Manifesto de apoio à candidatura de Marcelo Freixo para prefeito do Rio de Janeiro

Por um Projeto Popular para o Rio de Janeiro

 

Como ocorre a cada quatro anos, em 2012 a população da cidade do Rio de Janeiro, assim como nos mais de 5.000 municípios brasileiros, será chamada a participar das eleições para prefeitos e vereadores.

Acreditamos que as eleições representam um momento importante das lutas populares pela construção de uma sociedade verdadeiramente livre e igualitária. Uma vitória eleitoral que represente o interesse dos trabalhadores pode contribuir para a transformação social da realidade em que vivemos. Mas, para que possamos ampliar a voz dos trabalhadores na vida pública, temos que fortalecer permanentemente a construção de lutas que melhorem a vida do povo.

Nunca podemos perder de vista que a educação política, a organização do povo e as lutas são fundamentais para garantia e avanço das conquistas populares. Então, é também imprescindível termos autonomia em relação aos governos, já que o avanço do projeto popular só pode  ter sucesso se a protagonista do processo for a imensa maioria da população representada pela classe trabalhadora. 

Nesta campanha eleitoral, forma-se um espaço importante de diálogo e articulação entre as organizações comprometidas com a construção de uma sociedade radicalmente diferente da atual e a população que vive, no seu dia a dia, as mazelas, as contradições e a brutalidade de um mundo em que o lucro – e não os seres humanos – governam as relações sociais, a lógica de desenvolvimento e as ações do poder público.

Sabemos que só quando os(as) trabalhadores(as), de fato, assumirem a cena política no Rio de Janeiro e no Brasil, conquistaremos as condições de construir uma sociedade mais justa. Entretanto, o poder público pode fortalecer a luta por esta construção ou criminalizá-la, impedindo suas manifestações, como as greves e outras lutas por direitos dos(as) trabalhadores(as).

No que diz respeito especificamente ao pleito de 2012 no Rio de Janeiro, há muita coisa em jogo na cidade. Além disso, ao abrirem espaço para o diálogo, as eleições podem e devem contribuir para o avanço da consciência e da organização dos(as) trabalhadores(as) e das forças progressistas e democráticas, principalmente neste cenário de disputa entre dois projetos para a cidade e para o povo que nela reside e trabalha.

 De um lado, o candidato do PMDB, Eduardo Paes, representa um projeto excludente e opressor de cidade. Com o pretexto de adequar o município aos megaeventos, segrega os segmentos pauperizados, além de ser cúmplice da dominação militar e truculenta de territórios populares pelas forças oficias do Estado ou por grupos paramilitares.

Essa candidatura apresenta-se como a única e possível escolha “viável” e “responsável”. O que ela omite é que, na verdade, trata-se da continuidade de um projeto de cidade baseado nos interesses das grandes corporações, disposto a fortalecer a mercantilização da cidade e a criminalização da pobreza, que claramente contraria os interesses do povo.

Sabemos que os problemas estruturais que afligem esta cidade estão longe de serem resolvidos. Acreditamos também que os grupos políticos e econômicos que estão no poder, representados nesta eleição principalmente pela candidatura de Paes, jamais irão resolvê-los plenamente, pois estão comprometidos com um projeto de cidade que exclui a maioria de sua população e reproduz o poder econômico e político de suas elites. A cidade partida continua cada vez mais dividida e se partirá ainda mais se não lutarmos para mudar este quadro.

Na contramão desse projeto há, felizmente, uma alternativa para aqueles e aquelas que acreditam ser possível e necessário construir outro Rio de Janeiro. Ao lado da classe trabalhadora, a candidatura de Marcelo Freixo apresenta um projeto que protagoniza a intervenção popular desde a campanha, com o fomento dos comitês de bairro e o fortalecimento dos fóruns populares de educação, saúde e moradia, pelos quais batalha desde seu mandato como deputado estadual. 

A candidatura de Freixo é a expressão de que existe um outro modelo de desenvolvimento para a cidade. Um modelo que pressupõe o diálogo com a população e que defende a garantia e a extensão de direitos, voltando-se para resolver os problemas estruturais da cidade, ao invés de transformá-la em um balcão de negócios.

Trata-se de um candidato que possui um histórico de lutas a serviço dos interesses da classe trabalhadora e que não hesitou em enfrentar os poderosos interesses das milícias cariocas e dos seus sócios, que atuam tanto no poder público quanto no setor empresarial, para avançar na garantia dos direitos humanos. 

Com o apoio de organizações populares, artistas, intelectuais de esquerda e outros grupos, Freixo mostra que mais do que boas propostas, sua candidatura  demonstra conhecer  o que vem sendo discutido e planejado por um conjunto de forças e sujeitos políticos que lutam pela melhoria das condições de vida da população que reside, trabalha ou simplesmente transita pelo estado do Rio de Janeiro.

Outro diferencial é que Marcelo Freixo não é um candidato que aparece com pseudo-realizações às vésperas da eleição. As lutas nas quais está inserido desenvolvem-se no cotidiano do estado e da cidade, mesmo antes de exercer seus dois mandatos como parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

Por essas razões, nós, lutadores e lutadoras da Consulta Popular do Rio de Janeiro, FECHAMOS COM FREIXO em sua candidatura a prefeito da cidade. Afirmamos que, no Rio de Janeiro, é tarefa de todas as forças populares se unirem  à candidatura majoritária de Marcelo Freixo com vistas a acumular forças para a construção de uma alternativa popular de transformação social.

 

 

Consulta Popular

Rio de Janeiro