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Atualizado: 59 minutos 7 segundos atrás

Saiba como a cebola pode se tornar um ótimo remédio

9 horas 58 minutos atrás
Alimento é Saúde Devido propriedade anti-inflamatória, alimento ajuda na cura de vários sintomas Letícia Sepúlveda | A cebola tem propriedades antioxidantes, alto poder curativo, além de ajudar a circulação sanguínea Pexels/ Pixabay

Presente em alguns pratos como tempero essencial, a cebola tem propriedades antioxidantes, alto poder curativo, além de ajudar na circulação sanguínea. Ela também é rica em fibras, vitaminas A, C, E, assim como em vitaminas do complexo B, também tem baixo valor calórico.

Mas, o grande diferencial da cebola, na verdade, é pelo fato de ela ter um antioxidante que se chama quercetina. Ela previne danos nas células e no DNA, por causa disso, pode evitar o surgimento de câncer. Também tem ação anti-inflamatória e anti-histamínica, que ajuda na prevenção de doenças cardíacas.

A quercetina também ajuda a amenizar dores, infecções de ouvido e hemorragias. Para a saúde das mulheres, a substância é importante na prevenção e no tratamento de celulites. A nutricionista Karina Altieri também ressalta que as propriedades da cebola ajudam no alívio de tosses e de outros sintomas de gripes e resfriados.

"Como a cebola é rica em vitaminas C, vitamina A, vitamina E e até mesmo em ácido fólico, ela também trabalha nesse aspecto imunológico."  

Todos os tipos de cebola tem os mesmos benefícios, a nutricionista destaca as de cor roxa são mais indicadas, por ter uma quantidade um pouco maior de quercetina. Ela também dá dicas de como consumir o ingrediente.

"Todo alimento cru, como legumes e verduras, você consegue ter um porte maior dos nutrientes, então sempre quando a cebola for consumida crua você tem um benefício maior. Tem gente, por conta da digestibilidade, que prefere consumir ela cozida, então uma das estratégias é você deixar ela de molho na água durante duas horas, isso vai melhorar essa questão da digestibilidade." Karina também ensinou duas receitas que têm a cebola como protagonista. "Você pode cozinhar a cebola com um dente de alho durante cerca de vinte minutos, até ela ficar mole, aí você pode bater no liquidificador e acrescentar duas colheres de sopa de creme de ricota."   

Ela indica também o chá da casca da cebola. "Você poderia fazer um chá, eu gosto bastante, até por conta da questão da imunidade. Fazer um chá com a casca da cebola, se for com a cebola roxa melhor ainda, adicione gengibre e limão, pode colocar as raspas do limão, ou até a rodela inteira, e pra adoçar você pode colocar um pouco de mel."  

Por fim, Karina faz um alerta! A cebola não tem nenhum tipo de contraindicação, mas pode causar desconfortos abdominais para quem tem problemas de intestino, neste caso, ingerir o alimento cru pode agravar os sintomas.

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Previsão do tempo para segunda-feira (15)

10 horas 4 minutos atrás
clima Saiba como estará o clima nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional de Rádio | Previsão do Tempo Karina Ramos | BdF

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia. 

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“Proibição de reunião no DCE da UFPR fere direito à manifestação, “ afirma advogado

10 horas 58 minutos atrás
Censura Decisão da justiça eleitoral se fundamentou em uma denúncia via whatsapp Ana Carolina Caldas | Na noite de terça (09), um estudante da UFPR ,que usava um boné do MST, foi violentamente atacado aos gritos de "Aqui é Bolsonaro" Divulgação

Na última quinta-feira (11), estava marcada para o período da noite uma reunião pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Paraná (DCE UFPR) para conversar sobre atos de violência que vem ocorrendo nas imediações da Universidade, um deles ocorrido na mesma semana, quando um estudante com boné do MST foi espancado por apoiadores do candidato Bolsonaro. Porém, o encontro foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral que alegou que a “reunião teria motivações políticas”.  Segundo Matteus Henrique de Oliveira, secretário-geral do DCE, “fomos notificados a tarde e com o aviso que poderia ter força policial”.

O Diretório Central do Estudantes da UFPR é um dos maiores do Paraná e tem em seu currículo a participação e mobilização dos estudantes em momentos históricos importantes, como, por exemplo, o movimento das Diretas Já. “Nós cancelamos a reunião com muita indignação e preocupação. Não se pode coibir que entidades estudantis promovam reuniões abertas para debater assuntos do nosso interesse, ” diz Matheus. 

No facebook, o evento “Reunião Aberta - #Elenão”, já tinha mais de mil pessoas que demonstravam interesse em participar: “É importante destacar que o evento tinha como objetivo debater a violência contra estudantes da UFPR e minorias. Temos casos de homofobia, machismo, entres outros. O Movimento #elenão é nacional e suprapartidário”, explica o secretário geral do DCE.

“Está na Constituição a garantia do direito à reunião e a livre manifestação”, diz advogado

O advogado Ramon Bentivenha, que atende o diretório estudantil, disse que não houve o contraditório: “A decisão tem um caráter bastante autoritário, uma vez que não foi aberto para o contraditório das entidades estudantis. E ela se fundamentou basicamente em uma denúncia via whatsapp”.

Pautando-se na Constituição Federal que em seu artigo 5º garante o direito à reunião e a livre manifestação, Ramon diz que “o que não se pode fazer é utilizar espaço público permanente com fins partidários. Este mesmo espaço pode e é utilizado por todos os estudantes de diferentes ideologias que quiserem organizar reuniões. É característica e direito da Universidade pública e plural a realização de momentos para a discussão coletiva de temas, como, por exemplo, o da violência contra estudantes”.

Tanto o advogado, como o representante do DCE dizem que irão procurar, nesta segunda (15), o juiz responsável pela decisão e retomar o agendamento do evento. “Caso não seja reconsiderada a decisão impetraremos as medidas cabíveis para assegurar o direito da realização da reunião”, conclui Ramon.

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Quem são os principais doadores das campanhas de Leite e Sartori?

dom, 14/10/2018 - 16:28
Financiamento Pesquisa da UFMG investigou como grandes grupos econômicos interferem no cenário político brasileiro Giovana Fleck | Eduardo Leite (esq.) e José Ivo Sartori (dir.) Guilherme Santos | montagen

Sem a possibilidade de financiamento de empresas, as campanhas para as eleições de 2018 diversificaram suas fontes de doações após o que ficou conhecido como “mini-reforma política“, sancionada em 2017. A decisão pela proibição de financiamento por CNPJs ilustra a centralidade do financiamento político sobre o processo de tomada de decisão. No texto da reforma, é rassaltado que a regulamentação do financiamento de campanha tem dois importantes objetivos sociais: a promoção da igualdade e a prevenção da corrupção.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) intitulada “Interesses econômicos, representação política e produção legislativa no Brasil sob a ótica do financiamento de campanhas eleitorais” investigou como grandes grupos de impacto na economia se fazem presentes no cenário político brasileiro. Por meio de uma análise econômica, os pesquisadores sistematizaram o financiamento eleitoral e as normas que regulam o governo de coalizão. Os dados coletados indicam que as eleições brasileiras têm sido afetadas por um volume crescente de doações provenientes de relativamente poucos e grandes doadores, geralmente interessados em benefícios oriundos da atuação governamental.

Além disso, aponta que a influência econômica reflete-se, especialmente, no início dos mandatos dos eleitos. Analisando a origem das doações e o comportamento dos governantes, a pesquisa indica que o sistema político brasileiro necessita de mudanças que vão muito além da proibição de contribuições empresariais determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. Por demandar muito dinheiro para um candidato se tornar conhecido, o trabalho conclui que medidas para diminuir a influência econômica no processo eleitoral deveriam envolver restrições ao uso de medidas provisórias, regulamentação do lobby, adoção de avaliações de impacto no Legislativo, aprimoramento do sistema de audiências públicas, entre outras inovações.

Outro levantamento, realizado por pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apontou uma forte correlação entre a receita de campanha e o número esperado de votos recebidos durante as eleições. O financiamento feito por diversos grupos de interesse, segundo os resultados da pesquisa, é utilizado para garantir influência e receber favores políticos. Os dados também apontam que o incremento de 1% na receita de campanha eleva, em média, em 0,67% o número de votos recebidos, o que reforça a importância dos grupos doadores.

Entre financiamentos colaborativos, cotas dos fundos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos colecionam registros de doadores. O Sul21 analisou dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral e levantou os cinco principais doadores dos candidatos que disputam o segundo turno para o governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB).

Eduardo Leite

O candidato pelo PSDB foi o que mais arrecadou dinheiro em sua campanha: totalizou R$ 4.255.784. Destes, R$ 1.290.584 representam doações de pessoas físicas, cerca de 30% do valor total. A maior parte, no entanto, vem de fundos partidários: R$ 2.899.000. O próprio Leite investiu apenas R$ 5 mil ao longo de sua campanha. Há, ainda R$ 1.200 de um financiamento coletivo e R$ 60.000 de doações de outros candidatos.

Entre as pessoas físicas em sua lista de doadores, destaca-se o sobrenome Jereissati, ligado à holding brasileira responsável pelo controle de empreendimentos como o Shopping Iguatemi. No total, a família doou R$ 200 mil ao candidato, quase 5% do valor arrecadado. Pessoas vinculadas a construtoras gaúchas também aparecem, como é o caso de Eli Horn, ex-presidente do grupo Cyrela. Horn colaborou com R$ 70 mil, pouco menos de 2% da somatória final arrecadada. Além dele, Sérgio Goldsztein – da Goldsztein S.A  Administração e Incorporações – e Leandro Melnik – presidente da Melnik Even – doaram com R$ 30 mil e R$ 35 mil, respectivamente.

Quem são os principais doadores?

