Que pais é esse que mata gente, que a mídia mente e que nos consome


Ana Karine Pimentel

Em  aceió, cerca de 500 pessoas reuniram-se na 21ª edição do Grito dos Excluídos. A manifestação, que acontece sempre no dia 07 de setembro, ocorreu durante o desfile cívico dos militares na Praia da Avenida, capital alagoana.Com o tema: Que país é este, que mata gente, que a mídia mente e que nos consome? O Grito dos Excluídos contou com a participação das pastorais sociais ligadas a Igreja, dos movimentos de Luta pela Terra, movimentos de Luta por Moradia, Partidos Políticos e outros Movimentos Sociais.Esse espaço de manifestação tem se consolidado como um importante instrumento de diálogo com a sociedade, que aplaudiu de pé os manifestantes enquanto desfilavam pela Avenida.Durante todo o protesto foram lançadas falas que abordavam as demandas de: Reforma Agrária, democratização dos meios de comunicação e combate a violência institucional que mata jovens negros em Alagoas. Segundo o IPEA (2013) Alagoas já era considerado o pior estado brasileiro para ser negro no país. Na ocasião, os manifestantes empunhavam dizeres que relembravam o caso Davi: jovem negro da periferia, desaparecido em Maceió após uma abordagem policial a aproximadamente um ano. O ato seguiu até o Memorial da República onde, atendendo aos vários chamamentos dos movimentos sociais, o Governador Renan Filho (PMDB) se colocou dentro da Avenida para ouvir as reinvindicações dos manifestantes de ampliação de direitos, abertura de negociação com os professores grevistas e paz nas favelas.A Consulta Popular esteve presente no 21º Grito dos Excluídos pautando a necessidade de uma reforma no sistema político que culminará na ampliação dos direitos, na democratização das terras e da comunicação. O objetivo é seguir em luta, na busca pela real independência alagoana: que liberte o estado dos coronéis que detém o poder político, a mídia e ainda detém as terras e as tornam reféns do latifúndio e do monocultivo da cana de açúcar. Pátria Livre! Venceremos