Brasil de Fato

ELN anuncia trégua e pede a governo da Colômbia que retome negociações de paz

Brasil de Fato - 24 minutos 12 segundos atrás
12 dias Diálogos estão suspensos desde que, em 1º de agosto, terminou em Havana o sexto ciclo de negociações com o governo Redação | As atividades militares estarão suspensas de 23 de dezembro de 2018 a 3 de janeiro de 2019, durante as festividades Brasil de Fato

A guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta segunda-feira (17) uma trégua de Natal de 12 dias, que começará no próximo dia 23, um domingo. Ao mesmo tempo, a organização pediu ao governo da Colômbia que retome as negociações de paz em Cuba.

“Atendendo ao pedido das comunidades nos territórios (…), no Exército de Libertação Nacional realizaremos um cessar das operações ofensivas de 23 de dezembro de 2018 a 3 de janeiro de 2019, para levar um clima de tranquilidade no Natal e no Ano Novo”, disse o Comando Central (Coce) por meio de um comunicado

O ELN disse, no mesmo texto, que quer dar continuidade às negociações de paz iniciadas em fevereiro de 2017, pedindo ao presidente do país, Iván Duque, que envie delegados a Cuba, onde os representantes do grupo aguardam para retomar as conversas.

Os diálogos estão suspensos desde que, em 1º de agosto, terminou na capital cubana o sexto ciclo de negociações com o governo do então presidente Juan Manuel Santos.

“Presidente Duque, abandonar os caminhos e esforços de diálogo e paz agrava a crise da Colômbia, porque terminaria destruindo o que resta dos acordos com as FARC [Força Alternativa Revolucionária do Comum] e desconhece o processo de solução política com o ELN”, afirmou o grupo.

Durante 2017, quando as negociações se realizavam em Quito, no Equador, o governo e o ELN acordaram um cessar-fogo bilateral de 101 dias, vigente entre 1º de outubro de 2017 e 9 de janeiro de 2018, como primeiro passo para avançar a um acordo de paz. O grupo diz que “segue comprometido com a busca de uma solução política do conflito” e que não sairá da mesa de negociações em Havana.

O ELN, diz o texto, seguirá “trabalhando pela continuidade do processo de negociações de acordo com a agenda estabelecida, com a participação da sociedade e o acompanhamento da comunidade internacional, buscando acordos humanitários e um novo cessar-fogo bilateral”.

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Rio police uncover plot to kill congressman and human rights defender Marcelo Freixo

Brasil de Fato - 28 minutos 3 segundos atrás
POLITICAL PERSECUTION A fellow party member of Marielle Franco, Marcelo Freixo said “the law cannot let violent groups control people’s lives” Juca Guimarães | A fellow party member of human rights activist Marielle Franco, killed in March, Rio congressman Marcelo Freixo faces death threats ALERJ

The Rio de Janeiro police foiled a plot that was being devised by a paramilitary group to murder state representative and federal congressman-elect Marcelo Freixo last Saturday, when he would attend an event with activists and teachers, Brazilian newspaper O Globo reported, based on classified police documents.

According to the report, a military police officer and two merchants were planning to kill Freixo. The men allegedly have connections with the same militia group that is being investigated for the murder of a Freixo’s fellow party member, human rights defender, and black activist, councilwoman Marielle Franco.

After the plot was exposed by the police, Freixo spoke at a press conference on Friday and pointed out the culture of violence and a shallow reasoning that opposes public security policies and the defense of human rights as the components of the deep crisis Rio is facing today, both in terms of politics and democracy itself.

The politician also spoke about the developments in the Marielle Franco murder case early this year, as well as the ten-year mark of a congressional committee that investigated militia groups in Rio, on Dec. 10.

“We’ve faced dozens of threats over the past ten years. Threats coming from many different sources, and they were all officially reported by security authorities, like this recent one,” he said.

Freixo also highlighted how big and powerful the criminal groups operating in Rio de Janeiro state are.

“We can't believe in a Rio de Janeiro where a councilwoman is brutally assassinated and the crime is not solved, where there is a criminal group controlling such huge areas and being able to kill, threat, and exploit such a huge number of people,” he said.

The congressman argued that the issue got to this point because the government has not been able to articulate and actually further ideas to tackle it.

“This is the outcome of a public security policy that sees human rights as something apart from it. It’s [regarded as] something that gets in the way of public security. This culture of war, opposing human rights and public security, is what makes us have such a huge number of human rights defenders – whether public authorities or not – threatened or killed. Meawhile, there is also a huge number of police officers being killed. This has to stop,” he told reporters.

Freixo took the opportunity to once again dispel one of the misconceptions regarding the work of human rights defenders that is widespread in Brazil.

“A human rights defender is not pro-criminals. On the contrary – the criminals want to kill human rights defenders. Human rights defenders stand up for the law. And the law cannot let such a dangerous, violent group control people’s lives,” he said.

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Incêndio na Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio, foi controlado

Brasil de Fato - 35 minutos 9 segundos atrás
INCÊNDIO O fogo e a fumaça preta foram visto de diversos bairros da cidade Redação | O trânsito foi interrompido na região e moradores do entorno foram orientados a sair de suas casas até a situação ficar sob controle (Foto: Reprodução/TV)

Um incêndio de grandes proporções atingiu parte da Refinaria de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo começou às 13h40. As chamas foram controladas por volta das 15h20. Por causa do incêndio, o Centro de Operações Rio (COR) interrompeu o tráfego na pista lateral da Avenida Brasil, a partir da Linha Amarela, no sentido centro, com desvio para a central.

A Refinaria de Manguinhos informou que o incêndio teve início em um dos caminhões que fazia a descarga de combustíveis na área que fica no interior da unidade. Segundo a empresa, ninguém ficou ferido.

Bombeiros dos quartéis do Caju e de Benfica foram para o local, onde havia muita quantidade de material inflamável. Os militares orientaram os moradores do entorno da refinaria a deixar suas casas preventivamente logo após o início do incêndio.

O combate ao fogo na Refinaria de Manguinhos recebeu o reforço dos quartéis do Irajá, de São Cristóvão, de Duque de Caxias e do Alto da Boa Vista.

A assessoria do Corpo de Bombeiros reafirmou que não houve registro de vítimas do incêndio, mas informou que uma pessoa foi atendida pelas equipes de resgate por inalação de fumaça.

A refinaria iniciou suas operações em 14 de dezembro de 1954 durante a campanha "O petróleo é nosso". Em seu site na Internet, a companhia se define como uma refinaria de pequeno porte que passa por um processo de modernização. Atualmente tem capacidade para refinar cerca de 15 mil barris de petróleo por dia.

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Coluna Bafafá | Personagem chega para causar em "O sétimo guardião"

Brasil de Fato - 46 minutos 38 segundos atrás
Novela Nany People vive na tela uma mulher transexual que vai abalar Serro Azul Felipe Marcelino* | Outro ponto a ser lembrado com a personagem da atriz é o da representatividade Foto: Reprodução

Uma nova personagem vai causar o maior bafafá com sua chegada à pacata Serro Azul, cidade da novela “O sétimo guardião”. É a do químico Marcos Paulo, interpretado pela atriz transexual Nany People, que já chega com tudo em sua estreia nas novelas do Globo. Marcos Paulo era um grande amigo da megera Valentina Marsalla (Lília Cabral) que foi para a Europa e lá faz uma cirurgia de mudança de sexo. A personagem já vem aparecendo na trama, sempre toda enfaixada devido à recente cirurgia, mas está com a passagem marcada para “causar” em Serro Azul com seu novo estilo. Nem Valentina sabe da mudança da sua nova sócia. A surpresa da vilã - assim como a dos outros personagens – será exibida já nos próximos capítulos e promete muita diversão e confusão. E claro, o talento para humor e a extravagância da atriz Nany People, já bem conhecidos, nos garantem isso. 
Nany People nos conta como surgiu o convite para ir para o horário nobre das novelas: foi o próprio autor da novela, Aguinaldo Silva, que, após ver seu teste em um vídeo mandou a equipe lhe fazer o convite para a personagem. Aliás, a personagem foi pensada para Renata Sorrah; mas por questões pessoais da atriz, a produção teve que encontrar uma substituta. E que sorte para Nany – e para nós telespectadores – que poderá mostrar todo o seu talento com a maior projeção que o horário nobre lhe permite. 
Outro ponto a ser lembrado é o da representatividade. Nany People celebra a conquista do papel também por isso: “Vivemos no país que mais mata por homofobia e por transfobia. Ter uma atriz trans fazendo a novela do horário nobre, da principal emissora aberta do país, é uma conquista, sim. Eu dou graças a Deus por ter sido escolhida para isso”. E nós também comemoramos. Com certeza, será uma personagem marcante nas novelas brasileiras!
Um abraço!
Feliz Natal e um ótimo 2019!
*Felipe Marcelino é professor de filosofia.