Carlos Jereissati – R$ 100 mil:  Dono da La Fonte Participações, que controla o Shopping Iguatemi, do Grande Moinho Cearense e acionista majoritário da Oi, Jereissati é irmão do ex-governador do estado do Ceará, senador e ex-presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati.
Elie Horn – R$ 70 mil: Sócio-fundador da Cyrela Brazil Reality, foi citado, em 2016, entre os 70 maiores bilionários do Brasil pela revista Forbes. Com o capital aberto, a Cyrela se transformou na segunda maior incorporadora imobiliária brasileira. É o único brasileiro a integrar o The Giving Pledge, espécie de clube idealizado por Bill Gates para estimular bilionários a bancar projetos de forte impacto social.
Valdir Bonatto – R$ 50 mil: Responsável pela coordenação de campanha do PSDB no Estado, Bonatto foi prefeito de Viamão até 2016.
Renata Queiroz Jereissati – R$ 50 mil: Esposa de Tasso Jereissati, senador pelo Ceará, Renata tem participação em empresas nas áreas de energia, investimentos e telecomunicações.
Pedro Jereissati – R$ 50 mil: É diretor-presidente da Telemar Participações S.A., acionista controlador da Oi e vice-presidente executivo do Grupo Jereissati. Também é membro do Conselho de Administração do Grupo Jereissati, da Tele Norte Leste Participações S.A., da Contax Participações S.A. e da Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A.

José Ivo Sartori

A campanha do atual governador, José Ivo Sartori, arrecadou R$ 2.918.557,83. A maior parte deste valor é composta por doações de pessoas físicas: 62%, ou R$ 1.810.957,00. O restante se divide entre recursos do fundo partidário (R$ 660 mil), doações de outros candidatos (R$ 427.650,00), recursos próprios (R$ 10 mil) e R$ 9.950,00 oriundos de Recursos de Origem Não Identificada (RONIs). Um financiamento é registrado como RONIs quando, no ato da doação, o nome ou CPF do contribuinte não tenha sido informado, foi digitado de forma errada ou não corresponde ao valor informado. Os candidatos têm até o dia 6 de novembro para apresentar uma prestação de contas final, corrigindo os erros de recursos identificados como RONIs. Se isso não for feito, o valor deve ser devolvido.

Sartori foi o candidato que mais arrecadou entre pessoas físicas. Dois de seus maiores doadores compartilham o mesmo sobrenome: Weinschenck De Faria. A família integra a direção da Seiva Sul, empresa que, em abril de 2017, obteve financiamento de R$ 31,5 milhões do BRDE para implantação de uma unidade de extração e beneficiamento de carvão em Candiota. Vale destacar que, assim como tem defendido ao longo de seu mandato, uma das principais propostas no plano de governo de Sartori é a privatização de estatais como a Companhia Riograndense de Mineração (CRM), cobiçada por empresas estatais do setor de energia de outros países, em especial da China, e que atua na mineração de carvão em Candiota. Também houve doação da família para Leite, porém com valor menor, de R$ 5 mil.

Até a metade de setembro, um dos principais doadores era Roberto Argenta, proprietário da empresa Calçados Beira Rio, que fez uma doação única no valor de R$ 30 mil. Argenta, no entanto, também fez uma doação para o candidato Eduardo Leite, porém mais modesta: R$ 10 mil.

Quem são os principais doadores?

Elie Horn – R$ 70 mil: O empresário e sócio-fundador da Cyrela Brazil Reality contribuiu com o mesmo valor para Sartori e Leite.
Sérgio Goldztein – R$ 50 mil: Membro da direção da Goldsztein S.A  Administração e Incorporações, é filho do fundador da empresa que está entre as maiores incorporadoras do Brasil.
Cesar Weinschenck De Faria – R$ 50 mil: Presidente da Seivasul Mineração S.A., Cesar também é vinculado a outras empresas da área de energia, como a Carbosil Consultoria Energética e a Copelmi Mineração.
Carlos Weinschenck De Faria – R$ 50 mil: Sócio de empresas da indústria carbonífera, Carlos também está ligado às empresas Seivasul, Copelmi e Carbosil, entre outras.
Milton Melnick – R$ 35 mil: É diretor institucional na Melnick Even Incorporações e Construções S.A – que conta com 28 empreendimentos em Porto Alegre e, recentemente, assumiu a responsabilidade por áreas públicas, como o Parque Pontal.
Doadores em comum
Ao fazer a intersecção entre os nomes de doadores das duas campanhas, chama a atenção a proporcionalidade de valores investidos e o nicho de atuação dos contribuintes. Além de Sérgio Goldsztein, Carlos Weinschenck De Faria, Roberto Argenta e Elie Horn,  já mencionados, outros nove doadores financiaram os dois candidatos.

Celso Paulo Rigo, empresário do setor arrozeiro, contribuiu com R$ 50 mil para Sartori e outros R$ 50 mil para Leite. Em 2016, uma das principais medidas de Sartori para o setor foi a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 7,7% para 7% nas saídas interestaduais para as regiões Sul e Sudeste e também a redução de 4,4% para 4% nas saídas para Norte, Nordeste e Centro-Oeste – o que beneficiou, diretamente, os produtores de arroz. Dilnei Sander Portantiolo, fundador da Transarroz, colaborou com R$ 5 mil em cada campanha – assim como Elton Doeler, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz).

Os demais doadores contribuíram com quantias entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. São eles: Roberto Luiz Weber, Olivar Barro, Nilto Scapin, Nei Cesar Manica, Julio Ricardo Andrighetto Mottin e Gilberto Schwartsmann.

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McDonalds tem multa de R$ 6 milhões por publicidade infantil abusiva

dom, 14/10/2018 - 16:12
Economia A marca realizou shows do palhaço Ronald McDonald em escolas Leandro Melito | Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana Reprodução | Youtube

A rede de fast-food McDonald’s foi multada em R$ 6 milhões por publicidade abusiva direcionada ao público infantil por meio de shows do personagem da marca realizados em escolas. A decisão foi publicada nesta quarta-feira  (11) pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do Ministério da Justiça. De acordo com o DPDC, os shows do palhaço Ronald McDonald eram pretexto para publicidade da marca, configurando prática abusiva vedada no mercado e nas relações de consumo.

“Com as apresentações do palhaço Ronald McDonald, as crianças criavam vínculos afetivos com a marca. Existia, assim, a identificação da criança com a marca McDonald, representada pela sua mascote infantil, o Ronald McDonald.

A denúncia contra a empresa Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., nome pelo qual está registrada a rede de fast-food no Brasil, foi feita em 2013 pelo programa Criança e Consumo do Instituto Alana, ONG que promove os direitos da criança. Por meio de um levantamento no site da empresa, o Instituto constatou que em cerca de dois meses foram realizados 70 apresentações do show em 35 cidades de dez estados do país.

Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, considera que a decisão é importante para o reconhecimento da publicidade infantil como prática abusiva e a sanção aplicada serve de exemplo para que outras empresas não reproduzam essa prática.

“A escola é um ambiente de proteção para a criança e qualquer tipo de prática publicitária que aconteça nesse espaço é direcionado ao público infantil deve ser considerada abusiva e ilegal ainda que as empresas façam com que pareça algum tipo de atividade cultural, lúdica, educativa ou esportiva”, ressalta Karageorgiadis.

 Ela aponta que a inserção de marcas dentro das escolas diminui o senso crítico das crianças em relação ao consumo dos produtos por elas oferecidos e por isso é considerado uma prática abusiva. “No caso específico do McDonald’s, algumas ações aconteceram em creches. Essa prática busca fidelizar a criança à marca e seus valores muito cedo com o reforço dos educadores e profissionais que trabalham na escola. A criança acredita que aquela imagem que a empresa está passando é um conteúdo lecionado na escola e portanto deve ser aprendido e é correto”, afirma.

O McDonalds tem 30 dias para o pagamento da multa. Ainda cabe recurso das decisões. A Agência Brasil entrou em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

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Hackers roubaram dados de 29 milhões de usuários do Facebook

dom, 14/10/2018 - 14:32
vulnerabilidade Rede social deu detalhes sobre invasão ocorrida há duas semanas Pedro Rafael Vilela | Rede social informou vulnerabilidade explorada pelos invasores já está corrigida Marcello Casal Jr/Agência Brasi/Agência Brasil

O Facebook informou nesta sexta-feira (12) que 29 milhões de usuários da rede social foram afetados por uma invasão de hackers identificada no último dia 25 de setembro, que resultou no acesso a dados e informações desses perfis. A vulnerabilidade explorada pelos invasores já está corrigida. Não há informação sobre a nacionalidade das pessoas afetadas.  

De acordo com a empresa, do total de pessoas atingidas pela invasão, 15 milhões tiveram nome e detalhes de contato revelados, incluindo número de telefone, e-mail ou ambos, dependendo das informações disponíveis em cada conta. No caso de outras 14 milhões de pessoas, os invasores acessaram os mesmos dois conjuntos de dados de contato, bem como outros detalhes em seus perfis, nome de usuário, gênero, local/idioma, status de relacionamento, religião, cidade natal, cidade atual reportada, data de nascimento, tipos de aparelhos usados para acessar o Facebook, educação, trabalho, 10 últimos check-ins ou locais em que a pessoa foi marcada, website, pessoas ou páginas que a pessoa segue e as 15 pesquisas mais recentes. 

Para acessar os dados, os hackers exploraram uma vulnerabilidade de código do Facebook que existiu entre julho de 2017 e setembro de 2018. A vulnerabilidade foi resultado de uma complexa interação de três diferentes falhas de software e impactou a funcionalidade “Ver Como“, que permite às pessoas verem como seus perfis aparecem para outras pessoas. Isso permitiu que os invasores roubassem tokens de acesso ao Facebook, que foram usados para que eles pudessem ter acesso às contas das pessoas. Tokens de acesso são como chaves digitais que mantêm as pessoas logadas no Facebook para que não precisem digitar novamente sua senha toda vez que acessam o aplicativo. 

