Brasil de Fato

Divulgar conteúdo
Uma visão popular do Brasil e do mundo
Atualizado: 12 minutos 29 segundos atrás

Confira a edição desta segunda-feira (6) da Rede Lula Livre

seg, 06/05/2019 - 11:46
Rede Lula Livre A Rede Lula Livre vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h | Apoiadores do ex-presidente Lula participam do ''Bom dia Presidente Lula''. Já são 393 dias de luta e resistência na Vigília Lula Livre Denise Veiga

A entrevista do ex-presidente Lula ao jornalista Kennedy Alencar, e a decisão da Rede TV! de não transmitir a conversa entre os dois, são alguns os destaques do programa desta segunda-feira (6). A Rede Lula Livre ainda traz uma matéria sobre o que pensam trabalhadores que estão desempregados, a respeito do período de estabilidade econômica e geração de emprego durante os governos Lula, e ainda traz um recado do petista sobre a Vigília Lula Livre. 

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h (horário de Brasília), na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras.

Ouça o Boletim Diário:

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Congresso Bolivariano dos Povos reúne venezuelanos para discutir saída para crise

seg, 06/05/2019 - 11:44
venezuela Apenas dois dias depois da tentativa de golpe, Maduro convocou o fórum para corrigir erros da Revolução Bolivariana Michele de Mello | Entrada da UNES, onde cerca de 2500 pessoas se reúnem para debater propostas dos movimentos sociais para a Revolução Bolivariana Michele de Melo / Brasil de Fato

A Venezuela é desses países onde se vive a sensação de que algo muito importante pode acontecer a qualquer momento e, no final do dia, tudo terminar ainda mais tranquilo do que quando começou. Em poucos dias, o país atravessou uma nova tentativa de golpe liderada por Juan Guaidó, um 1º de Maio com marchas multitudinárias e, ao final da semana, a volta da tranquilidade.

Também é a Venezuela o país onde, quando se intensificam as crises econômica e política, o governo chama o povo para dialogar e decidir os rumos a seguir. Essa é a proposta do Congresso Bolivariano dos Povos, que ocorreu durante o final de semana (4 e 5), em Caracas. O evento reuniu milhares de pessoas em três espaços: um encontro entre prefeitos e governadores, outro entre militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e, por último, uma reunião entre representantes dos 54 movimentos sociais e organizações de base chavistas de todo o país.

A convocatória para o Congresso foi realizada na quinta-feira (02/05), pelo presidente Nicolás Maduro. "Devemos avançar em todas as frentes: por um lado, fortalecer a união cívico-militar para derrotar todas as conspirações, e por outro, converter a imensa força popular que demonstramos diariamente, em força produtiva que gere riquezas que a pátria necessita”, afirmou o mandatário.

A Universidade Nacional Experimental de Segurança (UNES), em Cátia, bairro periférico de Caracas, foi o local escolhido para a reunião dos movimentos sociais. Militantes dos 24 estados do país estão reunidos desde sábado (4) para debater propostas de “retificação” da Revolução Bolivariana. Nesta segunda-feira (06/05), todas as propostas levantadas durante o final de semana serão apresentadas ao presidente Nicolás Maduro no encerramento do Congresso dos Povos. 

Entre os corredores cobertos de símbolos patrióticos e com as cores da Venezuela, os grupos de trabalho se dividiram em setoriais de juventude, moradia, mulheres, indígenas, saúde, comunas, trabalhadores, e movimento estudantil. Em cada sala de aula foi escolhido um relator que ganhou um laptop Canaima – produção nacional – para compilar as propostas discutidas.

Estudantes secundaristas recolhem as propostas do seu setor para o presidente Maduro. Usam o Canaima - latptop de produção nacional (Foto: Michele de Mello / Brasil de Fato)

Todos os participantes foram cadastrados com o seu cartão da Pátria, o que significa que fazem parte de um sistema nacional que possibilita participação em programas sociais, bônus e recebimento das cestas básicas da rede de Comitês Locais de Abastecimento e Produção, os CLAP.

:: O que está acontecendo na Venezuela ::

Andy Zambrano, de 17 anos, é secretário geral da Federação Venezuelana de Estudantes de Educação Média (FEVEEM) e um dos 2,5 mil participantes do Congresso.

Questionado sobre os acontecimentos da última semana, Zambrano explica que para os estudantes "não foi nenhum susto". "Já estamos acostumados a esse show mediático, que internacionalmente afirmem que outro governante já assumiu o poder, enquanto na verdade não é assim”, argumenta.

Vestido com o uniforme padrão de colégios públicos venezuelanos, Andy explica que a Federação representa cerca de 10 mil estudantes venezuelanos, que, assim como ele, querem o melhor para o país. “Não podemos dizer que tudo está perfeito, tudo tem um ponto fraco. Nossa principal proposta é de que todo o sistema educativo seja voltado para construir um país produtivo. O objetivo é fazer da Venezuela uma potência”, afirma.

Andy (com o microfone) junto com outros estudantes em entrevista à TV venezuelana. (Foto: Michele de Mello / Brasil de Fato)

Comuna ou nada

Incrementar a produção para superar o bloqueio econômico. Essa foi a avaliação de Petra Tovar, representante da Comuna “Zamora Vive, Terra e Homens Livres”, que abriga cerca de 16 mil pessoas. “A salvação da Venezuela está nas Comunas e nos Conselhos Comunais. E por que dizemos isso? Porque nas Comunas temos território e nesse território vamos produzir. Em vez de ser uma das multinacionais que produziam na Venezuela e condicionavam nosso sistema produtivo, agora será um modo de produção criado por esta revolução, com consciência e horizonte socialista", assegura Tovar, que também é deputada na Assembleia Nacional Constituinte pelo estado Anzoátegui 

Somente entre as comunas, foram realizadas 1680 assembleias preparatórias para o Congresso. As comunas são uma forma de organização territorial, em espaços urbanos ou rurais, que parte do princípio de que tudo deve ser de propriedade de todos – do comum.

A proposta veio do ex-presidente Hugo Chávez, em 2012, durante um discurso que ficou conhecido como “Golpe de Timón”, que destacou os erros que a Revolução Bolivariana teria que corrigir. Nesse dia surgiu a máxima “Comuna ou nada”, como horizonte para a construção do "socialismo do século XXI", defendido pelo comandante. Logo depois, em 2013, já no governo de Nicolás Maduro, foi criado um Ministério de Comunas e aprovada a Lei Orgânica das Comunas, que define seu funcionamento e estrutura interna.

Uma das principais reivindicações do setor é a inclusão dessa forma de unidade produtiva no Código de Comércio, para eliminar as travas legais que impedem aumentar sua participação na economia nacional. Sem essa mudança na Constituição, comuneiros não têm direito a importar matéria prima a preços calculados com dólar subsidiado pelo Estado, o que encarece o produto ou até mesmo impede o cultivo. 

Petra Tovar: “Podemos mais, porque temos todas as riquezas na Venezuela. Somos dependentes hoje porque essa política econômica se instalou no nosso país há mais de 200 anos. Mas não temos que importar, temos toda a matéria prima. Se temos matéria prima, temos a terra e a potencialidade humana, o que mais necessitamos? É para isso que existem as comunas” (Foto: Michele de Mello / Brasil de Fato)

Atualmente, 2200 comunas registradas no país, produzem cerca de 10% dos produtos de consumo nacional, como milho, hortaliças e grãos, mas Petra garante que esse valor poderia ser muito maior.

As mulheres são a cara da revolução

Anahí Alizmendez, jornalista e representante da direção nacional da União de Mulheres Venezuelanas (UNAMUJER), também acredita que a saída para a crise econômica está na produção comunal e na superação da corrupção: “Devemos tratar de comprar a produção das comunas e não de quem te paga comissão”.

Durante o Congresso, a necessidade de combater a burocracia e a corrupção dentro das instituições do Estado foi outro tema unânime. “Confiamos que nosso presidente escute o povo, se não, não teria nos chamado para esse debate. O socialismo se trata disso: mudar o que estava vigente. Por isso, uma das nossas defesas como coletivo de mulheres é aprofundar o Governo Digital – um portal de transparência que divulga tudo que está sendo feito pelo governo no país hoje”, defende.

Para Alizmendez, o capitalismo não permite direitos, por isso é necessário "defender a pátria", e o Congresso é um evento importante no aperfeiçoamento da revolução bolivariana. De encontros como esse surgiram os CLAP, que hoje distribuem alimentação a cerca de 6 milhões de pessoas. Também o programa “Sou Mulher”, que oferece micro créditos a mulheres que busquem empreender em algo. 

“Para nós mulheres o principal desafio é a defesa da pátria e em seguida avançar na produção e na economia. Por que se temos pátria temos condições de avançar nos nossos direitos", completa.

Anahí Alizmendez: 80% das organizações de base são compostas por mulheres (Foto: Michele de Mello / Brasil de Fato)

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Pensamos que era apenas uma pedra, mas levaram embora nossas riquezas

seg, 06/05/2019 - 11:43
coluna Empresas de mineração canadenses mostram uma indiferença perversa à vida humana. Instituto Tricontinental de Pesquisa Social | Protesto na mina de ouro Porgera, 2018 Instituto Tricontinental de Pesquisa Social

Por Vijay Prashad*

É um hábito das elites refugiar-se num campo militar e pedir aos generais que se movimentem em prol de seus interesses. Foi o que Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, e o oposicionista Leopoldo López fizeram na manhã de terça-feira, último dia de abril. López fugiu de casa para se juntar a Guaidó nos arredores da base militar de Carlota, em Caracas (Venezuela). Essa não foi a primeira tentativa de golpe militar, com a liderança política das elites implorando para que os homens de verde deponham a Constituição. Em 2009, o hondurenho Roberto Micheletti se dirigiu ao palácio presidencial em Tegucigalpa, em Honduras, em um tanque. As elites da Tailândia e do Paquistão também imploraram recentemente aos seus exércitos que depusessem um chefe de governo eleito e instaurassem conselhos de paz e ordem, palavras esvaziadas de significado nesse contexto.

Três homens solitários em uma ponte próxima a La Carlota brincando com o futuro da nação.

