:

Ouça os destaques de Pernambuco: 

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Presidenciáveis somam R$ 833 milhões em bens

Brasil de Fato - 3 horas 45 minutos atrás
Eleições 2018 João Amoêdo (Partido Novo) e Henrique Meirelles (MDB), do partido de Temer, são os mais ricos Cristiane Sampaio | Candidato de Temer (MDB), Henrique Meirelles tem segundo maior patrimônio entre os presidenciáveis, com R$ R$ 377 milhões Valter Campanato/Agência Brasil

Até a última quarta-feira (15), data-limite para o registro de candidaturas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, para a disputa pela Presidência da República, a inscrição de 13 candidatos.

Esta é a primeira eleição presidencial do país em que é vetado aos concorrentes o recebimento de dinheiro de empresas para o custeio das campanhas. As doações só são permitidas a pessoas físicas.

Entre as exigências legais para a validação dos registros dos candidatos, está a declaração do patrimônio pessoal. Segundo informações oficiais do Tribunal, os 13 presidenciáveis somam R$ 833 milhões em bens.

Candidatos

O senador Álvaro Dias (Podemos), por exemplo, declarou cerca de R$ 2,8 milhões, distribuídos entre posse de veículos, capitais bancários e outros bens.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) apresentou declaração correspondente a cerca de R$ 1,6 milhão em bens, que reúnem imóveis, aplicações bancárias, veículos, etc.

O empresário Eymael, do DC (ex-PSDC), declarou R$ 6,1 milhões, que incluem ações e aplicações bancárias, imóveis, veículos e objetos de arte.

O deputado federal e candidato de extrema-direta Jair Bolsonaro (PSL), que se declarou ao TSE como membro das Forças Armadas, apresentou R$ 2,2 milhões em bens. São imóveis, ações e aplicações bancárias e pelo menos R$ 330 mil em automóveis.

João Goulart Filho (PPL), filho do ex-presidente da República João Goulart, declarou R$ 8,5 milhões de patrimônio pessoal ao TSE, entre terrenos, capitais e outros bens.

O ex-presidente Lula, que encabeça a chapa do PT, declarou cerca de R$ 7,9 milhões em bens. São R$ 6,3 milhões em previdência privada, cerca de R$ 266 mil em automóveis e o restante em imóveis, terrenos, fundos bancários, entre outros.

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) declarou R$ 1,3 milhão, distribuídos entre terras, imóveis, ações e outros bens.  

A ex-senadora Marina Silva, da Rede, apresentou um patrimônio de R$ 118 mil, distribuídos em R$ 102 mil de imóveis, pelo menos R$ 10 mil em aplicações e outras ações bancárias.

O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, que concorre pelo Psol, declarou cerca de R$ 15,4 mil, correspondentes a um veículo automotor.

A candidata do PSTU, Vera Lúcia, apresentou R$ 20 mil em bens, correspondentes a um terreno. Já o candidato do Patriota, deputado federal Cabo Daciolo, não declarou nenhum bem.

João Amoêdo

O engenheiro João Amoêdo, do Partido Novo, ocupa o primeiro lugar na lista, tendo declarado cerca de R$ 425 milhões. O valor inclui, por exemplo, pelo menos R$ 22 milhões em imóveis e uma embarcação de R$ 4,1 milhões.

Na lista também constam bens como terrenos, depósitos bancários, fundos, aplicações e cerca de R$ 1,2 milhão em artigos como joias, objetos de arte e antiguidades.

Henrique Meirelles

O candidato do MDB (ex-PMDB), partido do presidente Michel Temer, declarou R$ 377 milhões em bens, sendo R$ 283 milhões em ações, o que corresponde a cerca de 70% do total.

Além disso, o emedebista possui, por exemplo, um apartamento de cerca de R$ 21 milhões, R$ 6,9 milhões em conta corrente no exterior e pelo menos R$ 917 mil em bens de luxo, como joias, quadros e antiguidades.

Com histórico de relações estreitas com o capital financeiro, Meirelles já foi, entre outras coisas, presidente mundial do BankBoston.

Transparência

Mais detalhes sobre o patrimônio dos presidenciáveis e também de outros candidatos podem ser conferidos na página do TSE, no link http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/

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Raças nativas do semiárido é tema de oficina realizada em Campina Grande (PB)

Brasil de Fato - 4 horas 14 minutos atrás
Agroecologia Conhecimentos científico e popular se encontram para troca de experiência entre pesquisadores e agricultores familiares. Áurea Olímpia / ASA Paraíba | A oficina se realizou no Instituto Nacional do Semiárido reuniu diferentes gerações de homens e mulheres do campo. Áurea Olímpia

Promovida pela Articulação do Semiárido Paraibano – ASA Paraíba e pelo Instituto Nacional do Semiárido - INSA, em parceria com a Rede Paraibana de Núcleos de Agroecologia, a Oficina de Raças Nativas na Agricultura Familiar Agroecológica promoveu um espaço privilegiado para os encontros entre o conhecimento acadêmico-científico e o conhecimento popular acumulado pelos agricultores guardiões e guardiãs de raças nativas.
A programação do evento de três dias (14 a 16 de agosto) privilegiou momentos de compartilhamento de experiências por parte de agricultores criadores mulheres, jovens, assessores técnicos, estudantes, professores e pesquisadores da área da criação animal em bases agroecológicas.
“Muitas vezes, as raças exóticas significam dinheiro para alguns, resultados de pesquisas para outros e prejuízos para os criadores”, a afirmação é de Haroldo Schistek, agrônomo e pesquisador fundador do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Adaptada – IRPAA, de Juazeiro-BA, durante a palestra magistral “Raças Nativas, mudanças climáticas e convivência com o Semiárido”. 