Ao todo, segundo a rede social, cerca de 30 milhões de pessoas tiveram os tokens roubados, mas um milhão delas não tiveram os dados roubados pelos hackers, por isso a invasão de dados propriamente atingiu 29 milhões de usuários. 

"As pessoas podem checar se foram afetadas visitando nossa Central de Ajuda. Nos próximos dias, enviaremos mensagens customizadas a cada uma das 30 milhões de pessoas afetadas para explicar quais informações os invasores podem teracessado, bem como medidas que elas podem tomar para ajudar a se proteger, incluindo de emails maliciosos, mensagens de texto ou chamadas telefônicas", informou Guy Rosen, vice-presidente de Gerenciamento de Produto do Facebook, por meio de nota. 

Ainda de acordo com a empresa, o ataque não atingiu outros produtos administrados pelo grupo, como Messenger, Messenger Kids, Instagram, Oculos, Workplace, Páginas, pagamentos, aplicativos de terceiros ou contas de desenvolvedores ou anunciantes. "Enquanto investigamos outras formas pelas quais as pessoas que estão por trás deste ataque usaram o Facebook, bem como a possibilidade de ataques em menor escala, continuaremos a cooperar com o FBI [a Polícia Federal dos EUA], a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda e outras autoridades", acrescentou Rosen. 

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Legado de Marielle: assessoras são eleitas para Assembleia do Rio

dom, 14/10/2018 - 13:50
Semente Renata Souza, Dani Monteiro e Mônica Francisco assumirão em 2019 Léo Rodrigues | Ligadas a Marielle Franco, Dani Monteiro e Renata Souza foram eleitas deputadas para Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Ale Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo Renata Souza, Marielle sempre trabalhou para que outras mulheres negras ocupassem mandatos no Legislativo. “Nossa resposta [ao crime] não foi recuar. Fomos ousadas e desafiamos o pragmatismo político, que diz que só pode vir no máximo uma mulher negra por vez. E nós dissemos não, dessa vez vão três. E trabalhamos para que todas três fossem eleitas", diz a candidata mais votada da bancada do PSOL, com 63.937 votos.

As eleitas prometem mandatos com foco em medidas que contribuam para superar as desigualdades sociais e promover políticas públicas em comunidades da periferia. "A favela é historicamente o lugar da política pública ineficaz, precária, descontinuada. A militante do movimento de favela luta pelo direito à água, pelo saneamento, pela habitação, pela saúde, pela educação. São os problemas que queremos enfrentar", diz Mônica Francisco, que obteve 40.631 votos.

Renata Souza destaca que o deputado não trabalha só para aprovar leis. Segundo ela, é essencial fiscalizar o Executivo e o cumprimento da legislação e, nesse sentido, se diz disposta a acompanhar a atuação das forças de segurança na periferia. Um dos objetivos é o fim das operações policiais perto de escolas em horários de entrada e saída de estudantes. Renata defende protocolos de ação que determinem, por exemplo, locais onde não devem ocorrer confrontos e que estabeleçam a garantia de ajuda humanitária.

"Nós não temos formas de fazer com que a população possa se refugiar em um lugar seguro. Alunos ficaram 20 dias sem aula no Complexo da Maré. Se isso se repete ao longo dos 12 anos, que é o tempo que o estudante leva até concluir o ensino médio, ele terá perdido um ano de aulas. E isso é gravíssimo. É o Estado impedindo que esse aluno chegue na escola", lamenta.

Na visão de Dani Monteiro, que conquistou 27.982 votos, as candidaturas também devem contribuir para uma revisão do passado do país, de forma a perceber a necessidade de reparação, já que "a abolição da escravatura não constituiu direitos e não houve inclusão das pessoas que até então as via como inferiores”.

Para levar adiante as propostas, as três precisarão lidar com parlamentares com pensamentos bem diferentes. O PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, conquistou a maior bancada e terá 13 deputados estaduais a partir do próximo ano. O mais votado deles é Rodrigo Amorim, que provocou polêmica ao posar para uma foto em Petrópolis (RJ) destruindo uma homenagem à vereadora Marielle Franco.

Com 36 anos, Renata Souza é jornalista, pesquisadora em comunicação e militarização e professora de pré-vestibular comunitário no Complexo da Maré. Já Mônica Francisco, nascida há 48 anos no Morro do Borel, é socióloga e pastora evangélica. Moradora do bairro de Higienópolis, Dani Monteiro é a mais nova do trio. Aos 27 anos, ela é estudante cotista de ciências sociais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e  carrega em sua história a conquista de ter integrado a primeira geração de sua família a chegar à universidade.

"O que nós queremos vai além de promover espaços de resistência. É proporcionar a formação para que essas mulheres negras possam se tornar especialistas. E daí poder vê-las debatendo saúde, debatendo educação, debatendo segurança pública.", diz Dani Monteiro, que conquistou 27.982 votos.

Para Mônica Francisco, a eleição delas também se colocou como necessidade diante do atual cenário, quando "o Brasil revela sua incapacidade para passar sua história a limpo, permitindo assim uma instabilidade democrática”. “Como a história é cíclica, nós podemos viver situações que nós achamos que não viveríamos mais. E isso tem a ver com o fato de que nós não conseguimos falar abertamente sobre a ditadura militar. Chegamos em 2018, com 130 anos de uma abolição da escravatura inconclusa, em que a gente não discute o racismo que cimentou as relações sociais no país".

As serão responsáveis por fazer com que a Alerj tenha a maior quantidade de mulheres negras de sua história. Serão seis, enquanto atualmente há apenas duas. Ao mesmo tempo, o trio contribuirá para ampliar no próximo ano a representação feminina de uma forma geral - que saltará de oito parlamentares para 11 - e também a representação negra - que sai de 12 para 22. A casa legislativa tem ao todo 70 deputados estaduais.

*Colaborou Akemi Nitahara

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Manipulações divulgadas no Whatsapp levam a 'hackeamento da democracia'

dom, 14/10/2018 - 13:18
Fake News Falseamento de informações difundidas em redes coloca em perigo e em suspeita a própria democracia Rede Brasil Atual | "O Whatsapp é absolutamente capilar e permite mensagens em segredo, que chegam quase personalizadamente" PIXABAY

A infiltração do Whatsapp na vida da maior parte da população e a possibilidade de se saber, por meio do comportamento de usuários de redes sociais, os sentimentos que podem influenciar suas decisões trazem inúmeras possibilidades de manipulação da escolha política de milhões de pessoas no Brasil. Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Miguel Wisnik, trata-se de um método mais eficiente de influenciar as pessoas do que era feito até então pela mídia tradicional.

"As novas tecnologias mudaram o cenário do jogo. A grande imprensa, se quisesse manipular a informação, faria isso às vistas de todo mundo, teatralizando coletivamente a sua posição e sofrendo as consequências da avaliação pública disso. O Whatsapp é absolutamente capilar e permite mensagens em segredo, que chegam quase personalizadamente sem essa avaliação pública, e muito rápido", avalia o professor, em sua participação na coluna Espaço em Obra, na Rádio USP.

Para ilustrar tal poder, Wisniki cita o caso da empresa Cambridge Anatlytica, que teve participação decisiva na eleição de Donald Trump nos Estados Unidos e na votação do Brexit, no Reino Unido. "Atuou de maneira a filtrar dados das pessoas por meio de seu comportamento em redes sociais, permitindo que esses dados gerassem grandes quantidades de mensagens por Whatsapp, que chegam a pessoas com a predisposição do tipo de sentimento que as afetará para tomar decisões", explica.

"No caso agora do Brasil, com crise econômica, social e das instituições, é um contexto onde frutifica, nasce o fascismo. Através dessa realidade de manipulação insidiosa você consegue atingir de forma muito eficaz", analisa Wisnik, mencionando casos de "viradas" de última hora no processo eleitoral brasileiro. "Nem vou citar o caso mais evidente, do próprio Bolsonaro, mas os candidatos a governador no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, no Senado em São Paulo com Major Olímpio (PSL), chegaram como um fenômeno meteórico, de uma hora pra outra. São situações que desafiam qualquer lógica de previsão, de boca de urna do Ibope ou Datafolha, pois se fazem do nada. Isso é produto desse tipo de campanha."

Em entrevista concedida à Agência Pública nesta semana, o filósofo Vladimir Safatle também chamou a atenção para a situação. "O Brasil está na rota de uma lógica de extrema direita internacional na qual você não opera mais no espaço aberto, você opera no espaço obscuro, virtual, utilizando dados da Cambridge Analytica, como os caras fizeram, para direcionar mensagens de maneira muito específica, criando esses vídeos…", diz. "Eu vi os vídeos em que eles misturavam imagens das manifestações com imagens de mulheres profanando símbolos religiosos, imagens feitas para chocar a classe média brasileira. É claro, a esquerda não estava preparada pra isso, ninguém está preparado pra isso. Foi uma lógica de outro tipo de campanha que a gente nunca tinha visto. E uma campanha feita em cima do desprezo do embate no espaço público."

O professor doutor em Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wagner Romão também alertou, na Rádio Brasil Atual, sobre o fato de as fake news explorarem o preconceito e falsas associações de imagens, tendo afetado a repercussão do movimento #Elenão. Em função da pouca cobertura da mídia tradicional, a narrativa das manifestações foi perdida para os grupos que produziram notícias falsas. “Infelizmente aí a gente tem aquela antiga conexão entre os interesses políticos, econômicos com os interesses da grande mídia. Eles agiram para reforçar o fascismo que nós estamos vendo às portas de se tornar governo no Brasil”, aponta Romão.