No final do dia, a tentativa de golpe fracassou. Não ajudou muito, nas ruas de Caracas, que todo o establishment dos EUA – do presidente aos senadores – tenha aplaudido Guaidó e pedido abertamente aos militares que se revoltassem. Os poucos soldados que cruzaram a linha – usando braçadeiras azuis – correram para a embaixada brasileira em busca de asilo. Leopoldo López, que deixou sua prisão domiciliar para participar dessa aventura, correu para a embaixada chilena. López, Guaidó e Edgar Zambrano reuniram-se em uma ponte perto da base militar, castigados pela falta de apoio, sua bravata deflacionada, o destino da nação nas mãos de outros.

Ao cair da noite, ficou claro que o golpe – um dos muitos que se tentaram na Venezuela – havia fracassado. Isso apesar do claro apoio dado a Guaidó pelos Estados Unidos e pelo Grupo de Lima, criado em 2017 para derrubar o governo da Venezuela. O que impediu o golpe – apesar das condições difíceis dentro da sociedade venezuelana – foi a mobilização de massa nas ruas. Lembro de ter visto alguns desses comícios no início deste ano com pessoas determinadas a proteger a soberania de seu país, determinadas a permitir que o processo bolivariano persevere, contrariando as expectativas. É isso que continua a impedir – por enquanto (como diria Chávez) – a vitória da elite e de seus apoiadores externos.

O Grupo de Lima compreende a maioria das forças políticas latino-americanas de direita. Mas tem um membro incomum que tem estado na vanguarda de seus esforços: o Canadá. Por que o Canadá, que é tão determinado em apresentar uma face do liberalismo e da decência, lidera a tentativa de derrubar um governo pela força?

Uma análise mais detalhada do governo canadense e seus interesses comerciais revelam algo bem diferente do liberalismo de sua reputação. Em 2017, três professores canadenses – Shin Imai, Leah Gardner e Sarah Weinberger – divulgaram um estudo chamado A “Marca do Canadá”: Violência e Empresas Canadenses de Mineração na América Latina (The ‘Canada Brand’: Violence and Canadian Mining Companies in Latin America). Eles mostram que, entre 2000 e 2015, pelo menos 44 pessoas foram mortas como resultado da violência em torno das minas de propriedade canadense na América Latina. As histórias são arrepiantes, o cotidiano é de violência e morte.

Marcelo Rivera, San Isidro, El Salvador


Uma dessas histórias diz respeito à morte de Marcelo Rivera, um ativista antimineração de San Isidro (El Salvador), assassinado em 18 de junho de 2009. Seu corpo foi jogado em um poço, com as unhas e cabelos arrancados, a traqueia quebrada, polegar dentro da boca, seu corpo imobilizado. Marcelo, membro da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, se opôs à mina de propriedade da Pacific Rim, com sede em Vancouver, pois temia pela devastação ambiental que causaria. Sua oposição foi obliterada.

Existe uma correlação muito alta entre as terras que as empresas de mineração desejam e as terras controladas por comunidades indígenas. Isso ocorre do Chile à Guatemala, do próprio Canadá à Papua Nova Guiné. A Cameco, do Canadá, a maior empresa de urânio do mundo, começará a minerar nas terras da comunidade de Tijwarl – um povo aborígene na Austrália Ocidental. Protestos após protestos não foram suficientes para sensibilizar o povo australiano em relação aos perigos impostos à comunidade de Tijwarl, tampouco frearam o governo australiano. Eles estão determinados a minerar para obter lucro. Vicky Abdullah, um líder dos Tijwarl, diz (no vídeo abaixo) que a mina arruinará a “mãe terra”.

A situação em Tijwarl, Austrália.

Isso é um eco do conceito andino de pachamama, mãe terra, conceito familiar, por sua vez, à ideia de “direitos da mãe terra”, tão importante para os movimentos indígenas internacionais de um extremo a outro do planeta. Traz uma ligação direta com o Acordo da Mãe Terra assinado pelos Chefes das Primeiras Nações no Canadá, com todas as partes envolvidas, em torno da questão do oleoduto da TransCanada. A história das Primeiras Nações é uma história de difamação e traição. O livro de Nick Estes, Our History is the Future, narra liricamente a história da luta de Standing Rock, nos Estados Unidos, uma luta que acontece no centro das comunidades indígenas em todo o planeta.

Se analisarmos de perto os dados, como fizeram nossos pesquisadores do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, descobriremos que 60% das empresas de mineração do mundo estão sediadas no Canadá e que a maioria dos escândalos em torno das terras indígenas está ligada a empresas de mineração canadenses ou australianas. A longa e nociva história do Canadá em relação às Primeiras Nações dentro do território canadense – ao longo das últimas décadas – espalhou-se pelo hemisfério americano e para o exterior. Em nosso primeiro Apontamento, 10 empresas canadenses de mineração: detalhes financeiros e violações, documentamos as dez empresas de mineração canadenses mais importantes. Cada uma delas, a qual uma página é dedicada, oferece uma noção do tamanho da empresa e de seus escândalos mais importantes. “Coletivamente”, escrevemos, “empresas de mineração canadenses mostram uma indiferença perversa à vida humana. E essa indiferença é considerada apenas um efeito colateral natural ou necessário ao crescimento econômico ”.

Nosso Apontamento abre com a Barrick, uma das maiores e mais influentes empresas do Canadá. A “violação” que detalhamos é o seu papel em estupros, violências e incêndio na Mina North Mara (Tanzânia), na Roodepoort Deep Mine, em Durban (África do Sul) e na Mina de Ouro de Porgera (Papua Nova Guiné). Estes, e outros mais, são uma série de atos criminosos, tragédias para o povo que se multiplicam à medida que a indiferença do capitalismo atropela suas esperanças. Décadas atrás, John Bita – um poeta da Papua Nova Guiné – escreveu Canção de uma mulher velha (Song of an Old Woman), em Bougainville (1971), uma referência à guerra de Bougainville de 1988 a 1998. Bougainville é uma ilha no Oceano Pacífico.

Chore, chore, vamos chorar.
Chore, chore, vamos chorar.
Nós pensamos que era apenas uma pedra
Nós pensamos que era apenas uma pedra
Mas levaram embora nossa riqueza.

Nos últimos meses, estudamos a situação na mina de Porgera e a luta liderada pelas pessoas desse território, organizadas ao redor da Associação Akali Tange. A Associação compartilhou conosco documentos sobre a violência cotidiana, os ataques químicos à população, a violência dos seguranças da empresa e a destruição da comunidade. McDiyan Robert Yapari, um dos líderes da Akali Tange Association, disse: “tentamos obter apoio para expressar nossas queixas para que todos saibam o que uma mineradora canadense – a Barrick Gold Corporation – faz às comunidades indígenas aqui em Porgera”. Mas, afirmou, seu apelo caiu em “ouvidos surdos”. O meu relatório fornece um resumo da situação em Porgera, os processos, as manifestações e a necessidade de renovar o contrato de arrendamento da mina até 12 de maio de 2019.

Damaso Ogaz, Fasciculo 1975-08-15.

Há muito tempo as empresas canadenses travaram uma batalha com o governo venezuelano, desde que Hugo Chávez venceu sua primeira eleição, em 1999. Mais recentemente, a companhia de ouro canadense – Gold Reserve – tem lutado para ter acesso aos recursos venezuelanos, notadamente no estado de Bolívar. Chávez havia retirado do país essas empresas quando os preços do petróleo estavam altos e as receitas advindas dele inundaram o país. A Constituição Bolivariana (nos termos dos artigos 127, 128 e 129) estabeleceu fortes proteções ambientais, enquanto o quinto objetivo estratégico do Plano de Pátria (2013-2019) é “preservar a vida do planeta”. Essas proteções são contrárias às políticas do FMI de ajuste estrutural, que enfraquece cotidianamente legislações ambientais protetivas. Ecossocialismo é a expressão utilizada para descrever tais medidas (o economista do Instituto Tricontinental, Ahmet Tonak, co-escreveu um ensaio muito útil que responde ao ataque da administração Trump ao socialismo).

As empresas de mineração desconsideram essas preocupações. Palavras como democracia e direitos humanos são impedimentos. As empresas de mineração querem colocar as mãos na terra, retirar as pedras e levar embora toda a riqueza. É por isso que o Canadá, talvez, ocupe um lugar central no Grupo de Lima, sedento por derrocar a Constituição Bolivariana, por retirar o governo, assim como retirou os povos indígenas de suas terras, de Papua Nova Guiné ao Chile.

*Vijay Prashad é historiador e jornalista indiano. Diretor Geral do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Agrotóxicos podem ser a causa de casos de câncer e malformação?

seg, 06/05/2019 - 11:38
Ligação Letal Casos envolvendo crianças no Mato Grosso, maior consumidor de agrotóxicos do país, chamam a atenção Luana Rocha | Jornalistas visitaram três cidades no interior do Mato Grosso em busca de identificar os possíveis efeitos dessas substâncias Lunaé Parracho

O menino Kalebi Luenzo tinha pouco mais de dois anos quando, de repente, começou a andar com dificuldade. Preocupada, Elisângela, sua mãe, levou a criança ao médico: ele tinha leucemia. Kalebi cresceu próximo a uma plantação de algodão, em Lucas do Rio Verde, conhecida no Mato Grosso como capital da agroindústria.

O mecânico de tratores Antonio Correa mudou-se para Tangará da Serra em busca de oportunidade de emprego no crescente setor agropecuário mato-grossense. Depois de dois anos trabalhando em fazendas de soja, teve sua primeira filha, Emanuelly, que nasceu com espinha bífida – tipo de malformação congênita que provoca problemas motores e compromete o funcionamento da bexiga e do intestino.

Giovana Carvalho trabalhava como coordenadora do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador de Sinop, também no Mato Grosso, quando começou a sentir dores na região da lombar e nas costas. Cerca de um mês depois, descobriu um tipo raro de câncer no pulmão: que acomete mulheres não fumantes entre 30 e 39 anos.