Mística do evento trouxe símbolos e manifestações culturais como aboio, cantigas, cordéis e forró. / Foto: Thaynara Policarpo

Troca de experiências

Por meio da metodologia do “Carrossel de Experiências”, os participantes se dividiram em quatro salas, com apresentações de 30 minutos em cada uma. Ao final desse tempo, um sinal sonoro informa aos grupos que é hora de “girar”, ou seja, passar para a sala seguinte e conhecer e próxima experiência, assim sucedendo até que todos tenham visitado e dialogado com as apresentações de todas as quatro salas.
As experiências compartilhadas foram sobre temas como Fundo Rotativo Solidário de jovens de ovelhas da raça Morada Nova para jovens, as sementes animais de galinhas de capoeira, a criação de abelhas da raça jandaíra e de gado e suínos ‘pé duro’. Em todas as análises e depoimentos, agricultores e especialistas afirmaram que as raças exóticas demandam um grande número de insumos externos e que as rações são tratadas com substâncias químicas fazendo as plantas terem um valor nutricional menor, diferente das raças nativas onde a família produz a comida dos seus animais na sua propriedade, sem ficar dependendo de insumos externos.
Muitos acadêmicos, de diferentes áreas de conhecimento, participaram do evento, alguns com a apresentação de trabalhos e pesquisas participativas em formato de pôsteres. Edvaldo Sebastião da Silva tem 23 anos, mora no assentamento Santo Antônio, em Cajazeiras-PB e é estudante do terceiro ano de medicina veterinária, no Instituto Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – IFPB, Campus Sousa-PB. 

Experiência de pai e filho apicultores é partilhada durante o evento. / Foto: Thaynara Policarpo

Os debates

As mesa de diálogo aprofundaram os temas “Raças Nativas e sistemas de criação animal em regiões semiáridas” e “Legislação Sanitária para Produtos Agroecológicos de Origem Animal”. Uma das experiências socializadas, foi a das mulheres indígenas da região da Argentina conhecida como Charco, na Província de Formosa, onde uma associação de mulheres artesãs e tecelãs, encontraram na sua auto-organização um caminho para a valorização da comercialização de peças feitas de lã de ovelha e de fibra vegetal, ambos tingidos com tinturas naturais retiradas da floresta nativa, com sua conservação. A experiência foi apresentada por Sebastian de La Rosa, do Centro de Validación de Tecnologías Agropecuarias - CEDEVA.

Rodas de diálogo debateram oito temas: 1.Estratégias de seleção, conservação e manejo de raças domésticas locais; 2. Segurança alimentar animal e a preservação, conservação e uso racional da caatinga; 3. Sanidade animal em raças locais; 4. Produtos tradicionais de animais de raças locais e gastronomia; 5. Raças locais, Fundo Rotativo Solidário e práticas que promovam autonomia; 6. Etnozootecnia, conhecimento local e diversidade e 7. Criação animal ao redor de casa.

Carrossel de experiências sobre sementes de galinhas de capoeira. / Foto: Thaynara Policarpo

Encaminhamentos do encontro

Do evento saiu um conjunto amplo de compromissos para a continuidade do trabalho, entre os quais se pode destacar: fortalecer e intensificar as iniciativas de estocagem de forragem; debater a sanidade animal à partir das plantas medicinais; fortalecer os núcleos de agroecologia das universidades como espaços de formação para os futuros profissionais e estreitar o diálogo entre universidade e agricultores; Lutar para que as famílias agricultoras possam acessar os bancos genéticos das instituições de pesquisa; Estimular a multiplicação, as trocas e as doações de animais de raças nativas; Manter a alimentação dos eventos com comida saudável, comprada dos agricultores e divulgar e socializar as experiências sistematizadas, entre outros.   
Para Reginaldo Bezerra de Lima, criador do Sítio Luiz Gomes, em Caraúbas-PB, o evento foi muito importante para demonstrar a força que tem a agricultura familiar com a sua diversidade de raças, costumes e manejos. Ele também ressaltou a troca de experiências e o intercâmbio de saberes populares e acadêmicos e os aspectos culturais da arte à alimentação: “Foi importante para nós a expressão cultural do povo com os aboios, cantorias, cordéis, coco de roda, o forró. Destacar ainda a qualidade da alimentação feita com produtos comprados pelas famílias agricultoras. Tudo isso foi muito importante”, avaliou.
Geovergue Medeiros é pesquisador do INSA e foi um dos integrantes da organização da Oficina, ele avalia que esse tipo de iniciativa serve para reafirmar a parceria entre as instituições de pesquisa e as organizações sociais e que o evento ultrapassou as expectativas: “A gente tem a sensação de dever cumprido, o evento trouxe importantes lições, desafios e propostas. Isso fortalece a temática, foi um evento muito exitoso”, avalia.
A Oficina de Raças Nativas contou com o apoio da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, Coordenadora Ecumênica de Serviço – Cese, Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e do Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido – CVT e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
 

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Quando os rivais no campo se unem contra o fascismo

Brasil de Fato - 4 horas 19 minutos atrás
FUTEBOL Fenômeno das torcidas antifascistas cresce no Brasil. No RS, coletivos da dupla Gre-Nal contam a que vieram Marcelo Ferreira | Faixas e trapos nos estádios lembram que futebol também é lugar de política Fotos: Divulgação/Facebook

Torcedores cantam, sorriem, choram, xingam e se emocionam pelo seu clube. O futebol desperta paixões que, muitas vezes, acabam em violência. Foi pela paz dentro e fora dos estádios que, nos últimos anos, surgiram as torcidas antifascistas no Brasil e no mundo. A depender desses coletivos, racismo, homofobia, machismo e opressão estão com seus dias contados na cultura do futebol.

Na dupla Gre-Nal, através de ações nos estádios e nas redes sociais, torcedores unem a paixão ao seu clube com denúncias contra o fascismo, empunhando seus trapos e bandeiras que recordam que o futebol é do povo. Por mudanças nos espaços esportivos, os rivais já estiveram do mesmo lado na roda de conversa “Mobilização na arquibancada – o combate ao preconceito no futebol”, realizada no Museu da UFRGS, em abril de 2018. E ambos garantem que mais momentos como esse vão acontecer, inclusive junto a movimentos de outros clubes.

