Greve Nacional em defesa do Brasil

Petrobras

 

 

No domingo (1), começou a greve dos petroleiros em todo o Brasil. O objetivo deles é  defender a Petrobras, a soberania do povo brasileiro e o petróleo, uma das principais riquezas do nosso país, que novamente estão ameaçadas de privatização. 

A maior empresa nacional sofre graves ataques, que já afetam a economia do país e comprometem milhões de empregos. O condenável esquema de corrupção envolvendo ex-diretores e ex-gerentes não pode servir de pretexto para privatizar uma empresa cujos investimentos respondiam, até há bem pouco tempo, por 13% do PIB do Brasil.

As palavras que tentam esconder o processo de privatização em curso são “venda de ativos” e “desinvestimento”. A Petrobras quer vender R$ 222,6 bilhões em ativos, cogita-se a venda da Gaspetro e BR Distribuidora, entre outras, a redução em 500 bilhões dos investimentos até 2019, além da redução em 66% da meta de produção de petróleo até 2020.  Quem se beneficia dessas medidas senão o mercado, os especuladores e os privatistas?

A Petrobras passou a ter como principais valores a lógica de capital e a rentabilidade dos acionistas. Enquanto isso, o povo brasileiro sofre as consequências do encolhimento da empresa. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos, obras que estavam prestes a ser concluídas foram interrompidas, projetos estratégicos estão indefinidamente suspensos e a cadeia produtiva do setor segue sendo desmantelada.

A indústria naval, por exemplo, já perdeu 15 mil postos diretos de trabalho somente no primeiro semestre de 2015. Segundo estudos do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, o Brasil deixará de criar 20 milhões de empregos até 2019, caso sejam mantidos os desinvestimentos na indústria de petróleo. Só a Petrobras seria responsável por 70% dessas perdas, em função dos postos de trabalho diretos e indiretos que deixaria de gerar.

Os impactos já começam a repercutir no PIB. Estudos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima que as reduções de investimentos da Petrobras poderão afetar em até 2% o PIB de 2015. Segundo o estudo, para cada R$ 1 bilhão que a estatal deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões. Com isso, perdem também setores como o da educação e da saúde, ou seja, todo o povo brasileiro.

Diante dessa situação, a greve organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos se torna uma luta de toda a sociedade. Defender que a Petrobras e o petróleo fiquem sob controle e interesses do povo brasileiro é a ação prática da defesa da soberania. Dessa forma, nem imperialistas nem entreguistas de plantão colocarão em risco o futuro de nação. É hora de nos colocarmos em marcha, conversar com as pessoas em todos os bairros, em todas as escolas, para discutir sobre a importância dessa luta. O futuro da Petrobras vai definir também o futuro do Brasil.