Brinquedos na associação onde crianças com espinha bífida recebem tratamento em Cuiabá. Segundo o pai de Emanuelly, os médicos da filha falam sobre a ligação entre a malformação e os agrotóxicos (Foto: Lunaé Parracho)

Os três casos têm muito em comum. Primeiro, ocorreram na zona rural de alguns dos mais ricos municípios do estado que é líder na produção de grãos do Brasil, assim como no consumo de agrotóxicos. Outro ponto que as histórias têm em comum é que essas famílias estiveram expostas a diferentes pesticidas, incluindo o glifosato e a atrazina. Embora estejam entre os mais consumidos no país, essas substâncias estão associadas ao desenvolvimento de câncer e à malformação fetal por pesquisas no Brasil e no mundo.

Uma taxa mais alta de malformação foi encontrada em regiões com maior uso de agrotóxicos como a atrazina, segundo análise publicada em artigo da Universidade Federal do Paraná. O herbicida está proibido desde 2004 pela União Europeia, que associa a substância à ocorrência de distúrbios endócrinos, problema que afeta o sistema hormonal.

Já o glifosato, classificado como “provável cancerígeno” pela International Agency for Research on Cancer, está em meio a intenso debate internacional sobre seus efeitos negativos à saúde. Em março,um júri nos Estados Unidos o apontou como um “fator importante” na relação com o desenvolvimento do câncer em um homem de 70 anos.

A equipe da Repórter Brasil e da Agência Pública, em conjunto com pesquisadores da Public Eye, visitaram três cidades no interior do Mato Grosso em busca dos possíveis efeitos dessas substâncias. Embora não seja possível concluir que os casos encontrados estejam relacionados a esses agrotóxicos, há diversos pontos que ligam as histórias de Kalebi, Emanuelly e Giovana a uma das grandes questões colocadas por médicos e pesquisadores de todo o mundo: estariam os agrotóxicos silenciosamente contribuindo para o desenvolvimento de algumas das piores enfermidades enfrentadas pela nossa geração?

Névoa de algodão sobre a casa de Kalebi

A relação da família de Kalebi com pesticidas ficou intensa a partir de 2015, quando seu pai começou a trabalhar como mecânico de tratores usados para a pulverização na fabricante de máquinas agrícolas John Deer. Nove meses depois que ele conseguiu o emprego, seu filho foi diagnosticado com leucemia.

A mãe de Kalebi lavava as roupas de trabalho do marido em casa, na mesma máquina usada pela lavar a roupa de Kalebi e os outros dois filhos. A família morava atrás de uma algodoeira, bem perto do local onde se lavava e embalava o algodão. “O pó do algodão caía em cima de casa, parecia uma névoa”, diz Elisângela dos Anjos. “Quando meu marido soube da doença do Kalebi, ele ficou desesperado. Acho que se sentiu culpado porque trabalhava com isso e, mesmo sabendo que não podia, ele abraçava as crianças quando chegava do trabalho com a roupa contaminada”, lembra. A mãe está convencida de que essa múltipla exposição aos agrotóxicos levaram seu filho a desenvolver a leucemia

O menino Kalebi foi diagnosticado com leucemia nove meses depois que seu pai começou a trabalhar como mecânico de tratores usados na pulverização. A família também morava perto de plantações de algodão (Foto: Lunaé Parracho)

As suspeitas não são infundadas. As regiões Central e Sul do Mato Grosso, que inclui Lucas do Rio Verde, apresentaram uma maior incidência de leucemias e linfomas segundo pesquisa coordenada pela Universidade Federal do Mato Grosso, a UFMT. Nesses locais, o estudo aponta que entre os 20 agrotóxicos mais utilizados estão o glifosato e a atrazina. O mesmo levantamento observa que há maior quantidade de pessoas de regiões com alta produção agrícola entre os pacientes internados com câncer infanto-juvenil no Hospital de Câncer de Mato Grosso.

Mas a família nuncafalou sobre essa suspeita em alto e bom som em Lucas do Rio Verde. O algodão é um dos setores em expansão na região e movimenta a economia local. O estado deve liderar a produção da fibra nacionalmente segundo previsão do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária para a safra de 2018 e 2019. Apesar de gerar mais empregos, a alta do setor também significa ainda mais agrotóxicos para a população local: a quantidade de vezes que se pulveriza o algodão pode ser até três vezes maior do que em plantações de soja e milho. E isso inclui o uso da atrazina e do glifosato.

Na cidade de Kalebi, o glifosato é o mais vendido em revendedora exclusiva da Syngenta, empresa suíça que tem no Brasil o seu principal mercado consumidor (Foto: Lunaé Parracho)

Lucas, como é chamada pelos habitantes locais, tem hoje 63 mil pessoas, que vivem no centro de um território cercado de lavouras de soja, milho e algodão por todos os lados. Grandes multinacionais do agronegócio, a exemplo da Bunge, Louis Dreyfus, Cargill e Cofco, possuem sede no município. O setor de suínos e avinos também é destaque. “Na época [do diagnóstico de Kalebi], nenhum médico de Lucas fez essa relação do agrotóxico com a doença do meu filho, mas acho que eles não falam porque estão numa área do agronegócio”, opina Elisângela.

Na cidade onde Kalebi cresceu, o glifosato aparece como o mais vendido na Agrológica Agromercantil, com o nome comercial ZAPPQ1. A loja é revendedora exclusiva da Syngenta, empresa suíça que tem no Brasil o seu principal mercado consumidor. Na mesma loja, a atrazina é a quarta mais vendida com os nomes comerciais de Atrazina Grda e Gesaprim. A cidade tem posição de destaque no uso de agrotóxicos. Em 2015, a exposição por habitante no país era de 3,6 litros por ano, mas para os moradores de Lucas a média saltava para 136 litros anuais, de acordo com cálculo de pesquisa feita pela UFMT.

Local de descarte de embalagens de agrotóxicos em Lucas do Rio Verde, onde a média de exposição dos habitantes por agrotóxico é bem superior à média nacional (Foto: Lunaé Parracho)

A reportagem procurou os principais setores produtivos que usam o glifosato e a atrazina no Mato Grosso. Em resposta, as associações de produtores rurais enviaram uma nota por meio da Agrosaber,plataforma online que representa o setor e fabricantes de agrotóxicos e que foi lançada no dia 23 de abril durante reunião da Frente Parlamentar Agropecuária em Brasília. Questionado sobre a associação dos pesticidas à malformação e ao câncer, o grupo afirma que “se utilizados dentro das recomendações de uso, os defensivos agrícolas são seguros à saúde humana e aos trabalhadores no campo”. O comunicado diz ainda que não existe “outra maneira eficaz de combater pragas sem agrotóxicos” e que o não uso dos químicos poderia gerar uma “perda de 20% a 40% de toda a produção nacional” (leia a íntegra da nota).

Após a publicação da reportagem, a Agrosaber enviou outra nota à redação afirmando que estudos em andamento na França e nos Estados Unidos “mostraram que os agricultores tendem a ser mais saudáveis e têm menos câncer, em geral, quando comparados com outros grupos”. A segunda nota afirma ainda que a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar revisou 164 publicações concluindo que “embora alguns estudos tenham revelado associações entre a exposição ocupacional a defensivos e um câncer específico, como linfoma, leucemia e câncer de próstata, outros estudos não o fizeram. Os revisores da EFSA recomendaram estudos adicionais para avaliar exposições na infância e leucemia antes de tirar conclusões finais” (leia a segunda nota da Agrosaber na íntegra).

Emanuelly, contaminada durante a gestação?

Quando deixou Cuiabá rumo a Tangará da Serra, a 240 quilômetros da capital, Antonio tinha o objetivo de buscar um novo caminho profissional. “Na época [2014], Cuiabá estava ruim de emprego e lá era uma região que estava crescendo”, explica. Logo, ele conseguiu um trabalho como “bandeira”, que consistia em ficar em pé na lavoura segurando uma bandeira vermelha para indicar o local onde o avião deveria pulverizar. Seis meses após a chegada em Tangará, sua companheira engravidou, mas somente depois do nascimento foi descoberto que Emanuelly, hoje com cinco anos, tinha espinha bífida.

“A cidade não é muito grande, mas lá é região de cana de açúcar e soja, ou seja, rodeada de plantações. Na época, além de trabalhar em fazendas, eu também morava perto de uma plantação de cana”, relembra Antonio. Tangará da Serra, nas duas últimas décadas, tem se destacado pelo crescimento econômico. Graças ao agronegócio, o PIB do município saltou de R$1,4 bilhão em 2010 para R$2,9 bilhões em 2016.

Antonio lembra que, na época, ele trabalhava com pouca proteção e sentia no corpo os efeitos do uso dos químicos. “O cheiro era insuportável na época da pulverização. No trabalho, eu usava uma máscara simples, tipo cirúrgica, e algumas coisas de plástico para proteger o cabelo, mas nenhum equipamento a mais”, conta. “Eu sentia náusea e dor de cabeça depois do trabalho e eles falavam que era por causa do sol. Eu nem sabia qual era o tipo que eles usavam porque eles colocavam seguranças armados protegendo os barracões onde se armazenavam os agrotóxicos”, revela.

Emanuelly, filha de Antonio Corrêa, nasceu com um tipo de malformação. Durante sua gestação, a família morava perto de plantações e seu pai era exposto à pulverização no trabalho (Foto: Lunaé Parracho)

Além da pesquisa que analisou dados do Paraná, a relação dos pesticidas com a malformação também foi acompanhada por pesquisadores da UFMT. Em 2011, os especialistas da universidade compararam dados de todos os hospitais públicos, privados e de referência que atendem gestantes no Mato Grosso e encontraramevidências que relacionavam a exposição aos agrotóxicos com a doença. Em outro levantamento da mesma universidade, os pesquisadores analisaram a exposição de mulheres antes de engravidar e no início da gestação aos agrotóxicos nos oito municípios do estado que mais usaram agrotóxicos entre 2000 e 2009. Mais uma vez, foi identificada uma correlação entre a incidência da doença e o uso de agrotóxicos nessas cidades.

Para a toxicologista e médica do trabalho Virginia Dapper, diversos estudos têm mostrado a relação entre pesticidas e os efeitos negativos na saúde de crianças. “A exposição pré-natal a agrotóxicos, mesmo em baixas doses como aquelas provenientes de resíduos em alimentos, pode sim provocar alterações no desenvolvimento neurológico das crianças expostas”, afirma.