No Grêmio, a Tribuna 77

A Tribuna 77 é um coletivo multicultural de torcedores do Grêmio que se reúne na arquibancada superior norte da Arena. Foi embrionada no último ano do Olímpico Monumental, em 2012, dentro do contexto histórico e social que a transferência de estádio representava. Desde então, foram muitas experiências, debates e encontros em busca da transformação de um não-lugar em um espaço com identidade, história, memória e de lutas por um estádio e um mundo melhor.

Entre as principais pautas do movimento, estão a redemocratização dos espaços de futebol, o resgate e manutenção do patrimônio histórico e cultural do clube, além do combate ao racismo, LGBTfobia, machismo, misoginia e todos os tipos de preconceito, explica o mediador da Tribuna 77. Ele prefere não ser identificado para, segundo entende, manter a horizontalidade do coletivo.     

“O antifascismo é um dispositivo problematizador das práticas de poder. Isso significa que nossa preocupação é com aquilo que compreendemos como fascismo em todos os âmbitos: negação da diferença, supressão do outro, afirmação de uma verdade única, imposição de determinados modos de existir e se relacionar em detrimento de outros.”

O nome, assim como a motivação, fazem referência ao ano de 1977, na gestão do patrono Hélio Dourado, que avançou com ações progressistas dos gabinetes até as arquibancadas, em plena ditadura militar. Também serviram de inspiração a experiência da Coligay, primeira torcida abertamente formada por homossexuais no Brasil, a campanha do cimento (onde o Olímpico se tornou Monumental pelas mãos de torcedores e torcedoras de todo o país) e o projeto que formou milhões de torcedores ao permitir a entrada gratuita de crianças com até 12 anos nos estádios.

No Internacional, a Frente Inter Antifascista

Em 2015, integrantes da torcida colorada Guarda Popular criaram a Frente Inter Antifascista, aberta a qualquer torcedor que deseje partilhar o mesmo objetivo de combater a elitização e o fascismo dentro e fora dos estádios. Com o recrudescimento dos movimentos golpistas e suas consequências em 2016, a Frente cresceu. Hoje, conta com integrantes de torcidas, sindicatos, movimento estudantil e torcedores em geral do Inter, unidos pelo amor ao colorado e contra as opressões.

“Algumas músicas de arquibancada acabam descambando pra homofobia, machismo ou racismo”, explica o mediador da Frente, que também não se identifica devido à horizontalidade do grupo. “O torcedor, na média, não interpreta esse tipo de ofensa como opressão no contexto do futebol. Nesse sentido, nossa Frente tem um caráter pedagógico também, ao se aproximar de outros colorados e fazê-los refletir sobre esses temas que, como sabemos, não estão circunscritos aos estádios.”

As arquibancadas e as redes sociais do grupo, já testemunharam manifestações a favor das ocupações nas escolas e pela qualidade do ensino público, contra a venda da Petrobras, denunciando o assassinato de Marielle Franco, afirmando o #Fora Temer, entre outras. Seus integrantes também são combativos dentro do clube, em relação a temas como a elitização. “Obtivemos recentemente uma grande vitória junto a institucionalidade do clube, com o ‘Sócio Academia do Povo’, modalidade popular e acessível de associação para abrir mais espaço às camadas de menor renda dentro do Beira-Rio”, observa o mediador.

Futebol é sim lugar de política

A ascensão de coletivos antifascistas no futebol está ligada aos surgimento de movimentos identitários e a um momento histórico de conquista de Direitos Humanos, na virada do século, explica Gustavo Bandeira, doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Futebol é sim lugar de política”, esclarece.

A afirmação, bem como a atuação dos torcedores antifascistas dos mais de 20 coletivos conhecidos de clubes brasileiros, bate de frente contra a polêmica declaração do apresentador Tiago Leifert, da TV Globo e Sportv. Para Leifert, um evento esportivo não é local apropriado para manifestações políticas.

Para a Frente Inter Antifascista, que não vê seus ideais retratados pelos grandes meios de comunicação, há interesse em que o processo de elitização dos estádios continue. “A quem interessa que manifestações políticas sejam silenciadas dentro dos estádios? O silêncio sempre tem lado. Enquanto as torcidas viram notícia normalmente nos episódios de violência, retumba o silêncio dos jornalistas destes veículos sobre problemas reais dos torcedores, como as proibições infundadas, a criminalização das torcidas, os horários dos jogos e o preço dos ingressos.”

A Tribuna 77 compreende que todos os espaços são de disputa e de difusão de conteúdo. Desde a imprensa empresarial até a mídia alternativa, de guerrilha. Para eles, “as torcidas antifascistas, assim como os movimentos progressistas, não têm a devida atenção da grande mídia, mas hoje existem muitos veículos independentes, podcasts, etc, que dão ampla difusão. Mas o futuro é de mudanças. E o grande fato é que estes movimentos estão em plena ascensão. Quem não acompanhar vai ficar pra trás da informação e da história”, aposta o mediador.

“Futebol e política sempre estiveram grudados, sempre estiveram juntos, lado a lado. A diferença é que antes havia o pensamento político de apenas um grupo hegemônico, sem nenhuma forma de contestação”, afirma Bandeira. “Não é que hoje haja maior volume de discurso político no futebol, mas sim maior volume de discursos dissonantes”, nota. E explica: “Não é um aumento e sim o aparecimento de grupos que estavam apagados numa cultura em que os demais grupos hegemônicos falavam como se seu discurso não fosse político”.

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Polícia do Rio aceita ajuda do MP Federal na investigação da morte de Marielle

Brasil de Fato - 4 horas 21 minutos atrás
MARIELLE O ofício do procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussen, foi enviado ontem à Brasília Redação | O ofício foi enviado ao ministro Raul Jungmann, e aceita a participação da PF desde que o pedido seja feito pelo inverventor, Braga Netto Valter Campanato/Agência Brasil

Depois de uma semana de disputa pelo caso, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussen, enviou um ofício ao ministério da Segurança Pública dizendo ser favorável à participação da Polícia Federal (PF) nas investigações da execução de Marielle Franco desde que o pedido seja feito pelo interventor federal no estado do Rio de Janeiro, general Braga Netto.

