Juventude, movimentos sociais e sindical vão às ruas em defesa da Petrobrás, da Constituinte e por mais direitos

Esta sexta-feira, 13 de março, promete ser tomada por manifestações em defesa da Petrobrás e da Constituinte do Sistema Político em todo o Brasil. Os atos marcados em 27 capitais, também têm como bandeira a defesa dos direitos e acontecerá na Bahia  às sete da manhã.  O local, escolhido não por acaso, será a Ediba, unidade da Petrobrás no bairro do Itaigara em Salvador. 

Há quase um ano o Brasil acompanha uma operação policial que investiga crimes cometidos por gestores da Petrobrás e empresas fornecedoras.  Segundo Cedro Silva, presidente da CUT – Bahia, “a ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade. Contudo, exigimos que sejam investigados os corruptos e, principalmente, os corruptores que são – “coincidentemente” – as mesmas empresas que financiam as campanhas eleitorais.” 

Deyvid Bacelar, coordenador geral do Sindipetro-Ba e representante dos trabalhadores no conselho administrativo nacional da Petrobrás afirma que os inimigos da estatal omitem o fato que a privatização da empresa, realizada pelo PSDB, é a principal responsável pelos casos de corrupção, “e agora que descobrimos o pré-sal, os grupos estrangeiros e seus representantes no Brasil entram numa nova ofensiva contra a Petrobrás para se apoderar dessa grande riqueza do povo brasileiro. Corrupção se combate com Reforma Política e esta se faz através de uma Constituinte Exclusiva e Soberana!”, diz o sindicalista.

 

Para os organizadores o momento é de abrir uma etapa ofensiva na luta política. Mario Soares, da Direção Nacional da Consulta Popular, afirma que “ a simples somatória das lutas econômicas será insuficiente para apresentarmos uma alternativa. A questão mais importante, no sentido de assumir centralidade é a questão política. Não haverá conquistas econômicas para trabalhadores e trabalhadoras se não mudarmos o sistema político e o Estado brasileiro. Se radicalizarmos na proposta politica que explicita a contradição que há entre o povo e o sistema político nacional podemos criar o extraordinário, o novo, a esperança no seio do povo!”  

Patrícia Chaves, da Coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude diz ser esse um momento importante de unidade entre a juventude brasileira e o movimento sindical. “É preciso cultivar o processo de articulação em curso, principalmente entre a juventude e o movimento sindical, construindo unidade política em torno das ações e em defesa da bandeira politica capaz de fazer romper o cerco, essa bandeira é a Constituinte”, afirma. Patrícia enfatiza que “a esquerda precisa ter a coragem para apostar no caminho da luta de massas, da formação politica e da organização popular.”