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Atualizado: 10 minutos 42 segundos atrás

Confira a edição desta quinta-feira (11) da Rede Lula Livre

qui, 11/10/2018 - 10:53
Rádio Nossa programação vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras Redação | Com alimentos doados, são preparadas refeições para mais de 200 pessoas na Vigília Lula Livre Lia Bianchini

Nesta quinta-feira Lula receberá a visita dos jornalistas Mino Carta e Fernando Morais, que foram impedidos de ver o ex-presidente na última semana. A edição desta quinta-feira também mostra um pouco mais da organização da Vigília Lula Livre, que prepara diariamente refeições para cerca de 200 pessoas. Todos os alimentos são doados e o gostinho é de solidariedade.

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato.

Ouça o Boletim Diário da Rede Lula Livre:

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Justiça do Peru ordena prisão de Keiko Fujimori por lavagem de dinheiro

qui, 11/10/2018 - 10:44
Corrupção Keiko Fujimori é fundadora e líder do partido Força Popular e concorreu à presidência do Peru em 2011 e 2016 Opera Mundi | Keiko Fujimori é acusada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Odebrecht Wikimedia Commons

A Justiça do Peru ordenou, nesta quarta-feira (10), a prisão preventiva de Keiko Fujimori, líder do partido de direita Força Popular e filha do ex-ditador Alberto Fujimori.

A política é acusada de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e ficará presa por 10 dias, até nova decisão do Judiciário.

As acusações contra Keiko tratam de verbas recebidas pelo partido para financiar a campanha presidencial dela em 2011. De acordo com o Ministério Público, o partido teria recebido doações ilícitas da construtora Odebrecht.

Outros 19 suspeitos também foram detidos pela Justiça, incluindo os ex-ministros Jaime Yoshiyama e Augusto Bedoya, por suposto envolvimento no caso.

Keiko é filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000. É fundadora e líder do partido fujimorista Força Popular. Segundo a advogada de Keiko, "não existem argumentos válidos" para explicar a decisão da justiça.
 

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Haddad e Bolsonaro: O que está em jogo para o Brasil?

qui, 11/10/2018 - 10:10
ELEIÇÕES Saiba mais sobre o candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro que disparou nas pesquisas, Wilson Witzel Redação | O tabloide é distribuído nas estações de trens e metrô na Central do Brasil, Pavuna, Coelho Neto e nas barcas em Niterói toda quinta-feira Foto: Brasil de Fato

No próximo dia 28 de outubro o Brasil  viverá a segunda etapa da corrida eleitoral rumo ao Palácio do Planalto, com a realização do segundo turno. Os eleitores terão que escolher entre o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o candidato Jair Bolsonaro (PSL) que tem mandato de deputado federal. Nesta edição do Brasil de Fato, os leitores saberão quem são eles, quais propostas defendem e o que fizeram quando ocuparam um cargo público.

Ainda sobre o processo eleitoral, nesta edição é possível conferir mais sobre o candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro que disparou nas pesquisas, Wilson Witzel.

E mais, as candidatas do campo progressista que conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados.

No esporte, a venda de Lucas Paquetá por R$ 100 milhões que trará um alívio para os cofres do Flamengo.

E a programação cultural do Rio de Janeiro para o feriado e final de semana!

A versão impressa do nosso tabloide é distribuída de forma gratuita nas estações de trens e metrô na Central do Brasil, Pavuna e Coelho Neto, além da estação das barcas em Niterói todas às quintas-feiras a partir das 5h. Você também pode ler a versão online no link: Brasil de Fato RJ

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Eleição de Ratinho Jr. mantém grupo de Richa no governo

qui, 11/10/2018 - 09:46
Eleições 2018 Com duas candidaturas, grupo que governa Paraná há décadas vence no primeiro turno Redação | Ratinho foi secretário de Richa e não houve polarização aqui no Paraná com a oposição. Divulgação

O candidato Ratinho Júnior (PSD) venceu a eleição para o governo do Paraná, no primeiro turno, com 60% dos votos válidos. Cida Borghetti (PP) ficou em segundo lugar, com 15%. João Arruda e Dr.Rosinha ficaram com 13% e 8,6%, respectivamente. Destaque para votos brancos, nulos e abstenções que chegaram a 30% do total do eleitorado. 

Para Clodomiro Bannwart, professor de Ética e Filosofia Política da Universidade Estadual de Londrina, “a eleição de Ratinho Jr confirma as pesquisas e, do meu ponto de vista, confirma também a manutenção de um grupo no governo, o grupo de Beto Richa. Ele explica que Ratinho foi secretário de Richa e não houve polarização aqui no Paraná com a oposição. “Esse grupo teve duas perspectivas (Ratinho e Cida) e sai vitorioso. Mesmo que tenhamos uma derrota da pessoa do Beto Richa ao Senado, o grupo dele sai vitorioso”, disse em entrevista à Folha de Londrina. 