No documento, o procurador deixa claro que essa medida não é um deslocamento da competencia da investigação para o governo Federal, mas uma participação. “Caso o interventor e seu gabinete avaliem que a PF deve atuar no caso, quer contribuindo com as investigações, quer assumindo-as, basta que seja formulada a devida requisição”, diz o ofício.

O documento foi divulgado na noite de ontem (16) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Horas depois de Raul Jungmann, ministro da Segurança pública, ter dito durante um evento em Salvador que tanto o Ministério Público quanto a Polícia Civil do Rio haviam recusado o apoio da Polícia Federal nas investigações do duplo assassinato.

No dia 14, quando completou-se cinco meses do crime, o Ministério Público Federal (MPF) começou a pleitear a federalização da investigação que está sob a responsabilidade da instituição estadual. Também na terça-feira (14), a Anistia Internacional pediu que seja instituída uma comissão independente para investigar o caso. O ofício com a solicitação foi entregue pela organização em conjunto com a família de Marielle à Secretaria de Segurança do estado. 

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Hunger strikers call Supreme Court to review petition that could free Lula

Brasil de Fato - 4 horas 22 minutos atrás
PROTEST Activists, religious leaders, and supporters pile pressure on chief justice to put petitions on the top court’s calendar Cristiane Sampaio | Activists staging hunger strike during interreligious ceremony outside the Supreme Court building in Brasília Cristiane Sampaio

“A new day will come / a new sky, a new land, new fresh air / and on this day, the oppressed / freedom in unison will chant.” The words were heard outside the Supreme Court building in the capital city of Brazil, Brasília, where an interreligious rally to support ex-president Luiz Inácio Lula da Silva’s freedom was being held.

To support the seven activists from people’s movements who have been staging a hunger strike for more than two weeks, religious believers and other supporters came together to demand Cármen Lúcia, the chief justice of the Supreme Court, move three petitions – called ADCs – that question the imprisonment of defendants while their cases are still appealable. This is the case, for example, of former Brazilian president Lula, who has been in prison since Apr. 7.

Demonstrators lighted candles and the Capuchin friar Wilson Zanatta talked about how light symbolizes people's hope that the ex-president will be freed.

“We want to hear those words so that the word of God can enlighten us, brighten us up, so that we can be sure where we are going and what we are building,” he said during the celebration, about the chants demonstrators were singing.

Another supporter who took part in the rally was Maria Fernanda Coelho, a former president of state-owned bank Caixa Econômica Federal. She commended the activists who are depriving themselves of food to protest against Lula’s imprisonment.

“I understand that what they are doing is peaceful, yet very powerful, and you have to have so much love in your heart to make a decision like this,” she said.

Not only ex-president Lula, but also around 150,000 people are imprisoned while their case is still pending appeal.

João Pedro Stedile, from the national board of the Landless Workers’ Movement (MST), spoke about how important it is for chief justice Cármen Lúcia to give top priority to the matter.

Stedile said they hope the chief justice will really make a commitment to respect the Constitution. "May she have the courage to call all Supreme Court justices to vote on the ADC and respect the Constitution, according to which no Brazilians can be imprisoned while their cases are still appealable. Everyone has the right to the presumption of innocence.”

Three similar ADC petitions were filed with the Supreme Court, one of which by the Communist Party of Brazil in April.

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Greve de fome: Está nas mãos da ministra Cármen Lúcia, diz dirigente do MPA

Brasil de Fato - 4 horas 34 minutos atrás
Justiça no STF Apoiadora dos militantes em jejum concorda que audiência sensibilizou presidenta do Supremo Júlia Rohden e Guilherme Henrique | Grevistas seguem no 17º dia em jejum por justiça Foto: Adilvane Spezia | MPA e Rede Soberania

O programa Revista Brasil de Fato entrevistou, nesta sexta-feira (17), Maria Cazé, dirigente do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), que está na equipe de apoio aos sete militantes em greve de fome desde 31 de julho, em Brasília.

O jejum dos sete militantes que já dura 17 dias tem como objetivo pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votarem as ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), que questionam a prisão após condenação em segunda instância.

Cazé comentou com preocupação o estado de saúde de Rafaela Alves, Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen, Luiz Gonzaga Silva (Gegê) e Leonardo Nunes Soares.

“Após esse período, há uma situação bastante comprometedora, que coloca a vida dos militantes em situação iminente de risco. Em conversa com a equipe médica, agora começa a aparecer alguns problemas que até então não tinham sido observados”, relatou.

A dirigente comentou sobre a comoção causada na audiência de Frei Sérgio com a presidente do STF, Cármen Lúcia. “E a avaliação que se tem é de que caiu a ficha da ministra Cármen Lúcia sobre o que realmente está em jogo e que isso depende dela. Está na mão dela”. 

Emocionada, a agricultora falou que a rede de solidariedade tem sido um grande suporte para os grevistas. “Isso é uma característica do povo brasileiro, a solidariedade, a humanidade. É justamente por esse sentimento bom, que a gente batalha e luta tanto”. 

Maria Cazé espera que o Supremo tenha “compromisso" e "sensibilidade”.

Ouça a íntegra da entrevista:

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Depois do investimento federal, empresas privadas vão ficar com "filé do saneamento"

Brasil de Fato - 4 horas 58 minutos atrás
SANEAMENTO Projeto de privatização do serviço de esgotos está em andamento em oito município da Grande Porto Alegre Wálmaro Paz | Sindiágua denuncia uma política de privatização mascarada com o conceito de parceria público privada Divulgação Sindiágua-RS

Os municípios são Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Esteio, Sapucaia, Eldorado e Guaíba. Agora, Canoas está prestes a adotar a mesma providência, também induzido pela própria Corsan, a Companhia Riograndense de Saneamento, que deveria executar o trabalho.