"Queria lembrar que hoje já existe também o 'Photoshop de áudio'que permite você criar através do som falas falsas, usando o timbre de voz da pessoa", ressalta ainda Wisnik. "Chegamos a um ponto de hackeamento da democracia muito avançado, o que coloca em perigo e em suspeita a própria democracia com todos os fundamentos que sempre a ampararam."

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Eleição de 2018 é uma disputa sem precedentes, afirma Marcos Coimbra

dom, 14/10/2018 - 09:55
de olho no voto Disputa em segundo turno entre Haddad e Bolsonaro tem elementos que não permitem comparações com eleições anteriores Juca Guimarães | Na votação do primeiro turno, 117,3 milhões de eleitores foram votar para presidente Reprodução Youtube

A voz do povo é o tom determinante, num processo democrático, para a definição da campanha presidencial deste ano. Na avaliação do cientista político Marcos Coimbra e presidente do Instituto de Pesquisa Vox Populi, a corrida eleitoral deste ano não tem precedentes na história recente do país.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, conseguiu 49,2 milhões de votos (46% dos votos válidos). O petista Fernando Haddad, que substituiu o ex-presidente Lula na cabeça da chapa, recebeu 31,3 milhões de votos (29,3% dos votos válidos), segundo o TSE. No entanto, de acordo com a apuração oficial, foram 29,9 milhões de eleitores que não foram votar, ou seja, se abstiveram.  São quase 20% do eleitorado que ainda não se manifestou e que pode ser crucial para a definição do resultado. Confira trechos da entrevista com o presidente do Vox Populi.

Brasil de Fato: Como o senhor avalia o resultado do primeiro turno?

Marcos Coimbra: Essa eleição vem se desenhando assim há muito tempo com o Bolsonaro contra o candidato do PT. Se o candidato do PT tivesse sido o Lula, a eleição teria se decido em primeiro turno [a favor do PT], por razões que nem precisa lembrar. Era previsível também que o candidato que Lula apoiasse iria para o segundo turno. Embora seja novidade a presença do Bolsonaro, o desfecho já era previsível pelo menos desde o meio do ano passado.

Na disputa do segundo turno, fica evidente a postura do Haddad em querer dialogar sobre os programas e fazer debates, mas o Bolsonaro está evitando o confronto e a exposição de ideias. Isso impacta na decisão do eleitor do Bolsonaro?

Embora estejam circulando há muito tempo as informações a respeito dele, muita gente, ao que parece, preferiu esquecer o que ele é, o que ele representa, as ideias que ele defende e muitas coisas relativas ao comportamento pessoal dele. Bolsonaro é um homem de rompantes verbais, gosta de fazer encenações, mas na hora do enfrentamento real ele recua. Isso deveria ser considerado pelos eleitores e eu espero que seja.

Existe uma possibilidade de virada no segundo turno?

Claro que tem. Talvez, se ele [Bolsonaro] fosse um candidato melhor, mais qualificado, com perfil para ser presidente da República, é possível que esta vantagem que ele tem sobre o Haddad fosse muito expressiva, mas como ele é um candidato fraquíssimo, do ponto de vista de biografia, de caráter e de ideias, não. É possível, alterar.

Um candidato ter um crescimento muito grande no segundo turno já aconteceu anteriormente. O Aécio, por exemplo, foi assim?

As analogias com eleições anteriores oferecem pistas, mas muito limitadas. Essa eleição é muito diferente. O fato de Lula estar preso, de um candidato como Bolsonaro ter ocupado o lugar do antipetismo e até esta disposição dos eleitores em fingir que não sabem quem ele é, tudo é novidade. As analogias com eleições passadas dão pistas limitadas do que pode acontecer neste segundo turno.

E o que o senhor pensa sobre o volume das abstenções no primeiro turno?

Só não foram maiores do que nas duas eleições que o Fernando Henrique venceu, em 1994 e 1988, que foram eleições desmotivantes para os eleitores. A partir de um certo momento ficou claro que a maioria queria a continuidade do plano Real e a eleição foi perdendo a graça. Nas duas eleições seguintes, em que Lula saiu vitorioso e nas duas eleições que Dilma venceu, a abstenção e os votos nulos/brancos diminuiu. Agora, este tipo de voto/não voto voltou a subir, talvez porque também seja uma eleição que desmotivou muito eleitores; não é um crescimento extraordinário, embora, de qualquer forma , seja relevante. Se a campanha Haddad conseguisse atrair este eleitorado, só isso, provavelmente, daria a vitória a ele.

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O PT não quebrou o país. Entenda o porquê.

sab, 13/10/2018 - 18:13
coluna Desafio: aponte apenas UM índice econômico que tenha piorado nos governos do PT Juliane Furno | "Quem aprofundou a crise foi o projeto liberal, privatista e antipovo que é radicalmente reafirmado pelo assessor econômico de Bolsonaro" Imagem: Pixabay

O clima da disputa eleitoral nesse segundo turno tem nos dado a oportunidade de debater um projeto de país. Ainda que essas eleições estejam marcadas por baixarias e superficialidades de todo tipo, o clima polarizado – por outro lado – favorece a disputa em torno de um país, na medida em que ninguém pode dizer que nessa eleição estão disputando projetos “mais do mesmo.”

Um dos argumentos superficialmente mobilizados para descreditar o candidato Fernando Haddad é o de que o PT “quebrou o país”; que se estamos vivendo a maior crise econômica brasileira é por culpa do PT e da sua corrupção desmedida!

Eu desafiaria o apoiador do candidato adversário a nos apontar UM índice econômico que tenha piorado nos governos petistas.

Vamos por partes:

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que representa toda a soma de riquezas produzidas pelo país, aumentou exponencialmente nos governos petistas, mesmo sob o turbilhão da crise econômica internacional de 2008.

A Inflação em todo esse período se manteve na meta, mesmo com as pessoas consumindo mais e com o rendimento das famílias crescendo.

O desemprego caiu continuamente, fazendo o Brasil chegar a marca da menor taxa histórica de pessoas desempregadas, em 2014, com menos de 5% e não somente cresceu o emprego como cresceu o emprego formal. Nós passamos de uma taxa de trabalhos com carteira assinada de 23% em 1995 para 49,6% em 2015

Nesses anos nós não precisávamos escolher entre “emprego” e “direitos”, nem entre “emprego” e “salário”. O nível de emprego cresceu, a formalização também e o salários não ficaram pra trás!

Salários mais altos, desemprego baixo e políticas sociais fizeram o Brasil reduzir um dos seus principais problemas: A pobreza e a extrema pobreza.

E isso tudo leva a uma redução de outro grave problema brasileiro, a desigualdade social. O índice de GINI calcula a desigualdade de renda no país; quanto mais próximo de 1 mais concentrada e quanto mais próximo de 0 menos concentrada é a renda nacional.

Por fim, algumas pessoas poderão pensar que todos esses ganhos sociais foram à custa do endividamento público e da “quebra” do Estado brasileiro. Esse último gráfico mostra que até 2015 em todos os anos dos governos petistas, o estado gastou menos do que arrecadou. Isso mesmo.

“Superávit primário” significa a diferença positiva entre o que o governo arrecada e o que ele gasta. Ou seja, se o governo arrecada 200 e só gasta 150, os 50 restantes ficam como uma “economia”, o que chamamos de superávit. Dessa forma, o PT não quebrou a máquina pública, pelo contrário, em todos os anos ele arrecadou muito mais do que gastou.

A maior crise econômica que o Brasil já vivenciou – que iniciou em 2015 – é, em parte responsabilidade da crise política que levou a presidenta Dilma a adotar o programa liberal dos candidatos derrotados. A outra - e maior parte – se deve à política econômica aplicada pós impeachment. Todos os dados apresentados aqui pioram somente a partir desse período. Ou seja, quem aprofundou essa crise foi o mesmo projeto liberal, privatista e antipovo que hoje é radicalmente reafirmado pelo assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro.

A menos que você não se importe com o desemprego, com a pobreza, com o trabalho formal ou com o rendimento dos salários, você tem boas razões para duvidar da frase pronta: “O PT quebrou o país”.

Fonte: Todos esses gráficos são do Centro de Altos Estudos Século XXI e estão disponíveis aqui.

*Juliane Furno é doutoranda em Desenvolvimento Econômico na Unicamp, formadora da CUT e militante do Levante Popular da Juventude.

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Juristas pedem ao MPF providências contra jogo “Bolsomito 2k80”

sab, 13/10/2018 - 16:01
Violência na internet Game traz avatar de Jair Bolsonaro (PSL) atacando mulheres, gays, sem-terra e petistas Cristiane Sampaio | Sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), sede administrativa do MPF, em Brasília (DF) Agência Brasil

Três juristas ingressaram com uma representação, na última quarta-feira (10), junto à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), em Brasília, para pedir que sejam tomadas providências em relação ao jogo eletrônico “Bolsomito 2k80”, que vem causando polêmica na internet.

O game traz a saga de um homem – representado por um avatar do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) – que espanca gays, mulheres, negros, sem-terra e militantes do PT, considerados como supostos inimigos.

O jurista José Geraldo de Sousa Junior, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), destaca que o jogo estimula a cultura do ódio e fere a dignidade humana. Um dos signatários da representação, ele aponta que a conduta é inconstitucional.

“[Ela] agride princípios de salvaguarda de direitos fundamentais das pessoas porque incita a violência, reproduz situações de agressão e morte”.  

No documento apresentado à Procuradoria, os advogados argumentam que os autores podem ser enquadrados no crime de incitação, previsto no artigo 286 da Constituição. José Geraldo ressalta ainda que outras condutas ilegais poderiam ser atribuídas ao caso.

“Ao colocar petistas como alvo da ação homicida, no fundo, [o jogo] atua contra a organização partidária e contra o que são os valores inscritos, por exemplo, no sistema de proteção aos direitos humanos”, explica.

