Para crescer não tem que vender! Greve dos Petroleiros em Recife

 

Petroleiros\as fazem paralisação e ato político contra plano de desinvestimento

Na última sexta-feira (24), Petroleiros e Petroleiras de todo o Brasil realizaram um dia de paralisação nacional contra o plano de desinvestimento apresentado pela Petrobrás que a categoria entende como um plano de venda da empresa. Em Pernambuco, não foi diferente. Trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal da Transpetro, ambos localizados no Complexo Portuário e Industrial de Suape aderiram à paralisação nacional e em conjuntos com o Movimento Sindical e Movimentos Sociais realizaram um ato político na porta de Refinaria, com uma Assembleia realizada no local, “Continuaremos firmes”, gritaram os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados e contratados da Petrobrás. No início da manhã a polícia tentou impedir o ato.

 

 



 A paralisação, convocada

 pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e Federação Única dos Petroleiros (FUP), é um ato para pressionar a estatal e o governo a rever o plano de desinvestimento, que inclui a venda de ativos da empresa. A Consulta Popular (CP), o Movimento dos Trabalhadores\as Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Levante Popular da Juventude (LPJ), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Sindicato dos Químicos de Pernambuco, Sindicato dos Metalúrgicos, Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Artefatos de Borracha de Pernambuco e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Pernambuco participaram do ato pela manhã e outros Sindicatos e organizações se somaram ao longo do dia.   

 Luiz Lourenzon, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo dos Estados de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB) afirmou que na madrugada já houve muita adesão dos trabalhadores e trabalhadoras, “a Petrobrás, como maior estatal brasileira, ao apresentar este plano de deseinvestimento trará muitos prejuízos a trabalhadores de todo o país”.

Com paralisação de advertência, o Sindicato, informou que as operações estão ocorrendo apenas para manter a segurança na Refinaria. Em apoio a paralisação Enoque Amâncio, do Sindimetal expressou: “Isso vai afetar os terceirizados, o projeto do Senador Serra quer vender a Petrobrás e atinge diretamente nossos empregos”. Paulo Mansa, da PJR, explica que a pauta de reivindicação da paralisação de hoje é econômica, atinge diretamente os\as trabalhadores\as, mas também de caráter políticos, atingindo todos\as os\as brasileiros\as.

“Para fazer a defesa da Petrobrás a CUT está aqui presente, para defender nossos empregos. Não podemos aceitar esse congresso que retira direitos dos trabalhadores”, disse Henrique Gomes, da CUT. Priscila Tamar, do LPJ reforçou o apoio da Juventude à paralisação, “O dinheiro do pré-sal tem que ser para a saúde e a educação do povo brasileiro”.

Gleisa Campigotto, da secretaria da Campanha do Plebiscito Constituinte reforça que os trabalhadores e trabalhadoras não podem pagar pela crise. “Nós queremos uma Petrobrás 100% estatal. Todos os trabalhadores/as devem estar juntos nessa luta em defesa da Petrobrás, o petróleo é nosso, do povo brasileiro”, afirmou.


Fonte: 

Monyse Ravena é Jornalista e militante da Consulta Popular de Pernambuco

Fotos: Talles Reis é fotógrafo e militante do MST e da Consulta Popular de Pernambuco