No norte do Mato Grosso, é comum que as pessoas morem a poucos metros de plantações. Na foto, máquina de pulverização pode ser vista do quintal de um morador (Foto: Lunaé Parracho)

Com o diagnóstico da doença, Emanuelly começou a fazer tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, referência nacional em problemas motores. Segundo Antonio, os médicos que atendiam a criança falaram para ele sobre a possível associação entre os químicos e a espinha bífida. “Os médicos perguntavam se eu morava na cidade ou no interior e sobre o contato direto com agrotóxicos. Eles já falavam da possibilidade de ter ligação entre a espinha bífida e o veneno”, diz o pai de Emanuelly.

A cuidadora que adoeceu

Os casos de Kalebi e Emanuelly não são isolados, suspeitas similares rondam também profissionais que trabalham diretamente com a prevenção dos efeitos dos agrotóxicos. Esse foi o caso de Giovana Carvalho, ex-coordenadora do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador em Sinop, onde atendia empregados rurais de 14 municípios. “A gente via que muitos trabalhadores lavavam as roupas que usavam na aplicação do veneno junto com as peças do resto da família ou lavavam os vasilhames dos produtos em água corrente” relembra Giovana. Segundo ela, os trabalhadores não entendiam os riscos aos quais estavam expostos: “quando sentiam enjoos ou dores de cabeça, achavam que era em decorrência do trabalho no sol”.

No ano passado, a própria Giovana recebeu diagnóstico de um tipo raro de câncer de pulmão. “É algo tão novo para a medicina que sequer tem nome, atinge mulheres que nunca fumaram”, explica. Ela faz tratamento no Hospital de Barretos, interior de São Paulo, onde conhece outros dez pacientes provenientes da mesma cidade, Sinop.

A reportagem esteve na cidade, onde a loja DDB Agronegócios vende atrazina na forma comercial de Primoleo e Gesaprim. ALém do glifosato, com o nome comercial de ZAPPQI.

Trabalhador mistura agrotóxicos sem usar máscara no norte do Mato Grosso. Ex-coordenadora de centro de atendimento em Sinop diz que eles não conhecem os riscos que correm (Foto: Lunaé Parracho)

Giovana sempre viu relação entre a alta prevalência de doenças na sua região e o uso das substâncias. Durante o período no Cerest, alertava os trabalhadores sobre os riscos. “Existem bairros em Sinop que são praticamente dentro de lavouras e em que o avião pulveriza próximo das casa, das escolas”, diz. “No Mato Grosso não existe fiscalização, é preciso mudar isso. Existe relação das doenças com agrotóxicos sim”, alerta.

Mesmo com a variedade de estudos sobre os riscos que os agrotóxicos representam à saúde humana, especialistas alertam que as políticas públicas ainda não mudaram de acordo com essas evidências. Em alguns casos, as mudanças parecem acontecer na direção oposta.

No Mato Grosso, decreto de 2013 reduziu as distâncias permitidas para aplicação terrestre de agrotóxicos. Ou seja, hoje é permitido aplicar ainda mais perto de povoados, cidades e cursos d´águas. A distância mínima autorizada era de no 200 metros no estado, e em 2013 foi reduzida para 90. Outras mudanças implementadas no mesmo ano reduziram a transparência sobre o uso das substâncias. O Indea, órgão estadual que antes publicava as substâncias e as quantidades de agrotóxicos utilizadas em cada município, hoje não divulga mais esse monitoramento.

A força do agronegócio no estado seria um dos motivos para a falta de políticas de atenção às vítimas dos agrotóxicos, aponta ex-coordenadora do Centro de Referência de Saúde do Trabalhador em Sinop (Foto: Lunaé Parracho)

Entre os críticos dos agrotóxicos, alguns defendem que as políticas só vão mudar quando mais estudos forem feitos. “É preciso de mais pesquisas científicas para conseguir encontrar essa prova definitiva da relação dos agrotóxicos com doenças como câncer e malformação congênita”, afirma João de Deus, biólogo e especialista em segurança do trabalho do Ministério da Saúde, que atualmente mora em Sinop. “Mas, quando se corta recursos para a ciência, fica cada vez mais complicado provar”. Ele se refere ao corte, feito no ano passado pelo governo Michel Temer, de R$400 milhões no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Outros pesquisadores entendem que os estudos existentes são o suficiente para mudanças nas políticas públicas, como ocorreu na União Europeia, que proibiu a atrazina e hoje debate a possível proibição do glifosato. “As evidências científicas disponíveis em nível mundial e nacional são concretas, já nos auxiliam no processo de transição para novos modos de produção e de minimização dos efeitos nocivos dos agrotóxicos na saúde humana”, afirma a enfermeira e especialista em enfermagem obstétrica da UFMT, Mariana Soares. “Porém os interesses políticos e econômicos do Brasil passam por cima de quaisquer estudos”.

Nota da redação: O texto foi atualizado em 2 de maio para incluir uma segunda nota enviada pela Agrosaber após a publicação da reportagem. A associação já havia sido ouvida e citada na versão original, mas enviou informações adicionais.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Centro-esquerda vence eleições presidenciais no Panamá

seg, 06/05/2019 - 11:11
RESULTADO O opositor Laurentino “Nito” Cortizo, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), levou a vitória nesse domingo Redação RS | Aliança da centro-esquerda panamenha "Uniendo Fuerzas" (Unindo Forças) foi declarada virtualmente vencedora Foto: Divulgação Facebook

As eleições presidenciais do Panamá foram vencidas pelo candidato da centro-esquerda, Laurentino "Nito" Cortizo, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), conforme anúncio do Tribunal Eleitoral do país neste domingo (5). No momento do informe, Cortizo tinha 33,08% dos votos, com mais de 92% das urnas apuradas.

Em segundo lugar ficou o empresário Rômulo Roux, líder do partido de direita Mudança Democrática (CD, em espanhol), com 31,06% dos votos. Logo abaixo, ficou o candidato livre Ricardo Lombana, com pouco mais de 19% dos votos. Na quarta posição aparece o candidato governista José Blandón, com mais de 10% dos votos.

"A vitória é nossa. Graças a Deus, o Panamá decidiu o seu futuro, o Panamá ganhou! Apelo a todos os panamianos que se unam para resgatar o país e construir pontes que nos levem adiante", disse Cortizo, que tem 66 anos e foi ex-ministro da Agricultura, em seu discurso da vitória.

Já Roux, da coalizão de centro-direita e apoiado pelo ex-mandatário Ricardo Martinelli, que está detido, denunciou supostas irregularidades e anunciou que não reconhecerá os resultados.

A vitória do ex-ministro trouxe de volta ao Poder Executivo o histórico Partido Revolucionário Democrático, depois de dez anos na oposição. Na corrida à presidência, Cortizo apresentou um discurso nacionalista, com promessas de governar com autonomia e firmeza, para reorientar o Estado por meio de uma reforma legislativa constitucional e reduzir a corrupção, depois de um escândalo envolvendo a empreiteira Odebrecht.

A empresa brasileira admitiu ter distribuído ao menos US$ 100 milhões em propinas a servidores públicos entre 2006 e 2014. A Odebrecht concordou em compensar o Panamá com US$ 220 milhões em reparações ao longo de 12 anos, o que levou ao arquivamento do processo contra a construtora.

* Com informações da Agência Brasil

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

No Rio, JURA tem como tema “O que você sustenta quando se alimenta?”

seg, 06/05/2019 - 10:13
REFORMA AGRÁRIA 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária vai até o dia 11 de maio Redação | Abertura da JURA 2019 aconteceu na Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio) no último dia 25 Reprodução/Facebook

“O que você sustenta quando se alimenta?” Esse é o tema da 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária no Rio de Janeiro (JURA) 2019. Iniciada na semana passada, a Jornada vai até o dia 11 de maio e conta com atividades em praticamente todas as universidades públicas do Rio e em espaços como a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz, a PUC-Rio e o Armazém do Campo.

Em tempos de perseguição da participação política de movimentos populares nas universidades pelo governo federal, Luana Carvalho, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Rio de Janeiro (MST-RJ), relembra que o diálogo com o povo e com os movimentos sociais é dever das instituições públicas de ensino superior.

“A universidade precisa estar aberta ao povo, faz parte da universidade dialogar com o povo, é um dos tripés com a própria extensão universitária. Se a universidade não dialoga com o povo, qual o sentido? A própria produção da ciência também, qual o sentido se ela não está conectada com uma realidade concreta?”, afirmou em entrevista ao programa Brasil de Fato Rio de Janeiro da última terça-feira (30).

A JURA traz a importância de discutir reforma agrária no ambiente universitário e mostra que esta pauta, apesar de estar no campo, é também uma pauta da cidade. A iniciativa nasce de um encontro que o MST promove com professores universitários do Brasil inteiro e visa suscitar discussões entendendo que a pauta e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra tem relação com várias áreas de conhecimento no Brasil e que vários professores têm projetos nas áreas assentadas, além dos próprios estudantes provenientes de áreas de reforma agrária que desenvolvem pesquisas de mestrado e doutorado sobre o movimento.

Carvalho explica também que o encontro ocorre durante um período marcante para o MST. “A ideia de fazer em Abril é que este é um mês simbólico, é o Abril Vermelho, quando fazemos a nossa jornada de lutas para lembrar Eldorado dos Carajás e colocamos na pauta do dia do Estado a reforma agrária", aponta. 

A jornada acontece em todo o país e vem crescendo ao longo do tempo com mais universidades e professores aderindo ao debate. No Rio, a JURA começou dia 24 de abril e vai até dia 11 de maio. São mais de 50 atividades programadas, em todas as universidades públicas do Rio e em todos os campi, inclusive no interior, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Macaé.

As atividades vão desde debates, rodas de conversa, palestras, a exibição de filmes, exposição de fotos, atividades culturais, oficinas e uma visita à uma área do MST no último dia. Os interessados podem conferir a programação e se inscrever para conhecer o assentamento Edson Nogueira no Facebook do movimento.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Editorial | A Petrobras sob ataque

seg, 06/05/2019 - 10:09
PRIVATIZAÇÃO Assalto ao patrimônio de gerações: governo Bolsonaro anunciou a venda de oito refinarias da petroleira Redação RS | Está na hora das vozes progressistas comprometidas com a soberania e o futuro do país se fazerem ouvidas novamente Foto: Reprodução Internet

Como presente grego aos trabalhadores, poucos dias antes deste 1º de Maio de 2019, o governo Bolsonaro anunciou a venda de oito refinarias da Petrobras. Um novo passo no processo de esquartejamento da petroleira, uma das maiores do planeta. Juntas, as oito detém uma capacidade de refino de 1,1 milhão de barris/dia. O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, já confessou que seu sonho “é vender a Petrobras”.