Novo governador 

Ratinho Jr. estreou na política com 21 anos, como deputado estadual. Em 2006, concorreu a deputado federal e conquistou uma vaga na Câmara Federal. Foi reeleito em 2010. Dois anos depois tentou ser prefeito de Curitiba. Após a derrota, foi secretário estadual de Desenvolvimento Urbano no primeiro governo do tucano Beto Richa. Em 2014, elegeu-se deputado estadual e assumiu novamente a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Richa. 

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Editorial | Bolsonaro = repressão contra o povo!

qui, 11/10/2018 - 09:32
Eleições 2018 Para andarmos seguros nas ruas, é preciso não eleger o ódio e sim melhorar a economia e valorizar os trabalhadores. Redação | O candidato Bolsonaro apresenta a segurança como sua principal pauta, mas destinou apenas 0,3% de seu orçamento na área. Latuff

Logo depois do resultado da apuração das urnas, no dia 7, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que irá “botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”. No mesmo dia, o mestre de capoeira Moa de Katendê, de 63 anos, foi assassinado na Bahia com doze facadas em seu corpo. No centro de Curitiba, um carro foi atirado contra o cineasta Guilherme Daldin, que vestia uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula. Na terça-feira, um estudante da UFPR foi brutalmente ferido por um grupo de 15 pessoas que gritavam apoio à Bolsonaro. Na mesma ocasião, a Casa da Estudante Universitária (CEUC) e a biblioteca da universidade também foram depredadas.

Em 28 de outubro haverá o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. São menos de três semanas para o domingo em que, nas urnas, o povo brasileiro deverá escolher entre dois projetos de país. A cada dia fica mais evidente o que está em jogo. O candidato Bolsonaro apresenta a segurança como sua principal pauta, mas destinou apenas 0,3% de seu orçamento na área, ao mesmo tempo em que incentiva a violência. Para andarmos seguros nas ruas, é preciso não eleger o ódio e sim melhorar a economia e valorizar os trabalhadores. Por isso, neste momento, o voto em Haddad é necessário para a defesa de nossas vidas.

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Musical Bichos de Cá mostra a fauna brasileira com ritmos populares no Recife

qui, 11/10/2018 - 09:00
TEATRO O espetáculo é uma das opções para comemorar o Dia das Crianças Da Redação | Cada animal da fauna brasileira tem sua história contada de acordo com o ritmo popular da sua região Morgana Narjara

O espetáculo Bichos de Cá, do grupo Nhambuzim, é uma das opções que cabem no bolso para comemorar Dia das Crianças neste final de semana. O grupo deu início a temporada no Recife no dia 6 de outubro e fará suas últimas apresentações na CAIXA Cultural Recife, nesta sexta-feira (12) e sábado (13). O musical infantil conta sobre as espécies da fauna brasileira a partir de manifestações da cultura popular, misturando folclore e questões de meio ambiente. As canções são tocadas no ritmo característico da região onde o animal vive, em um repertório autoral.

Na sexta haverá oficina de musicalização infantil, para aprender jogos musicais inspirados nos sons e movimentos dos animais e nos ritmos brasileiros, exercitando a coordenação motora e a escuta com o repertório do show. A oficina tem inscrições gratuitas, que podem ser feitas pelo e-mail gentearteirape@gmail.com ou pelo número (81) 3425-1906.

Há mais de 10 anos, o grupo Nhambuzim trabalha o universo musical e poético do Brasil misturando instrumentos musicais como o piano e a viola caipira, reinventando ritmos e buscando novas formas de propagar as tradições populares brasileiras ao grande público.

As apresentações acontecem na sexta (12), às 17h, e no sábado (13), às 14h30 e às 17h. Os ingressos custam R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia). A CAIXA Cultural Recife fica na Praça do Marco Zero, Bairro do Recife.

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II Escola de Formação Antimanicomial acontece em pernambuco

qui, 11/10/2018 - 09:00
Na Luta Primeiro encontro é aberto ao público, e discute os impactos do Golpe no SUS e na Política de Saúde Mental Marcos Barbosa | Para mais informações, os interessados podem entrar em contato através do e-mail: libertandosubjetividades@gmail.com Divulgação

A escola, voltada para usuárias e usuários dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial de Pernambuco, será formada por cinco etapas que acontecerão quinzenalmente, às terças-feiras, a partir do dia 16/10. No entanto, a primeira etapa será um módulo aberto para todo o público, sem a necessidade de inscrição, no dia 16/10 às 13h30, com o tema "O Golpe e os impactos no SUS e na Política de Saúde Mental no Brasil", facilitado por Léa Lins, Itamar Lages e Moisés Ferreira.

