Em defesa da Petrobras, da Democracia e de um Projeto Popular para o Brasil

 

Vivemos, nos últimos oito dias, o aprofundamento das tensões sociais oriundas da usurpação da democracia e da entrega das riquezas nacionais ao Imperialismo.

Diante dos altos preços do petróleo e gás praticados pela política do governo golpista no mercado de combustíveis, teve início na semana passada uma paralisação dos transportes que envolve patrões e entidades de autônomos e trabalhadores caminhoneiros. As ações bloqueiam rodovias e estradas em todo o país, afetando atividades econômicas e a circulação de mercadorias.

 É legitima a crítica aos altos preços dos combustíveis, principalmente porque se trata de uma prática com objetivo de enfraquecer o caráter público da Petrobras e entregar o petróleo brasileiro ao capital internacional.

 Embora o ponto de partida do atual movimento trate de um problema real que prejudica a vida de todos, a pauta apresentada pelos caminhoneiros não contempla a maioria do povo, que exige gasolina e gás de cozinha mais baratos.

A reivindicação central, já atendida pelo governo golpista, é de redução do PIS/COFINS, que reduz os impostos pagos pelos empresários, diminuindo a arrecadação destinada à Previdência e às políticas sociais.

 Embora o movimento expresse e canalize a rejeição ao governo ilegítimo, ele sofre influência de posições antidemocráticas e conservadoras que tem se fortalecido na sociedade.

 Qualquer posição diante de um movimento tão contraditório deve levar em conta a derrota estratégica sofrida pelas forças populares e o cerco articulado pelos inimigos do povo.

 Dessa forma, nosso dever é elucidar os reais motivos da atual crise. O melhor caminho para isso é o apoio à greve dos petroleiros contra a privatização da Petrobras e pela redução dos altos preços dos combustíveis.

As forças populares precisam fortalecer a unidade para enfrentar uma correlação de forças que restringe as possibilidades reais de disputar a direção do movimento.

 

Diante disso, devemos defender a democracia e fortalecer a greve da Petrobras. A possibilidade de impedir a privatização da Petrobras, reduzir o preço dos combustíveis e retomar a soberania nacional advém do fortalecimento das lutas pela libertação de Lula, realização de eleições livres e retomada do desenvolvimento nacional. Nesse sentido, orientamos a militância a participar do Dia de Luta em todo o país nesta quarta-feira, dia 30 de Maio, em apoio à Greve dos Petroleiros que será iniciada nesta data e por:

- Redução do preço do diesel, gasolina e do gás de cozinha!

- Mudança da política de preços dos combustíveis: Fora Parente!

- Defesa da Petrobras estatal, não à privatização!

- Por Eleições Livre e democráticas!

 

É hora de seguir no diálogo com o povo em cada bairro, local de trabalho, universidades, fortalecendo as organizações populares e preservando-as dos ataques da direita.

 

É fundamental reforçar a unidade das forças populares conquistada pela Frente Brasil Popular e seguir organizando o Congresso do Povo Brasileiro para ampliar sua influência na sociedade.

 

Pátria Livre, Venceremos!

Direção Nacional da Consulta Popular