Qualquer semelhança com o pau de arara não é mera coincidência


Sugiro a visualização do vídeo antes da leitura:

https://www.facebook.com/JuventudeAsRuas/videos/938304339579447/


* Vivemos em tempos difíceis, mas a juventude de nosso tempo tem demonstrado a sua orgânica capacidade de indignação e de revolta. Tem demonstrado cada vez mais a sua vontade de não se contentar com tantas injustiças, com tanto descaso, com tanto abuso de poder e com tanta impunidade. Não só estamos observando o percurso da história, mas estamos também nos movimentando para transformá-la, através de nossa própria luta. Estamos conscientes do papel que temos a cumprir, tanto para que possamos viver num presente melhor quanto para deixar às futuras gerações um mundo menos injusto, onde nós possamos ter o direito de nos manifestar, de exigir mudanças. Estamos construindo um mundo onde seja permitido o direito de tentar fazer diferente, onde a diversidade e todas as formas de amor sejam respeitadas, um lugar onde o ser seja mais importante do que o ter, onde o ser humano tenha condições de ser em sua essência, livre das formas de dominação e opressão.

Em tempos de crise as contradições ficam ainda mais evidentes e percebe-se com mais facilidade que os interesses entre as classes sociais são diferentes e incompatíveis, sendo assim, inconciliáveis, pois uma grande massa de pessoas vive para trabalhar e acaba sendo explorada por alguns poucos "Cunhas" da vida, que, em um mesmo dia, almoçam em Brasília e jantam em Paris. Os interesses dessa elite, tambem capitaneada por Geraldo Alckmin, é promover em São Paulo uma contrareforma no ensino do estado, precarizando a educação publica, deteriorando ainda mais um modelo que já é tão sucateado, mantendo a educação de qualidade como um direito privado e reservado a poucos, ampliando a já enorme desigualdade social, ou seja, aumentando as enormes diferenças de condições de vida de uma classe perante a outra.

O papel da polícia é coisa ainda mais nítida: um bando de zumbis que sustentam o poder de uma elite antidemocratica e autoritária (fascista), que busca a todo momento criminalizar a luta de quem se indigna, de quem não aceita imposições e de quem não se conforma em viver de joelhos. A polícia funciona como se fosse um gesso e o Estado é como se fosse o braço quebrado, sob custódia da elite. O gesso protege o braço como se fosse uma armadura, impedindo a pele de respirar. Ao longo do tempo, a falta de contato com o ar, com o Sol e com a chuva, que representam nessa metáfora a diversidade do povo, faz com que se intensifique o apodrecimento do braço e, consequentemente, o cheiro podre começa a subir e a incomodar. A criatividade popular busca a partir daí criar todo tipo de ferramenta que seja capaz de reoxigenar a vida e colocar o Estado em contato com a realidade e as reais demandas do povo. Algumas ferramentas falham, outras vencem batalhas mas não vencem a guerra. Mas pra acabar com o incomodo desse cheiro tão podre e fétido que carrega em seu odor impurezas estruturais, precisamos de uma ferramenta que seja capaz de atingir a raiz do problema, ou seja, que coloque em cheque o poder dessa elite podre. Estamos falando de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para a reforma do sistema político, a única ferramenta capaz de colocar o povo em contato direto com o Poder. A única ferramenta capaz de colorir o nosso presente e que possibilitará um novo momento para o nosso país, onde apagaremos de nossos dias quaisquer semelhança que as imagens deste vídeo nos remete aos tempos sombrios da Ditadura Militar. Quando a juventude e a sociedade for as ruas pedir uma nova Constituinte, a pele humana voltará a respirar.

"Senhores, patrões, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair desse antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós diz respeito!"




*Caio Clímaco - militante do Levante Popular da Juventude e da Consulta Popular.