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Atualizado: 51 minutos 9 segundos atrás

Arcebispo de Olinda e Recife convoca cristãos a defenderem Direitos Humanos

qui, 06/12/2018 - 14:00
RELIGIÃO Frente à onda reacionária que busca comercializar direitos básicos, dom Fernando lembra ensinamentos de Cristo Dom Fernando Saburido* | Líder religioso alerta que defesa dos Direitos Humanos não está à parte da missão da Igreja Arquidiocese de Olinda e Recife

O Advento do Senhor e os direitos humanos

Nestes dias, o mundo comemora o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Assembleia Geral da ONU a assinou e publicou no dia 10 de dezembro de 1948.

Em nossos dias, o papa Francisco nos tem chamado a atenção para o fato de que, em uma sociedade que absolutiza o mercado e diviniza o dinheiro, a vida humana e, especialmente, os direitos dos pobres, têm sido ignorados e desrespeitados. Isso não é diferente no Brasil onde se fala de privatizações de serviços públicos, sem se levar em conta os direitos humanos na sua amplitude.

Por isso, as pastorais sociais se unem a todas as pessoas que trabalham pela justiça para celebrar a atualidade dos Direitos Humanos para todos e todas e exigir o seu cumprimento como forma de organizar a sociedade.

No Recife, a Comissão de Justiça e Paz, junto com o fórum de articulação de leigos/as da arquidiocese, estarão promovendo uma vigília de meditação e oração que se fará na noite dessa 2ª feira, 10 de dezembro, no pátio do Palácio dos Manguinhos. Esta iniciativa se insere bem na celebração do tempo do Advento, que nos convida à conversão e ao compromisso com a vida.

No 1º domingo do Advento, a Igreja nos faz ouvir como texto do evangelho, as palavras do discurso escatológico de Jesus. Ali, ele nos adverte sobre a vinda do Filho do Homem, ou seja, a manifestação de sua vinda como juiz do mundo e salvador dos injustiçados e que virá para nos julgar sobre a maneira como amamos.

No evangelho de Mateus, esse discurso ocupa os capítulos 24 a 25. Esse se conclui com a parábola do juízo final, na qual Jesus diz: “O que fizestes a um desses pequeninos, foi a mim que fizestes”. Portanto, o modo de acolher a vinda de Jesus, hoje, é descobri-lo e a ele aderir nos rostos dos pobres, injustiçados e de todas as pessoas que precisam de solidariedade.

Em nossa Igreja, ainda há irmãos e irmãs que dividem fé e vida. Consideram justa a preocupação com os direitos humanos, mas é como se esse assunto não fizesse parte da fé ou fosse apenas um apêndice da missão da Igreja que deveria se concentrar apenas na dimensão religiosa. Foi exatamente isso que Jesus condenou no templo.

Num dos discursos que, a cada ano, costumamos escutar durante o Advento, Jesus fala do templo e do tipo de religião restrita à Casa do Senhor. Ele lamenta porque amava o santuário e sabia o que ele representava para o povo. Conforme Marcos, os discípulos se admiravam: “Mestre, olha que edifício lindo!. Mas Jesus respondeu: “Vocês estão vendo essas grandes construções? De tudo isso, não ficará pedra sobre pedra” (Mc 13, 1-2).

Por isso, como pastor dessa Igreja de Deus, convido todos os irmãos e irmãs a aproveitarem bem o feliz tempo do Advento, para revisar sua vida e atitudes, especialmente levando em conta os Direitos Humanos. Faz-se necessário promover as devidas mudanças pessoais em função do Reino de Deus e ajudar no processo de conversão da comunidade, tendo em vista a pessoa de Jesus Cristo que veio, vem e virá. 

*Dom Antônio Fernando Saburido é monge e sacerdote beneditino, arcebispo de Olinda e Recife desde 2009.

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Justiça Federal suspende despejo de Comunidade Quilombola Paiol de Telha

qui, 06/12/2018 - 12:53
Território Ameaçados de expulsão de área ocupada em 2017, 70 famílias tiveram assegurada a permanência até março Lizely Borges | Comunidade posa em frente à 11ª Vara Federal de Curitiba, após audiência de conciliação. Lizely Borges

As 70 famílias da Comunidade Quilombola Invernada Paiol de Telha – Fundão têm assegurada até março de 2019 a sua permanência na extensão de terra ocupada em dezembro de 2017, em Reserva de Iguaçu (PR). A decisão resulta da audiência de conciliação entre as famílias e a Cooperativa Agrária, realizada na tarde de segunda-feira (03), na 11ª Vara Federal de Curitiba, na capital paranaense.

Requerida pela Cooperativa, a audiência tinha como objeto de análise o despejo das famílias. De extensão de 99 hectares, a porção de terra, de acordo com a comunidade, tem sido fundamental para garantir condições mínimas de reprodução da vida. Atualmente, as famílias plantam alimentos para consumo e venda e criam animais neste trecho de terra. Somadas as outras duas áreas, de 228 hectares, que se encontram em processo de titulação, o território de 327 hectares representa uma porção expressivamente inferior à que foi reconhecida em 2014 pelo Incra como de direito da Comunidade – de 2.959 hectares. Em 17 de novembro, a desembargadora Marga Barth Tessler, do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) já tinha rejeitado o pedido da Cooperativa de reintegração de posse antes da finalização da titulação da comunidade quilombola. Saiba mais

“Hoje a área que as famílias ocupam não passa de 400 hectares. Já é uma situação indigna, mas no mínimo é importante que se mantenham as famílias nesta área”, aponta o assessor jurídico da Terra de Direitos, Fernando Prioste. Na pequena área está instalada a única casa de alvenaria. Nela, um único médico atende o quilombo. Desta forma as àreas estão conectadas e são importantes para o desenvolvimento das famílias. 

O argumento de permanência da porção de terra para a comunidade é compartilhado pela superintendência do Incra no Paraná. “A remoção das famílias quebraria a comunidade como um todo. Pedimos que não faça a remoção”, defendeu o superintendente substituto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Regional Paraná, Sandro Márcio Fecchio. O Incra estabeleceu, para a realidade de Reserva do Iguaçu, que uma propriedade familiar, para que tenha estabilidade econômica e bem-estar ao agricultor, faça usufruto de 800 mil m² (4 módulos fiscais). A medida entre 1 módulo (200 mil m²) e 4 módulos também designa a extensão da área para a modalidade da agricultura familiar. Os 99 hectares (990 mil m²) ocupados pelas famílias são usufruído pela totalidade das 70 famílias, extensão esta bem abaixo dos parâmetros do Incra.

Por meio de conciliação entre as partes o despejo das famílias ocupantes da área menor foi temporariamente suspenso, com permanência assegurada até a data de 06 de março do próximo ano, prazo limite para nova avaliação do andamento do processo de titulação.

“Eu tenho primeiro que respirar para te responder o que significa esta vitória, a 4ª que temos sobre a Agrária. Ela significa virar o ano com esperança. Temos um grande caminho ainda pela frente, mas até 06 de março podemos respirar, nos organizar, juntar a comunidade. E o passo seguinte é pressionar o Incra”, avalia a integrante da Comunidade e membro da coordenação nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Ana Maria Santos da Cruz.

Participaram também da audiência o procurador da Advocacia Geral da União (AGU), Daniel Alvarenga e o membro da Coordenação de mediação de conflitos fundiários da Polícia Militar, Tenente Ricardo Correia de Jesus.