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Coluna Curta e Grosso | Libertadores é cosa nostra

Brasil de Fato - 58 minutos 13 segundos atrás
Futebol As torcidas organizadas argentinas estão a anos luz das brasileiras no modo como se organizam e operam Fabrício Farias | River e Boca chegaram à final com todo tipo de ajuda possível e imaginável Foto: Divulgação Boca Juniors

Salve, salve, meu povo! 
A Conmebol realmente se superou na edição 2018 da Libertadores. River e Boca chegaram à final com todo tipo de ajuda possível e imaginável. A decisão, que foi chamada de “final do mundo”, foi levada para o outro lado do Atlântico, em função do ataque da torcida do River ao ônibus do Boca. 
Não vá pensando que o ataque resultou da ira eventual de alguns torcedores. Dias antes, líderes da torcida do River foram pegos com vários ingressos para o jogo em Nuñez e suspensos de comparecer no estádio. Logo, o ataque seria uma retaliação ao Ministério Público argentino. As torcidas organizadas argentinas estão a anos luz das brasileiras no modo como se organizam e operam. 
A Conmebol, ao fim, vangloriou-se por supostamente ter transformado a final da Libertadores em um campeonato de alcance mundial. Resta saber por quanto tempo ela conseguirá esconder os podres que cercam a competição, a fim de entregar ao público um produto rentável.
 

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Falência de grandes livrarias pode abrir espaço para diversidade

Brasil de Fato - 1 hora 11 minutos atrás
Livro Saraiva e Cultura investiram em best-sellers e abandonaram os outros 98% dos títulos Rafaella Dotta | Em 2016 a venda de livros físicos foi 150 vezes maior do que os livros digitais Foto: Divulgação

Duas grandes livrarias do país estão em maus lençóis. Em outubro e novembro, a livraria Saraiva e a livraria Cultura pediram recuperação judicial. A Saraiva declara uma dívida de R$ 675 milhões, enquanto a Cultura deve R$ 285 milhões. Mas qual o motivo dessas falências?
Pesquisas do Sindicato Nacional dos Editores de Livros mostram que os livros digitais estão ganhando espaço. Em 2016, último levantamento, foram 2,7 milhões de exemplares vendidos e um faturamento de R$ 34 milhões. Porém, no mesmo ano as vendas de livros impressos foram de 382 milhões de exemplares e faturamento de R$ 5,4 bilhões. A venda de livros físicos foi 150 vezes maior. 
Livrarias de best-sellers
Outra análise, do editor Haroldo Ceravolo, é de que as livrarias não estão perdendo leitores para o livro digital, mas para suas próprias escolhas. Para ele, as grandes livrarias passaram a se basear em um tripé de crescimento: a abertura de muitas lojas, a imposição de condições mais duras para os fornecedores e a venda de espaços nas lojas – os espaços nas vitrines e nas prateleiras passaram a ser vendidos às editoras ou escritores.
Em 2017, o Brasil publicou cerca de 50 mil títulos diferentes. Enquanto a livraria Saraiva nasceu para vender pouca variedade de livros - os considerados best-sellers -, a Cultura era especializada nos outros “49 mil títulos”, diz Haroldo. Porém, começou a seguir a mesma lógica. “Uma migração muito malsucedida”, pontua o editor.
“Eles perderam os velhos leitores e não ganharam os novos. Os livros que mais vendem representam uma fatia muito pequena do mercado. Você vende para mais gente, mas são pessoas que consomem poucos livros.”, analisa. Ele critica também os temas. Enquanto o feminismo, o tema LGBT e as questões da negritude ganharam destaque no país, as grandes livrarias investiram em vender livros muitas vezes contrários a esses valores.
O que fazer?
Editor da Alameda Editorial, Haroldo vê oportunidades para as pequenas editoras. Elas podem suprir o vazio deixado pelas grandes livrarias. “Essa tinha que ser a preocupação dos governos. Abertura de livrarias nas cidades menores, nos bairros, nas periferias das cidades”, defende.
Belo Horizonte
Relicário Edições, Páginas Editora, Editora Moinhos, Mazza Edições, Editora Letramento, AZica, Alecrim, Anime Livros, Cérbero Edições, Crisálida, Crivo Editorial, Dublinense Editora, Entrelinha Papelaria, Funil, KZA 1, Editora Letramento, Lote 42, Preta Sebastiana e Editora Venas Abiertas são algumas das editoras que existem e resistem em Belo Horizonte e têm acervo diferente do comercial.
Livro, um ótimo presente :)
Brasil de Fato traz três sugestões de livros que acabaram de ser lançados. Uma ótima dica pra você conhecer e presentear neste fim de ano: 
Outra Educação é Possível: Feminismo, Antirracismo e Inclusão Em Sala De Aula
A escritora Luana Tolentino conta suas experiências em sala de aula, de como educar (e aprender) respeitando a diversidade e a identidade. A valorização da autoestima é outro ponto muito buscado pela autora/professora. A leitura e os exemplos de novos métodos de educação são contagiantes. Editora Mazza, R$ 35. Pode ser adquirido em: www.mazzaedicoes.com.br.
Figuras de Liberdade Memórias de um Artista Viajante
Histórias que misturam a realidade e a fantasia, com um toque de interior mineiro. Fernando Siqueira acaba de lançar o seu livro com ilustrações que tornam os personagens ainda mais reais. O Figuras de Liberdade chama a atenção pelas belíssimas imagens. Editora Crivo, R$ 60. Pode ser adquirido em: www.crivoeditorial.com.br.
Desenhos da Resistência
A autora Marlene Crespo desenha, em 176 páginas, a luta popular durante a ditadura militar no Brasil. São histórias de mulheres, índios, estudantes, operários e moradores de periferia. Ela própria viveu os anos da ditadura. Editora Expressão Popular, R$ 25. Pode ser adquirido em: www.expressaopopular.com.br.

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Registro Digital de Veículos facilita vida de motoristas em Pernambuco

Brasil de Fato - 2 horas 2 minutos atrás
TRÂNSITO Funcionando desde o dia 13, o registro evita que motoristas andem sem a documentação necessária, o que é infração Da Redação | Aplicativo pode substituir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Agência Brasil

O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (DETRAN-PE) laçou no último dia 13 o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) Digital. A ação é uma parceria do Ministério das Cidades, Departamento Nacional de Trânsito – Denatran, e o Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro. A versão eletrônica do documento do veículo estará disponível no mesmo aplicativo da CNH Digital, ou seja, isso quer dizer que os motoristas pernambucanos podem conduzir seus veículos portando a versão digital do CRLV.

Pernambuco é o 5º Estado a implantar a tecnologia do CRLV Digital. “Já contamos com 28.609 CNH’s digitais e o Detran passa agora oferecer o CRLV, que traz todas as informações do documento impresso e um QR Code que pode ser lido para verificar se o CRLV é falso em uma abordagem de trânsito. Além disso, permite exportação em arquivo pdf, com assinatura digital, para ser utilizado em alguma necessidade que exija um documento autenticado”, destacou Charles Ribeiro, o Diretor Presidente do Detran.

O acesso ao CRLV Digital só é permitido se o licenciamento de 2018 do veículo esteja quitado, ou seja, taxas do Detran, multas e DPVat. O aplicativo da Carteira Digital de Trânsito está disponível na App Store e Google Play. O cadastramento do veículo no aplicativo e não exige que o proprietário compareça ao Detran, o que traz mais comodidade e praticidade, já que é comum levar o celular para todos os lugares.

O cadastro possui também a funcionalidade que permite a utilização do mesmo documento veicular por mais de uma pessoa, entre usuários que já possuem instalada a Carteira Digital Eletrônica (CDE). No momento, são permitidos até cinco compartilhamentos simultâneos, mas existe previsão de aumentar esse número para, no futuro, atender proprietários de grandes frotas de veículos.

Até o momento, cerca de 25 mil CRLV digitais já foram emitidos para proprietários de veículos dos estados do Ceará, Rondônia, Goiás e do Distrito Federal. A segurança do usuário é feita por uma senha de acesso de quatro dígitos, exigida para o login na Carteira Digital de Trânsito. Já a autenticidade do documento é garantida pelo QR Code, que pode ser lido para verificar se há alguma falsificação no documento durante uma fiscalização de trânsito.

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Repórter SUS | Qual saúde temos direito, 70 anos pós-Declaração?