Advogado e ex-procurador do estado de São Paulo, Márcio Sotelo Felippe também assina o documento. Em entrevista ao Brasil de Fato, ele lamentou a concepção de jogos com esse tipo de conteúdo e ressaltou a necessidade de uma intervenção do sistema de Justiça para conter práticas autoritárias.

“É preciso deter a onda fascista. Esse jogo naturaliza a violência, que é uma característica do fascismo. É preciso reagir, resistir a essa onda. Com o fascismo não há complacência, com o fascismo não se dialoga. O fascismo se destrói”, afirma.

A representação dos advogados é contra a BS Studios, empresa fabricante do jogo, e a plataforma Steam1, em que o produto é disponibilizado na internet. O Brasil de Fato tentou ouvir as duas partes, mas não foi possível localizá-las nesta sexta-feira (12).

A reportagem também procurou a assessoria de imprensa da PFDC para saber se já foi tomada alguma providência. O órgão informou que o material foi encaminhado para a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, onde já havia um procedimento instaurado para apurar os fatos. A PFDC é um órgão do Ministério Público Federal (MPF), que fiscaliza o cumprimento das leis.

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Perguntas para um trabalhador que votou contra si mesmo

sab, 13/10/2018 - 15:32
coluna Alguns elementos para meditar e considerar antes do próximo encontro com a urna Ayrton Centeno | O colunista Ayrton Centeno relembra a atuação parlamentar do candidato à presidência Bolsonaro, sempre contra os direitos dos trabalhadores Montagem: Linton Publio / Sindicato dos Bancários de SP

Quarenta e sete milhões de brasileiros e brasileiras votaram em Jair Bolsonaro. Qual teria sido a razão de tal escolha? 

Afinal, estes eleitores, na sua maioria, não são empresários, banqueiros, especuladores da Bolsa de Valores, grandes latifundiários e executivos de multinacionais.

Se assim fosse, as perguntas a seguir não fariam qualquer sentido. As declarações do candidato do PSL e do seu guru econômico, Paulo Guedes, revelam que é para os muitos ricos, a alta classe média e a caserna que, caso eleito, pretende governar. 

Sua votação no primeiro turno, porém, foi alimentada pelos votos de trabalhadores e trabalhadoras que dependem do salário, muitas vezes curto demais para enfrentar o mês, garantir o pão na mesa, o aluguel, a roupa, a prestação, o transporte.  

Com o maior respeito do mundo, entendo que, na hora de apertar o botão da urna eletrônica, pode ter fugido à lembrança deste eleitor, aquilo que o candidato fez ou deixou de fazer ao longo de 27 anos de vida pública. Tentando tirar esta dúvida, faria algumas perguntas a este eleitor ou eleitora que, quem sabe, inadvertidamente decidiu contra seus próprios interesses, sua vida, seu futuro e o futuro de seus filhos.

Por exemplo, o deputado Bolsonaro votou a favor da reforma trabalhista de Temer em 26 de abril de 2017. Com sua postura, fragilizou o emprego, o salário e os direitos trabalhistas. E limitou o acesso gratuito à Justiça do Trabalho. Sobre o assunto, ele e Temer pensam da mesma forma. 

Bolsonaro também é favorável à reforma de previdência de Temer. Novamente, está no mesmo barco de Temer. É aquela reforma que cria imensas dificuldades para o trabalhador se aposentar. Vai trabalhar até morrer.

Lembra do Projeto de Emenda Constitucional 241, conhecida como a PEC da Morte? Ela congelou por 20 anos os gastos em Saúde, Educação e Assistência Social. Adivinhe de que lado a corda vai rebentar? Do lado de quem precisa do posto de saúde, do SUS, da escola gratuita, do apoio social na hora mais difícil. Do lado do trabalhador, é claro. De quem partiu a proposta não é preciso nem perguntar: Temer, de novo. E Bolsonaro votou pela sua aprovação...

Por falar nisso, Saúde e Educação receberiam os recursos gerados pelo Pré-Sal. Temer, porém, está leiloando o futuro das próximas gerações. Em outubro de 2016, a Câmara dos Deputados aprovou a desobrigação da Petrobras operar sozinha a exploração do Pré-Sal. Em junho passado, a companhia foi autorizada a vender até 70% da exploração do Pré-Sal. E quem votou com Temer nas duas vezes? Ele mesmo: Bolsonaro. 

Em março de 2017, mais um avanço de Temer contra as garantias do trabalho: a aprovação da terceirização de mão de obra em todas as áreas, sendo atividade fim ou atividade-meio. Como votou o deputado? Absteve-se. O que, na prática, representou voto favorável. Voto favorável a mais uma proposta de Temer, é claro.

Mais de seis milhões de mulheres trabalham como empregadas domésticas no país. Em 2013, quando passaram a ter direitos como jornada de oito horas de trabalho, horas extras, FGTS obrigatório e seguro-desemprego, quem votou contra a chamada PEC das Domésticas, que retirava uma categoria inteira de condições aparentadas com a escravidão? Fácil. Ele, Bolsonaro.

Isto tudo sem falar no 13º. Salário? É bom não esquecer que o general Mourão, vice de Bolsonaro, deseja extinguí-lo. Você também acha que seria bom acabar com o 13º?

Mas seria injusto afirmar que Bolsonaro vota sempre contra aumentos de salário. Do seu, por exemplo, ele vota a favor. Foi assim, por exemplo, em 15 de dezembro de 2010, quando aprovou elevação dos próprios vencimentos. Afinal, ninguém é de ferro... 

Aliás, sobre os ganhos dos parlamentares, Bolsonaro deu uma resposta áspera a um de seus apoiadores. Em vídeo que circula pelo Youtube, quando o homem sugere que os deputados dêem o exemplo, reduzindo os próprios salários, o candidato do PSL retruca: “Quem vai votar isso?” A seguir, enumera as vantagens de que desfrutam os deputados e seu salário de R$ 33 mil mensais. “Eu não abro mão disso”, enfatiza. Faria melhor se defendesse com a força igual os ganhos dos trabalhadores, não é mesmo?  

São apenas alguns elementos para o eleitor e a eleitora assalariados meditarem e considerarem antes do próximo encontro com a urna. Pensem nisso.

*Ayrton Centeno é jornalista. Trabalhou, entre outros, em veículos como Estadão, Veja, Jornal da Tarde e Agência Estado. Documentarista da questão da terra, autor de livros, entre os quais "Os Vencedores" (Geração Editorial, 2014) e “O Pais da Suruba” (Libretos, 2017)

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Integrantes da Vigília Lula Livre apostam no voto como caminho para retomar direitos

sab, 13/10/2018 - 15:31
Em Curitiba Militantes defendem um governo que preze pela educação e pelo crescimento econômico das classes populares Lia Bianchini | Educação está no centro das prioridades dos integrantes da vigília Juca Varella

“Não estamos aqui para matar a galinha dos ovos de ouro, queremos uma distribuição justa dos ovos”. Quem diz isso é Luzia Batista, aposentada que passa algumas de suas tardes na Vigília Lula Livre, em Curitiba. 

Aposentada há quatro meses, Luzia trabalhava na parte administrativa da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER). Ela conta que frequenta a Vigília Lula Livre desde abril, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso na Superintendência da Polícia Federal. 

Luzia diz não ser militante de nenhum movimento nem filiada a qualquer partido, mas sim uma “simpatizante da causa” que deseja que suas duas filhas vivam em um país mais justo. 

“Eu penso num Brasil onde haja uma divisão mais justa, trabalho para todos, onde as pessoas possam conviver mais harmonicamente sem que uns queiram ter demais da conta e outros não”, afirma. 

A aposentada diz que tem ficado assustada com a disseminação de discursos de ódio durante a campanha eleitoral e que, por isso, procura frequentar mais vezes a Vigília, para “estar perto de quem respeita a diferença”. 

“Esse antipetismo que foi criado fez com que as pessoas ficassem cegas e não vissem mais nada na sua frente. Hoje o que a gente percebe é que não é só o antipetismo, temos a democracia contra o fascismo. Ou nós partimos para uma democracia, ou nós vamos para o fascismo”, diz Luzia. 

Há menos de 20 dias para o segundo turno das eleições, ela acredita que Fernando Haddad (PT) foi o “cara que uniu a esquerda” e que terá a capacidade de diálogo necessária para governar o país. Mas Luzia também é crítica e diz que, mais do que votar, é preciso cobrar dos governantes que mantenham um canal de comunicação com o povo. 

"Nós vamos ter que repensar o Brasil. O governo tem que repensar a comunicação com o povo, que essa comunicação seja feita diariamente, seja de prestação de contas diária, para que o povo comece a interagir com o governo, não fique à mercê”, diz a aposentada. 

Governo não é para machucar

Assim como Luzia, Izabel Fernandes entende que o segundo turno das eleições, no próximo dia 28, vai definir se o Brasil continuará vivendo em uma democracia, com liberdades individuais, ou terá um governo de repressão. 

Também aposentada, ela frequenta a Vigília Lula Livre diariamente e é vista sempre com uma camiseta estampada com a imagem do ex-presidente Lula. Por escolher essa vestimenta, Izabel conta que é xingada constantemente de “vadia” e “vagabunda” nas ruas de Curitiba. 

“É muito importante as pessoas estarem cientes do que vai acontecer se esse Bolsonaro vier a ganhar as eleições. Vamos perder toda liberdade, não só nós, de esquerda, mas eu acredito que todas as pessoas. Todo mundo vai sofrer a repressão”, afirma.

Defensora dos governos de Lula e Dilma Rousseff, Izabel entende que “o Brasil está andando para trás”. Ela fala que, após o impeachment de Dilma, com as políticas de Michel Temer, teve que abrir mão do plano de saúde e passar a comprar só o básico no mercado, pois o salário fica “apertadinho todo mês”. 