Prazo de 90 dias
A pressão ao Incra diz respeito ao prazo estipulado pela autarquia para finalização do processo de titulação das duas áreas de total 228 hectares. De acordo com o supervisor, o Conselho Diretor da Regional deve ser reunir nos próximos dias e avaliar a atualização do valor da área de 200 hectares e dar os encaminhamentos legais para pagamento do valor à Cooperativa.

Em dezembro de 2016 foram depositados em conta R$ 9 milhões para compra da área. No entanto, como a Cooperativa possuía pendências administrativas, o repasse não pôde ser imediato. Passados quase dois anos, o valor depositado gerou rendimentos de valor próximo a R$1,3 milhão. Por meio de um recurso, a Cooperativa reivindica agora receber este adicional. Veja aqui.

A reivindicação deste adicional se configurou como impasse para finalização da titulação. Saiba mais aqui. Com nova Planilha de Preços Referenciais (PPR), ferramenta utilizada pela autarquia para compreender o mercado de terras e conferir critérios mais técnicos na definição do valor das áreas destinadas à titulação, o Incra aponta que no prazo de 9 a 10 dias pode emitir um termo aditivo com novo valor e assim realizar o pagamento. Para finalização do processo, que inclui assinatura do termo aditivo pela Agrária e escritura pela Associação, o Instituto avalia como necessários 90 dias. Em âmbito nacional o Incra  tem disponível apenas 956 mil reais para desapropriações quilombolas em todo o brasil. A continuar assim, o Incra  levará mais de 600 anos para titular todos os quilombos do Brasil. Saiba mais

No final de novembro a Associação Heliodoro Pró- Reintegração da Invernada Paiol de Telha – Fundão moveu ação civil pública contra o Incra e União para exigir a titulação da área. A ação enviada à Justiça Federal nesta quarta-feira (28) também pede o pagamento de indenização para a comunidade por danos morais coletivos, pela demora na titulação da área. “O ônus da morosidade do Estado brasileiro não deve ser sentido unicamente pela comunidade, que literalmente comeu poeira à espera do título”, defende o assessor da Terra de Direitos, em referência ao acampamento das famílias à beira da PR  459 e local de residência durante anos das famílias.

Racismo
Representantes da Comunidade reagiram ao argumento exposto pelo advogado da Cooperativa Agrária, Eduardo Bastos de Barro, de que o Paiol de Telha necessitava conhecer a história da Cooperativa: “Vocês deveriam conhecer a história da Cooperativa. Ela foi formada por descendentes alemães. (...). A gente não é inimigo. O primeiro passo [entre as partes] é melhorar o relacionamento. Não podemos assumir uma conduta que ignora o diálogo”, argumentou.

Para a presidente da Associação, Mariluz Marques, a manifestação do advogado é um insulto às famílias que descendem de mulheres e homens escravizados e residentes do Paiol. “Todas as outras etnias que vieram para o Brasil, por conta da 2ª Guerra Mundial, foram acolhidos pelo país. Quem foi que sempre sofreu discriminação, teve seus direitos retirados e nem mesmo reconhecidos - mesmo sendo mencionado na Constituição [Constituição de 1988 reconhece direitos dos quilombolas] – fomos nós. Fomos expulsos da nossa terra, levados à marginalidade para eles estarem lá [para a Cooperativa se instalar na região]. Por que nós temos que reconhecer o direito deles e eles não reconhecem os nossos?”, defende.

“A morosidade e burocracia do governo se mostram como um racismo institucional porque ajuda a quem tem dinheiro. Não estamos fazendo de vítima, estamos reivindicando o que é de direito nosso. Essas terras não foram invadidas por nós, foram invadidas pela Agrária. A nós que nos foram doadas por uma escravocrata”, diz Ana Maria.

No domingo anterior à audiência (2) a energia elétrica da comunidade foi cortada. As famílias também não recebem água e pela comunidade não circula transporte coletivo. Ainda assim, diante de dificuldades primárias, as famílias anunciam que devem permanecer na área. “Tenho três filhos e outro está vindo aí. É por eles que luto. Para deixar a terra para eles. E é pelos mais velhos que não estamos vendo aqui, que já se foram e não puderam ter a terra de direito”, diz Gemerson Marques de Campos. “Finalmente eu vou poder fazer minha casinha”, comentou baixinho para o jovem agricultor Vanda Viana Alves, uma senhora de 79 anos, assim que encerrou a audiência.

Para o assessor jurídico da Terra de Direitos, a posse do novo presidente, oposicionista à política para comunidades quilombolas, como expresso em declarações à imprensa, configura-se como um desafio na titulação da totalidade da área reconhecida de direito da comunidade Paiol de Telha. Além de ataques à política nacional e titulação territorial, o novo presidente pode realizar alterações no Decreto Federal nº 4887/03. “As vitórias do Paiol de Telha expressam que mesmo diante da dificuldade podem conquistar a tão sonhada liberdade”, aponta o assessor.   

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Editorial PR | Sem mordaça na democracia

qui, 06/12/2018 - 12:09
Escola Sem Partido Sob o pretexto de retirarem “ideologias” da sala, inviabilizam o pensamento crítico Redação | As medidas antipopulares e antinacionais que Bolsonaro e seus aliados pretendem tomar precisam de uma cultura antidemocrática Santiago

O direito à liberdade de pensamento e expressão é uma conquista da humanidade, compartilhada por muitas correntes teóricas e políticas. Quem se opõe a esse direito, limita a democracia. Não à toa, a própria Constituição fala em livre manifestação de pensamento e expressão em seu artigo 5º.

Mas, no Brasil, defensores do fim da liberdade do pensamento estão propondo, há alguns anos, o Projeto de Lei nº 7.180/14, chamado de “escola sem partido”, que representa, na verdade, a “lei da mordaça”. 

Sob o pretexto de retirarem “ideologias” da sala de aula, inviabilizam o pensamento crítico e decretam a ideologia de um pensamento único. Uma população sem informação, debate e sem acesso à educação torna-se mais submissa, mais fácil de ser manipulada. E é também por isso que políticos conservadores e poderosos têm interesse no projeto: eles sabem que é mais fácil impor suas vontades quando o povo tem menos acesso ao conhecimento crítico. 

As medidas antipopulares e antinacionais que Bolsonaro e seus aliados pretendem tomar precisam de uma cultura antidemocrática, desde a escola até a universidade, para evitar a tomada de consciência do povo brasileiro. É por isso que se apresenta como tarefa de todas as forças democráticas a rejeição ao projeto “escola sem partido” no Congresso. 

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Termina sem acordo reunião entre Teatro Oficina e Grupo Silvio Santos

qui, 06/12/2018 - 12:06
DISPUTA TERRITORIAL As partes não chegaram a uma solução consensual sobre a construção de um empreendimento imobiliário Bruno Bocchini | Teatro Oficina, 2015 Divulgação

Mais uma tentativa de acordo entre o Grupo Silvio Santos e o Teatro Oficina Uzyna Uzona terminou sem acordo. Em reunião realizada nesta terça-feira (4), as partes não chegaram a uma solução consensual sobre a construção, ao lado do teatro, de um empreendimento imobiliário. 

O complexo, de interesse do Grupo Silvio Santos, teria duas torres residenciais de 80 metros de altura cada, além de uma área comercial com estacionamento e lojas. A atual sede do Oficina foi projetada em 1984 pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi, criadora do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e pelo brasileiro Edison Elito. O teatro, localizado na Rua Jaceguai, no bairro da Bela Vista, foi inaugurado em 1993, e é tombado pelo patrimônio histórico nas esferas federal, estadual e municipal.

