47 anos do Massacre da Granja São Bento


 

Hoje, 8 de janeiro de 2020, completam-se 47 anos do Massacre da Granja São Bento, um dos episódios de matança mais brutais da ditadura militar no Brasil. Dois foram os algozes e não podem ser esquecidos: o delegado e torturador Sergio Fleury, que atuava pelo DOPS de São Paulo, e o Cabo Anselmo, ex-marinheiro, e um dos principais agentes duplos da ditadura, sendo responsável por entregar mais de 200 pessoas, com cerca de 100 vindo a morrer.

O Massacre da Granja São Bento ocorreu no então município de Paulista, em Pernambuco, com militantes da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR. Entre os mortos, a militante Paraguai Soledad Barreta Viedma, casada na época com o próprio Cabo Anselmo.
Neste massacre morreram 6 militantes. Diferente da versão oficial, a guerrilha nem chegou a existir de fato. O cenário onde os corpos foram encontrados foi montado exclusivamente com a intenção de justificar os assassinatos. 
As vítimas do massacre, além de Soledad Barret, foram Jarbas Marques, Eudaldo Gomes da Silva, Evaldo Luiz Ferreira de Souza, Pauline Reichtsul e José Manoel da Silva. Todos traídos por Anselmo.
Em tempos tenebrosos como os atuais, faz-se fundamental manter viva estas lembranças para que não nos esqueçamos jamais.