24 horas de solidariedade feminista pelo mundo.

 

Hoje, 10 de dezembro, a Marcha Mundial das Mulheres realizará ações em todo o mundo, entre as 12h e as 13 horas. Da Nova Caledônia até Seattle, vamos nos mobilizar durante 24 horas para lançar um grito de alerta sobre os ataques aos direitos das mulheres, e para dar visibilidade para nossas ações de resistência e nossas alternativas. Aqui, a declaração internacional da MMM.

 

 Nossas ações de solidariedade questionam uma lógica presente em muitas organizações mundo afora de que a solidariedade seria entre as que conquistaram direitos com as que ainda não conquistaram. O que motiva nossa solidariedade é a compreensão de que todas compartilhamos uma história e uma situação de opressão, ainda que esta se manifeste de diferentes formas em cada país, território ou região.

Já fomos para as ruas em solidariedade com as mulheres que não podiam estar nas ruas, como emjaneiro de 2008. Encerramos nossa 3a ação internacional em uma forte demonstração de solidariedade que fortaleceu a resistência das mulheres na República Democrática do Congo. Naquele momento, denunciamos como a situação de conflito naquele país que acentua de maneira drástica a violência contra as mulheres está relacionada com uma disputa muito maior por recursos naturais, que alimenta cadeias produtivas fundamentais para a atual fase do capitalismo informacional. Construímos o Fórum Social Mundial Palestina Livre para construir processos e ações concretas para a liberdade e autodeterminação do povo palestino, afirmando que não fazemos esta luta pelas mulheres palestinas, mas sim, com as mulheres palestinas.

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E no dia 10 de dezembro, mais uma vez estamos enlaçadas pela demonstração de nossa solidariedade ativa. Aqui no Brasil, vamos pras ruas em solidariedade com as mulheres de Apodi, no Rio Grande do Norte. Lá, elas estão organizando uma grande mobilização.

O sentido da nossa solidariedade é a construção de uma força mundial desde as mulheres organizadas em nível local, capaz de questionar o capitalismo patriarcal e racista. Queremos mudar o mundo e a vida das mulheres em um só movimento.

Enquanto em muitos debates vemos o questionamento do sujeito feminismo ou ainda gente que fala de um pós-feminismo, afirmamos que o nosso feminismo é militante e vai pras ruas e pras redes. E que o pós-feminismo só faz sentido em um mundo pós-patriarcal.