Brasil de Fato - 2 horas 13 minutos atrás
Direitos Humanos Desigualdades sociais, racismo e desrespeito à diversidade são marcas na saúde do século 21 Ana Paula Evangelista | "Há muito pouco tempo foi denunciado no RJ que as mulheres num momento grandioso, que é o momento da vida, tendo seus filhos algemadas". Cedeca Interlagos

Ao celebramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, como está a construção do direito à saúde?

No Repórter SUS dessa semana, produzido em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz), a coordenadora do Departamento de Direitos Humanos da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Maria Helena Barros, aborda desafios impostos pelo atual cenário político para os direitos humanos no país, em particular suas repercussões no campo da saúde.

A pesquisadora fala sobre a saúde enquanto direito humano, que vai além da ausência de doenças,  passa por redução das desigualdades. “Vimos [recentemente] em todos os meios de comunicação de uma mulher que o filho nasceu no chão do hospital. De que pessoa a gente está falando? Qual está sendo o valor dado a essa vida? De que humanidade a gente está falando? Qual dignidade é essa? Por que um nasce num hospital com todos os cuidados, com todo o aparato técnico ligado à saúde, e o outro nasce ali no chão?”, compara Maria Helena.

A pesquisadora destaca ainda que trabalhar a saúde, na perspectiva dos direitos humanos, é mexer em questões de desigualdade, discriminação racial e desrespeito à diversidade. “Há questões fortes do racismo, um problema gravíssimo, estrutural em nossa sociedade. São muitas questões. Pensar a saúde como direito humano é pensar em diversas questões. É pensar em todas as homofobias, as discriminações que são feitas com os trans, os gays, com toda essa população que tem direito a ter suas expressões, tem direito a decidir o que fazer de seu corpo”.

Outro exemplo que ela aponta para a reflexão sobre a perspectiva dos direitos humanos, relaciona-se ao parto das mulheres encarceradas. “Há muito pouco tempo foi denunciado no Rio de Janeiro que as mulheres num momento grandioso, que é o momento da vida, as mulheres tendo seus filhos algemadas. Que saúde a gente está falando, que perspectiva humana a gente está falando?”, questiona.

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Confira a edição desta segunda-feira (17) da Rede Lula Livre

Brasil de Fato - 3 horas 56 minutos atrás
Rádio Nossa programação vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras Redação | A atriz Lucélia Santos leu uma carta de agradecimento do ex-presidente Lula, que que recebeu o Premio Chico Mendes Gleilson Miranda/Secom

Na edição da Rede Lula Livre desta segunda-feira você vai saber mais detalhes do prêmio dado ao ex-presidente Lula neste fim de semana. Lula recebeu o prêmio Chico Medes de Florestania, concedido anualmente pelo governo do Acre para pessoas que encamparam ações em defesa do meio ambiente. Durante a premiação, a atriz Lucélia Santos leu uma carta de agradecimento do ex-presidente Lula.

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre ao vivo de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras. 

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Tody One: o graffiti como ferramenta de transformação periférica e expressão negra

Brasil de Fato - 5 horas 4 minutos atrás
Cor nas ruas Grafiteiro há 17 anos, ele conta sobre seu trabalho e os desafios enfrentados por artistas na maior cidade do país Mayara Paixão | Artista visual Tody One renovou a fachada do Instituto Lula, em São Paulo, no início de 2018 Ricardo Stuckert

Dos 30 anos de idade do pernambucano João Belmonte, ele passou ao menos 13 tendo o graffiti como protagonista do seu dia a dia. Com a arte, aprendeu a importância de se posicionar politicamente, os desafios de obter respostas do poder público e as diferenças que separam artistas pela cor da pele. A partir daí continuou usando o graffiti como instrumento para provocar as pessoas e as instituições.

Hoje, o artista visual é conhecido pela maioria como Tody One e tem como campo de atuação principal o bairro de Guaianases, no extremo da zona leste de São Paulo (SP). Uma de suas obras mais conhecidas é o Gigante da Escadaria, que deu novo visual e ressignificou uma viela da região para os moradores.

Em julho de 2017, também participou da criação de mais um ponto de difusão de cultura na cidade: o Ateliê Griot Urbano, estimulando a representatividade de pensadores, artistas e escritores negros.

Em conversa com a Rádio Brasil de Fato, Tody One compartilhou as dificuldades enfrentadas enquanto artista da periferia, a relação que vê entre arte e política e o papel do graffiti nos centros urbanos.

Confira a entrevista na íntegra:

Brasil de Fato: Nos conte um pouco como surge e o objetivo do Ateliê Griot, por favor...

Tody One: O Ateliê Griot urbano teve início em 2016 junto com meu amigo Nômade Griot. Nós temos algumas atividades de trabalho com arte-educação e arte urbana e vimos a necessidade de diálogo no nosso próprio bairro [Guaianases], que não tinha. A gente era educador na Cidade Tiradentes, em Itaquera e em outros bairros, mas onde morávamos nunca tínhamos atuado.

Tivemos essa iniciativa de fazer algumas atividades com as crianças e um diálogo de arte negra e política. Fazemos alguns encontros e trazemos alguns artistas para trocar uma ideia, falar sobre política nesses tempos atuais.

O Ateliê fica próximo da escadaria e ela, depois do graffiti, virou um ponto turístico, e a gente conseguiu que um vereador fosse lá visitar o espaço e ouvisse os moradores. Essa escadaria é bem antiga, tem mais de 60 anos, mas não tinha corrimão, e os degraus eram todos irregulares. A partir do graffiti, conseguimos essa proximidade com o poder público, que já iniciou algumas obras para revitalizar a escada.

É legal que a gente, como arte e militância de periferia, fez com que chegasse uma melhoria para um lugar que antes não era olhado.

Vocês também trazem uma proposta, de preocupação grande, com o incentivo à leitura, em especial de autores negros, certo?

Exatamente. Um dos poetas que mais escrevo nas ruas é o Sérgio Vaz. Tem uma galera do meu bairro que o conhece sem saber quem é ele por conta das poesias que escrevo nos muros.

A proposta é exatamente essa: dar essa autonomia aos artistas negros e fazer com que eles tenham voz. Temos um projeto chamado Geloteca, no qual a gente pega geladeiras velhas, grafita elas e coloca em lugares ociosos e escolas.

Em Guaianases, temos cinco geladeiras espalhadas e um total de 17 geladeiras espalhadas pela cidade com essa proposta de fazer pontos independentes de leitura além das bibliotecas públicas. A galera tem livro para doar, coloca na geladeira e a própria população faz essa troca de livros.

O graffiti é uma arte que ocupa o espaço urbano e público, mas por fazer as pessoas não compreendem isso. Como você entende essa discussão e quais desafios já enfrentou?

Enfrento vários. Nessa atualidade de conjuntura política, quem se posicionou são poucos grafiteiros de São Paulo, que bateram de frente. Os graffiti sofrem ataques, mas a gente que é da rua sabe que é uma arte efêmera. Fazemos, tiramos foto e acabamos esperando que isso aconteça mesmo, como alguns ataques com tinta.

A gente que é artista urbano está propício a receber essas críticas. Conseguimos atingir algumas pessoas e provocar outras. O ideal da arte é essa provocação. Quando as pessoas se sentem provocadas, acho que atingiu a intenção, que era essa mesmo.

No seu trabalho, a arte desde sempre foi uma forma de expressão política?

Foi uma construção. Faço graffiti desde os 13 anos, mas não tinha uma ideologia a seguir naquele tempo. Eu, como homem negro, tentava saber a minha posição na rua. A gente sabe que existem pichadores de classe média que, em sua maioria, têm advogados e pessoas que podem tirar eles da cadeia assim como eles entram. Para um artista preto de periferia, isso já não acontece. Você está propício a ser morto.

A gente sofre algumas coisas na periferia por ser homem negro. Tenho um amigo que é pichador e é negro e tem um problema crônico no ombro porque o policial jogou ele de cima de um muro há cinco anos. Ele não consegue levantar o braço. Então algumas coisas que acontecem com artistas e pichadores de periferia são diferentes dos que acontecem com uma galera que tem um poder aquisitivo maior e tem acesso a advogados, por exemplo, para tirar eles da prisão caso precise.

Minha mãe, quando eu saia de casa, sempre me dizia para ser educado com autoridades e sempre andar com documento e não fazer nada de errado porque só falta 'um pezinho' para a gente poder ser agredido. Artista de periferia é bem diferente do 'artista Vila Madalena'.

Ao longo destes 17 anos produzindo graffiti, o que a arte representa na sua vida?

Uma incógnita. A arte existe para eu poder viver. Se não fosse por ela, talvez eu estaria como um zumbi, trabalhando em uma empresa fechada e não estaria vivendo. Eu consigo atingir algumas pessoas e elas são gratas por isso e tenho o graffiti como arte-educação, como poesia para ser vivida.