De acordo com representantes do Oficina, o empreendimento do Grupo Silvio Santos não respeita  preservação do patrimônio tombado, tanto do edifício, quanto do bem imaterial. Segundo os responsáveis pelo teatro, as restrições ao projeto, aceitas pelos empreendedores, são insuficientes. O grupo ofereceu, por exemplo, uma área de servidão no terreno do empreendimento para uso como saída de emergência ao público do teatro.

Diante do impasse, o Ministério Público Federal (MPF), que intermediou a reunião, informou que poderá ingressar na Justiça para defender o patrimônio histórico.

“Após ouvir os representantes dos órgãos de preservação do patrimônio cultural e os demais envolvidos, o MPF entende que há possibilidade de se judicializar o caso, desempenhando sua missão constitucional de proteção do meio ambiente e do patrimônio histórico, em sua concepção ampla”, afirmou a procuradora Suzana Fairbanks após a reunião.

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Confira a edição desta quinta-feira (6) da Rede Lula Livre

qui, 06/12/2018 - 11:31
RÁDIO Nossa programação vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras Redação | “Bom dia, presidente Lula” desta quarta-feira (5/12) na Vigília Lula Livre, em Curitiba (PR) Ricardo Stuckert

A edição desta quinta-feira (6) da Rede Lula Livre, traz dados importantes a respeito do aumento do trabalho informal e da desigualdade de renda durante o governo de Michel Temer. Saiba também a respeito da carta do ex-presidente Lula e a denúncia da prisão política do líder petista, durante o encontro de partidos políticos dos BRICS, realizado em Tsuane, na África do Sul. O debate na Vigília Lula Livre a respeito da situação dos quilombolas no Brasil, também é destaque no programa de hoje.

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre ao vivo de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras.

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Os 10 meses de intervenção militar são destaque da edição 292 do Brasil de Fato RJ

qui, 06/12/2018 - 11:14
BDF 292 Leia também sobre a prisão de Pezão, luta dos vendedores ambulantes, benefícios da bicicleta e final da Libertadores Redação | O tabloide é distribuído nas estações de trens e metrô na Central do Brasil, Pavuna, Coelho Neto e nas barcas em Niterói Divulgação/ Brasil de Fato

A EDIÇÃO 292 DO BRASIL DE FATO ESTÁ NAS RUAS DO RIO!

Leia nessa edição o balanço de 10 meses da intervenção militar que está marcada para acabar no dia 31 de dezembro. Dados e especialistas mostram aumento de mortes e violência desde fevereiro. Um exemplo é o número de tiroteios que aumentou em 59% entre os meses de fevereiro a novembro na região metropolitana do Rio se comparado com o mesmo período de 2017.

Veja também sobre a prisão do governador Fernando Pezão e a autorização de Impeachment dada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O governador está sendo acusado de integrar um núcleo político que cometeu crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.

Conheça a luta dos vendedores ambulantes da cidade do Rio. Na última semana, a câmara municipal barrou o veto do prefeito Marcelo Crivella (PRB) sobre Projeto de Lei que regulariza depósito de mercadoria. 

Confira ainda os benefícios de andar de bicicleta, comentários sobre a decisão de fazer a partida final da Libertadores na Espanha e muito mais!

A versão impressa do nosso tabloide é distribuída de forma gratuita nas estações de trens e metrô na Central do Brasil, Pavuna e Coelho Neto, além da estação das barcas em Niterói toda quinta-feira a partir das 5h. Você também pode ler a versão online no link: Brasil de Fato 292.

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Tribuna da Câmara de Vereadores do Rio ganha nome de Marielle

qui, 06/12/2018 - 10:59
Legado Mudança foi proposta por vereadoras de diversos partidos como forma de perpetuar sua imagem Douglas Corrêa | A vereadora Teresa Bergher, uma das autoras da proposta que deu o nome de Marielle Franco à Câmara Municipal do Rio Julia Maia/Divulgação/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

A placa, com a frase “Não serei interrompida. Não calarão a minha voz", foi colocada na tribuna quase nove meses depois da morte de Marielle, atingida por quatro tiros, todos na região da cabeça. Os autores do crime até agora não foram identificados.

A vereadora, eleita pelo PSOL, disse essa frase em discurso na tribuna da Casa no dia 8 de março deste ano, dia em que se comemorava o Dia Internacional da Mulher.

Para a vereadora Rosa Fernandes (MDB),dar o nome da Marielle à tribuna é uma maneira de perpetuar a imagem dela. "É um espaço onde fazemos os discursos e damos nossa opinião sobre a cidade. E é uma forma de dizer que não vão calar a nossa voz. Foi uma ideia que tivemos para homenagear essa mulher guerreira, defensora dos direitos humanos", afirmou.

A homenagem a Marielle foi proposta por vereadoras de vários partidos: Tânia Bastos (PRB), Luciana Novaes (PT), Teresa Bergher (PSDB), Vera Lins (PP) e Veronica Costa (MDB), além de Rosa Fernandes.

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Os legados da integração latino-americana há sete anos da criação da Celac

qui, 06/12/2018 - 10:10
SOBERANIA Diplomatas venezuelanos analisam o organismo que teve participação ativa de Hugo Chávez e desafiou o poder dos EUA Yuliana Fuentes Fuguet | A criação desse organismo multilateral facilitou o diálogo e a relação entre os países do bloco Governo da Venezuela

Há sete anos a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realizava sua primeira reunião, em Caracas, capital venezuelana. Foi a primeira vez que representantes dos 33 países das Américas do Sul, Central, do Norte e do Caribe se reuniram sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá. Um marco na integração dos países do continente, a cúpula inaugural aconteceu no início de dezembro de 2011, e o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, que na ocasião já passava pelo tratamento do câncer, foi o anfitrião do encontro.

Como importante líder latino-americano, Chávez, falecido em 2013, teve um papel central na articulação e na criação desse organismo regional. Em entrevista ao Brasil de Fato, diplomatas venezuelanos analisam a criação desse organismo à luz da política externa dirigida por Chávez, que além da Celac, impulsionou articulações como a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) e a União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Para a ex-Cônsul da Venezuela e diplomata Carmen Navas Reyes, a participação protagonista da Venezuela na Celac, em 2011, e a entrada do país no Mercado Comum do Sul (Mercosul), em 2012, fazem parte de uma estratégia para criar um contrapeso econômico diante dos Estados Unidos. “Não é um desrespeito aos EUA, é simplesmente uma visão de mundo onde não há um polo de poder, onde os países podem ter direito a ser livres segundo os seus próprios sistemas. Esta era a visão de Chávez, de que os países, independentemente de seu tamanho territorial, de sua população e das condições econômicas fossem países soberanos. Para nós, a soberania é vital”, afirma Navas, que dirigiu o consulado na cidade de Recife, em Pernambuco.

“Chávez rompeu a tradição da política exterior da Venezuela, que antes só seguia o que diziam os Estados Unidos, e estabeleceu relações importantes com países como Índia, Brasil, Cuba, Argentina, África do Sul. Também inseriu a Venezuela nos organismos multilaterais de ações políticas e econômicas e no Movimento dos Países Não Alinhados (MNA) como protagonista. Porque sempre fizemos parte, mas não tinha sido feita nenhuma ação realmente estratégica enquanto movimento até então”, indicou.