Tentando barrar a proposta do governo Sartori de criar PPPs, as tais Parcerias Público Privadas, para tratar os esgotos da região Metropolitana, a oposição da Câmara de Vereadores de Canoas apresentou requerimento à mesa da casa,  propondo que se aguarde a conclusão das análises do Ministério Público de Contas e do Ministério Público Federal. Defende que só depois do parecer dos dois MPs parta-se para a votação da proposta que permite a entrega do esgotamento sanitário. A informação é da vereadora Maria Eunice Wolf (PT) que protocolou a entrega e espera a aprovação do requerimento.

Só a Capital escapou

O deputado estadual Nelsinho Metalúrgico (PT), também de Canoas, acha que se tornou prioridade para o governo Sartori entregar “o filé do saneamento da região a empresas amigas”. Argumenta que a Corsan já investiu cerca de R$ 700 milhões na região, dinheiro liberado pelo PAC Saneamento do governo federal. Realizou obras de infraestrutura como a construção de redes de coleta e as ETEs, as estações de tratamento de esgoto. E, agora, vai deixar para o setor privado a parte menos custosa e mais rentável. Ou seja, a finalização da obra e a cobrança da taxa.

A PPP seria por 30 anos. A taxa, exigida dos consumidores, equivaleria a 70% daquela cobrada pela água. A conta será bancada pela população. Na região metropolitana, ficaria de fora das PPPs somente Porto Alegre. Na Capital, houve uma tentativa no ano passado. Porém, a PPP proposta para o DMAE pelo prefeito Nelson Marchezan Jr., do PSDB, foi negada pelos vereadores.

Privatização mascarada

A denúncia partiu da direção do Sindiágua, que representa os trabalhadores do setor de água e esgoto no estado. Segundo Rogério Ferraz, diretor do sindicato, trata-se de uma política de privatização mascarada com o conceito de parceria público privada. Na maioria dos municípios da área, as obras estavam praticamente prontas.

Como exemplo cita Esteio, onde já é coletado 95% do esgoto residencial. Além disso, a Fepam havia exigido a construção de emissário que segue até o rio dos Sinos. Não permitiu que os efluentes, embora tratados, fossem despejados num afluente do Sinos. Mais uma obra que o administrador privado receberá pronta.

Obra dividida

O sindicalista explica ainda que somente em Canoas estava previsto aporte de R$ 216 milhões pelo PAC2 no Orçamento Geral da União. Porém, a prefeitura preferiu dividir a obra em três etapas, sendo a primeira delas a construção da estação de tratamento. Seu custo foi de R$ 66 milhões. Haveria mais duas fases envolvendo a rede de coleta cloacal de custo calculado em R$ 153 milhões.

A Corsan fez o projeto para a primeira etapa e recebeu os recursos, mas não teria concluído - segundo ele - os demais projetos. Com o fim do prazo dado, o Ministério das Cidades recolheu os valores. Na sua interpretação, assim foi feito para facilitar a adoção da PPP para concluir a obra.

A oposição suspeita que, com a aceitação das PPPs, aconteceria o aumento das tarifas arcadas pela população. A Corsan aposta que não haverá reajuste. A companhia tem defendido a criação das PPPs, alegando falta de recursos para investimentos. Sustenta ainda que o processo foi iniciado ainda no governo anterior e que não se trata de discurso ideológico, mas de uma necessidade administrativa. Trata as PPPs como apenas uma alternativa de financiamento mais barato.  

Brasil anda na contramão na história

Foto: Walter Campanato

Neste século, foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, só se conheciam três casos do tipo. É o que aponta mapeamento realizado por onze organizações majoritariamente europeias e publicado pelo site da BBC Brasil. O que mostra que o país anda na contramão da história nessa questão.

A pesquisa assinala que a reversão vem sendo impulsionada por um leque de problemas reincidentes, entre eles tarifas altas, serviços ineficientes e baixo investimento. O estudo detalha experiências de cidades que recorreram a privatizações de seus sistemas de água e saneamento nas últimas décadas, mas decidiram voltar atrás - uma longa lista que inclui lugares como Berlim, Paris, Budapeste, Bamako (Mali), Buenos Aires, Maputo (Moçambique) e La Paz.

Dezoito estados

A tendência, vista com força sobretudo na Europa, vai no caminho contrário ao movimento que vem sendo feito no Brasil para promover a concessão de sistemas de esgoto para a iniciativa privada. O BNDES tem incentivado a atuação do setor privado na área de saneamento, e, no fim do ano passado, lançou edital visando a privatização de empresas estatais, a concessão de serviços ou a criação de parcerias público privadas.
À época, o banco anunciou que 18 estados haviam decidido aderir ao Programa de Concessão de Companhias de Água e Esgoto – do Acre a Santa Catarina.

Crise financeira

O Rio de Janeiro foi o primeiro a se posicionar pela privatização. A venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) é uma das condições impostas pelo governo federal para o pacote de socorro à crise financeira do Estado.

O “mapa das remunicipalizações” foi traçado em parceria com o Observatório Corporativo Europeu em 2007.  A análise das informações coletadas ao longo dos anos resultou no estudo. Entre 2000 e 2015 foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas. De 2015 a 2017, foram listados mais 32 casos.

Novas áreas

Noventa por cento dos sistemas de água mundiais ainda são de gestão pública. Mas as privatizações, empurradas por crises fiscais e a adoção da chamada austeridade, seguem como forte tendência.
O mesmo grupo de pesquisadores expandiu seu estudo para outras seis áreas buscando observar os sinais de reestatização. Então, passou a monitorar os setores de energia elétrica, coleta de lixo, transporte, educação, saúde e serviços sociais. Encontrou 835 casos de remunicipalização entre 2000 e 2017. Mas a grande maioria das reversões - 693 - aconteceu entre 2009 e 2017, indicando um aumento na tendência.