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Lula em carta aos médicos cubanos: "Lamento que o preconceito venha antes da saúde"

Brasil de Fato - 5 horas 54 minutos atrás
MAIS MÉDICOS "Eles venceram pela qualidade do serviço prestado ao povo brasileiro", diz o ex-presidente em carta de agradecimento Redação | Lula lembra de passeata em Batinga, interior da Bahia, que foi organizada para dar adeus ao "Dr. Ramón" Pan American Health Organization via Flickr/Creative Commons

“Que coisa bonita uma ilha latino-americana que exporta médicos para o mundo. Muito melhor do que países ricos que exportam soldados e derrubam bombas em comunidades pobres. Cuba exporta vida, carinho, saúde”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma carta de agradecimento enviada aos médicos cubanos que estiveram no Brasil como parte do programa Mais Médicos.

>>Leia o tabloide especial do Brasil de Fato sobre o fim do Programa Mais Médicos<<

Os médicos cubanos, que saíram do país após declarações de Jair Bolsonaro (PSL), tiveram um papel importante na interiorização do cuidado em saúde no Brasil e criaram fortes laços nas comunidades onde estiveram.

Confira abaixo a íntegra da carta:

“Queridos amigos de Cuba,

A saúde não é um bem, não é uma propriedade privada. A saúde é vida, condição primeira para fazermos qualquer coisa nesse mundo. Os serviços de saúde não podem ser mais um comércio como outro qualquer. E o ofício de quem cuida da saúde dos outros sempre será dos mais belos, sempre será uma missão, um ato de generosidade e carinho por outro ser humano.

No Brasil, os médicos de Cuba foram onde não havia médicos brasileiros. Em muitas comunidades pobres, distantes, de indígenas, que jamais tinham sido assistidas por um profissional da saúde.

Muitos criticaram o governo da presidenta Dilma Rousseff por trazê-los. Seria bom se não precisássemos. Se o Brasil tivesse tantos médicos que eles ocupassem todas as vagas pelo interior e periferias pobres do Brasil. Que bom seria se tivéssemos, como Cuba, médicos até para exportar para outros países! Que coisa bonita uma ilha latino-americana que exporta médicos para o mundo. Muito melhor do que países ricos que exportam soldados e derrubam bombas em comunidades pobres. Cuba exporta vida, carinho, saúde.

Mas não temos tantos médicos. O Brasil foi o último país da América do Sul a ter uma universidade, só em 1922. E isso porque tinham que criar uma para dar um título de doutor para o Rei da Bélgica! Brasil e Cuba viveram séculos de escravidão e exploração colonial. Mas dos dois só Cuba tem médicos para exportar para o mundo.

No Brasil, medicina era curso exclusivo de filho de rico antes do Partido dos Trabalhadores chegar ao governo. O filho do pobre não tinha direito nem de SONHAR em ser médico antes do PT. Criamos cotas para negros e estudantes de escolas públicas nas universidades federais, ampliamos os mecanismos para os jovens poderem estudar em escolas privadas de graça ou pagando poucos juros após fazerem o curso. Abrimos novas universidades, inclusive cursos de medicina, no interior do país. Aumentamos o número de jovens pobres e negros no ensino superior. Quando deram o golpe na democracia em 2016, para tirar o PT do governo, uma das primeiras medidas adotadas foi impedir a criação de novos cursos de medicina no país. Proibir que se ensine mais profissionais de saúde. Um absurdo.

Mas mesmo o governo de Michel Temer, a pedido dos prefeitos das cidades, que sabem a dificuldade que era encontrar médicos para postos de saúde, manteve o Mais Médicos entre 2016 e 2018.

Quando os médicos cubanos chegaram ao Brasil tentaram de todo o jeito desqualificá-los. Mas eles venceram pela qualidade do serviço prestado ao povo brasileiro. Pela dedicação, pela atenção, pelo conhecimento e profissionalismo, pela medicina humana e preventiva que praticam. Ganharam o carinho e a gratidão de milhões de brasileiros, que agora temem voltar a ficar sem a assistência que salvou tantas vidas no Brasil.

Eu lamento que o preconceito do novo governo contra os cubanos tenha sido mais importante que a saúde dos brasileiros que moram em comunidades mais distantes e carentes.

Eu agradeço aos médicos cubanos que superaram as críticas e preconceitos e nos ensinaram que uma medicina mais humana não só é possível, como é mais eficiente para melhorar os padrões de saúde de nossas comunidades. No final os cubanos trocaram experiências e conhecimentos com muitos médicos brasileiros, e chamaram a atenção de todos para a importância da medicina preventiva e da atuação na saúde das famílias.

Por isso quero dizer ao povo de Cuba: tenham muito orgulho dos seus médicos e das suas escolas de medicina. Vocês conquistaram milhões de admiradores, milhões de pessoas gratas no Brasil.

O distrito de Batinga, na cidade de Itanhém, na Bahia, organizou uma passeata com toda a comunidade para se despedir do Doutor Ramon Reyes, que atendeu por anos no local e conquistou a todos. Saíram com faixas agradecendo o bem que esse médico fez e com esperança que ele um dia retorne. Uma homenagem simples e sincera de um povo que recebeu os cuidados atenciosos de um filho de uma ilha distante do Caribe, cercada por décadas por um feroz bloqueio pelo país mais poderoso do planeta, e que, ainda assim, consegue exportar médicos e conhecimento.

Os laços de fraternidade entre os povos são muito mais fortes que o ódio irracional de alguns representantes das elites.

É a lição que os médicos cubanos ensinam em tantos países do mundo e também nos ensinaram no Brasil.

Muchas Gracias,

Luiz Inácio Lula da Silva”

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Futebol feminino e os 18 anos de espera

Brasil de Fato - 6 horas 2 minutos atrás
Gol Contra Finalmente as maiores emissoras de TV brasileiras se interessaram em transmitir a Copa do Mundo FIFA feminina de futebol Vinícius Sobreira | Lideradas por Marta, as brasileiras estão no Grupo C Lucas Figueiredo / CBF

A notícia é boa, mas tem seu lado triste. A Copa, realizada desde 1991, teve que esperar até sua 8ª edição para a Rede Globo decidir que é importante valorizar e transmitir à população o esporte feminino. O Brasil, que já foi vice-campeão em 2007 e 3º colocado em 1999, vive seu pior momento na modalidade, ocupando apenas a 10ª colocação no ranking de seleções.

A Copa de 2019 tem como sede a França e reúne 24 seleções divididas em seis grupos. Lideradas por Marta, as brasileiras estão no Grupo C, que têm como equipe mais forte a Austrália (6º no ranking FIFA). No grupo estão ainda Itália (16º) e Jamaica (53º). A Canarinho tem uma estreia mais leve, contra as jamaicanas, no dia 9 de junho; seguido dos duelos contra Austrália (dia 13) e Itália (dia 18). Os jogos serão, respectivamente, nas cidades de Grenoble, Montpellier e Valenciennes. Passam à fase mata-mata o 1º e 2º colocados de cada grupo e ainda os dois 3º colocados que obtiveram mais pontos.

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Coaf aponta novos repasses a ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Brasil de Fato - 6 horas 29 minutos atrás
Movimentações suspeitas Órgão mostra que servidores transferiram até 99% dos seus salários para Fabrício Queiroz Rede Brasil Atual | Família Bolsonaro ainda não explicou sobre as movimentações suspeitas na conta do ex-assessor e motorista Sergio Lima / AFP

Dados da movimentação financeira de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indica que ao menos uma assessora depositou quase todo o salário recebido na Alerj, em determinado período sob investigação no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), no esquema que engrossou o caixa do filho de Jair Bolsonaro (PSL). A funcionária em questão é Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício. Ela transferiu dinheiro da Alerj para o pai em "movimentação financeira atípica" investigada pelo Coaf – mais precisamente R$ 97.641,20. As informações são do jornal o Estado de S.Paulo (Estadão).

Segundo a reportagem, o total transferido por Nathalia no esquema de nomeações de Flávio Bolsonaro corresponde a 99% do pagamento líquido feito pela Alerj à assessora em janeiro de 2016, segundo registros da folha salarial daquela Casa.

"Os cálculos são por aproximação. Para fazê-los, o Estado usou o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da Operação Furna da Onça e consultou a folha salarial da Casa. O órgão federal mostrou que no período investigado Nathalia transferiu os R$ 97.641,20 para a conta do assessor de Flávio", escreveu o Estadão.

