Ex-integrante da ALN, Aton Fon, participa de debate sobre os 50 anos do golpe militar de 64 no DCE-UFBA, em Salvador

O ex-integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), Aton Fon, da Direção Nacional da Consulta Popular, esteve em Salvador no último dia 24 de março, e participou de debate com a juventude sobre os 50 anos do golpe no Diretório Central dos Estudantes da UFBA. A atividade contou com a participação de 50 jovens entre militantes do Levante Popular da Juventude, Consulta Popular, Núcleo Negra Zeferina-MMM, Coletivo O Estopim, DCE, DAs, e CAs da UFBA.

 


A conjuntura da época e a atuação das organizações de esquerda na ditadura foram as principais questões levantadas para o dirigente. Perguntado sobre a justeza da luta armada, Fon respondeu fazendo referência a José Martí: “É um crime não começar uma guerra que é necessária e é um crime começar uma guerra desnecessária. Foi irresponsável fazer a luta armada ou foi irresponsável não ter preparado os trabalhadores armando-os contra o golpe que era armado? Os comunistas não prepararam o trabalho para resistir. O reformismo do PCB se evidenciou numa linha política aprisionada a luta institucional confiando demais no dispositivo militar da burguesia." Afirmou ainda que a força militar do povo só se constrói com um projeto político consistente, apontou a necessidade da juventude baiana seguir as orientações do comandante Carlos Marighella, combatendo o burocratismo e passando a ação. O Dirigente da Consulta Popular destacou a importância dos jovens assumirem a construção do Plebiscito Popular por uma Constituinte exclusiva e soberana do sistema político como principal bandeira do momento. 

 

Viva Carlos Marighella!