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Brigada Congresso do Povo realiza processo de formação política no Recife

Brasil de Fato - 5 horas 1 minuto atrás
Congresso do Povo A brigada é formada por integrantes do MST e segue formada até novembro, quando acontecerá a etapa estadual do congresso Da Redação | Neste sábado (18), o Brasil de Fato contribui com a oficina de comunicação para os integrantes da brigada Divulgação

Para fortalecer e contribuir com os processos do Congresso do Povo em todo o estado de Pernambuco, a Brigada Congresso do Povo realiza nesta semana um processo de formação para seus componentes. A brigada é formada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e segue formada até novembro, quando acontecerá a etapa estadual do congresso, em Recife. Entre as atividades realizadas pela brigada, estão a contribuição com as atividades nos territórios e etapas regionais do Congresso do Povo e distribuição do Brasil de Fato Pernambuco. Neste sábado (18), o Brasil de Fato contribui com a oficina de comunicação para os integrantes da brigada, em Recife, no bairro de Santo Antônio.

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Coluna do Sport | Mi Mi Mi

Brasil de Fato - 5 horas 38 minutos atrás
Coluna dos Clubes Pelas palavras soltas no ar, em pelo menos três oportunidades a família Baptista e o Sport entraram em conflito Daniel Lamir | Eduardo Baptista comandando primeiro treino após seu retorno ao Sport Williams Aguiar / Sport Clube do Recife

Dez anos, três anos ou quatro meses atrás. Pelas palavras soltas no ar, em pelo menos três oportunidades a família Baptista e o Sport entraram em conflito. Nelsinho falou que não recebeu em 2008 e, por conta da situação repetida este ano, chutou o pau da barraca em abril passado. Mais “zen”, Eduardo falou menos, mas também criticou a gestão Martorelli, em 2015, ao pedir para sair. Por conta desse histórico, a volta de Eduardo Baptista parece reativar algumas rusgas no clube, com dirigente pedindo demissão do clube. Me pergunto: será que, ao invés de problemas passados, não seria melhor focar nos problemas atuais? O Sport tem um time mais limitado que em 2008, o de 2015 e até que o de abril (tínhamos Anselmo). O Sport tem salários atrasados... E um grande apetite para briguinhas internas.

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Jornalista do Brasil de Fato ganha Troféu Mulher Imprensa

Brasil de Fato - 5 horas 38 minutos atrás
Reconhecimento Com 50% dos votos, Monyse Ravenna venceu a categoria "Repórter de Jornal ou Revista" Vanessa Gonzaga | Monyse com Lula durante a caravana do presidente pelo Nordeste, em 2017 Mídia Ninja

O jornal Brasil de Fato Pernambuco foi premiado no 13º Troféu Mulher Imprensa através da jornalista e editora Monyse Ravenna, que venceu o prêmio na categoria “Repórter de Jornal ou Revista”. Concorrendo com cinco jornalistas de outros veículos de comunicação, como a Revista Piauí e o jornal Folha de São Paulo, Monyse teve 50% do total de votos.

O Prêmio Troféu Imprensa é uma iniciativa da Revista e Portal Imprensa e é a única premiação do país destinada a reconhecer especificamente o trabalho jornalístico de mulheres. A votação, que foi durante os meses de abril e junho, elegeu as vencedoras a partir do júri popular pela internet. A escolha das finalistas foi feita em uma etapa anterior por indicação espontânea de um júri estabelecido pelo Portal Imprensa.

Monyse Ravenna é jornalista e mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Em Pernambuco há quatro anos, atua como comunicadora e é editora do Brasil de Fato Pernambuco, no qual contribui desde seu processo de implementação no estado há dois anos. Monyse vê o prêmio não como um reconhecimento pessoal, mas, uma oportunidade de dar visibilidade à comunicação popular “Acho que pra mim esse prêmio tem duas dimensões muito importantes. A primeira é que é muito bom e importante esse esforço de premiar e reconhecer o trabalho de mulheres jornalistas, tão invisibilizadas sempre. A segunda é porque o prêmio tem a capacidade de visualizar e também reconhecer o trabalho de mulheres que atuam em veículos de comunicação popular e contra hegemônicos, ter esse duplo reconhecimento é o que torna muito especial essa premiação”.

A premiação aconteceu na última quarta-feira (14), no Teatro Sérgio Cardoso, na cidade de São Paulo. No discurso de agradecimento, a jornalista falou dos desafios da comunicação popular e da democratização dos meios de comunicação para garantir a pluralidade de vozes e opiniões na mídia brasileira. “Tem uma coisa muito importante nesse prêmio que é colocar no arco das mulheres que são premiadas, veículos que estão fora dos grandes circuitos, dos grandes veículos de comunicação. Sou do Brasil de Fato, um veículo de comunicação popular. Faço jornal impresso, em Pernambuco, um jornal que é distribuído na rua. Faço jornalismo para o povo. É muito importante considerar esse tipo de veículo em uma premiação como essa. Sei que na premiação a gente tem a Carta Capital, Rede Brasil Atual, isso é extremamente importante num país que é muito difícil a pluralidade de vozes na comunicação. Para a gente ter uma democracia mais firme. Para a gente ter uma democracia, no caso do Brasil que é o que a gente não tem, a gente precisa de uma pluralidade de opiniões e de vozes”.

No fim do discurso, Monyse dedicou o prêmio a dois ex-presidentes. “E queria dedicar esse troféu a duas pessoas: para a primeira presidenta eleita do Brasil, a presidenta Dilma Rousseff e para o presidente Lula. Venho de um lugar que os governos da presidenta Dilma e do presidente Lula fizeram muita diferença na vida do povo. E que para a gente ter uma democracia, a gente não pode ter um judiciário partidarizado como a gente tem, não pode ter o principal candidato e primeiro lugar em todas as pesquisas preso. Muito obrigada. Lula Livre!”. Ao fim da fala, as pessoas aplaudiram e endossaram o coro pela liberdade de Lula, candidato à presidência e preso político.

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Inflação acumulada na Argentina desde janeiro chega a 19,6%

Brasil de Fato - 6 horas 13 minutos atrás
Escalada Itens que mais impactaram na inflação de julho foram transporte, recreação e cultura, manutenção do lar e alimentos Redação | Inflação na Argentina foi de 3,1% em julho Reprodução/Pixabay

A inflação acumulada na Argentina, desde janeiro, chegou a 19,6%, após o país registrar 3,1% só no mês passado. Os dados, divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos), mostram também que, entre julho de 2017 e julho de 2018, a taxa é de 31,2%.