Nathalia trabalhou na Alerj de setembro de 2007 a dezembro de 2016. Depois foi trabalhar como assessora no gabinete parlamentar do hoje presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na Câmara dos Deputados. Foi exonerada em 15 de outubro, mesmo dia em que seu pai foi desligado do gabinete de Flávio. Oficialmente, o motivo foi a aposentadoria de Queiroz como PM. Reportagem publicada nesta sexta-feira, 14, pela Folha de S. Paulo mostrou que Nathalia, enquanto era funcionária, trabalhava como personal trainer no Rio, em horários em que deveria estar cumprindo jornada como assessora parlamentar, que é remunerada com dinheiro público.

Ainda segundo o jornal, a investigação do Coaf mostrou que o montante foi dividido ao longo de 13 meses – o que resulta num crédito mensal médio de R$ 7.510,86. Um dos pagamentos líquidos recebido em janeiro de 2016 por Nathalia na Alerj foi de R$ 7.586,31, acrescenta a reportagem.

A partir de janeiro, quando Jair Bolsonaro assume a Presidência da República, o Coaf,que já tem dado muita dor de cabeça para os membros do governo eleito, ficará sob comando do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.

"No confronto com o (salário) bruto (de Nathalia), R$ 9.835,45, chegou-se a um repasse de 77,14%. Cotejada com a renda usada pelo Coaf, R$ 10.502,00, o porcentual foi de 72,23%. A renda considerada pelo Coaf, possivelmente, incorpora valores que não constam da folha de janeiro da Alerj ou rendimentos obtidos por Nathalia de outras fontes. Todas as cifras, porém, mostram porcentuais altos de repasse", acrescenta o blog.

Outros casos

A reportagem do Estadão aponta ainda que outra servidora de Flavio Bolsonaro que repassou a Queiroz grande parte do que recebeu foi Márcia Oliveira de Aguiar, mulher do ex-assessor. Os valores somam R$ 52.124,00 – uma média (total dividido por 13 meses) de R$ 4.009,23 – o Coaf não detalha se os repasses foram feitos mensalmente. 

Outra servidora, Luiza Souza Paes, tinha renda, segundo o Coaf, de R$ 3.479 mensais e fez transferências num toral de R$ 11.225,89 em 13 meses. Já Jorge Luís de Souza, que tinha salário bruto de R$ 5.486,76, fez depósitos mensais médios de R$ 1.573,46 (total de 20.454,98).  O Estadão mostrou que 57% dos depósitos feitos na conta de Fabrício Queiroz, investigada pelo Coaf, ocorreram no dia do pagamento dos salários na Alerj no período investigado, ou até três dias úteis depois.

O senador eleito alega não ter cometido nenhuma irregularidade e que seus assessores se explicarão às autoridades competentes. Por sua vez, Jair Bolsonaro transferiu para Fabrício de Queiroz – que teve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão como assessor de Flávio identificada pelo Coaf – a responsabilidade de esclarecer seus registros financeiros. Fabrício ainda não deu nenhuma declaração sobre o caso e também não responde a chamados de reportagens de diversos veículos de comunicação.

Os demais servidores apontados pela reportagem também não responderam aos chamados para comentar o relatório sobre suas movimentações financeiras.

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Coluna do Sport | Transparência

Brasil de Fato - 6 horas 43 minutos atrás
Colunas dos Clubes O cenário é óbvio e a dor de cabeça para sanar as finanças na próxima gestão também Daniel Lamir | São duas as chapas em disputa: “Sport do Povo” e “Uma razão para viver” Arnaldo Barros

Pelos discursos, as chapas “Sport do Povo” e “Uma razão para viver” afastam qualquer evidência de diplomacia com Arnaldo Barros. O cenário é óbvio e a dor de cabeça para sanar as finanças na próxima gestão também. Pela prática, a chapa vencedora precisa também se afastar de qualquer mentalidade administrativa dos últimos dois (ou quatro) anos.

Uma dessas mudanças pode ser a transparência - e por dois motivos. O primeiro é óbvio e merece poucas letras: ninguém em sã consciência deseja se juntar ao Fantasma Barros na história do clube. A segunda é justamente pela possibilidade de ter um álibi em mais uma (ou algumas) temporadas mornas. Jair, Marcão e Sander comprovam que dinheiro não é tudo num bom time de futebol. Mas, no fim das contas, é mesmo o dinheiro que fala mais alto no futebol a longo prazo.

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Editorial | 2018: um ano de lutas, festejos e resistência

Brasil de Fato - 7 horas 2 minutos atrás
Retrospectiva Ano vai chegando ao fim, deixando como herança desafios que devem ser traçados pelos brasileiros em 2019 Da Redação | Distribuição do Brasil de Fato PE durante a Marcha Lula Livre. Em 2018, foram muitas as batalhas. Que em 2019 possamos resistir juntos! PH Reinaux

O Brasil de Fato Pernambuco trabalhou durante o ano de 2018 para que nossos leitores e leitoras pernambucanas tivessem acesso a informação de qualidade com responsabilidade social, nosso jornal é comprometido com os interesses do povo, por que é feito pelo povo e para o povo.

Quando percorremos as edições do Brasil de Fato PE de janeiro a dezembro percebemos que retratamos todas as principais notícias de retirada de direitos do povo trabalhador, dos ataques constantes à democracia brasileira, assim como também retratamos a rebeldia, resistência, criatividade e os festejos do nosso povo.

No início de 2018 já prevíamos que as disputas políticas seriam mais acirradas e polarizadas na sociedade brasileira, e exigiria dos trabalhadores, trabalhadoras e do conjunto da esquerda brasileira o desafio da luta unitária. Esse desafio segue atual para o ano que se avizinha.

Em janeiro de 2018 os desembargadores da 8ª turma do TRF-4 em Porto Alegre, julgaram, condenaram e ampliaram a pena Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância. Lula foi preso no dia sete de abril, mas se manteve na frente das pesquisas de intensão de votos, e sua candidatura foi registrada com um grande ato político no dia 15 de agosto em Brasília. E, no dia 01 de setembro, o TSE rejeitou sua candidatura. Colocando no pleito Eleitoral a chapa encabeçada por Fernando Haddad e Manuela D’ávila.

Uma acirrada disputa eleitoral, evidenciando dois projetos políticos opostos, uma disputa entre a volta e o restabelecimento da democracia no país “O Brasil Feliz de Novo”, e do outro lado a continuidade da elite brasileira no poder, desmontando as conquistas históricas dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Em Curitiba/PR já são mais de 200 dias de Vigília Lula Livre em um acampamento montado nas proximidades da Policia Federal, durante as festividades de Natal e Ano novo serão realizadas ceias coletivas junto ao presidente Lula. Dentre os desafios que seguem para 2019, está a luta por Lula Livre!

Esse ano também foi marcado pela Copa do Mundo na Rússia, que no Brasil, e principalmente no nordeste, se mistura com os festejos do São João. Nosso povo é apaixonado pelo futebol, e que essa paixão sirva de exemplo para nossa resistência nos dias que se aproximam. Um ano que entra para história, entre golpes e luta política, resistimos com a alegria do futebol, dos festejos populares, da luta das mulheres, do povo negro, da população indígena, dos LGBTs, de toda essa gama de povo lutador e lutadora do povo que segue acreditando que ainda vira esse mundo em festa, trabalho e pão.

Que 2019 seja como a canção de Milton Nascimento: 
Vamos, caminhando de mãos dadas com a alma nova
Viver semeando a liberdade em cada coração
Tenha fé no nosso povo que ele acorda
Tenha fé no nosso povo que ele assusta
Tenha fé no nosso povo que ele resiste
E acordar novo, forte, alegre, cheio de paixão

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Presidente venezuelano rechaçou convite oficial para participar da posse de Bolsonaro

Brasil de Fato - 7 horas 4 minutos atrás
ESCLARECIMENTO O governo da Venezuela divulgou o convite enviado em novembro pela equipe de Bolsonaro a Nicolás Maduro Redação | Ao rechaçar o convite, Maduro afirmou que "jamais compareceria à posse de um presidente que é expressão da intolerância, do fascismo" HispanTV

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, publicou nesse domingo (16) dois comunicados diplomáticos emitidos pelo futuro governo do Brasil convidando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para participar da posse do presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro.

“O governo socialista, revolucionário e livre da Venezuela jamais compareceria à posse de um presidente que é expressão da intolerância, do fascismo e de interesses que são contrários à integração latino-americana e caribenha”, afirmou Maduro ao rechaçar o convite.

Por meio da publicação, Jorge Arreaza desmentiu a informação divulgada também no domingo (16) pelo futuro chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, afirmando que o governo de Bolsonaro não tinha convidado o presidente venezuelano.

Araújo publicou no Twitter: “Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira.”

Na rede social, o futuro Ministro das Relações Exteriores do governo de Bolsonaro também convocou os demais países a deixarem de apoiar o governo venezuelano, em uma decisão que demonstra a posição do futuro Executivo brasileiro de aumentar a pressão para favorecer os interesses estadunidenses no país bolivariano.

