Mulheres da Consulta Popular sudeste realizam curso sobre a história da luta das mulheres

 Nos dias 26 e 27 de setembro, as mulheres da Consulta Popular dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais realizaram seu primeiro módulo do Curso de Formação Feminista regional - sudeste. O tema foi “Histórico da luta das mulheres e participação dos partidos”, com participação de Letícia Carvalho, do setor nacional de mulheres da Consulta Popular e militante da Marcha Mundial das Mulheres da Paraíba.

Com muita mística e animação, as mulheres relembraram importantes processos de luta e organização das mulheres, com a luta das companheiras do MST, a fundação da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, e diversos outros momentos históricos importantes para a luta feminista.

No primeiro dia, as mulheres estudaram os processos organizativos das socialistas alemãs, trazendo o exemplo de Clara Zetkin e sua dedicação à organização de um forte movimento de mulheres trabalhadoras em seu país. Também estudaram o processo de organização das mulheres na Rússia, e sua participação na Revolução Russa, passando também pela história do 8 de março, oficializado nesse dia em homenagem às trabalhadoras russas, que foram às ruas nesse dia, dando início à revolução.

As mulheres também estudaram o movimento feminista na América Latina e sua relação com os movimentos pela redemocratização e as revoluções, passando por Brasil, Cuba e Nicarágua. Foram abordadas as diferentes formas como se organizaram as mulheres, não só nos movimentos auto-organizados, mas também como participaram do movimento sindical e da luta armada em nosso país. Com relação aos outros dois países, estudamos a participação das mulheres nos movimentos revolucionários, passando por suas experiências auto-organizadas – como a Federação de Mulheres Cubanas (FMC), e a Associação de Mulheres ante a Problemática Nacional (AMPRONAC), hoje Associação de Mulheres Nicaragüenses “Luisa Amanda Espinoza” (AMLAE) – e por suas experiências na luta armada (que também contou com espaços só de mulheres) e nos partidos.

 

Estudar essas experiências, seus erros e acertos, é imprescindível para que possamos refletir sobre nossas práticas hoje, e também nossas dificuldades. Estudar as experiências das mulheres nesses períodos reforça, para nós, da Consulta Popular, a auto-organização como um princípio de nossa organização.

As mulheres sempre se organizaram para participar da política e dos momentos revolucionários, e conhecer sua experiência é também conhecer um pouco mais a nós mesmas.

Somos a Consulta Popular!

Sem feminismo, não há socialismo!