O índice de julho é 0,6 ponto percentual menor que o de julho, quando a taxa de inflação registrada foi de 3,7%.

Para efeito de comparação, a inflação (IPCA) brasileira de todo o ano de 2017 foi 2,95%, 0,15 ponto percentual menor que o índice argentino do mês passado. Até julho, o IPCA acumulado estava em 2,94%, mesmo com os efeitos da greve dos caminhoneiros.

Segundo o relatório do Indec divulgado nesta quarta-feira (15/08), os itens que mais impactaram na inflação de julho na Argentina foram transporte (aumento de 5,2%), recreação e cultura (5,1%), manutenção do lar (4,2%) e alimentos e bebidas não alcoólicas (4%). Nos últimos 12 meses, o que mais pesou no bolso dos argentinos foram os custos com moradia, água, eletricidade e gás, com aumento de 47%, seguido por transporte (40,9%) e comunicação (34%).

Para 2018, o governo de Mauricio Macri havia estabelecido, inicialmente, uma meta entre 8 e 12%; depois, revisou os números para 15%. Em junho deste ano, o Banco Central da Argentina simplesmente desistiu de estabelecer uma meta oficial. Em entrevista a uma rádio no final de julho, o próprio presidente afirmou que o país deve fechar este ano com um índice próximo aos 30%.

Macri também admitiu, na época, falhas na política econômica implementada desde o início de sua gestão, em 2015. “Outra coisa que subestimamos foi que o aumento das tarifas tem um impacto muito grande no índice de inflação. Tivemos que aumentar em 1.000%. Creio que agora estamos muito mais próximos [da meta] e temos muito mais claro quais são os problemas com o gasto público”, disse.

FMI

Em maio, Macri recorreu a um empréstimo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para tentar estabilizar a economia argentina após a crise cambial que o país enfrentou no final do primeiro semestre.

O aumento do dólar levou o governo argentino, na época, a elevar a taxa de juros três vezes em uma semana para tentar conter a valorização. Foram 12,75 pontos percentuais de alta, elevando a taxa de 27,25% a 40% ao ano. No dia 13 de agosto, a taxa subiu novamente, para 45%. A título de comparação, a Selic, que é a taxa básica de juros no Brasil, está em 6,5% ao ano.

Antes do anúncio do acordo, o dólar operava na casa dos $23,50 pesos (após ter fechado em $22,30) e caiu, logo depois do pronunciamento de Macri sobre o FMI, a $22,46. No começo desta semana, com a crise cambiária na Turquia, o peso argentino ultrapassou a marca dos $30 por dólar.

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Os EUA estão ressuscitando a Doutrina Monroe na América Latina?

Brasil de Fato - 6 horas 29 minutos atrás
Política externa Estavam entre as pautas do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, a Venezuela e a China Redação | Em visita ao Brasil, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, se reuniu com representações dos militares Embaixada dos Estados Unidos

A turnê sul-americana do secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, é mais uma evidência da reativação da doutrina Monroe, política externa que considera a América Latina como um território de influência de Washington, opinou para a Sputnik o analista internacional Sergio Rodríguez Gelfenstein.

Um dos pontos mais relevantes da agenda de Mattis é tentar reverter a importância da China como aliado estratégico da região. Ultimamente tem sido registrado um crescente intercâmbio comercial entre a China e a América Latina, assim como numerosos investimentos chineses em infraestruturas e programas de cooperação na área tecnológica.

Washington vê isso como uma ameaça ao seu poder na região, acredita Rodríguez Gelfenstein. Por isso, acha, os EUA optam por "ressuscitar a doutrina Monroe", ou seja, "a necessidade, em termos geoestratégicos, de controlar o que eles consideram o seu 'pátio traseiro'".

Estas orientações da política externa, que se costumam resumir na frase "A América para os americanos", datam do século XIX, quando crescia a influência britânica e de outros países europeus na região contígua aos EUA. Hoje em dia, segundo Gelfenstein, "o inimigo não é mais a Grã-Bretanha, mas a China e a Rússia".

Os laços comerciais e os investimentos chineses se multiplicam exponencialmente na Ásia e na África. Na Europa, surge uma situação de tensão: por um lado, estão as exigências dos EUA e,por outro, os países não podem deixar de fazer comércio com a China nem de comprar gás da Rússia ou petróleo do Irã.

"Então, os Estados Unidos têm que tentar controlar seu espaço 'natural' que é a América Latina. Para isso estão empregando um esforço maior, embora já seja impossível [para os EUA] competir com a China em termos econômicos", disse Rodríguez Gelfenstein.

"A presença da China está crescendo e potencialmente vai ser muito maior. Os EUA não têm capacidade econômica para competir. Então a única coisa que podem fazer é o caminho da força, o caminho da ameaça e da chantagem", acrescentou.

A situação econômica mundial, em particular o crescente protecionismo por parte de Washington, faz com que os países latino-americanos busquem investimentos e recursos em outros mercados. Atualmente "onde há dinheiro não é no Fundo Monetário Internacional, nem no Banco Mundial, mas na China", ressaltou o interlocutor da Sputnik Mundo. 

Venezuela, a "obsessão" dos EUA há 20 anos

O ponto principal da agenda de Mattis, segundo Rodríguez Gelfenstein, é chegar a acordo sobre uma linha dura contra a Venezuela — o chefe do Pentágono de fato propôs ao Brasil "liderar" a resposta regional à crise no país latino-americano.

Além de afirmações duras por parte de Mattis quanto a Caracas durante sua turnê sul-americana, o analista apontou para o "permanente cerco" feito à Venezuela, lembrando a reativação em 2008 da Quarta Frota da Marinha norte-americana no Caribe, a intenção de instalar novas bases militares na Colômbia e o fortalecimento da base já existente em Honduras, assim como a realização das manobras AmazonLog 17, quando "pela primeira vez na História" o Brasil, a Colômbia, o Peru e os EUA participaram de exercícios conjuntos na Amazônia brasileira.