Por sua parte, o governo venezuelano insistiu que o futuro presidente brasileiro deveria retomar as “relações diplomáticas de respeito”, embora também tenha afirmado que sua campanha esteve baseada em “uma mensagem de ódio, de desprezo pela democracia e de confronto aberto, principalmente contra a Venezuela”.

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Primeira PPP do Metrô de SP é desfeita após gastar R$ 2,6 bi em obras abandonadas

Brasil de Fato - 7 horas 28 minutos atrás
Desperdício Consórcio Move São Paulo não conseguiu concluir nenhum trecho da obra paralisada, mas rendeu recursos a campanhas tucana Rodrigo Gomes | Canteiro de obras da Estação Freguesia do Ó, sem previsão de conclusão Estado de São Paulo

Depois de gastar R$ 2,6 bilhões e não concluir nenhum trecho em três anos de trabalho, a primeira Parceria Público-Privada das empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC – que formaram o consórcio Move São Paulo – com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) teve seus contratos rescindidos ontem (13), conforme publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O objetivo era construir a linha 6-Laranja. A via ligaria o distrito de Brasilândia, região noroeste da capital, à estação São Joaquim da linha 1-Azul, na região central, O trajeto de 19 quilômetros contaria com 15 estações e deveria proporcionar conexões com duas linhas da companhia de trens (linhas 7 e 8) e com a linha 4-Amarela do metrô, além da linha 1.

A linha foi anunciada em 2008 (transição do governo tucano de Geraldo Alckmin para o do também tucano José Serra) com previsão de conclusão parcial em 2012, Mas foram iniciadas em 2015. Um ano depois, já em outra gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, foram abandonadas.

Nesse período, o governo paulista gastou R$ 984 milhões para realizar todas as desapropriações de imóveis necessárias à passagem da linha. O gasto ficou 46% maior do que o previsto. Além disso, foi investido R$ 1,7 bilhão nas obras hoje paralisadas. R$ 680 milhões vieram do governo paulista e pouco mais de R$ 1 bilhão de empréstimos do BNDES. O custo total da obra era estimado em R$ 9 bilhões.

O principal problema teria sido a dificuldade das empreiteiras em obter empréstimos por estarem envolvidas em esquemas de corrupção. No ano passado, executivos da Odebrecht declararam em acordo de delação premiada que o custo da obra incluía recursos a serem destinados a financiamento da campanha de Alckmin à reeleição em 2014. 

Duas empresas estrangeiras foram sondadas pela Move São Paulo para assumir a obra, mas declinaram: A espanhola Cintra Ferrovial e a chinesa China Railway Engineering Corporation. Os equipamentos e canteiros de obras serão vigiados por funcionários pagos pelo consórcio nos próximos meses.

A previsão é de que a linha recebesse 630 mil passageiros por dia. E a concessão às empreiteiras seria de 25 anos. As obras tiveram início com acelerada ação de desapropriação de imóveis. No entanto, com o abandono das obras, muitos escombros das casas demolidas não foram sequer removidos dos locais.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) informou ter aplicado R$ 259 milhões em multas ao consórcio. Não há previsão para retomada das obras. 

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A política econômica de Bolsonaro: entre o nacionalismo de fachada e o neoliberalismo

Brasil de Fato - 8 horas 28 minutos atrás
Economia Ex-secretária de Finanças de São Paulo, economista Leda Paulani participou do programa "No Jardim da Política" Leonardo Fernandes e Nina Fideles* | "Os bancos públicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal. Tudo isso tá na mira desse pessoal", alerta a economista Foto: IEA/USP

As medidas econômicas do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro que empurram o país para o abismo do ultraliberalismo foram analisadas pela economista Leda Paulani, ao vivo durante o programa "No Jardim da Política".

Durante a entrevista, a professora do departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e professora visitante da Universidade Federal do ABC (UFABC), alerta para um aprofundamento do que chamou de 'tsunami de privatizações', no futuro governo. "Os bancos públicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal. Tudo isso tá na mira desse pessoal".

Paulani, que foi assessora-chefe do gabinete de Finanças da Prefeitura de São Paulo (2001-2003) e secretária Municipal de Planejamento, Gestão e Orçamento da Prefeitura (2013-2015), também não acredita em mudanças positivas na economia e no investimento público já comprometido com a Emenda 95, assinada em 2016 pelo governo Michel Temer, congelando por 20 anos os gastos sociais em áreas essenciais, como educação, saúde e assistência social.

Confira os principais trechos da entrevista:

No Jardim da Política: Como a senhora vê a medida do governo de juntar os ministérios da Fazenda e do Planejamento no mesmo ‘guarda-chuva’. Quais as vantagens e desvantagens de ter um super ministério com tantos poderes para Paulo Guedes?

Leda Paulani: Muito pouco foi anunciado de fato, ele nem tinha programa de governo, não só na área de economia, mas em diversas áreas. O que aconteceu é que na área de economia, a despeito de não ter um programa explícito, a gente consegue deduzir o que vem pela frente considerando as características dos tais superministros do tipo ‘posto Ipiranga’ [para onde devem ser direcionadas todas as perguntas], como o Paulo Guedes.

Ele é um economista ultraliberal, aquele que acha que o Estado, a princípio, não deveria nem existir. Porém, como o Estado precisa existir dentro da economia capitalista, porque na economia de mercado ele tem que garantir as regras, a garantia jurídica dos contratos. Então, admite-se o Estado, mas ele tem que ser o menor possível. Tem que se meter o menos possível no jogo do mercado.

Isso leva a um aprofundamento do programa neoliberal que foi abraçado integralmente pelo governo Temer. Na realidade, nos governos anteriores do PT não se abandonou o neoliberalismo. Em muitos momentos, a política econômica foi a do neoliberalismo, mas algumas coisas foram contra. Por exemplo, houve um breque nas privatizações, os próprios programas sociais, pelos impactos que tiveram, acabaram influenciando o fortalecimento do Estado, o que não era bem visto pelo liberalismo e o neoliberalismo. A política externa foi também o contrário do que se esperava de uma país neoliberal.

O governo Temer muda tudo isso e adota a cartilha liberal. O governo Bolsonaro vai aprofundar isso. Não há dúvida pelo perfil do Paulo Guedes.

Isso significa o que?

Bom, é toda a tentativa de reduzir ainda mais o papel do Estado. Neste bojo, vai a continuidade da redução dos direitos trabalhistas, a usurpação dos direitos trabalhistas, até a reforma da Previdência e a privatização em alto grau.

É a privatização de tudo o que se conseguiu preservar, bem ou mal, deste tsunami de privatizações que já vem desde os anos 1990. Os bancos públicos importantes, a Petrobras, que tem capital aberto etc e tal, mas o controle ainda é do Estado. Tudo isso tá na mira desse pessoal.

Há uma contradição entre o que o Paulo Guedes representa e o discurso nacionalista do Jair Bolsonaro que, olhando para outros governos autoritários, tem perfil de maior participação e controle do Estado.

Isso se relaciona também com a questão de chamar ou não este governo de fascista. Essa ideologia ou essa forma de gerir o Estado, de fascista. No fascismo clássico, aqueles movimentos políticos que deram origem ao termo eram supernacionalistas. Esse nosso não. Ele é hierárquico, é autoritário, mas no nacionalismo, mesmo o do Bolsonaro, é um nacionalismo de fachada.

Porque o sujeito que é nacionalista não bate continência para a bandeira [norte-] americana, muito menos para um assessor nível cinco do presidente americano. Por que bater continência para uma bandeira que não é a do meu país? Esse nacionalismo do Bolsonaro, pra mim, é de fachada.

Anteriormente, ele abraçou algumas ideias contra as privatizações e coisa e tal, que aí sim haveria o choque com essa visão do Paulo Guedes. Mas, certamente, foi dito que se [Bolsonaro] continuasse com essa visão, ele não conseguiria o apoio do mercado, dos ultrarricos e dos setores que queriam varrer a esquerda do comando do País. Daí, rapidamente, ele apareceu com o Paulo Guedes e mudou o discurso.

Se ele fosse realmente nacionalista, como diz que é, independentemente do que pensa sobre o Estado ter empresas, ou se deve ou não privatizar as empresas, jamais bateria continência para a bandeira [norte-] americana.

