Estudantes fecham reitoria da UFPB

Os alunos da UFPB que haviam acampado na reitoria na última quarta-feira (29), com o objetivo de pressionar o governo federal a atender as reivindicações dos docentes em greve, decidiram, na manhã desta segunda-feira (3), fechar as entradas e impedir a entrada de servidores no prédio. Segundo os estudantes, a partir desta segunda, a presença na reitoria não se trata mais de um alojamento, mas de uma ocupação em prol da retomada das negociações. A suspensão dos serviços encontrados no prédio da reitoria, conforme os estudantes que ocuparam o local, é por tempo indeterminado.


De acordo com a assessoria do reitoria da UFPB, a manifestação dos alunos faz parte de um movimento legítimo e nacional, no qual, não cabe a reitoria atender às reivindicações. O chefe do gabinete do reitor da UFPB negocia com os estudantes para que a desocupação ocorra de maneira pacífica. Ainda conforme a assessoria, não será tomada nenhuma medida extrema, pelo menos inicialmente. Uma possível intervenção judicial só acontecerá caso a ocupação se perpetue por muito tempo, o que de acordo com a assessoria, isso não deve acontecer.

 

O estudante de Serviço Social, Lucas Bezerra, afirmou que a atitude extrema é para que o governo federal se sinta pressionado a reabrir as negociações com os docentes em greve. “Não há nenhum funcionário dentro do prédio da reitoria. A finalidade desta ação é de que nenhum servidor esteja trabalhando para que nenhum serviço seja oferecido. Queremos a retomada das negociações, queremos que os docentes tenham suas reivindicações atendidas. Agora nós, de fato, ocupamos a reitoria por tempo indeterminado”, comentou.

Ainda de acordo com o estudante, o fechamento das entradas aconteceu sem nenhum tipo de confronto com os servidores.

 

Cerca de 60 estudantes estão participando da ocupação da Reitoria da UFPB. A greve dos professores da UFPB já dura 107 dias e mais de 40 mil estudantes estão sem aulas. De acordo com o comando de greve, 53 universidades federais continuam em greve e apenas seis aceitaram a proposta do governo de reajuste salarial entre 25 e 40%.

 

Entre as reivindicações dos professores estão o reajuste dos salários e a uniformização dos níveis de carreira da classe, para que de 17 níveis, exista apenas um. Na próxima quarta-feira (5), os docentes da UFPB realizarão uma nova assembleia. Segundo a assessoria, a reunião também tem o objetivo de pressionar o governo, para que ceda e volte as negociações.