Sob o signo do fundamentalismo neoliberal, o projeto de destruição leva o nome de “desinvestimento”, sendo anunciado com pompa e circunstância como se fosse inteligente entregar a maior empresa do país. Como se os grandes produtores de petróleo não mantivessem nacionalizadas as suas petroleiras, como fizeram, entre outros, a Arábia Saudita, o Irã e o Kuwait... Agem assim por saberem que o controle do seu petróleo é e continuará sendo estratégico para qualquer país.

Chama a atenção a postura contemplativa e muda das Forças Armadas diante do assalto ao patrimônio de gerações. Nem parece que um general, Julio Horta Barbosa, comandou o Conselho Nacional do Petróleo, embrião da Petrobras, e defendia o monopólio estatal.

Por ironia adicional, a refinaria gaúcha que Bolsonaro pretende transferir ao capital multinacional leva o nome de Alberto Pasqualini. Senador e também gaúcho, Pasqualini foi um dos maiores defensores da criação da estatal.

Na verdade, o ataque à empresa tem sido praticado desde sua criação, em 1953, por Getúlio Vargas. “Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma”. A “agitação” que Getúlio cita na sua carta-testamento antes do tiro no coração era a das elites atreladas a Washington, dos seus políticos e da sua mídia. São os setores que, em 2019, repetem sua velha arenga. E que, em boa medida, estão representados em Brasília. 

Ao longo de sua história, a Petrobras foi defendida pelas vozes progressistas comprometidas com a soberania e o futuro do país. Está na hora, novamente, de se fazerem ouvir.

Este conteúdo foi originalmente publicado na versão impressa (Edição 14) do Brasil de Fato RS. Confira a edição completa.  

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Interessados já podem se inscrever para o Enem

seg, 06/05/2019 - 09:54
Educação As inscrições começam nesta segunda-feira (6) e vão até o dia 17 de maio Redação | A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Valter Campanato/Agência Brasil

Começam nesta segunda-feira (6), as inscrições para o Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. Os interessados podem acessar o site do Inep e se inscrever até o próximo dia 17.

A taxa para fazer as provas é de R$ 85,00 e dever ser paga até 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame. Quem pediu isenção do valor também precisa se inscrever.

O candidato que precisar de atendimento especializado deve fazer a solicitação durante a inscrição. Os pedidos de atendimento por nome social podem ser feitos entre os dias 20 e 24 de maio.

As notas do Enem podem ser usadas para o estudante ter acesso à educação superior, por meio de bolsas de estudo ou de financiamento estudantil. Esse ano, as provas acontecem nos dias 3 e 10 de novembro. 

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Na linha de Bolsonaro, Ratinho ameaça cortar 30% de recursos da UEM

seg, 06/05/2019 - 09:41
Desmonte da Educação Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas podem parar Redação | Reunião do Secretário da Educação. Renato Feder

O vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ricardo Dias Silva, participou, na sexta-feira (3), no Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), de uma reunião de representantes da entidade com o secretário estadual de Educação, Renato Feder. O governo do estado ameaça cortar 30% dos recursos da universidade. Tal medida pode parar as atividades do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas, (Lepac).

Na conversa com o governo, além de falar de alguns números sobre a UEM e da importância da instituição nos cenários nacional e internacional, especialmente quanto à formação profissional e produção científica, o vice-reitor apresentou algumas sugestões ao secretário.

Uma delas é que os editais lançados pela Fundação Araucária para as universidades possam ser direcionados para que sejam atingidas as metas apontadas pelo governo paranaense no tocante à melhoria da Educação.

O vice-reitor também manifestou preocupação quanto à demora na reposição do quadro de professores e agentes universitários e em relação à manutenção da Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios, conhecida por DREM, que, na avaliação das universidades tem gerado efeitos negativos imediatos sobre projetos e demais ações das IES.

Pode fechar

O contigenciamento de recursos preocupa o deputado federal Ênio Verri (PT). No Twitter, ele alertou para os riscos do corte de verbas. “Ratinho retém 30% dos recursos próprios Universidade Estadual de Maringá e vai paralisar o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas, o segundo maior do Paraná, que realiza 10 mil exames de média e alta complexidade e atente a mais de 100 municípios”.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Quem mais sofre com a reforma da previdência?

seg, 06/05/2019 - 09:33
Aposentadoria Mudanças mexem com a vida das pessoas, se passar reforma muita gente nem vai se aposentar Ana Carolina Caldas | Isabel Aparecida Fernandes, aposentada com salário mínimo. Giorgia Prates

Expectativa zero de viver com dignidade 

“Antes do Lula eu recebia de aposentadoria 250 reais, depois que ele ganhou, a primeira coisa que ele fez foi mexer nas aposentadorias, e aí recebi 450 reais. Agora, recebo salário mínimo porque minha aposentadoria é especial, porque me aposentei por que fiquei doente por causa do meu trabalho. 

Eu vivo com salário mínimo, moro com minhas duas irmãs e uma ajuda a outra. Mas seu eu fosse viver só com o meu salário, te garanto que não conseguiria. Eu preciso tomar remédios caros. Agora, com essas ameaças de congelamento do salário mínimo e mudanças na aposentadoria especial, a gente sai do nosso alivio e parece que vamos voltar nos anos 90 que a gente comprava um bife e dividia com a família toda. Agora, o jeito é ir levando porque não está sendo fácil. Minha expectativa é zero para sobreviver com dignidade.” 

Maioria das mulheres do campo não se aposentará 

A trabalhadora rural Solange Parcianello, que está assentada há 27 anos, diz que se a reforma da previdência proposta por Bolsonaro passar, a expectativa é que 80% das mulheres do campo não conseguirão se aposentar mais. “Estamos vivendo outro momento de luta. Já vivemos isso em 1980, 1990 quando lutávamos pelos direitos das mulheres do campo. Hoje a gente está prestes a perder estes direitos. Eu consegui minha aposentadoria faz um ano. Mas muitas mulheres ainda não conseguiram.” 

E ela diz que as mudanças são injustas, principalmente com as mulheres do campo, que trabalham mais. “A agricultora sempre tem muito trabalho. Trabalha na casa, sai para fora, cuida dos animais, da horta, do pomar. E ajuda nas lavouras, nas plantações. A mulher do pequeno agricultor contribui em todas as tarefas. Tem tripla jornada de trabalho.”

Vamos adoecer trabalhando 

“Trabalho como professora há 22 anos. Mas tenho 31 anos com a carteira de trabalho assinada. Minha expectativa como professora era ter estabilidade no emprego, um plano de carreira e uma expectativa de aposentadoria integral após 25 anos de trabalho. A ideia seria me aposentar com salário integral daqui uns 3 anos. Já tenho o tempo de contribuição, mas como professora eu teria que completar os 25 anos. Se passar a reforma, é desesperador, porque provavelmente terei que trabalhar mais uns dez anos.” 

E explica como as professoras têm um trabalho desgastante. “Na sexta feira eu já estou sem voz, as turmas cada vez mais lotadas e condições difíceis de trabalho. Estamos em uma situação de desilusão. Não foi suma vez só que eu pensei em desistir porque vamos adoecer trabalhando.” 

Vejo muita gente com doutorado desempregada

“Desde que me formei na graduação venho aprimorando meus estudos, buscando maior qualificação profissional. Desde que entrei na faculdade de História, os meus sonhos sempre foram muito condizentes as possibilidades que a profissão poderia me oferecer: ser professora no ensino básico ou no ensino superior e também como historiadora num órgão federal, estadual. 

Hoje isso está bastante difícil. O cenário se apresenta cada vez mais complicado para o profissional jovem. Eu, no caso, recém-comecei a trabalhar. Na minha área eu vejo muita gente com doutorado desempregada. E, das três instituições que já dei aula, boa parte fiquei sem ser registrada em carteira. Tenho 32 anos, pouco tempo de contribuição e com essa reforma vejo que a situação fica mais complicada. Vamos trabalhar muito mais, com menos. E, no futuro, uma geração não vai conseguir se aposentar.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Artigo | O nó do preço dos combustíveis

seg, 06/05/2019 - 09:31
Análise O brasileiro ganha em reais, e os reajustes são em dólares Carlos Wagner * | Política de reajuste de preço dos combustíveis do ex-presidente da Petrobras Pedro Parente causou prejuízo de bilhões para a economia Foto: Reprodução

Não preciso ser um gênio em análise de crise para ver que a política implantada pelo então presidente da Petrobras Pedro Parente, em julho de 2017, iria dar rolo, como diz o jargão das redações. Parente alinhou os preços às variações do mercado internacional, que usa o dólar como moeda. Até então, os preços da gasolina, do diesel e, principalmente, do gás de cozinha eram subsidiados pela empresa de uma maneira disfarçada, como evitando, ou atrasando, o repasse para o preço das variações do mercador internacional. A bem da verdade, que se diga que Parente realizou o sonho de muitos ex-presidentes da Petrobras que defenderam o reajuste dos preços dos combustíveis atrelado ao mercado internacional. E nunca conseguiram sucesso, porque, desde os governos militares (1964 a 1985), passado pelos presidentes da República eleitos, usaram os preços dos combustíveis como um dos instrumentos para frear a inflação.

Em 2017, Parente conseguiu atrelar o reajuste dos preços dos combustíveis – diesel, gasolina e gás de cozinha – às variações dos mercados internacionais, porque foi favorecido por uma conjuntura política muito especial. O Brasil era governado pelo presidente da República Michel Temer (MDB – SP). Em 2016, o grupo político de Temer havia tido sucesso em uma conspiração que acabou em impeachment da então presidente da República Dilma Rousseff (PT – RS). Temer era vice de Dilma e assumiu o governo. Na época, diariamente, inundavam as páginas dos noticiários brasileiros casos de corrupção envolvendo a Petrobras, descobertos pela Força-Tarefa da Operação Lava Jato. Parente assumiu a Petrobras com carta branca de Temer para colocar a empresa nos trilhos.