O próximo governo anunciou posições sobre a política econômica que podem ter forte impacto na economia. Uma delas é tomar partido nessa guerra comercial entre EUA e China. Ele falou também em levar a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Os três maiores produtos de exportação do Brasil são hoje: o minério de ferro, a soja e o petróleo cru. E a China é o nosso maior parceiro. E temos também os países árabes no caso da carne de boi, que é o quinto ou sexto produto. Depois do petróleo, vem o café e o açúcar. Nós temos um único produto industrializado na lista dos dez principais itens de exportação, em termos de valor, que são os automóveis. E o nosso principal comprador de automóveis é a Argentina, com quem o Bolsonaro também se indispôs, porque disse que não ia fazer a primeira visita à Argentina, porque descobriu que o Macri [presidente argentino] tinha elogiado o Fernando Haddad [candidato do PT nas eleições 2018] em algum momento da vida; então, é de uma infantilidade inacreditável.

Eu penso que os exportadores estão se mexendo muito para consertar os estragos [das falas e ameaças de Bolsonaro] porque o grande capital exportador de bens agrícolas e de baixo valor agregado, que é o que nos tornamos infelizmente, não devem estar nem um pouco tranquilos com esse tipo de posicionamento. Porque está indispondo o país, do ponto de vista diplomático, com os principais parceiros dos principais produtos que o Brasil tem para exportação.

Se a gente tem hoje uma relativa tranquilidade, do ponto de vista das contas externas, pelo nível de reservas que conseguiu acumular, é pelo fato que esses produtos foram muito bem sucedidos nos últimos anos em termos de preços e volumes.

Também tem a posição do Bolsonaro em relação ao Mercosul. Ele disse que não vai priorizar os acordos feitos no âmbito do Mercosul.

Não à toa a [Confederação Nacional da Indústria] CNI se posiciona contra essa ideia do Bolsonaro, porque os nossos parceiros compradores dos poucos produtos industrializados do Brasil, onde a gente tem alguma importância e relevância, são os países do Mercosul. No caso dos carros, as vendas são quase 100% para países latino-americanos e a maioria do Mercosul.

Até antes do golpe de 2016, a política externa do Brasil, com o chanceler Celso Amorim, a quem eu respeito muitíssimo, era uma política externa altiva e ativa. Altiva porque não fazemos alinhamentos incondicionais com ninguém. Ativa pelo motivo de mobilizar as forças do mundo fora do eixo dos países mais desenvolvidos, para reequilibrar o mundo de alguma forma, por meio da diplomacia. A diplomacia tem consequências efetivas e materiais.

Toda movimentação em torno dos BRICS [bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], o Brasil teve um papel fundamental, foi a secretaria. A disposição da diplomacia brasileira em construir efetivamente os BRICS foi fundamental e o mesmo foi com o Mercosul. Isso desagrada um país imperial e imperialista como os EUA. Eles não ficam tranquilo com isso. Eles estavam vendo aqui os potenciais rivais, o Brasil menos enfim, mas a China, Rússia e Índia se unindo junto com o Brasil e África do Sul. Foi se criando uma força que começou a incomodar.

O mesmo acontece com o Mercosul, porque se o Mercosul se fortalece o alinhamento quase automático que os países da América Latina tiveram, ao longo do século 20 todo, com a política americana deixa de existir.

Isso aconteceu quando se combinaram vários governos de países da América Latina indo para o centro e centro-esquerda. Isso fortaleceu a ideia do Mercosul e afetou, por esse lado, os interesses dos americanos.

O governo Bolsonaro já se aliou claramente ao governo americano incondicionalmente. Voltou a ser uma relação inerte e subserviente.  Em vez de altiva passa a ser subserviente à grande potência americana, como se isso fosse uma boa medida para a economia, e não é.

Alguns especialistas dizem que no começo do novo governo pode acontecer um “voo de galinha”, dando a impressão de melhora curta com algumas medidas. A senhora concorda?

Eu acho difícil até pelo comportamento da economia agora no último trimestre. Quando um governo ganha, e este não é um governo de continuidade e que, a princípio, deve mudar muita coisa, nem a economia e nem a sociedade esperam o calendário virar para o dia 1º, para pensar diferente ou agir diferente, tomar decisões de modo diferente.

Hoje o que faz com que a economia tenha um crescimento tão pífio, e o desemprego se alastre, é que a taxa de investimento brasileira está muito baixa, baixíssima. A gente quando tem a ajuda de componente externo não fica tão ruim, mas quando não tem piora muito.

O investimento público está absolutamente contraído por conta da política da austeridade, da política da PEC dos gastos [Emenda 95] e tudo mais. Você precisa cortar os gastos e o primeiro gasto que você corta é aquele que você pode decidir se faz ou não, que são os investimentos, porque tem muitos gastos que são impositivos e não dá para cortar.

Por isso, os investimentos públicos já estão afetados há muito tempo e os investimentos privados precisam primeiro poder formar expectativas, com segurança, e que essas expectativas sejam boas.

Quando há uma mudança de governo isso já começa a ser sentido na economia, já começa a ter um reflexo. As pessoas sabem que vai mudar o governo. Então, se houvesse algum impacto pelo simples fato da mudança [eleição do Bolsonaro] isso já teria aparecido. E pelo o que indicam os dados do terceiro trimestre, a produção industrial vai cair mais uma vez. Com muita boa sorte a gente vai fechar o ano com 1,4% de crescimento, o que é pífio considerando que a gente teve mais de 8% de queda do PIB [Produto Interno Bruto], em 2015 e 2016.

*Com colaboração de Juca Guimarães.

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Previsão do tempo para segunda-feira (17)

Brasil de Fato - 9 horas 21 minutos atrás
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A resistência que vem das mulheres camponesas de Santa Catarina

Brasil de Fato - dom, 16/12/2018 - 15:04
Feminismo Elas mudaram o lugar da mulher na sociedade catarinense, agora revelam "mística" para enfrentar tempos obscuros Silvia Medeiros, especial para Revista do Brasil | Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina completa 35 anos de história. Fotos: Carolina Timm

Na manhã chuvosa daquele sábado, 24 de novembro, em Chapecó, começaram a descer dos ônibus mulheres com sacolas e cuias de chimarrão nas mãos. Vindas de várias regiões do estado, elas chegavam para celebrar os 35 anos da maior organização de mulheres de Santa Catarina, o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).

A agricultura é uma das principais fontes econômicas do estado, líder nacional na produção de alho e cebola e o segundo no país na produção de arroz, fumo, maçã e pera.

O movimento, que tem mais de três décadas, surgiu no fim do regime militar e no auge do surgimento de diversos movimentos populares que lutavam pela redemocratização do país. As eleições para sindicato dos trabalhadores rurais de Nova Itaberaba (distrito de Chapecó na época) incentivou as camponesas a se organizarem.

A primeira reunião contou com 28 mulheres, a segunda com 40, se expandiu para outros municípios e, 35 anos depois, o MMC se consolida como um dos maiores movimentos feministas em Santa Catarina. Foi protagonista, nos anos 90, da luta pelo direito à previdência social das mulheres do campo e, atualmente, uma das principais referências no debate de produção agroecológica no estado.

O início da luta

Nova Itaberaba é tem pouco mais de 4 mil habitantes. Emancipada de Chapecó há 27 anos, ainda era distrito quando mulheres trabalhadoras rurais se reuniram pela primeira vez, em 1983, e organizaram um grupo de agricultoras para participar, junto com os homens, da chapa de oposição do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Na pauta, direitos básicos de acesso aos benefícios previdenciários já disponíveis aos homens. As mulheres do campo enfrentaram o machismo das pequenas cidades e formaram o Movimento das Mulheres Agricultoras, que em 2004 passa a ser chamado de Movimento das Mulheres Camponesas.

MMC Formação

MMC proporciona acesso à formação e pesquisas sobre organização de mulheres e agroecológica. | Foto: Carolina Timm

De acordo com Clementina Dalchiavon, uma das fundadoras, foi necessária muita união das mulheres para enfrentar o primeiro obstáculo de consolidação do movimento, o machismo cotidiano. “Não foi uma luta fácil, principalmente para as mulheres casadas. O boato que os homens contavam pelos bares é que a gente ia abandoná-los e moraríamos todas juntas numa só casa, o medo que os homens tinham é de quem ia cuidar dos afazeres domésticos para eles”, lembra a agricultora.

A partir da pequena localidade de Nova Itaberaba e com o respaldo de movimentos da Igreja Católica ligados à Teologia da Libertação, como as pastorais e as Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs), muito presentes no oeste catarinense liderados pelo bispo Dom José Gomes, o Movimento das Mulheres foi se consolidando em outras cidades da região e se organizando por todo estado e pelo Brasil.

O trabalho de expansão se deu por intermédio de visitas e conversas nas localidades distantes do interior. “A gente contava uma pra outra e ia repassando, uma ia tomar chimarrão na casa de uma amiga e já convidava para conhecer o movimento. A gente falava pra sair de volta do tanque e vir se organizar, que a gente precisava ser reconhecida como mulheres trabalhadoras”, explica Clementina.