O vice-ministro de Comunicação Internacional do Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores, William Castillo, ressalta que essa integração que Chávez ajudou a impulsionar foi além dos governos e também chegou  à população. “Além de estruturas formais como a Petrocaribe [aliança em matéria petroleira entre alguns países do Caribe com a Venezuela] e a Unasul, foram criados mecanismos de integração com os povos e seus governos, com movimentos progressistas desses países. Essa arquitetura internacional foi o que permitiu que a Revolução Bolivariana resistisse aos embates na Organização dos Estados Americanos (OEA)”.

Na mesma linha, Navas Reyes aponta: “O respeito pelos povos é outro legado importante. A soberania popular era tão importante quanto manter a unidade latino-americana, porque os povos são soberanos e isso é o que hoje em dia mais temos que defender. Porque Chávez foi, antes de tudo, um líder popular que entendia os povos como soberanos”.

Contexto progressista

O líder venezuelano Hugo Chávez Frías fez parte de uma geração de presidentes latino-americanos que mudaram a forma de fazer diplomacia. Novos cenários na política exterior e ensaios de diversas formas de articulação regional foram construídos por Chávez e também Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, no Brasil; Evo Morales, na Bolívia; Néstor e Cristina Kirchner, na Argentina; Rafael Correa, no Equador; José Pepe Mujica, no Uruguai; entre outros, com o objetivo de construir a autonomia e a soberania dos povos da América Latina.

Foi uma década de presidentes que além de convergirem politicamente, estabeleceram fortes vínculos de amizade. Como resultado das boas relações entre os mandatários, além da afinidade ideológica que compartilhavam, surgiram múltiplos organismos e outros já existentes se fortaleceram, criando uma situação dinâmica para o cenário político internacional.

A Celac, nesse contexto, representou a importância de instrumentos que reforçam a unidade soberana latino-americana. Contexto esse bem distinto ao que se vive atualmente.

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Confira esta saborosa receita de crepe com calda de chocolate e maracujá

qui, 06/12/2018 - 10:00
Sabor Receita prática é servida fria Da Redação | Crepe é receita tradicional da culinária Reprodução

Confira esta saborosa receita de crepe com calda de chocolate e maracujá. O crepe é um tipo de panqueca feito à base de trigo, ovos e leite e combina bastante com recheios doces.

Ingredientes
4 ovos
1/2 litro de leite
400g de farinha de trigo
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de açúcar

Como fazer
Bata tudo no liquidificador.
Aqueça uma frigideira e coloque um pouco da massa por vez, fazendo discos. Gire a frigideira para espalhar de forma igual o creme. Retire quando estiver firme.

Creme de chocolate
200g de chocolate em pó
400ml de leite
100g de açúcar
1 colher de sopa de amido de milho
120ml de creme de leite

Como fazer
Leve ao fogo leite e chocolate com açúcar e amido de milho.
Faça um creme consistente.
Deixe esfriar e bata na batedeira com creme de leite.
Deixe ficar bem liso e recheie os crepes.
Leve ao forno quente por 5 minutos.

Calda de maracujá
2 unidades de maracujá (a fruta)
2 colheres de açúcar
1 xícara de água
Como fazer
Leve ao fogo até engrossar em ponto calda.

Sirva frio sobre o crepe recheado.

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Coluna Timbu | O novo plano de sócios

qui, 06/12/2018 - 10:00
Colunas dos Clubes Time tem como meta 20 mil sócios Filipe Spenser | No geral, os preços subiram Leo Lemos / Náutico

Foi lançado o Nação Timbu, novo plano de sócios do Náutico. Vejamos as opções: o plano mais completo, o Vip, custa R$150 e tem a vantagem de ter os ingressos grátis todos jogos em casa, com dependente incluso; o Vip Individual, por R$100, mantém os ingressos inclusos, mas sem dependente; o Contribuinte custa R$90 e dá 70% de desconto; o Patrimonial tem o mesmo desconto, mas por R$70 e uma taxa de R$3 mil; o Torcedor custa R$60 e dá 60% de desconto.

Já o Standard é R$30 e dá desconto de 50% nos ingressos, além do acesso à rede credenciada. Por fim, o Confraria custa R$13 e é destinado aos torcedores que moram longe, que terão direito a ingressos fora do Estado.

No geral os preços subiram. Embora a volta aos Aflitos seja um atrativo, os valores talvez não se justifiquem e a meta audaciosa de 20 mil sócios parece ser de difícil concretização.

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“As pessoas precisam perceber quem são, para se agruparem" afirma psicóloga

qui, 06/12/2018 - 10:00
Saúde Especialista explica como a psicologia pode ajudar a enfrentar a atual crise político-econômica Fátima Pereira | Psicóloga Deyne Cavalcanti indicou locais de acolhimento para pessoas que precisem de apoio psicológico Arquivo pessoal

Deyne Cavalcanti é psicóloga clínica e social, mãe de três filhos, mulher negra, feminista, integra o Conselho Regional de Psicologia, na comissão direitos humanos e enfrentamento ao racismo, especialista em família, gênero e sexualidade.

Brasil de Fato - Existe ainda uma ideia muito presente no imaginário social de que a saúde é apenas ausência de doença, e geralmente de doença física. Pensando a saúde a partir de uma perspectiva mais abrangente e como um direito fundamental, que lugar tem ocupado a psicologia?

Dayne - A saúde ela de fato tem que ter uma visão mais ampla. Principalmente com relação ao que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como bem estar, um bem estar pleno, e isso é como uma utopia, mas a psicologia ela trata essa questão pra equilibrar, potencializar, manter um bem estar dentro do contexto social envolvido, dentro das condições psicossociais, biológicas e não só na questão física que é como as pessoas, geralmente, culturalmente se preocupam.

BdF- Quais são as consequências psicológicas mais frequentes que têm sido percebidas frente aos resultados das eleições 2018 e também a atual crise político-econômica no país? 

Deyne - Psicologicamente, emocionalmente as pessoas estão apresentando muita angústia, muita tristeza, muito sofrimento, quando a gente estava num processo de visibilidade com as questões sexuais, de gênero, femininas, de raça e potencializando essas questões e aí nos deparamos com um entrave quando passamos por essa disputa política e com muita agressão, muita violência, é um processo doloroso, físico, emocionalmente e psicologicamente falando, as pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Pessoas que chegam a um processo de suicídio, pessoas que chegam a um processo de sofrimento psíquico, de angústia muito grande, e as psicopatologias elas vão como consequência, como resultado disso, depressões, os transtornos, os desequilíbrios, eles vão surgir com mais potência a partir desse sofrimento populacional e essa população ela tem alguns quantitativos que a gente pode até nomear, como a população negra, as mulheres e a população LGBT, e aí essas pessoas estão mais sofridas, mais violentadas, assim dizendo.

BdF- De que maneira a psicologia pode contribuir em relação a esse sofrimento psíquico, a essas angústias que tem se apresentado? Você poderia compartilhar com a gente alguns dos serviços de psicologia disponíveis? 