Essa sensação que Izabel tem de que o salário não é suficiente é confirmada por um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), lançado em janeiro deste ano. O estudo aponta que o salário mínimo estabelecido pelo governo federal para 2018, que é de R$ 954, não teve crescimento real (se comparado a 2017) e levou à perda do poder de compra.

Diante desse cenário político e econômico, Izabel acredita que, no dia 28, votará pela manutenção da democracia e pela volta dos avanços sociais para as classes populares. 

“Governo não é para machucar, governo é para dar oportunidades para as pessoas, ajudar as pessoas, governar com a gente, com os movimentos sociais. Isso é governo. Governo não pode reprimir”, afirma.

Mais giz e menos balas

Para Hilderaldo Ferreira Gomes, a pauta mobilizadora de seu voto é a educação. Jornalista, Hilderaldo trabalhou na Rádio e TV Educativa do Paraná durante 28 anos. 

Ele também frequenta a Vigília Lula Livre desde que o ex-presidente Lula está mantido preso na Superintendência da Polícia Federal, há 187 dias. Diz que fez parte do movimento estudantil durante sua época de secundarista e universitário, mas nunca se filiou a partido algum. 

Hilderaldo conta que seu pai foi perseguido e preso pelo regime militar, em 1968, e que, por isso, desde novo entendeu que é preciso debater política. Ele fala com orgulho sobre a filha, que, através do Programa Universidade para Todos (ProUni), conseguiu uma bolsa de estudos no curso de Medicina da Faculdade Pequeno Príncipe, em Curitiba. 

Lembrando a gestão de Fernando Haddad como secretário do Ministério da Educação e depois como Ministro da Educação do governo Lula, Hilderaldo diz que acredita na possibilidade de que o Brasil volte a investir na educação do povo. 

“Queremos mais escolas e menos presídios, mais giz e menos balas. Eu só quero um futuro melhor para os meus netos, para minha filha e [quero] viver em um Brasil melhor”, diz o jornalista.

Vigília Lula Livre

Desde 7 de abril, quando Lula foi preso em Curitiba, a Vigília Lula Livre tem sido um espaço permanente de mobilização e resistência.

A Vigília fica em um terreno em frente à Superintendência da Polícia Federal de Curitiba e diariamente militantes gritam, em coro, "bom dia", "boa tarde" e "boa noite" ao ex-presidente Lula. 

No espaço também acontecem rodas de conversa sobre temas importantes para a conjuntura política, como Reforma da Previdência, privatização do ensino e projetos dos candidatos. Estima-se que cerca de 40 mil pessoas já circularam pelo espaço, nesses 187 dias. 

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Rescaldos da onda e os caminhos para virá-la

sab, 13/10/2018 - 10:43
NEWSLETTER Boletim é enviado todas as sextas-feiras, por e-mail, e traz um resumo das principais notícias Redação | Resumo traz indicações de leituras e informações selecionadas para o leitor do Brasil de Fato Divulgação

No boletim semanal Ponto, projeto em parceria com o Brasil de Fato, um resumo das principais notícias da semana e que acabam se perdendo em meio a tanta informação. Ponto traz também análises, indicações de leituras e outros conteúdos que, na correria do dia a dia, você não conseguiu acompanhar.

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Reproduzimos abaixo a edição mais recente do Ponto, enviada em 12 de outubro de 2018.

Olá,

Nesta semana, analisamos as estratégias de Haddad e Bolsonaro para o segundo turno, mas não deixamos de olhar mais detalhadamente para alguns protagonistas do primeiro turno: fake news, WhatsApp e violência. Também falamos sobre o pacote de retrocessos que está no Congresso esperando votação e, no Boa Leitura, selecionamos algumas sugestões de como virar o voto e dialogar com os eleitores de Bolsonaro. Vamos lá!

Contra o relógio. O segundo turno será a eleição entre um candidato que se apresenta como antissistema contra o candidato que representa a antiexploração, na análise de Alberto Carlos Almeida. Mais do que defensor dos direitos, a candidatura Haddad quer se apresentar como defensora da democracia e construir uma frente mais ampla em torno dela. Só que isto não significa apenas a adesão (prevista) do PDT e PSOL. Significa também alterar pontos da campanha petista e acenos para outros setores, mais moderados e até fora do espectro tradicional do partido, como o PSDB ou os evangélicosCatólicos e praticantes de outras religiões também são um terreno a ser conquistado pela campanha. E, numa eleição que parece ter sido decidida pelo WhatsApp, os petistas devem dar mais atenção às redes sociais a partir de agora.

Na prática, a recomendação é que Haddad vai ter que ser "menos PT" e mais "frente democrática". Para o professor de Filosofia Marcos Nobre, "o partido de Lula tem agora o ainda mais raro privilégio de renascer pela segunda vez. Só que desta vez vai sobreviver apenas se se mostrar maior do que é". Mais duro, Antônio Martins diz que a hora não é de focar no passado, mas de apresentar propostas de mudanças reais na vida das pessoas.

Trocando em miúdos, Lula terá menos espaço na campanha e o partido vai ter que entrar com mais convicção em temas como a segurança pública e corrupção. Haddad, inclusive, manteve uma reunião com Joaquim Barbosa. O desafio de Haddad é duro, mas não impossível. A Folha lembra que movimentos de virada no segundo turno são raros, mas existentes. Para o jornal paulista, o petista precisaria reconquistar segmentos da classe média, principalmente no Sudeste, que se mostram pendulares, especialmente os setores intermediários que cresceram com o lulismo. As classes altas já seriam uma causa perdida.

Retranca. Bolsonaro está jogando na retranca. Não vai a debates, por suposta recomendação médica, embora participe de atos públicos. Sua campanha tenta se consolidar nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde foi bem no primeiro turno, e avançar para o Nordeste. Seu primeiro programa de TV deste segundo turno segue as linhas mestras da campanha: discurso moralista sobre corrupção, medo do comunismo e uma tentativa de suavizar a imagem tradicionalmente grosseira.

Discurso sobre violência. Falando em suavizar a imagem, é interessante observar as declarações erráticas de Bolsonaro sobre a escalada de violência praticada por seus apoiadores. De acordo com levantamento da Agência Pública, já seriam mais de 50 casos em todo o País. O Opera Mundi chegou a publicar um mapa das agressões com motivação política, a grande maioria praticada por seus eleitores. Diante da morte do mestre de capoeira em Salvador, Bolsonaro disse que lamentava o que chamou de "excesso" e disse não ter controle sobre seus apoiadores, mas depois mudou o discurso e disse dispensar votos de quem pratica violência.

Fim de Feira. Alckmin e Marina. No futuro, poucos lembrarão que estes dois já foram considerados presidenciáveis com chances de vencerem as eleições. A onda de tornar o primeiro em segundo turno desidratou rapidamente os dois candidatos. A carreira política de Marina deve ter terminado por aqui, pelo menos nacionalmente. Não se sabe o que será do seu partido, já que ele não atingiu a cláusula de barreira e não terá direito ao fundo partidário. Já o PSDB viu o PSL assumir seu lugar no espectro da direita e como porta-voz do antipetismo. O partido venceu em 98,7% dos municípios que foram dominados pelo PSDB nas eleições para presidente de 2006, 2010 e 2014. Além do fracasso eleitoral, os tucanos também estão em guerra civil aberta, com direito a lavar roupa suja em público. Independente de quem ganhe a queda de braço do comando, o PSDB vai ter que se reposicionar nos próximos anos: ou avança ainda mais seu discurso de direita para reconquistar o território perdido ou vai ter que retroceder para achar um espaço ao centro. Já o PSL deixa a estatura de nanico para assumir a segunda maior bancada da Câmara. Entre eles, estão desde militares, que chegaram a 70 eleitos no total, e figurinhas carimbadas do impeachment. Mas o The Intercept lembra que a bancada conservadora não se restringe ao PSL. Entre as pautas dos eleitos estão classificação de movimentos sociais como terroristas, redução de maioridade penal (em alguns casos, até para 14 anos), adoção da prisão perpétua no país e proibição de partidos políticos de esquerda.

RADAR

A nova fronteira das fake news. A revista Vice fez uma boa reportagem sobre o fenômeno do "firehosing", algo como o efeito de uma mangueira de bombeiro, em que mentiras são espalhadas continuamente e em grande volume, tática executada pela extrema-direita em todos as disputas recentes em todo mundo. Mas isso não é novidade. A novidade, para se ficar de olho, é que o PSL já tem conta em uma plataforma que reúne a extrema-direita mundial, fora das redes sociais mais conhecidas, chamada pela mesma Vice de "paraíso de neonazistas e supremacistas brancos" dos EUA. A campanha do deputado também está publicando seus vídeos em um aplicativo quase particular, que segundo relatos virou uma máquina de produzir fake news.

O jogo foi pesado. Como dissemos no título da edição anterior, o jogo foi pesado mesmo. Coação de empresários sobre funcionários, entrevistas amistosas em emissoras de TV, com o TSE fazendo cara de paisagemfarta distribuição de notícias falsas e, principalmente, uma "ordem unida" no WhatsApp nos últimos dias do primeiro turno criaram a onda. O TSE, que anunciou com pompa e circunstância que combateria as fake news, falhou: apenas no dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, determinou a retirada de 35 informações falsas de sites e do Facebook. Só agora, também, o tribunal descobriu que é difícil controlar a boataria pelo WhatsApp. E, apesar de Fux ter dito lá atrás que as eleições poderiam ser até canceladas se fruto de notícias falsas, hoje os ministros minimizam a influência das mentiras nesta eleição. Esta seção tem como objetivo apontar tendências, mas essa retrospectiva é importante porque, já está bem claro após uma semana de segundo turno, que tudo está se repetindo e tende a se agravar.

