LEVANTE PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA


Neste ano de 2014, no dia 01 de abril, completam-se 50 anos do golpe militar, um período nefasto da nossa história que até hoje deixou marcas. Foram centenas de pessoas assassinadas, torturadas e persiste a angústia dos desaparecidos, centenas de parentes e familiares que não têm informação alguma sobre o paradeiro de vítimas do período de cumbo, que simplesmente foram capturadas pelos militares e até hoje não há nenhum esclarecimento do que houve com cada uma delas.

O Levante Popular da Juventude de Feira de Santana juntamente com os Movimentos Sociais, estudantes do Pronera, H2F, Marcha Mundial de mulheres, Coletivo Quitérias, em memória dos desaparecidos e vítimas do regime militar, realizaram uma jornada pelos módulos da Universidade Estadual de Feira de Santana, estrutura criada durante a ditadura, renomeando-os simbolicamente com nomes de lutadores e lutadoras do povo de Feira e Região, que perderam suas vidas na luta contra a ditadura. Dessa maneira, hoje marcamos a história desta universidade pelo sangue daqueles e daquelas que lutaram pelo Brasil e pelo povo brasileiro! Terá o sangue e a coragem de Carlos Marighela, Iara Iavelberg, Nilda Cunha, Chico Pinto, Luis Antônio Santa Bárbara, Antoniel Queiroz!

 

A atividade contou com a participação de estudantes secundaristas de algumas escolas estaduais de Feira de Santana, que participaram de exibições de filme durante todo o dia, do painel de graffitti em homenagem aos mortos e desaparecidos políticos.

 

À noite contamos com a presença de dois ilustres combatentes da ditadura militar na Bahia Dr. Celso Pereira e Dr. Paulo Torres, ambos fizeram relatos bastante emocionados sobre o período falando da importância da juventude na retomada e na luta por memória, verdade e justiça.

A jornada é um convite para que a comunidade acadêmica possa conhecer a história do povo brasileiro e feirense e decidir quem são seus verdadeiros heróis e heroínas. Aceito o desafio, professores, estudantes e funcionários serão convocados a transformá-lo numa luta para que essas pessoas que perderam suas vidas na luta contra o regime sejam conhecidas e façam parte do presente desta instituição. Foram muitos os lutadores e lutadoras perseguidos, torturados, eliminados pela ditadura, mesmo aqueles cujos nomes não foram ditos hoje, devem ser também lembrados nesse processo, e podem ser escolhidos pela comunidade. 

O fundamental é conhecermos o nosso passado, para que jamais se esqueça, para que nunca mais aconteça!

DITADURA NUNCA MAIS!