Deyne - Alguns espaços estão proporcionando acolhimento. É importante que a pessoa que se encontra em sofrimento, se encontra num momento em que se sente só, num momento de desamparo, ela possa encontrar alguém com quem conversar, onde se amparar; se ela não achar, que ela possa pedir ajuda imediatamente e também procurar esse cuidado com a saúde mental pra fazer essa elaboração desse processo de sofrimento, esse processo que ela está passando, e alguns espaços podem fazer isso, por exemplo, eu posso recomendar um espaço de acolhimento psicológico que fica na João de Barros, no edifício Recife One, ele está disponível, o número é 434, o quarto andar tem um espaço de acolhimento psicológico, ele recebe essas pessoas para que elas possam, a um valor  que elas possam pagar, para terem esse acolhimento psicológico e temos também a possibilidade de indicar as clínicas escolas das instituições de ensino superior, em que existe um atendimento à uma taxa simbólica, muitas delas são gratuitas, é importante procurar esses serviços também e mesmo agora no final de ano, não sei a data, mas acho que no começo de dezembro ou finalzinho de novembro estejam entrando no recesso, mas saber que existe essas possibilidade das pessoas estarem nesses espaços para que possam ser acolhidas e cuidadas. 

BdF- Qual a importância de se perceber enquanto coletivo, estar organizado enquanto coletivo para o processo de enfrentamento?

Deyne - Isso, primeiro tem que haver a percepção “quem sou eu?”, e aí quando a gente se coloca mulher, preta, mãe, trabalhadora, qual é a profissão, se tem, se não tem, quem sou eu? Se a gente para pra perguntar as pessoas minimamente “qual é a sua cor?”, as pessoas dizem “eita, não sei. O que que você acha?”, então esse processo de percepção de quem você é, é muito importante para você poder se agrupar, em lugares, em movimentos sociais que estejam lutando e potencializando isso. Então as pessoas precisam se perceber para se agruparem e potencializar algo dentro das questões sociais, isso é urgente, isso é importante, isso é valioso. Muita coisa que a gente discutiu nesse pouco tempo político, que potencializou a questão da mulher, a questão da maternidade, a questão do trabalhador, do nordestino, da população LGBT, isso tudo já acontecia, já acontece, as mulheres são mortas, as cadeias têm cor, a população trans está morrendo, o Brasil mata essas pessoas, isso tudo sempre existiu. Agora potencializou? Potencializou! Mas é como se a gente fosse muito pontual nas nossas discussões, e aí vem 20 de novembro e agora vamos falar da população preta, né? E depois? Cadê essas discussões? 
 

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2º Descentraliza mostra linguagens artísticas urbanas em Curitiba

qui, 06/12/2018 - 09:41
Arte e território O evento no Tatuquara, promove apresentações e oficinas do hip-hop dance, jazz, grafite e percussão Redação | Evento mostrará prévia do espetáculo Descentraliza que será apresentado em março de 2019 Hannah Mariana

“Descentralizar o olhar da arte que geralmente se encontra no centro da cidade e trazer esse olhar específico para as linguagens que são desenvolvidas na periferia e para os corpos que estão ali praticando essas linguagens”  é a missão resumida que Vitor da Rosa, professor de breaking e um dos organizadores do evento, apresenta o 2º Descentraliza Arte Geral, que acontece nesse sábado (08), no Tatuquara, em Curitiba.

Junto das professoras e organizadoras Camile Caronari, Eloísa Salvador, Karina Merencio, Rita Brambila e da diretora da Ong Arte Geral, Andrea Gianini, o projeto surgiu da vontade de mostrar e trocar com a comunidade os estudos e aperfeiçoamentos que são desenvolvidos ao longo do ano. “Nos últimos cinco anos, o Arte Geral, que antes trabalhava com outras áreas, como artes visuais, cênicas, teatro,  tem se voltado mais para o comprometimento e ensino da dança. Nessas duas edições do Descentraliza, tentamos fazer uma aproximação do nosso público com as linguagens urbanas”, conta Vitor.

O hip hop traduz uma relação muito forte com o contexto no qual estão inseridos: “Temos uma juventude nas periferias onde, a cultura hip hop, em suas diferentes linguagens, como a musicalidade e dança, e suas disseminações, como o funk, que também tá muito imbricado, é um modo de resistir e falar dos problemas sociais, das questões que atravessam essa comunidade. Essa linguagem perpassa toda ideologia do evento, o modo de construir, de falar, organizar e fazer entre nós”, complementa.

A partir desse pensamento de aproximação são propostas as oficinas, abertas a todo público, de jazz, hip-hop dance, grafite, desenho e percussão, que impulsionam a construção de conhecimento a partir das linguagens artísticas trazidas. Para as apresentações, junto das mostras de trabalho que estão sendo feitas com os alunos do projeto ao longo do ano, também foram convidadas para se apresentar outras instituições que trabalham com conhecimento e arte em várias localidades de Curitiba e região metropolitana, além de aberta chamada pública para quem queira apresentar seu trabalho.

Serviço
O que: 2º Descentraliza Arte Geral
Quando: Sábado, 08
Quanto: Gratuito
Onde: Clube da gente ( Rua Evelázio Augusto Bley, 151, Tatuquara
Programação: 9h cadastro dos alunos | 10h – 12h  Oficinas | 12h30 Almoço | 13h Apresentações
Contato e inscrições: arte.artegeral@gmail.com
Mais informações

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Mistérios e segredos em “O Sétimo Guardião”

qui, 06/12/2018 - 09:03
BAFAFÁ Regionalismo e realismo fantástico marcam a trama ainda nebulosa da novela Felipe Marcelino* | O que vem intrigando e causando ansiedade no público é tentar descobrir o grande mistério e segredo de “O sétimo Guardião" Reprodução

A nova novela das 21h, "O Sétimo Guardião", do polêmico e ousado autor Aguinaldo Silva promete – e vem cumprindo – fazer bonito no horário nobre da TV. A trama, que se desenvolve numa cidade do interior chamada Serro Azul, traz no enredo o regionalismo (fugindo do eixo Rio-São Paulo) e o realismo fantástico, ou seja, muita fantasia, coisas fora da nossa realidade e grandes mistérios. Algo muito presente na carreira do escritor Aguinaldo Silva, famoso por sucessos como “A Indomada” e “Fera ferida”. 

A principal trama misteriosa até o momento é a que envolve os guardiães que têm a missão de proteger uma fonte com propriedades curativas e rejuvenescedoras. Eles buscam levar uma vida comum, como o prefeito Eurico (Dan Stulbach), o delegado Machado (Milhem Cortaz), o médico Aranha (Paulo Rocha), o mendigo Feliciano (Leopoldo Pacheco) e as divertidas mulheres: a cafetina Ondina (Ana Beatriz Nogueira) e a esotérica Milu (Zezé Polessa). Sem falar no guardião chefe, Egídio (Antônio Calloni) e no humano que virou gato, León (Eduardo Moscóvis) também ligado aos mistérios da fonte. Mas essa história ainda é algo muito nebuloso e confuso para quem assiste. 


A novela tem um ritmo mais lento do que as suas antecessoras, o que vem causando alguma estranheza no público e reflexos na audiência. Mas como já bem conhecemos o autor da trama, uma reviravolta pode acontecer a qualquer momento e sacudir tudo. Uma delas é a chegada de Valentina Marsalla (Lilia Cabral) – bem ao estilo “Tieta do Agreste” - que desembarcou essa semana em Serro Azul, agitando a cidadezinha, trazendo lembranças do passado de muitos personagens, e claro, dando ritmo à novela. 


Entretanto, mais do que isso, o que vem intrigando e causando ansiedade no público, nos fãs e críticos de novelas é tentar descobrir o grande mistério e segredo de “O sétimo guardião”. Isso, aliás, é que promete marcar para a história da TV o folhetim. Aguardemos a próximas emoções e surpresas. Com certeza, falaremos delas por aqui. 

Abraços!
 