Normalizar o fascismo. Um processo que já vem de antes, mas se acentuou na reta final do primeiro turno e cresceu no segundo turno, é a normalização de Bolsonaro por parte da imprensa, como aponta a newsletter da Ponte, site sobre direitos humanos e segurança: "veículos de imprensa aos poucos começam a se mostrar mais condescendentes em relação ao capitão, como se sua candidatura fosse igual a qualquer outra", diz o texto. Uma prova é a pouca cobertura dos grandes jornais sobre a escalada de violência. Apenas nesta sexta (12) a Folha publicou uma reportagem sobre o assunto. Parte da imprensa já discute formação de ministério e medidas econômicas, e o discurso de Bolsonaro contra as minorias e contra o próprio processo democrático vai ficando na conta da "polarização", como se o deputado do PSL fosse o oposto de Haddad, critica Jânio de Freitas na Folha. Mas muitas vozes também se levantam contra essa normalização, e um dos bons textos que circularam nesta semana é o do jornalista Denis Burgierman: "Isso que está acontecendo no Brasil é fascismo, não tem outro nome".

Que las hay, las hay. As Forças Armadas receberam nesta semana uma doação do exército dos Estados Unidos de 96 blindados usados. Segundo o Ministério da Defesa, eles "reforçam o poder de fogo e do combate terrestre do Exército". Essa não é a primeira vez que o Brasil recebe equipamentos do exército americano, que periodicamente faz doações a nações amigas ao renovar seu arsenal.

Fissuras. As elites parecem fechadas com Bolsonaro, mas há sinais de fissura e controvérsia. O presidente da Associação de Fabricantes de Veículos se queixou que o candidato procura mais o mercado financeiro que o setor produtivo. Na Folha desta sexta, o colunista de agronegócio aponta preocupações no setor diante do radicalismo do candidato e de suas propostas pouco claras e um tanto aleatórias.

RETROCESSO DIÁRIO

O golpe continua. Terminada as eleições parlamentares, o atual Congresso ainda tem um pacote de maldades em pauta que devem ser retomadas após o segundo turno. O The Intercept elencou todos os retrocessos que estão prontos para serem votados: privatização da Eletrobrás, mega-leilão de blocos do pré-sal, liberação dos agrotóxicos, etc. E, claro, a Reforma da Previdência. Há pressão do capital financeiro para que a Previdência volte à pauta ainda este ano e, como informamos em edições passadas, emissários de Temer já teriam conversado desta possibilidade com a equipe de Bolsonaro, caso o deputado vença o segundo turno, para tirar este peso do início de um hipotético mandato. Por hora, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, diz que nada irá a pauta antes de se definir quem será o próximo presidente da República. Eunício inclusive defende que o próximo eleito é que apresente a sua própria proposta de reforma e que a reforma de Temer não seja votada.

Queda. O FMI rebaixou novamente a expectativa de crescimento da economia brasileirapara este ano e o seguinte. Em abril, o Fundo previa que o Brasil cresceria 2,3% em 2018 e 2,5% em 2019. Agora, a estimativa é de que o PIB brasileiro cresça apenas 1,4% neste ano e 2,4% no próximo. O FMI estima ainda que a taxa de expansão do Brasil deve ser de 2,2%, mas somente a partir de 2023.

VOCÊ VIU?

Quarta-feira de Cinzas. Nesta quinta (11), Jair Bolsonaro comparou o número de mortos na ditadura com o de vítimas do Carnaval. Em entrevista à CBN, o candidato disse que "comparar o que aconteceu entre 1964 e 1985 a uma ditadura é o fim da picada. Desapareceram 400. Morreram pessoas em que circunstâncias? Hoje morre isso no Carnaval e não se fala nada".

Lama. A Quarta Turma do TRF-1 atenuou a acusação contra um executivo da Samarco e trancou a ação penal em relação a outro. A medida poderá se estender aos outros 19 funcionários da Samarco acusados de homicídio com dolo eventual pela morte de 19 pessoas na tragédia de Mariana (MG).

É BOATO

As 10 mais. Jogos da Copa que viraram atos pró-Bolsonaro, urnas fraudadas e absurdos envolvendo crianças estão entre as notícias falsas mais compartilhadas do primeiro turno. Um bom antídoto contra as fake news é usar o site do projeto Comprova, consórcio de jornais que tenta correr atrás da torrente de notícias falsas.

BOA LEITURA

Virar votos? Reflexões e manuais práticos. A avalanche Bolsonaro no primeiro turno fez aumentar o número de textos tentando explicar as estratégias discursivas e, por que não, psicológicas da extrema-direita. Um dos mais compartilhados foi "Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada", no qual o autor explica as relações da campanha Bolsonaro com Steve Bannon, o homem que arquitetou o discurso que se impregnou na sociedade norte-americana e acabou elegendo Donald Trump. O autor aprofunda suas ideias em entrevista ao Brasil de Fato. A questão é fundamentalmente psicológica: "a história de que as emoções, especialmente o medo e o ódio, mobilizam mais que qualquer programa político",escreve um articulista do jornal El País sobre como Bolsonaro é parte de uma onda mundial da extrema-direita. "A pessoa o está escolhendo pelo 'não'. O que vem depois do 'não', não importa a este ponto. Se não for o PT, então tem que ser melhor que o PT", reflete o professor de Comunicação da UFBA, Wilson Gomes. No site do Nexo, a pesquisadora Esther Solano sistematiza o perfil do eleitor de Bolsonaro que foge ao estereótipo do fascista, dando pistas de como dialogar com estas pessoas. Entender a pessoa e respondê-la sem confronto, é o que propõe este "manual prático". Na mesma linha, um jornalista e cientista político questiona algumas das estratégias discursivas na internet adotadas até agora pelos progressistas, entre elas não mencionar o nome do candidato.

Por que votamos em Hitler. "Hitler não chegou ao poder porque todos os alemães eram nazistas ou anti-semitas, mas porque muitas pessoas razoáveis fizeram vista grossa. O mal se estabeleceu na vida cotidiana porque as pessoas eram incapazes ou sem vontade de reconhecê-lo ou denunciá-lo, disseminando-se entre os alemães porque o povo estava disposto a minimizá-lo. Antes de muitos perceberem o que a maquinaria fascista do partido governista estava fazendo, ele já não podia mais ser contido. Era tarde demais." Artigo no site do El País.

Ainda o discurso. Limitações e deficiências do discurso do deputado são, na verdade, sua maior vantagem para unificar eleitorado, analisa Rafael Tatemoto no Brasil de Fato.

Corrupção. "A luta contra a corrupção tem sido deturpada pelo discurso moralizante conservador, que trata o fenômeno por meio de interpretações essencialistas, como o 'caráter' de um povo, uma classe ou um partido. Em grande medida, a causa para que isso ocorra é o vácuo narrativo deixado pela própria esquerda, que não faz autocrítica e não se apropria da discussão para recolocá-la no rumo correto", escreve a cientista social e antropóloga Rosana Pinheiro-Machado.

Cortina de fumaça. Para o filósofo Vladimir Safatle, enquanto a sociedade discutia os temas morais e identitários das declarações de Bolsonaro, o seu programa econômico passava propositadamente despercebido. Para Safatle, o debate com Bolsonaro não passa por argumentação, mas de "mobilização de afetos (...) você não argumenta contra afetos, mas os desconstitui. É um processo diferente. Afetos não são irracionais, no entanto. Eles têm uma dinâmica própria, e devem ser compreendidos na sua especificidade".

Covardia. Cientista político do CEBRAP Fernando Limongi não poupou o ex-colega FHC pela posição de neutralidade no segundo turno. Para Limongi, "Isso é uma covardia inadmissível". Na entrevista ao El País, o cientista também analisa o crescimento da direita e a incapacidade das instituições para lidar com a escalada do autoritarismo.

Gabarito. Em edições anteriores já trouxemos indicações de leitura sobre o livro "Como as democracias morrem", de Steven Levitsky. O jornalista Breno Costa, em seu Facebook, resumiu o questionário feito pelo autor para apontar se um candidato representa ou não perigo à democracia. Bolsonaro gabaritou. Há um vídeo em que o próprio autor expõe seus argumentos. E na frente de FHC, que até o momento se mantém neutro no segundo turno.

Obrigado por nos acompanhar até aqui. Voltamos na próxima semana! Não esqueça de recomendar aos amigos, encaminhando este e-mail ou sugerindo a inscrição na newsletter.

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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição Minas Gerais 13/10/2018

sab, 13/10/2018 - 10:36
Rádio Número de deputadas estaduais eleitas aumenta em Minas Gerais Redação | Divulgação Ocupação Guarani Kaiowá

O resultado das eleições em Minas Gerais não foi dos melhores. Para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foram eleitas 10 deputadas estaduais. Apesar de ter aumentado o número de parlamentares mulheres, ainda falta muito para conseguir a paridade. No início desta semana, a Frente Brasil Popular fez várias atividades e convoca toda a sociedade pra lutar contra o fascismo e pela democracia. No último dia 9, entidades, movimentos populares e sindicais se reuniram em uma plenária para definir atuação política no segundo turno das eleições presidenciais. 

Uma senhora de 68 anos foi presa, em BH, no mês de agosto, por portar duas pedras de crack. Para advogados, a situação escancara contradições do sistema prisional do Brasil, que aposta na criminalização do consumo de drogas. Enquanto o isso, as penitenciárias estão lotadas e a população carcerária vivendo em condições sub-humanas.

A escritora Allana Fernandes, de Uberlândia, acaba de lançar seu primeiro livro. A publicação, denominada Incômodo Cotidiano, traz poesias sobre as desigualdades, o racismo, a violência e as diversas formas de resistir a isso.

Moradores do Taquaril, bairro da região Leste de BH, tentam reabrir rádio comunitária. Em 2017 a Rádio Taquaril FM conseguiu a tão sonhada e suada outorga. Mas, depois de ter seus equipamentos apreendidos, investimentos cancelados e estrutura corroída pelo tempo, a emissora tem dificuldades para operar e luta para reerguer a voz do morro. 