"Estamos vendo uma ofensiva continuada que dura já quase 20 anos e que tem seus efeitos em termos políticos e diplomáticos", resumiu.

Quanto à escolha dos países da digressão de Mattis (Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, nações críticas em relação a Caracas) o especialista afirmou o seguinte: "Não tem muita importância" o que dizem os líderes locais, é sim preciso "seguir as ações dos EUA, que são o chefe destes países".

Por outra parte, Rodríguez Gelfenstein sublinhou as tentativas de vários Estados de enterrar a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), projeto de integração que teve o Brasil como "pai".

Se havia uma coisa que funcionava bem e de maneira rápida na Unasul era a comissão que agrupava os intercâmbios entre as forças armadas, entre as quais as brasileiras tinham o papel mais importante. [Michel] Temer a abandonou, reduziu seu orçamento e fez o que nenhum outro presidente do Brasil tinha conseguido — subordinar as Forças Armadas brasileiras à lógica dos Estados Unidos", concluiu. 

Nesta segunda-feira (13), o secretário de Defesa dos Estados Unidos iniciou sua primeira visita à América do Sul, escolhendo como primeiro país o Brasil, onde teve reuniões com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, para debater assuntos de interesse bilateral e regional.

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Coluna Curto e Grosso | Libertadores e final em jogo único

Brasil de Fato - 6 horas 47 minutos atrás
Futebol Estamos abrindo mão de valorizar nosso diferencial para buscar uma suposta padronização lucrativa Fabrício Farias | Em 1976, Cruzeiro venceu a final contra o River Plate em campo neutro, no Estádio Nacional de Chile Foto: Arquivo Cruzeiro

Salve, salve meu povo, tudo bem? Está confirmado: em novembro de 2019 a final da Taça Libertadores será disputada em jogo único, no caso, em Santiago do Chile, do outro lado da cordilheira dos Andes. A novidade, sem dúvida alguma, tem a influência direta do modelo utilizado pela UEFA para a final da liga dos campeões. Tudo bem que a final em campo neutro não é uma novidade na competição sul-americana, uma vez que, até os anos 80, o jogo de desempate entre duas equipes era sempre longe da casa dos adversários. 
A grande questão que essa “novidade” provoca é a justificativa para a final de jogo único. Estamos abrindo mão de valorizar justamente o nosso diferencial no mundo do futebol, para buscar uma padronização que teoricamente iria trazer vantagens econômicas e “modernizar” o futebol sul-americano. 
Segundo a Conmenbol, a final em jogo único irá “potencializar o desenvolvimento esportivo do futebol sul-americano, mediante maiores recursos, mais investimentos e melhores padrões em todos os níveis”. Parece que tantos benefícios surgiram após a primeira decisão em campo neutro e não por meio do combate à corrupção nas federações nacionais e na própria Conmebol. Havia uma tentativa de conter que os principais jogadores deixassem o continente antes mesmo de se tornarem adultos. Outra de que o dinheiro gerado fosse reinvestido no nosso futebol, inclusive como um fator de inclusão social. Séculos já se passaram, mas a mentalidade de colônia segue firme nas mais diversas áreas da vida por aqui.
 

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Editorial | Lula é candidato e líder nas pesquisas

Brasil de Fato - 7 horas 4 minutos atrás
Eleições O Brasil de Fato se coloca na defesa da candidatura de Lula, condenado sem provas, em sentença questionável do TRF-4 Redação Minas Gerais | Há chance de conflitos caso o Judiciário decida manter Lula incomunicável, sem participar de debates ou mesmo concorrer à presidência Charge: Latuff

No dia 15 finalizaram os registros dos nomes que concorrem à presidência nas eleições mais indefinidas desde 1989. São, ao todo, 13 candidaturas. 
Da base de apoio do governo Temer - e representando o projeto que vem retirando direitos e vendendo as riquezas do país desde a saída de Dilma Rousseff - são vários os candidatos. O principal deles é Geraldo Alckmin (PSDB). Também estão na base de apoio de Temer e apoiaram o congelamento dos investimentos com políticas sociais, a reforma trabalhista e da Previdência, a terceirização e as privatizações, Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos), Daciolo (Patriota) e Bolsonaro (PSL). 
Do outro lado, o principal candidato da esquerda é o ex-presidente Lula. Mesmo preso em Curitiba, o candidato do PT é líder nas pesquisas e segue o centro das atenções da política nacional.
O poder Judiciário, mais uma vez, seguirá nos holofotes até 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições. Isso por que o Supremo Tribunal Federal (STF) decide se pauta ou não a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) que pode definir que o início da execução da pena após a condenação em segunda instância é inconstitucional. Nesse caso, Lula seria solto na sequência. 
A postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também merecerá atenção. É provável que tentem impugnar a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa. A pressão dos meios de comunicação empresariais, com a Rede Globo à frente, é grande. Mesmo se o fizer, caberá recurso da defesa. 
As regras vão mudar apenas para Lula?
Em meio a isso, o apoio massivo de movimentos populares é para que Lula tenha direito a concorrer, uma vez que não há apresentação de provas contra ele e os recursos da defesa não foram encerrados. 
Há chance de conflitos caso o Judiciário decida manter Lula incomunicável, sem participar de debates ou mesmo concorrer à presidência. Afinal, em 145 casos anteriores, candidatos concorreram as eleições em situação similar. As regras agora vão mudar apenas para Lula? 
O Brasil de Fato se coloca na defesa da candidatura de Lula, condenado sem provas, em sentença questionável do TRF-4. Tornar pública nossa posição é uma forma de franqueza com o leitor, o que não significa abrir mão em nossas páginas da pluralidade de ideias, da análise e da fidelidade aos fatos. Entendemos que Lula é um preso político, cuja prisão tem a finalidade de impedir sua vitória eleitoral. 
Lula candidato é a oportunidade para barrar a retirada de direitos e o golpe em curso. É a oportunidade de retomarmos a democracia no Brasil.

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