*Felipe Marcelino é professor de filosofia

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Ouça o Programa Brasil de Fato – Rio de Janeiro – 05/12/18

qui, 06/12/2018 - 08:30
Rádio O crescimento da extrema pobreza no Brasil e a exposição de estudantes da rede pública de ensino são destaques da edição Redação | Segundo IBGE , o número de brasileiros na linha de pobreza chegou a 54,8 milhões em 2017 Yasuyoshi Chiba/AFP

O programa da última quarta-feira (5) analisa o aumento do número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil nos últimos dois anos e fala sobre a relação entre a cultura e a história na formação de jovens cidadãos. 

Em entrevista, Luis Almeida Tavares, diretor da Associação de Trabalhadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ASSIBGE), comenta sobre os recentes dados divulgados na Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE e fala sobre a importância das pesquisas realizadas pelos trabalhadores da instituição. 

Marcus Macri, coordenador técnico do Museu da República, traz as informações das exposições “Escola e Museu: Construindo sentidos” e “A primavera brasileira: o povo na constituição”, ambas produzidas por alunos da rede pública de ensino e abertas para visitação no Museu da República.

O programa ainda conta com reportagens sobre os crimes impunes contra jornalistas no Brasil, como as propostas do futuro Governo da República podem prejudicar novas aposentadorias, e sobre sobre a aprovação da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA) por comissão especial na Câmara Federal.

No quadro “Mosaico Cultural”, conheça a história do samba, patrimônio cultural brasileiro. E no “Momento Agroecológico”, dicas para quem deseja entender e se acompanhar feiras orgânicas em todo país. 

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Liberdade de expressão é atacada no mundo e o Brasil é destaque

qui, 06/12/2018 - 08:09
RELATÓRIO Estudo da ONG Artigo19 revela que o tema enfrenta pior cenário dos últimos 10 anos; avanço da extrema direita preocupa Redação RBA | O surgimento de grupos políticos que atacam abertamente a imprensa livre também tem sua participação neste cenário Adriano Singolani/Fora do Eixo

A liberdade de expressão sofre uma decadência em todo o mundo nos últimos 10 anos. O Brasil se destaca entre os piores exemplos. De acordo com estudo divulgado hoje (5) pela Organização Não Governamental Artigo19, o país está entre os cinco destaques negativos do mundo, especialmente em manifestações públicas e em ambiente online.

O contexto das eleições de outubro influenciou no problema. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) reportou ao estudo mais de 150 agressões sofridas pro profissionais de imprensa no país durante o período. Soma-se a isso o assassinato de 22 blogueiros, radialistas e comunicadores no interior do país entre 2012 e 2016. 

O surgimento de grupos políticos que atacam abertamente a imprensa livre também tem sua participação neste cenário. "Há uma ascensão muito clara ao poder de homens com um viés autoritário. Donald Trump tem funcionado como uma figura na qual muitos governantes se inspiram. É um movimento político que pode se tornar mais presente nas democracias do mundo", afirma o diretor-executivo da Artigo19, Thomas Hughes.

Isso implica que o cenário pode se aprofundar ainda mais. No Brasil, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se diz abertamente influenciado pelo presidente dos Estados Unidos, Trump. Mesmo antes de assumir, durante toda sua campanha, promoveu ataques à imprensa e perseguições a veículos e jornalistas, mobilizando sua máquina de apoiadores a fim de intimidar os profissionais.

O estudo afirma que o Brasil "pode enfrentar dificuldades para reverter o declínio se confirmada a tendência que surgiu na corrida eleitoral que elegeu Bolsonaro para a presidência: estar entre os países sob um padrão de líderes com tendências autocráticas e que buscam silenciar críticas e a oposições".

Em 2017, em todo o mundo, foram registradas 78 mortes de jornalistas, 326 prisões, sendo que 97% são repórteres locais e presos sob justificativas políticas e, em média, 90% dos crimes cometidos contra os profissionais ficam impunes.

De acordo com o relatório, "o declínio geral na liberdade de expressão nos últimos três anos foi acompanhado por um aumento da presença de líderes autocráticos na política, caracterizada por governantes como o turco Recep Tayyip Erdogan, o russo Vladimir Putin e o húngaro Viktor Orbán". Para Hughes, o cenário é ainda mais complicado pelo avanço de violações "inclusive em países onde a liberdade de expressão tradicionalmente era protegida".

O relatório completo pode ser acessado pelo site da Artigo19.

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Privatização da Caixa provocaria "efeito devastador" nas políticas sociais; entenda

qui, 06/12/2018 - 07:53
Economia "Guru econômico" do presidente eleito é favorável à venda de todas as estatais; prejuízo à população será bilionário Lu Sudré | Fies, Bolsa Família, FGTS e seguro-desemprego podem ser comprometidos com o desmonte da Caixa Divulgação / CEF

Mesmo antes de chegar à Presidência, a equipe de transição de Jair Bolsonaro (PSL) sinaliza que irá expandir a entrega de bens e empresas nacionais estratégicas ao setor privado. A política foi executada ao longo do governo Temer (MDB), que desestatizou partes significativas da Petrobrás e da Eletrobrás desde 2016.

O “raio privatizador” de Temer também mira os bancos públicos do país, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF). Embora Bolsonaro afirme que não pretende privatizar as instituições financeiras, declarações de sua equipe ministerial apontam para o sentido oposto e mostram que seu governo deve radicalizar a linha adotada pela última gestão. Paulo Guedes, que está à frente da pasta de economia do novo governo, já disse ser favorável a privatização de todas as estatais.  

Adeus aos programas sociais

Se as intenções de Guedes se realizarem, milhares de brasileiros serão prejudicados. Na avaliação do economista Roberto Piscitelli, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Brasília (UnB), a venda da Caixa deve provocar um efeito devastador em diferentes áreas.

"Privatizar a Caixa significa que o governo vai ser um mero regulador das ações realizadas pelo mercado dentro de uma ótica privatista. Portanto, adeus aos programas sociais", alerta Piscitelli.

A instituição financia, por exemplo, programas de fomento às atividades rurais que visam o desenvolvimento no campo como o Garantia Safra, que assegura renda mínima para a sobrevivência de agricultores em áreas atingidas por secas ou enchentes. 

O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que ajuda pessoas de baixa renda a concluir o ensino superior, também corre riscos. Segundo a instituição, mais de 7 milhões de alunos foram contemplados pelo programa.

Como principal agente operador dos programas sociais do governo federal, a Caixa também subsidia o Bolsa Família, que ao longo de 15 anos contribuiu para a erradicação da pobreza. O programa atende mais de 13,9 milhões de famílias, que recebem, em média, R$ 178 mensais. O Bolsa Família é reconhecido internacionalmente como instrumento efetivo de redução das taxas de mortalidade infantil e evasão escolar.

Políticas sociais de habitação e o programa Minha Casa, Minha Vida também seriam afetadas, assim como a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro-desemprego -- cuja gestão é atrelada à Caixa.

No dia 22 de novembro, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, indicou o nome de Pedro Duarte Guimarães para a instituição. Guimarães foi um dos responsáveis para levantar o nome das estatais que poderiam ser privatizadas na gestão Bolsonaro.

Resistência

Jair Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), alerta que a mobilização dos trabalhadores e da sociedade é fundamental. “Os planos do atual e do novo governo são para enfraquecer e fatiar a Caixa. Provas disso são o leilão da Lotex, o projeto para pulverizar a gestão do FGTS, Diretorias e Vice-Presidentes ocupadas por pessoas do mercado. Com a falácia de que o banco é um ‘cabide de empregos’, existe a previsão de um novo plano de demissão e aposentadoria ainda este ano. Mas, assim como fizemos diante de todas as ameaças ao longo dos anos, faremos novamente. Não vamos aceitar a diminuição da Caixa”, promete.