Por essas conversas Adélia Schmitz, de Descanso, município a 130 quilômetro de Chapecó, conheceu o movimento. “À noite depois da reunião na minha comunidade, quando eu estava tirando o leite eu pensei ‘puxa, como foi bonito as palestras destas companheiras, mulheres como eu. Será que eu não sou capaz também, elas são agricultoras igual eu’”, lembra Adélia, que hoje é uma das lideranças nacionais do MMC e participou de atividades em todo o mundo representando as mulheres camponesas do Brasil.

Para Adélia, o despertar para o movimento aconteceu em um debate sobre identidade, em que se deu conta de que as mulheres não devem se resignar com o papel de propriedades dos seus maridos. “Eu era a esposa do Schmitz, pra mim era natural isso, mas depois daquela reunião eu fui numa relojoaria consertar meus óculos e o atendente que ia anotar o meu pedido insistiu pra saber o nome do meu marido para deixar como responsável. Na hora eu questionei e pedi pra colocar o meu nome, porque eu que estava responsável pelo conserto”, conta.

Foi nessas desconstruções de "lugar de homem e de mulher", de responsabilidades da casa e do trabalho que o MMC foi se consolidando. No ano seguinte ao de sua fundação, em 1984, para celebrar o dia 8 de março, Nova Itaberaba recebeu 500 mulheres que marcharam pelo pequeno distrito, pedindo acesso das mulheres aos direitos previdenciários. Em 1985, o encontro foi em Chapecó.

Em um grande debate que reuniu 300 mulheres no Seminário Diocesano, o movimento traçou estratégias e definiu que a luta era de gênero e de classe e que para organizar as mulheres era necessário construir lutas concretas que ficaram em torno da sindicalização, da campanha da documentação para as mulheres, da aposentadoria, do salário maternidade, com uma visão ampla da seguridade social, como acesso à saúde, previdência e assistência.

Em 1987, a primeira mulher agricultora eleita deputada estadual, Luci Choinacki (PT), era uma das fundadoras do MMC. Dentro do parlamento, enfrentou o machismo dos espaços políticos e o preconceito com os trabalhadores do campo. Em 1992, se elegeu deputada federal e foi reeleita ao cargo em mais três legislaturas, nos anos de 1999, 2003 e 2011.

Sujeitas da própria história

A antropóloga Arlene Anélia Renk, doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora da Unochapecó, ressalta que o Movimento das Mulheres Camponesas foi um marco para a sociedade catarinense.

“As mulheres começam a querer romper o ciclo de violência que começava desde a infância, com menos oportunidade para estudar, para escolher seus companheiros e para definir as atividades da casa, como sentar e conversar com o esposo sobre os negócios ou decidir o que devem plantar”, diz Arlene. Segundo a pesquisadora, especialista em antropologia rural, o movimento cresce apoiado na luta dos trabalhadores rurais então vistos como cidadãos de segunda categoria, recebendo apenas metade de um salário mínimo na aposentadoria.

“Elas começam a se organizar e requerer direitos, começam a entrar nas organizações, antes ocupadas somente por homens, passam pela luta da documentação e chegam na luta do reconhecimento do direito, através da conquista do acesso aos benefícios previdenciários”, lemArlene destaca o papel fundamental na época dos padres e pastores que orientavam os homens a deixarem suas mulheres livres e a não serem tão carrascos com elas e seus familiares. “Depois de organizadas elas começam a participar das marchas do dia 8 de março, data em que muitas agricultoras nem sabiam que era dia da mulher, elas vão aprendendo e incorporando pra dentro de casa tudo o que debatem nos encontros”.

Justina Cima

Justina Cima: tempos de união para ouvir os anseios das mulheres do campo e da cidade. | Foto: Carolina Timm

Organizadas, elas começam a participar de muitas reuniões e assembleias e a viajar para a capital catarinense e para Brasília. Arlene relembra as muitas viagens para a capital do Brasil, com horas de trajeto.

“Elas estavam cansadas e de pés inchados e foram tentar entrar no plenário da Câmara dos Deputados, quando um guarda as interpelou: ‘aqui vocês não entram de chinelo’, a resposta das agricultoras foi imediata ‘então se não entramos de chinelo, a gente entra descalço’ e assim foi”.

Essa ousadia é uma característica das mulheres camponesas. “Só pode ousar quem acredita no seu potencial, quem conseguiu enxergar, quem tira a venda dos olhos e segue em frente. Quando se rompe com este poder patriarcal, se vai adiante desde a ousadia de entrar num espaço sem calçados, até a luta de conquistar direitos negados”.

E foi desafiando a cultura patriarcal e machista que Justina Cima, coordenadora do MMC de Santa Catarina, questionou desde a infância a inferioridade com que era tratada por ser menina. Segundo ela, sua vida tem marcas dessa sociedade patriarcal e machista e do resultado da sociedade capitalista que privilegia o lucro de alguns em detrimento da pobreza de muitos. “Eu estudei somente até a quinta série primária, eu não tive condições pela pobreza que minha família vivia, mas também pela cultura que meu pai e minha mãe tinham de que menina não precisava estudar, não precisava sair de casa”.

Justina diz que foi o desejo de estudar que a trouxe para dentro dos movimentos da igreja e, posteriormente, ao Movimento de Mulheres Camponesas. A agricultora fez parte da fundação do MMC no estado e foi eleita vereadora em 1988, no município de Quilombo, a 60 quilômetros de Chapecó, encampando a luta pelo acesso à aposentadoria às agricultoras.

Feminismo

Depois da conquista da aposentadoria das trabalhadoras rurais, efetivada somente em 1992, quatro anos depois da Constituição que incluiu as mulheres agricultoras no direito ao acesso aos direitos previdenciários, a luta do Movimento das Mulheres Camponesas se fortaleceu com o debate sobre a produção agroecológica, como um expoente de modo de vida e de resistência.

Noeli Welter Taborda, dirigente nacional, entrou no movimento de mulheres movida pela discussão sobre as produções agroecológicas e o cultivo de sementes crioulas. “Em 1998 e 1999, o MMC iniciou um projeto de produção e melhoramento das sementes crioulas. As mulheres estudaram sobre a prática de fazer agricultura, como guardar sementes, como fazer com que o solo fortemente atingido pelos agrotóxicos, as sementes híbridas e os fertilizantes, fossem recuperados. As mulheres foram entendendo a agricultura no tempo das nossas avós, adaptando as condições de hoje, mas preservando e trocando experiências umas com as outras”.

Noeli, moradora de Tunápolis, a 150 quilômetros de Chapecó, encontrou no Movimento de Mulheres Camponesas uma perspectiva feminista. “A nossa prática feminista não é de sermos contra os homens, mas construir uma relação diferente, falar com eles que, assim como os homens sabem, nós mulheres também sabemos, assim como eles querem descanso, nós também queremos”, explica Noeli. Ela conta ter vivenciado na infância a violência doméstica, e que encontrou no movimento a força e a compreensão de que as mulheres organizadas conseguem avançar e romper ciclos de exploração.

MMC2

Movimento é referência para outras organizações feministas de SC. | Foto: Carolina Timm

Mulheres como Noeli fazem Justina acreditar na continuidade do movimento e na reinvenção de novas práticas em defesa da emancipação das mulheres camponesas. “Eu acredito que a palavra-chave para enfrentar este novo ciclo que começa na história brasileira é a organização. Além disso, é necessário reinventar o movimento, buscar trabalho de base efetivo, trazer para os grupos com muita mística, muita ajuda e sempre valorizando o que vem de novo com a juventude e fazendo a leitura com a sabedoria das que fizeram toda a caminhada até aqui”,avalia Justina.

Foi nesta mística, que reuniu mulheres de diferentes idades, trabalhadoras do campo e da cidade, com lançamento de livros, troca de estudo, de sementes, de ervas medicinais, de relembrar as histórias de luta, que o encontro celebrou os 35 anos de fundação do movimento.

Entre a leitura do que já viveu e o que acredita que está por vir, Justina reflete que a luta das mulheres em todo o período da humanidade precisou ser reinventada. "Minha geração teve de enfrentar as consequências da ditadura e todo ataque aos direitos do povo. Às vezes, os camponeses nem conseguiam fazer a leitura do que estavam passando. Tivemos que começar toda uma organização rebelde, determinada, ousada para aqueles tempos e foi daquele jeito que nós fizemos e chegamos até hoje", observa.

"Penso que neste momento precisamos resistir e nos reinventar. Acredito que a juventude, as crianças, vão ter que entender o movimento com a caminhada e com a organização e também vão precisar encontrar o seu caminho para poder construir e dar continuidade a esta luta que é questão da dignidade humana, dos direitos humanos e da democracia."

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