Aqui chegamos ao xis da questão. Nós temos noticiado que o atrelamento dos preços dos combustíveis às variações dos mercados internacionais tem sido benéfico para a saúde econômica da Petrobras. Esse é um dos lados da moeda. Tem o outro. Lembramos que o governo federal tem usado a política de subsídios disfarçada com os preços dos combustíveis por décadas. Ou seja: toda a economia brasileira se acomodou nesse modelo, especialmente o transporte de cargas por caminhões. Mais ainda: a política implantada por Parente tem duas mãos, ela repassa para os combustíveis as subidas e as descidas dos preços internacionais do petróleo. Por operar em forma de cartel, os postos de combustíveis só repassam as altas nos preços, raramente as baixas. A soma disso tudo? Um baita rolo. Em 21 de maio de 2018, os caminhoneiros decretaram uma greve que entrou para a história do Brasil.

A maneira imprudente como foi implantada a nova política de preços dos combustíveis pelo Parente foi o estopim da greve que causou bilhões de prejuízos para a economia do país. Mas não foi a razão do sucesso da paralisação. O sucesso aconteceu porque os empresários do setor de transporte aderiram à greve – investigações da Polícia Federal (PF) apontaram o envolvimento de vários empresários no movimento. Inclusive houve grupos de grevistas que foram bater nos portões dos quartéis, pedindo a volta dos militares ao poder. Nessa greve foi significativa a participação dos militantes da candidatura à presidência da República do atual presidente, Bolsonaro, capitão da reserva do Exército. Os militantes de Bolsonaro não cometeram crime algum. Aproveitaram a oportunidade, faz parte do jogo político. Tudo isso que contei é passado. Então, qual é a novidade? Foi esquecida pelos conteúdos dos noticiários de jornais, TVs, rádios e sites. Portanto, estamos contando uma história pela metade para o nosso leitor. Vejamos: é presença nos noticiários a lembrança que os caminhoneiros podem parar. A ameaça é real. Mas ela só acontece se donos das transportadoras romperem com o Bolsonaro. Uma lembrança: a grande maioria dos empresários são pequenos e médios. Portanto, gente de paciência curta. Hoje, eles pagam um combustível reajustado pelos preços dos mercados internacionais. E tem uma tabela de preços do frete que é uma ficção, porque existe oferta de caminhões e carência de cargas. Como manda a lei de mercado, o dono da carga coloca o preço.

A situação é essa. Eu insisto que temos que lembrá-la ao nosso leitor. E não precisamos, aliás não tem como fazer, escrever um “paper” em cada matéria. Mas podemos colocar frases que lembram esse contexto, tipo: recebemos em reais e pagamos os combustíveis em dólar – moeda usada pelos mercados internacionais. Esse é o nó da questão. É simples assim.

* Carlos Wagner é repórter, graduado em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Trabalhou como repórter investigativo no jornal Zero Hora (RS, Brasil) de 1983 a 2014. Recebeu 38 prêmios de Jornalismo, entre eles, sete Prêmios Esso regionais.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Transformando lixo em currículo: conheça a brasileira indicada ao "Nobel da Educação"

seg, 06/05/2019 - 08:19
Educação Débora Garofalo, professora da rede pública de São Paulo, foi eleita uma das dez melhores professoras do mundo Igor Carvalho | Para a professora, é preciso compreender as origens da violência nas escolas de periferias Divulgação / Débora Garofalo

Às costas da Favela do Alba, no bairro do Jabaquara, zona sul de São Paulo (SP), está a Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Ary Parreiras. Como quase todas as escolas da periferia paulistana, está cercada por grades e portões altos. Por uma entrada lateral, a porta se abre.

-- Vocês vieram ver a professora?

Com tantas docentes na unidade, a pergunta poderia soar vaga ou redundante. Porém, desde que Débora Garofalo foi indicada ao Global Teacher Prize, considerado o “Nobel da Educação”, como uma das dez melhores professoras do mundo, ela tem sido procurada com frequência por alunos, pais, moradores da comunidade e curiosos.

O prêmio, vencido por Peter Tabichi, professor de ciências sociais da zona rural do Quênia, trouxe visibilidade para Garofalo, mas também para os estudantes. “As crianças estão se sentindo orgulhosas de terem chego tão longe, diante de uma realidade tão difícil. A gente não fica igual quando entra numa premiação desse tipo. Saímos muito diferentes. Isso me fortalece a querer lutar e transformar a educação desse país”, afirma a professora.

Trajetória

Ainda criança, Garofalo ganhou uma lousa de presente de sua mãe. Começou ali o desejo de ser professora. “Eu adorava ensinar os meus colegas da minha rua e da sala de aula também”, lembra. A docente foi indicada após os organizadores do prêmio conhecerem o projeto “Robótica com sucata”, desenvolvido na EMEF Ary Parreiras.

“O projeto ‘robótica com sucata’ nasceu da necessidade de transformar a vida dessas crianças da periferia de São Paulo. Quando eu vim pra essa comunidade, encontrei tudo diferente do que havia visto nos meus quatorze anos de docência. Crianças que não têm ainda o saneamento básico, residem na beira do córrego, com casa muito simples, casa de madeira, mas com violência e tráfico de drogas muito presente na vida delas”, explica Garofalo.

O projeto desenvolvido pela professora consiste em tirar das ruas da comunidade lixo reciclável e adaptá-lo para a robótica. “Decidi transformar o lixo em currículo”, conta Garofalo, que antes da implementação do programa teve que convencer os alunos: ansiosos por terem contato com os computadores, eles não queriam sair da escola.

“Eles [estudantes] começaram a ir às ruas para recolher lixo e construíram o primeiro protótipo, que foi um carrinho movido a balão de ar e virou uma febre na escola. No dia seguinte, muitas crianças levaram materiais recicláveis querendo reproduzir o protótipo”, comemora Garofalo. Desde então, os estudantes construíram helicópteros, máquinas de refrigerantes e carros de corrida em miniatura.

Após três anos desde o início do projeto, a professora afirma ter tirado, com os alunos, uma tonelada de lixo reciclável das ruas da comunidade. Com o sucesso de “Robótica com sucata”, a docente conseguiu verba para organizar feiras de ciência e também garantiu audiência de pais e estudantes em aulas públicas, que são realizadas dentro da unidade.

Arma na mão de professor?

No dia 13 de março deste ano, dois alunos cometeram um atentado a tiros na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. O episódio fomentou o debate sobre violência nas unidades de ensino. Para Garofalo, é preciso compreender as origens do problema.

"Os meus alunos praticam a violência pelo próprio meio. A primeira ação que eu fiz com os alunos aqui na escola foi pedir para fazer uma pesquisa sobre a comunidade, e eu confesso que eu me arrependi muito, porque eu não soube lidar com o resultado que eles encontraram na internet sobre o próprio bairro", conta. "Eles viam muita gente morta, e eu comecei naquele desespero pedir para fechar a pesquisa, e vi que era natural. O jeito que eles viam a morte é algo que me chocou muito", analisa.

O senador Major Olimpio (PSL-SP) sugeriu, após a chacina na escola em Suzano, que professores fossem armados para revidar possíveis ataques de alunos. Garofalo rechaça a proposta do parlamentar. “Nunca. A minha maior arma é o conhecimento que eu posso aprender com os alunos e também transmitir a eles. Eu não acredito numa educação que precise de força para ser imposta. Acredito numa educação que precisa ser fomentada e compartilhada", finaliza.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Previsão do tempo para segunda-feira (06)

seg, 06/05/2019 - 02:00
Clima Saiba como estará a temperatura nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional de Rádio | Previsão do tempo Karina Ramos | Brasil de Fato

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Governo pede liberação da publicidade infantil e Conanda reage

dom, 05/05/2019 - 10:02
Consumo Medida é critica também por pesquisadores, que destacam poder simbólico do incentivo ao consumo Cristiane Sampaio | Pesquisas nacionais e internacionais apontam que publicidade direcionada a crianças compromete o desenvolvimento psicossocial Agência Brasil/Arquivo

A liberação da publicidade direcionada a crianças voltou ao debate público no Brasil. O pontapé para o retorno da discussão veio do governo federal, que solicitou, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, uma revisão da norma que veta a publicidade infantil e o uso de personagens infantis em anúncios comerciais.

O pedido foi encaminhado ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) por meio de uma nota técnica assinada pelo diretor de Formação, Desenvolvimento e Fortalecimento da Família, Paulo Tominaga, em março deste ano. Em abril, após ser oficialmente notificado, o colegiado emitiu, em resposta ao Ministério, um documento que se contrapõe à manifestação da pasta.  

Na exposição de motivos, o Conanda sublinha que a Resolução nº 163, que proíbe conteúdos publicitários dirigidos a crianças e foi editada pelo colegiado em 2014, está respaldada pelo artigo 227 da Constituição Federal. O dispositivo prevê que os direitos de crianças e adolescentes devem ser promovidos e protegidos pelo Estado, pela família e pela sociedade.

A colocação rebate um dos argumentos utilizados pelo governo na nota técnica, segundo a qual essa competência seria exclusivamente da família, não cabendo a intervenção do poder público.  

“Nessa questão do direcionamento de publicidade não é diferente: tanto o Estado quanto a família e a sociedade têm responsabilidade para colocar a criança a salvo desse tipo de assédio mercadológico. Então, nós entendemos ser uma constatação equivocada [a do Ministério] e que não observa a nossa Carta Magna”, afirma o coordenador de relações governamentais do Instituto Alana, Renato Godoy.

A entidade, que atua há mais de dez anos no tema, é uma das representantes da sociedade civil que têm assento no Conanda.  

O posicionamento do Conselho também está alinhado com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda qualquer tipo de exploração desse público. O Conanda afirma que a publicidade dirigida ao segmento costuma violar a norma ao desrespeitar a condição de desenvolvimento de crianças e adolescentes e estimular problemas como o consumismo, a erotização precoce, os transtornos alimentares e comportamentais, entre outros.