Nos espaços legislativos, também há resistência. “A lógica de uma empresa privada é diferente de uma pública, como a Caixa, que cuida de projetos que são fundamentais para o desenvolvimento do país”, ressalta o senador Lindbergh Farias (PT), crítico às propostas de privatização.

Ao final do primeiro semestre de 2017, a Caixa pagou cerca de 78,5 milhões em benefícios sociais. Conheça os números mais impressionantes, disponibilizados pela campanha "Defenda a Caixa você também":

Habitação
A Caixa financia 70% das moradias no país.

Bolsa Família
13,7 milhões de famílias recebem o benefício atualmente; Programa ajudou a reduzir a mortalidade infantil, a evasão escolar e a fome no país.

Aposentadoria
Pagamentos de aposentadorias e pensões aos beneficiários do INSS totalizaram 33,7 milhões.

Loterias federais
Até julho de 2018, mais de R$ 3,6 bilhões arrecadados pela loteria da Caixa foram destinados ao desenvolvimento social.

Cultura
Investimento de R$ 13 milhões em projetos de teatro, cinema e exposições.
 

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"Nenhum dinheiro vai resolver o crime do rio Doce, eles mataram nossa biodiversidade"

qua, 05/12/2018 - 21:55
Crime ambiental Mikhail Coser fala sobre os impactos sociais causados pelo rompimento da barragem de rejeitos em Mariana Lia Bianchini | Mikhail Coser, militante do Movimento Organizando Vidas com Ação Social e Soberania Econômica (Movasse), na Vigília Lula Livre Joka Madruga

Há sete meses, Mikhail Coser frequenta a Vigília Lula Livre, em Curitiba (PR), diariamente. O motivo, segundo ele, é para “fortalecer um movimento muito maior de denúncia aos crimes cometidos no país”. 

Atualmente, Coser é militante do Movimento Organizando Vidas com Ação Social e Soberania Econômica (Movasse), mas foi um dos coordenadores do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Espírito Santo, à época do rompimento da barragem de rejeitos do Fundão, em Mariana (MG), da Samarco. Considerado o maior crime ambiental da história do Brasil, o rompimento contaminou o curso do rio Doce ao longo de 650 quilômetros, atingindo 11 cidades dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. 

Em entrevista ao Brasil de Fato, Coser fala sobre os desafios que os movimentos populares tiveram para fortalecer a denúncia dos crimes cometidos pelas empresas Vale e BHP Billiton, proprietárias da Samarco. O militante comenta também as projeções para a luta em defesa dos atingidos com o início do governo de Jair Bolsonaro (PSL) em 2019.

Brasil de Fato: Gostaria que você contasse como as vidas das pessoas foram atingidas pelo rompimento da barragem de Mariana 

Mikhail Coser: O crime de Mariana atingiu diretamente nossa cidade, porque contaminou nosso rio e todo nosso meio de agricultura. Colatina e Valadares são as únicas cidades em que o sistema de abastecimento de água vem direto do rio Doce. Então, Colatina estava toda arrasada mesmo. Nossa cidade toda está entre os dois lados do rio e dependíamos completamente do rio Doce.

Ao invés de ter um plano de compensação, um plano de reparação, a Vale jogou o dinheiro primeiro. Eu não sei o número exato de cartões que eles distribuíram, mas era uma ajuda emergencial [a Samarco distribuiu, como plano emergencial, cartões de indenização aos atingidos, com valores que chegaram até R$2 mil]. O dinheiro acabou colocando as pessoas num estado de ociosidade. Elas não podiam pescar (porque o rio está interditado para pesca), não podiam se reunir - porque mostrava que queriam fazer alguma coisa contra a empresa e sempre tinha um dedo duro para falar que estava tendo reunião -, eles não podiam ter vida social nem convívio social. Isso começou a fomentar o uso de drogas, álcool, o aumento de violência contra a mulher, porque o marido empregava o cartão que recebia para simplesmente pagar a conta do bar. Antes, eles tinham que ir pescar todo dia para poder beber. Agora não, eles já sabiam que tinha uma cota de R$ 1200, R$2000. As famílias começaram a ter vergonha de morar nas comunidades e, por isso, faziam o que as empresas queriam, que era alugar a casa por um valor irrisório e sair daquela região. Foi a mesma coisa que aconteceu na ponta de Mariana, Bento Rodrigues e Paracatu, houve uma criminalização dos atingidos dentro da cidade. Isso foi em toda a bacia, o atingido visto como vagabundo.

As empresas fizeram um acordo com as pessoas que perderam barco, com pescadores, que a gente chama de acordo silencioso. A pessoa pegava R$ 10 mil ou R$30 mil de indenização, entendendo que é uma reparação por ter causado dano à pessoa, não por ter causado dano ao meio ambiente, ao rio. A empresa vai conseguir acabar com o amor da comunidade para poder comprar a comunidade. Quando você destrói uma bacia toda, precisa de um tempo. O tempo para reparação, eu costumo falar que é o tempo para a destruição que eles querem. Eles já destruíram relações sociais, de amizade, de família.

Como foi possível fortalecer o movimento de denúncia aos crimes das empresas envolvidas?

Isso tudo foi muito ruim para nós e para conseguir implantar o movimento. Não tínhamos articulação com os políticos, porque quem financiava as campanhas era a Vale. A Vale e a Aracruz Celulose dominam o Espírito Santo. As perseguições aumentaram. Eu fiquei 40 dias detido por ocupar a Secretaria de Assistência Social reivindicando moradia. Já tinha um rechaço da Polícia Militar desde a época em que eu fui agredido, em Baixo Guandu por mais de 15 policiais; e foi comprovado que eles me agrediram porque a gente estava fechando a linha, protestando. Eu fiquei algemado, fui agredido de joelhos. Meu maior medo é que eles não estavam fazendo isso só comigo, que era um militante que estava denunciando. Eu estava com medo porque estava acontecendo isso com pessoas que não sabiam se defender. 

Foi muito difícil fazer luta pelos atingidos, mas a gente teve êxito. A gente conseguiu colocar agora, depois de três anos, uma assessoria técnica que foi aprovada pelos atingidos. 

Já a luta por moradia, se tornou praticamente impossível. Como se eles já soubessem que iria acontecer o crime, transformaram algumas áreas rurais em urbanas e toda área na encosta do rio, que é a grande parte dos dois lados da cidade, agora já tem donos. A maioria dos donos são ex-políticos, que agora são construtores, estão construindo condomínios de luxo na beira do rio. Todo mundo quer uma fatia da compensação social que a empresa acumulou ao longo desses três anos. As pessoas que adquiriram esses terrenos têm apoio da polícia militar, dos empresários, da mídia local e da Vale. Onde a Vale passa, ela consegue simplesmente fazer com que as pessoas dependam dela até para sobreviver. 

Existe a previsão de que a Samarco volte às atividades dentro de dois anos. Isso é um indício de que não haverá reparação de fato aos atingidos?

A gente não coloca a culpa na Samarco. Foi a barragem dela que estourou, mas nós sabemos que a grande culpada de tudo é a Vale. Então, ela volta por um fator econômico. Eu acho que o crime deles vai ser uma grande propaganda fascista de como mudou a vida depois do crime. “Nós cometemos o crime, mas melhoramos muito”. Eles vão vender muito bem o peixe contaminado. 