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Presença militar se intensifica na campanha Bolsonaro

sab, 13/10/2018 - 10:34
Política fardada Conheça os oficiais próximos ao candidato que compartilham com Paulo Guedes o debate econômico do programa Rafael Tatemoto | Augusto Heleno: “Essa história de que ficam cobrando programa de governo é uma farsa" Marcelo Casall Jr/Agência Brasil

Oficiais do Exército brasileiro têm ganhado cada vez mais protagonismo nas discussões do programa de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL. Três generais comandam o debate econômico, principalmente, em relação ao setor de infraestrutura: Oswaldo Ferreira, Augusto Heleno e Aléssio Ribeiro Souto. 

A presença dos três militares significa um compartilhamento de concepções com o principal assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes. O guru ultra-liberal, investigado pelo Ministério Público por suposta fraude bilionária em fundos de pensão, ainda dita as principais linhas do programa, defendendo medidas polêmicas como a volta da CPMF e uma alíquota única para o Imposto de Renda.

O grupo militar trabalha em Brasília, ao passo que Guedes opera no Rio de Janeiro.  

Em comum, os três generais têm uma grande influência: Golbery de Couto e Silva. As monografias na Escola de Comando e Estado-Maior, pela qual passaram, apontam a influência na questão geopolítica da visão do criador da doutrina de segurança nacional, pautada na ideia de “inimigo interno” a ser eliminado. 

Augusto Heleno Ribeiro Pereira

Primeira opção de Bolsonaro para ser seu vice, não ocupou o cargo na chapa pois seu partido, o PRP, não fechou aliança formal com o PSL. Comandou as tropas brasileiras no Haiti e exerce grande influência também na área de segurança pública do programa, defendendo temas como a revisão da maioridade penal no país. Ele mesmo, porém, relativiza o papel do programa de governo. “Essa história de que ficam cobrando programa de governo é uma farsa. São meros protocolos de intenção. Enquanto não tiver ministro designado, não faz sentido. Os programas vão ser feitos mesmo ali, nos dois meses entre o resultado da eleição e a posse, em janeiro", chegou a afirmar em entrevista. 

Oswaldo Ferreira

Provável ministro dos Transportes, é o principal nome militar no debate de infraestrutura. Defende a flexibilização do licenciamento ambiental, visão que se coaduna com o programa de governo já publicado, que prevê o fim do Ministério do Meio Ambiente e a transferência de suas funções para o Ministério da Agricultura, historicamente dirigido pelos ruralistas. Declarou que “no meu tempo, não tinha Ministério Público e Ibama para encher o saco”, em referência à experiência de construção de estradas durante a Ditadura Militar. 

Aléssio Ribeiro Souto

Na academia militar, estudou a questão tecnológica no Brasil. Comandou o CTEX (Centro Tecnológico do Exército) entre 2006 e 2009. Na questão educacional, afirma que a valorização salarial do magistério não é o principal elemento a ser defendido: “Há uma série de pontos que tratam da valorização dos professores. O quinto ou o sexto é a questão salarial”, já defendeu.  Afirma que a deposição de João Goulart não foi um golpe militar e que “os livros que não trazem a verdade sobre o regime de 1964 têm que ser eliminados”.

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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição São Paulo e Sorocaba - 13/10/18

sab, 13/10/2018 - 10:30
RÁDIO Crescimento do número de mulheres na Câmara Federal nesse pleito é destaque do programa Redação | Programa vai ao ar em São Paulo na rádio Imprensa FM 102.5 e em Sorocaba na rádio Super FM 87.5 Gabi Lucena | Bdf

O programa de rádio do Brasil de Fato de São Paulo traz como destaque os desdobramentos do 1º turno e a corrida no 2º turno das eleições presidenciais, que ocorre no dia 28 de outubro. 

A edição ainda traz o quadro "Alimento é Saúde" com os benefícios da cebola, alimento rico em vitaminas, de fácil acesso e que apresenta muitas possibilidades de preparo. O programa também apresenta a radionovela produzida pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). Os capítulos abordam a realidade do SUS, o Sistema Único de Saúde. Ouça esta edição.

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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição Paraná - 13/10/2018

sab, 13/10/2018 - 10:17
Rádio Desdobramentos do primeiro turno das eleições gerais é destaque desta edição Redação | O programa vai ao ar em rádios das cidades de Ponta Grossa, de Paiçandu, Paula Freiras e Paulo Frontin Gabi Lucena

O programa Brasil de Fato desta semana destaca alguns desdobramentos do primeiro turno das eleições gerais e das expectativas para o segundo turno. Nesta edição, você vai saber mais sobre os casos de violência no Paraná por conta de divergências políticas, e a equipe do Brasil de Fato de Pernambuco preparou um material especial para a gente entender melhor o sentido da palavra ‘fascismo’.

E o cientista político Fernando Marcelino faz uma análise sobre a eleição de Ratinho Jr. para o governo do Paraná. Apesar de não pertencer as tradicionais famílias paranaenses, apoiadores do candidato que devem integrar seu governo dão continuidade ao trabalho dessas famílias.

E tem novidades nesta edição do Programa Brasil de Fato. A partir dessa semana, exibiremos uma rádionovela da série Comunicasus, feita pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúdes (Cebes) e que apresenta o SUS de uma maneira diferente.

No Paraná, o programa vai ao ar toda semana, nas seguintes rádios:
 

Ponta Grossa, na Rádio Princesa 87, 9 FM, aos sábados, a partir das 11h

Paulo Frontin, na Rádio Cidade 87,9FM, aos sábados, a partir das 6h20 e 21h

Paula Freitas, na Rádio Paula Freitas 87,9FM, aos sábados, a partir das 11h

Paiçandu, na Rádio Pioneira 91,3 FM, aos sábados, a partir das 5h30

E pela internet, você acompanha da Rádio Brasil de Fato, às 8h de sábado e domingo.

Ficha Técnica

Apresentação: Franciele Petry | Roteiro e Produção: Camila Salmazio| Operação de áudio: Lucas Botelho e André Paroche | Apoio: Equipe de jornalismo do Brasil de Fato

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Ouça o Programa Brasil de Fato - edição Pernambuco - 13/10/18

sab, 13/10/2018 - 09:53
RÁDIO O que o resultado das eleições significa para a classe trabalhadora? Da Redação | Saiba também os benefícios da cebola Arte: Brasil de Fato

Esta edição do Programa Brasil de Fato Pernambuco destaca entrevista com Paulo Mansan, que é da Frente Brasil Popular e da coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra - MST. A conversa foi a respeito das eleições de 2018 em Pernambuco e também sobre os desafios para o segundo turno da disputa presidencial entre Fernando Haddad do PT e Jair Bolsonaro do PSL. 

Ainda sobre eleições, o programa traz informações sobre a vitória do primeiro agricultor eleitor deputado estadual aqui no estado. 

Nesta edição você pode  conferir a nossa tradicional conexão com a Rede Lula Livre que traz informações e acontecimentos que rodeiam o preso político Luiz Inácio Lula da Silva.

Além disso conferimos as sugestões de programações culturais para o final de semana.

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Estudante é atacada por eleitor de Bolsonaro no Rio de Janeiro

sex, 12/10/2018 - 15:07
VIOLÊNCIA Jovem sofreu agressões físicas e verbais enquanto voltava para casa Mariana Pitasse | Mulheres que protestam contra candidato da extrema-direita vêm sendo agredidas com frequência Pablo Vergara

Na madrugada desta sexta-feira (12), foi registrado mais um caso de agressão motivado por eleitores de Bolsonaro, desta vez, no Rio de Janeiro. Uma estudante da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) foi atacada com socos no bairro de Botafogo, na zona sul da cidade.

De acordo com o relato da jovem em sua página do Facebook, um homem se aproximou quando ela chegava em casa e começou o ataque verbal, antes da agressão física.

“Ele começou a gritar que eu era sapatão, feminista de merda e vagabunda. Que eu não era mulher de respeito por estar na rua de madrugada e que Bolsonaro vai acabar com isso”, escreveu. 

Em seguida, a estudante conseguiu fugir e chegar até sua casa. “Parem de nos agredir, parem de tentar nos matar”, desabafou a jovem na rede social. A estudante é lésbica e a comunidade LGBT também se tornou alvo de agressões de eleitores do candidato da extrema-direita.

Esse é mais um dos casos de agressão e violência que estão sendo registrados nos últimos dias. O mestre de capoeira e ativista cultural Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado com 12 facadas na madrugada da segunda-feira (8), em um bar de Salvador, depois de dizer que votou no candidato petista Fernando Haddad. 

Agressões motivadas por um ambiente de ódio na política já haviam aparecido na campanha ao longo do primeiro turno. O próprio candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi vítima de uma facada no dia 6 de setembro durante um ato de campanha. O candidato passou para o segundo turno com quase 50 milhões de votos adotando um discurso de violência que parece influenciar os atos de uma parcela mais radical de seus eleitores. 

Na noite da última terça-feira (9), um estudante recém-formado foi agredido na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, por usar um boné do MST. A vítima, que estava reunida com amigos em uma praça do campus, foi espancada por membros de uma torcida organizada local sob gritos de “Aqui é Bolsonaro”, segundo testemunhas. 

 Os agressores também teriam depredado a Casa do Estudante da universidade, cujas janelas foram quebradas. A polícia foi acionada, mas os homens fugiram do local. A vítima foi atendida por uma ambulância e passa bem. 

Ainda não há estatísticas sobre o número de ocorrências, que já chamam a atenção de organizações. Nas redes sociais, há inúmeros relatos de agressões verbais e físicas sofridas por pessoas que se manifestam a favor de Haddad ou de forma contrária à Bolsonaro, por meio de camisetas e adesivos. Nas redes sociais, Bolsonaro disse não ser responsável pelos ataques.

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