Renato Godoy salienta que a orientação também se apoia no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A legislação veta publicidade enganosa ou abusiva, o que inclui as que se aproveitam do pouco discernimento da criança para vender produtos ou práticas de consumo. Por esse motivo, as campanhas publicitárias somente podem ser dirigidas aos pais.

O entendimento tem jurisprudência consolidada no Brasil. Em 2016, por exemplo, a publicidade infantil foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento de uma ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que questionava uma campanha para promoção de panetones.  

Os produtos vinham acompanhados de relógios de um personagem infantil e, por isso, tinham apelo mercadológico direcionado a crianças. Na ocasião, a empresa foi condenada a pagar R$ 300 mil de indenização.  

“Reflexão crítica”

Outro argumento utilizado pelo governo no pedido de revisão da norma é o de que seria fundamental as crianças aprenderem a lidar com a publicidade e desenvolverem uma “reflexão crítica sobre a vida essas influências externas”.

Renato Godoy sublinha que o entendimento do ministério vai de encontro ao conhecimento já consagrado por especialistas do Brasil e do mundo de que o consumo de publicidade na infância é prejudicial ao desenvolvimento.  

“Nós entendemos ser um sofisma, uma afirmação que não condiz com a realidade. Não há qualquer evidência empírica desse benefício de a criança entrar em contato com a publicidade. Ao contrário, temos inúmeras evidências de que a exposição delas à publicidade e aos estímulos consumistas traz uma série de consequências negativas pro desenvolvimento biopsicossocial. Publicidade não é educação”, sustenta o coordenador.   

Pesquisas

A professora Inês Vitorino, vice-coordenadora do Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia da Universidade Federal do Ceará (LabGrim/UFC), também contrapõe as premissas apresentadas pelo governo.

Ela destaca que, ao questionar a norma que proíbe a publicidade infantil, o ministério deixou de observar as diferentes pesquisas que versam sobre o tema, incluindo as que foram financiadas pelo próprio Estado brasileiro. Entre elas, está um estudo financiado pelo Ministério da Justiça em 2014 para averiguar os impactos do consumo da publicidade por crianças de 9 a 11 anos.  

Coordenada pelo LabGrim, a pesquisa entrevistou moradores de todas as regiões do país e identificou que os anúncios chegavam a provocar, por exemplo, conflitos entre pais e filhos; competição e violência entre crianças; sentimentos de frustração, tristeza e ira; além de desejo de consumo ligado a uma necessidade de aceitação entre grupos sociais.  

"A publicidade, com muita perspicácia, dentro de uma lógica mercadológica, vende a essa criança que o produto vai trazer a alegria, a amizade de um colega, o amor e o reconhecimento das pessoas por ela e que ela precisa ter mais, mais e mais. É uma abordagem que desvirtua inteiramente o processo formativo”, analisa Inês Vitorino.

O estudo traz, entre diferentes orientações, a necessidade de atuação do Estado no que se refere ao acesso de crianças e adolescentes à comunicação de mercado. A vice-coordenadora do LabGrim ressalta que a intervenção estatal nessa área tem referência mundial.  

“Ao nível internacional, a maior parte dos países considerados democráticos tem processos de regulamentação muito fortes em relação à publicidade, alguns mais, outro menos, porque isso depende de disputas de interesse de mercado nessas várias sociedades. Cada país encontrou seu caminho, suas formas de lidar com essa situação”, afirma. 

Na região do Quebec, no Canadá, por exemplo, campanhas dessa natureza foram proibidas desde os anos 1980, em um processo que venceu o lobby de fabricantes de brinquedos e da indústria alimentícia. Países como Argentina, Inglaterra, França, Alemanha e Suécia também impõem restrições à publicidade infantil, com base no indicativo científico de que a prática tem efeitos danosos no desenvolvimento das crianças.

Diante disso, Inês Vitorino afirma que, além de dar um passo para trás, o Brasil tende a se colocar na retaguarda do mundo democrático caso decida banir a norma que proíbe a publicidade infantil.

“Eu pergunto: a quem serve essa lógica? É à lógica da criança ou à do mercado publicitário? É extremamente importante que a sociedade brasileira esteja atenta aos riscos que significam retirar a proteção legal que a criança hoje tem em relação ao direcionamento de publicidade pra ela”, defende a professora.

Ministério

O Brasil de Fato procurou ouvir o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos a respeito do tema e também especificamente sobre o posicionamento oficial emitido pelo Conanda, mas não houve retorno da assessoria de imprensa da instituição. 

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

A tabela do Sport na Série B 2019

dom, 05/05/2019 - 09:00
FUTEBOL Leão da Ilha do Retiro sonha em voltar à Série A Da Redação | Equipe do técnico Guto Ferreira busca os 63 pontos para garantir vaga na Série A Sport Recife

Tentando se recuperar de uma crise financeira, o Sport joga oito rodadas antes da parada para a Copa América, em junho. De acordo com a média histórica, o Leão - comandado por Guto Ferreira - precisa superar os 63 pontos para garantir a vaga no G4 que sobe para a Série A 2020. Em novembro os rubro-negros encerram a competição com uma sequência dura: Vila Nova-GO, Ponte Preta-SP e Atlético-GO.

Confira a tabela na íntegra:

1ª rodada  | Sex, 26/Abr: Sport 1x1 Oeste-SP
2ª rodada  | Seg, 06/Mai: Bragantino-SP x Sport
3ª rodada  | Sáb, 11/Mai: Sport x Figueirense-SC
4ª rodada  | Dom, 19/Mai: América-MG x Sport
5ª rodada  | Sex, 24/Mai: Sport x Londrina-PR
6ª rodada  | Sáb, 1º/Jun: Operário-PR x Sport
7ª rodada  | Sáb, 08/Jun: Sport x Vitória-BA
8ª rodada  | Ter, 11/Jun: Sport x CRB-AL
- Intervalo para a Copa América - 
9ª rodada  | Sáb, 13/Jul: São Bento-SP x Sport
10ª rodada | Sáb, 20/Jul: Cuiabá-MT x Sport
11ª rodada | Ter, 23/Jul: Sport x Brasil de Pelotas-RS
12ª rodada | Sáb, 27/Jul: Paraná-PR x Sport
13ª rodada | Ter, 30/Jul: Sport x Guarani-SP
14ª rodada | Sáb, 03/Ago: Sport x Coritiba-PR
15ª rodada | Sáb, 10/Ago: Criciúma-SC x Sport
16ª rodada | Sáb, 17/Ago: Sport x Botafogo-SP
17ª rodada | Ter, 20/Ago: Vila Nova-GO x Sport
18ª rodada | Sáb, 24/Ago: Ponte Preta-SP x Sport
19ª rodada | Ter, 27/Ago: Sport x Atlético-GO
20ª rodada | Sáb, 31/Ago: Oeste-SP x Sport
21ª rodada | Sáb, 07/Set: Sport x Bragantino-SP
22ª rodada | Sáb, 14/Set: Figueirense-SC x Sport
23ª rodada | Sáb, 21/Set: Sport x América-MG
24ª rodada | Ter, 24/Set: Londrina-PR x Sport
25ª rodada | Sáb, 28/Set: Sport x Operário-PR
26ª rodada | Sáb, 05/Out: Vitória-BA x Sport
27ª rodada | Ter, 08/Out: CRB-AL x Sport
28ª rodada | Sáb, 12/Out: Sport x São Bento-SP
29ª rodada | Ter, 15/Out: Sport x Cuiabá-MT
30ª rodada | Sáb, 19/Out: Brasil de Pelotas-RS x Sport
31ª rodada | Sáb, 26/Out: Sport x Paraná-PR
32ª rodada | Sáb, 02/Nov: Guarani-SP x Sport
33ª rodada | Ter, 05/Nov: Coritiba-PR x Sport
34ª rodada | Sáb, 09/Nov: Sport x Criciúma-SC
35ª rodada | Ter, 12/Nov: Botafogo-SP x Sport
36ª rodada | Sáb, 16/Nov: Sport x Vila Nova-GO
37ª rodada | Sáb, 23/Nov: Sport x Ponte Preta-SP
38ª rodada | Sáb, 30/Nov: Atlético-GO x Sport

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Semiárido Brasileiro é tema no Programa Brasil de Fato

sab, 04/05/2019 - 15:34
Rádio Entrevista com Alexandre Pires, integrante da ASA e do Centro Sabiá, é destaque Da Redação | Alexandre Henrique Pires é integrante da Articulação Semiárido Brasileiro e do Centro Sabiá Fátima Pereira

O Programa Brasil de Fato Pernambuco da última sexta-feira (03) trata sobre o semiárido brasileiro. Em entrevista, Alexandre Henrique Pires, coordenador do Centro Sabiá e integrante da coordenação executiva da Articulação Semiárido Brasileito (ASA), falou sobre a definição de semiárido no Brasil e o surgimento e atuação da ASA, além de comentar a atual situação do governo federal em termos de políticas de convivência com o semiárido. 

Alexandre pontua que, desde 2016 há um corte severo nos investimentos do programa de cisternas com o qual a ASA atua. "Até o momento, o atual governo não fez nenhum aceno para diálogo com a gente da ASA para construir o programa, então a perda no ponto de vista político é muito grande", disse.

Também nesta edição, é possível acompanhar a tradicional conexão com a Rede Lula Livre, diretamente de Curitiba, com informações sobre as mais recentes visitas que  Lula recebeu, além de falar sobre as futuras entrevistas que o ex-presidente irá conceder.

O programa traz, ainda, reportagem especial  sobre o geógrafo brasileiro Milton Santos, que completaria 93 anos nesse dia 03 de maio.