O discurso do movimento de moradia é que qualquer dinheiro do mundo que invistam na bacia do rio Doce nunca vai resolver o problema, nunca vai resolver o crime, eles mataram nossa biodiversidade.

Três anos depois do crime, a denúncia do Ministério Público Federal contra as empresas ainda não foi concluída. Como você analisa a condução do judiciário nesse caso?

O judiciário está estagnado. O judiciário se curva diante de um poder que o amedronta. Eu acho que eles têm medo do grande capital, das grandes empresas. Apesar de estar com a Constituição, eles têm medo. É muito ruim, porque talvez não seja o medo do minério, o medo do crime. São pessoas que querem ficar daquele lado porque é mais cômodo. Está viciado o processo de favorecer sempre o maior e o mais poderoso, e quem sofre com isso é o morador do morro, da periferia, as pessoas que estão achando que um cartão da Samarco vai resolver a vida delas.

Como o governo de Jair Bolsonaro pode impactar na luta dos atingidos?

Eu costumo falar que as pessoas devem beber muita água da Samarco para eleger o presidente que elegeram. O próprio governo Temer impactou diretamente. Eu acho que vai ser só uma continuação reforçada, com mais autoritarismo. 

A gente acredita que essa demora para escolher o ministro do Meio Ambiente está sendo para estudar quem eles vão colocar para que, em nenhum momento, o lado humano supere o lado político. Eu acho que o medo é evidente. Nós não temos peito de aço, por mais que sejamos militantes, nós temos medo de arma, de polícia, medo de morrer. 

Por isso eu falo que é o momento de defesa dos nossos, de proteção nossa. Depois de tudo que aconteceu, depois dessa grande ferida que tivemos, nem terra, nem reparação de atingidos, vai ser só isso. Agora é mais uma defesa da vida mesmo. A gente vai ter várias defesas para fazer, mas se a gente não tiver união, nós vamos ser mortos, vão acabar com nós todos. Nós não temos que criar base para ganhar poder. Nós temos que aprender a criar base para proteger o povo. 
  

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Marielle Franco é homenageada no relatório da Rede de Justiça e Direitos Humanos

qua, 05/12/2018 - 21:53
Lançamento Publicação anual apresenta análises sobre a aplicação da Declaração Universal de Direitos Humanos que completa 70 anos Rute Pina | Crime contra a Marielle e Anderson completa nove meses Mídia Ninja

A 19 ª edição do Relatório da Rede Social de Justiça e de Direitos Humanos homenageou Marielle Franco, a vereadora do PSOL e militante assassinada em março deste ano. A publicação anual, lançada nesta quarta-feira (5), apresenta um conjunto de análises sobre a efetivação dos direitos humanos no país.

O caso de Marielle é um símbolo do panorama de ataques aos direitos descritos no relatório. É o que afirma Sueli Bellato, conselheira da rede que organiza o trabalho. 

"A avaliação que nós temos é que é um momento de muita preocupação com os retrocessos, com os riscos de perda dos direitos sociais e com a própria democracia. O que está em pauta é a criminalização da política e, portanto, daqueles que militam na política a favor de movimentos sociais", explica Bellato.

O crime contra a vereadora e o motorista Anderson Gomes completa nove meses ainda sem identificação dos autores. Em novembro, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que não havia garantias de que o assassinato seria apurado neste ano. As investigações do caso estão em sigilo.

O pai da Marielle, Antônio Francisco da Silva Neto, esteve no lançamento da publicação em São Paulo (SP) para representar a filha durante a homenagem.

"Ela era uma pessoa que buscava sempre amenizar a dor alheia, buscava sempre defender as pessoas que não tinham voz, de periferia, o negro, o favelado", lembra Antônio.

"O assassinato da nossa filha foi muito, muito brutal e muito cruel. O Brasil é o país onde mais se mata ativistas de direitos humanos. Não sabíamos que isso poderia chegar até nós, como chegou a nossa filha."

Marielle Franco também foi homenageada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que inaugurou nesta quarta uma placa com seu nome na tribuna do Plenário.  

Frente ampla

O relatório, publicado anualmente desde 2001, tem a proposta de mapear violações de direitos humanos com grupos do Brasil inteiro. O livro reúne 32 artigos de 22 autoras e 19 autores que atuam em movimentos populares e organizações não governamentais e analisa como está a aplicação Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em dezembro deste ano.

Para os organizadores da publicação, não há o que comemorar, como afirma o economista Thomaz Ferreira Jensen, que tem um artigo na publicação. "A gente tá muito longe de superar as desigualdades históricas e, provavelmente, estamos abrindo um novo período de aprofundamento das desigualdades", afirma Jensen.

O livro documenta análises em diversas áreas como saúde, educação, assim como os impactos da reforma trabalhista na proteção social brasileira.

Além disso, outro marco para o lançamento do relatório são os 30 anos a Constituição Federal de 1988 -- que também passa por graves ataques, lembra Jansen.

“A gente vinha muito lentamente tentando implementar a Constituição de 1988, que é um grande avanço -- seja pelo processo como foi elaborada, com a participação dos movimentos sociais e sindicais, seja pelo que ela tem de substantivo, [de garantia] dos direitos sociais econômicos, do trabalho”, argumenta o economista.

“Esse processo lento de implementação da Constituição foi golpeado em agosto de 2016 e a tendência é que esse governo que toma posse em janeiro vá seguir nesse processo de desconstrução dos direitos sociais inscritos na Constituição.”

A publicação foi editada e pode ser encontrada na Livraria Expressão Popular

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Advogado negro é novamente vítima de violência policial em Curitiba

qua, 05/12/2018 - 20:52
VIOLÊNCIA POLICIAL Abordagem foi abusiva em local de jovens e integrantes do movimento hip-hop Pedro Carrano | É a terceira vez em dois anos que Almeida é vítima de agressão policial Giorgia Prates

Renato Almeida Freitas Jr, advogado e ativista do movimento negro de Curitiba, foi preso mais uma vez de forma arbitrária, desta vez pela Polícia Militar, no dia 5, na chamada “Praça do Gaúcho”, centro de Curitiba, reduto de jovens e integrantes do hip-hop.

É a terceira vez em dois anos que Almeida é vítima de agressão policial, no contexto de sua atividade política. Anteriormente, em 2016, foi preso pela Guarda Municipal (GM) enquanto panfletava para sua campanha a vereador na capital. Neste ano, nova agressão da GM quando ele fazia campanha na condição de candidato a deputado estadual.

Segundo relato de Almeida, ele aguardava uma reunião no local, ao lado de quatro jovens. Todos foram abordados e o policial exigiu a saída imediata do local. Almeida se recusou, alegando o direito de ir e vir, estar em espaço público e a necessidade de participar da reunião – além de se apresentar como advogado.

Foi levado de forma arbitrária para um módulo policial administrativo no centro da capital, onde ficou por 40 minutos. O jovem ainda foi agredido e sofreu ameaças de morte. “Me algemaram, me jogaram na viatura e me prenderam. Na delegacia eles me bateram, me deram soco na costela e no estômago”, relata.

“É um misto de perseguição individual, concreta, da minha figura, pelo que eu represento na minha luta, pelo fato de eu já ter sido preso por eles, há um desgaste com eles. Mas principalmente a perseguição genérica a jovens, negros, como eu, porque aí sim é o racismo”, denuncia.

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