Você pode acompanhar o programa de segunda a sexta, pela Rádio Clube 720 AM, das 14h às 15h, pelo site: radio.brasildefato.com.br ou pelo aplicativo do Brasil de Fato, disponível na Google Play.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Profissionais do Mais Médicos anunciam paralisação no dia  8 em São Paulo

sab, 04/05/2019 - 12:50
Saúde Prefeitura da cidade não renovou contratos de cerca de 50 médicos do programa Redação | Médicos pedem um posicionamento da prefeitura de São Paulo Karina Zambrana/ASCOM

Profissionais do programa Mais Médicos, que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na cidade de São Paulo, vão paralisar os atendimentos na próxima quarta-feira (8). Os médicos pedem um posicionamento da prefeitura em relação à renovação de cerca de 50 contratos. 
Em carta aberta à população, os profissionais afirmam que, até o momento, a administração municipal não deu "nenhuma resposta concreta”.
Eline Ethel é uma das trabalhadoras do programa. Segundo a médica, “a prefeitura não está demonstrando interesse em renovar os contratos. Isso gera muita angústia principalmente nos pacientes”. Segundo ela, os médicos que participam do programa realizam 8 mil atendimentos por mês em São Paulo.
“No dia 8 de maio vamos fazer uma paralisação para pedir uma resposta para podermos falar com nossos pacientes”, explica. Os profissionais atuam na atenção básica e na estratégia de atendimento à família. 
De acordo com o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), a não renovação dos profissionais pode piorar o atendimento na cidade, tendo em vista que “o quadro de profissionais já é deficitário na Atenção Primária à Saúde (APS)”. A entidade destaca ainda que “a população não pode arcar com o ônus de não ter esses profissionais. Caso os contratos não sejam renovados, os moradores das periferias serão os mais prejudicados”.
A paralisação dos profissionais do programa Mais Médicos será realizada na próxima quarta-feira, dia 8 de maio, quando ocorrerá um ato em frente à Secretaria da Saúde, às 9h.

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Na esteira dos cortes do MEC, UFRJ, Colégio Pedro II e IFRJ tem orçamento reduzido

sab, 04/05/2019 - 11:43
EDUCAÇÃO UFRJ terá cortes de 41%, o maior previsto nas universidades até agora; IFRJ tem recursos para funcionar até agosto Clívia Mesquita | De acordo com Roberto Leher, reitor da UFRJ, o corte de 41% do orçamento significa como se “o fim do ano tivesse sido antecipado" Divulgação

Após o Ministério da Educação anunciar corte de 30% no repasse de verbas do governo federal em todas as universidades e institutos federais do país, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) constatou um percentual maior de desconto no orçamento: serão repassados 41% a menos, o mesmo que R$ 141 milhões.

De acordo com Roberto Leher, reitor da UFRJ, a medida tem tamanha dimensão para a instituição que significa como se “o fim do ano tivesse sido antecipado”. O reitor ainda afirmou que as consequências para a instituição podem aparecer nas próximas semanas.“Como a UFRJ é uma universidade grande e tem um gasto fixo de limpeza maior que as demais, e considerando que ela já vem operando em déficit muito grande, esse bloqueio impede que a UFRJ pague terceirizados”, disse.

Também no Rio de Janeiro, o Colégio Pedro II (CPII) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ) tiveram parte dos orçamentos bloqueados para ensino neste ano. 

A Pró-reitoria de Planejamento e Administração (PROAD) do IFRJ confirmou corte de 32,6% dos recursos, que representa mais de R$ 16 milhões. A instituição apontou, em nota, medidas para garantir o funcionamento até o final do ano como a suspensão de capacitação e concessão de bolsas em projetos de pesquisa. "Se escalonarmos o recurso total, nos faz perceber que teremos recursos para manter o IFRJ apenas até o mês de agosto de 2019", disse a instituição em comunicado.

Com cerca de 13 mil alunos da educação básica ao ensino médio, além da Educação de Jovens e Adultos (Proeja), o CPII vai perder mais de R$ 18 milhões para gastos de custeio em 2019, o mesmo de 36% do orçamento. Em nota assinada pelos Diretores-Gerais do colégio, a redução representa “implicações devastadoras”, “danosas consequências para a manutenção” da instituição e inviabiliza o planejamento elaborado anteriormente.

Para Leandro Vendramin, professor de sociologia da unidade Tijuca do Colégio Pedro II, existe uma preocupação muito grande porque os cortes devem penalizar os trabalhadores terceirizados que dependem dos contratos firmados com empresas responsáveis pelos serviços de manutenção do prédio, alimentação e segurança. "Inviabilizar o funcionamento da escola pode ser o objetivo do governo, enfraquecer as instituições", afirmou em entrevista ao Brasil de Fato

"Fora as contas de água, luz, então é possível que isso tudo paralise. Imagino que não tenha como escolher entre o que pagar. Todos os projetos de iniciação científica, artística, cultural. Apesar da dificuldade, a escola tem tocado as coisas básicas. Em pouco tempo, se não tiver manutenção os problemas se acumulam e o prédio fica inviável", conta. Na próxima quarta-feira (8) está marcada uma assembleia dos servidores técnicos e docentes do CPII sobre a mobilização nacional da educação dia 15 de maio. 

O Colégio Pedro II, fundado em 1837, é a única escola de ensino básico federal do país e conta com 14 campi no Rio de Janeiro. De acordo com Oscar Halac, reitor do CPII, a instituição tem vivenciado ao longo dos últimos cinco anos contingenciamento de gastos e hoje se encontra no limite de financiamento.

“Um governo eleito democraticamente com ampla maioria de votos e com firme propósito de atender às demandas sociais do povo brasileiro não tomará uma atitude que por certo – dado o valor do bloqueio, levará à paralisação das atividades educacionais nos Institutos Federais e nas Universidades”, escreveu Halac em nota publicada nesta sexta-feira (3).

Após gerar reações contrárias ao citar somente cortes na Universidade Federal Fluminense (UFF), na Universidade de Brasília (UnB) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Ministro da Educação Abraham Weintraub anunciou que todas as universidades e institutos federais estavam incluídos no corte de 30%. Todas as três universidades sediaram ou sediarão eventos da União Nacional dos Estudantes (UNE) como a Bienal da UNE, o Encontro de Negras e Negros da Une (Enune) e o Congresso da Une (Conune), que vai acontecer em julho em Brasília. 

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição Minas Gerais 04/05/2019

sab, 04/05/2019 - 10:12
RÁDIO Tem tarifa mais cara no metrô, menos dinheiro para Censo 2020, adeus à Madrinha do Samba e muito mais Redação |

Neste domingo (05), andar de metrô na Grande BH fica mais caro!  Após 13 anos a R$ 1,80, a tarifa sobe para R$2,40. Depois, a cada dois meses, o preço da passagem vai ser reajustado, até chegar a R$ 4,25 em março de 2020. As mulheres vão ser mais prejudicadas, por serem as principais usuárias do metrô e as mais afetadas pela informalidade, trabalho autônomo e trabalho não remunerado. Nessas modalidades, não há um empregador que arque com os custos do transporte.

E 2020 é ano de Censo do IBGE. A pesquisa é fundamental para entender o país e planejar as políticas públicas. Porém, o governo federal anunciou um corte de 25% na verba do Censo 2020. Com isso, deve cair o número de recenseadores e questionários.

E o Brasil dá adeus a Beth Carvalho, a Madrinha do Samba. Aos 72 anos, a intérprete e compositora faleceu na última terça-feira (30) no Rio de Janeiro. Deixa como legado uma vasta obra gravada e uma trajetória de luta pela democracia no Brasil. 

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato

Veja a tabela do Santa Cruz na Série C 2019

sab, 04/05/2019 - 10:00
FUTEBOL Equipe Coral encerra a fase de grupo contra o Náutico, nos Aflitos Da Redação | O Tricolor é colocado mais uma vez entre os favoritos a voltar à Segundona CoralNet

O Santa Cruz amarga mais um ano na Série C. O Tricolor, no entanto, é colocado mais uma vez entre os favoritos a voltar à Segundona do Brasileiro. Em 2018 a Cobra Coral caiu diante do Operário-PR no mata-mata e deu adeus ao sonho de deixar a Terceirona. Este ano o Grupo A tem apenas clubes do Nordeste. As equipes jogam partidas de ida e volta, totalizando 18 rodadas, que se estendem até agosto. Em setembro os quatro melhores colocados passam à fase mata-mata, quando enfrentam equipes do Grupo B (formado por clubes das regiões Norte, Sudeste e Sul). Nesse primeiro mata-mata, quem passar já tem vaga assegurada na Série B.

Confira a tabela do Santa Cruz na Série C:

1ª rodada  | Seg, 29/Abr: Santa Cruz 2x2 Treze-PB
2ª rodada  | Dom, 05/Mai: Ferroviário-CE x Santa Cruz
3ª rodada  | Dom, 12/Mai: Botafogo-PB x Santa Cruz
4ª rodada  | Sáb, 18/Mai: Santa Cruz x Sampaio Corrêa-MA
5ª rodada  | Sáb, 25/Mai: Santa Cruz x ABC-RN
6ª rodada  | Sáb, 1º/Jun: Imperatriz-MA x Santa Cruz
7ª rodada  | Dom, 09/Jun: Santa Cruz x Confiança-SE
8ª rodada  | Seg, 17/Jun: Globo-RN x Santa Cruz
9ª rodada  | Dom, 23/Jun: Santa Cruz x Náutico
10ª rodada | Sáb, 29/Jun: Treze-PB x Santa Cruz
11ª rodada | Sáb, 06/Jul: Santa Cruz x Ferroviário-CE
12ª rodada | Sáb, 13/Jul: Santa Cruz x Botafogo-PB
13ª rodada | Sáb, 20/Jul: Sampaio Corrêa-MA x Santa Cruz
14ª rodada | Sáb, 27/Jul: ABC-RN x Santa Cruz
15ª rodada | Sáb, 03/Ago: Santa Cruz x Imperatriz-MA
16ª rodada | Sáb, 10/Ago: Confiança-SE x Santa Cruz
17ª rodada | Sáb, 17/Ago: Santa Cruz x Globo-RN
18ª rodada | Dom, 25/Ago: Náutico x Santa Cruz

Q1 - (1º do Grupo A) _________ x _________ (4º do Grupo B)
Q2 - (2º do Grupo A) _________ x _________ (3º do Grupo B)
Q3 - (1º do Grupo B) _________ x _________ (4º do Grupo A)
Q4 - (2º do Grupo B) _________ x _________ (3º do Grupo A)

S1 - (Vencedor Q1) _________ x _________ (Vencedor Q2)
S2 - (Vencedor Q3) _________ x _________ (Vencedor Q4)

F - (Vencedor S1) _________ x _________ (Vencedor S2)

Campeão da Série C 2019: _________
Vice-Campeão: _________

(function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
Categorias: Brasil de Fato