O encontro acontece no auditório do SINDSEPRE, na Rua Dom Pedro Henrique, 197, Santo Amaro (próximo ao edifício da Celpe). As demais etapas, apenas para as pessoas inscritas, acontecerão nos dias 30/10, 13/11 ,27/11 e 11/12, durante todo o dia. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato através do e-mail: libertandosubjetividades@gmail.com

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Vila da Fábrica, em Camarabige, foi a primeira vila operária da América Latina

qui, 11/10/2018 - 09:00
Qual é o bairro? Fábrica construída no final do século 19 mudou a atividade econômica da cidade, antes voltada para a produção açucareira Marcos Barbosa | Comunidade segue erguida como patrimônio camaragibense Olímpio Costa

A história do bairro Vila da Fábrica, que se inicia ainda no final do século 19, é de extrema importância para o surgimento da cidade Camaragibe. A região pertencia a São Lourenço da Mata, onde foi instalada a Companhia Industrial de Pernambuco, que mudaria a atividade econômica da cidade, antes voltada para a produção açucareira.

Em 1891, foi concluído o prédio da fábrica que foi o pontapé inicial para a nova cidade. Dois anos depois, estava pronta a vila operária, a primeira da América Latina, onde viveriam os trabalhadores e suas famílias. Para os que não eram casados, foi construído um pequeno prédio, chamado “República dos Solteiros”. A produção de tecidos começou em 1895 e em pouco tempo já se destacava como um dos empreendimentos mais importantes de Pernambuco.

A partir disso, foram chegando novas famílias, originando novas comunidades na Vila e no entorno dela, dando forma à cidade urbana que nascia. A fábrica funcionou como referência do setor têxtil até os anos 1970, quando uma crise levou a empresa à falência. Apesar disso, a comunidade segue erguida como patrimônio camaragibense, com vínculos criados ao longo desses mais de 100 anos como bairro operário que deu início à cidade.

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Ouça o Programa Brasil de Fato – Rio de Janeiro – 10/10/18

qui, 11/10/2018 - 08:30
Rádio Os desafios das mulheres em defesa dos direitos humanos após as eleições são destaque da edição Redação | Apesar do crescimento do número de mulheres no legislativo brasileiro, também aumentou o número de representantes da bancada conservadora Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados

O programa da última quarta-feira (10) continua a repercutir os resultados do primeiro turno das eleições e a debater os desafios colocados para os representantes e movimentos políticos do campo popular nos próximos anos.

Em entrevista, Mônica Francisco, eleita deputada estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), conta sobre sua trajetória e fala sobre as expectativas para o mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, fala da campanha “Escreva por Direitos”, uma iniciativa que visa incentivar e promover atividades educativas que tratem sobre mulheres ativistas de direitos humanos.

Maria Eduarda Quiroga, secretária de comunicação da Central Única dos Trabalhadores, traz as informações da Plenária Antifascista do Rio de Janeiro, evento organizado pela Frente Brasil Popular e pelo Povo Sem Medo.

O programa ainda traz reportagens sobre a composição do Senado em 2019 e sobre os riscos de uma política armamentista no país. Você ouve também mais um capítulo da radionovela produzida em homenagem aos 30 anos do Sistema Ùnico de Saúde.

No quadro “Falaí”, o jurista Marco Aurélio de Carvalho esclarece as dúvidas sobre a obrigatoriedade do voto. No “Mosaico Cultural”, confira a história e a força de Maria Bonita. E no quadro “Alimento é saúde” o assunto do dia é a tapioca.

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Após rasura em livros de direitos humanos, UnB é palco de protesto contra o fascismo

qua, 10/10/2018 - 21:50
Resistência Mobilização envolveu diferentes setores da comunidade acadêmica, como alunos, professores e servidores Cristiane Sampaio | Protesto em frente à Biblioteca Central dos Estudantes (BCE), no campus principal da UnB, em Brasília (DF) Foto: Raquel Aviani / Secom UnB

Estudantes, professores e servidores da Universidade de Brasília (UnB) realizaram, no final da tarde desta quarta-feira (10), um ato em defesa dos direitos humanos e contra o avanço do fascismo.

O protesto foi convocado para reagir à frequente rasura de livros dedicados aos direitos humanos na biblioteca da instituição. De acordo com a UnB, o problema vem ocorrendo desde o início do ano e passou a chamar mais atenção na última quinta (4), quando foi detectada a última ocorrência.

Na manifestação, os estudantes destacaram que a danificação das obras ocorre em meio ao cenário de intensa polarização política no país neste período pré-eleitoral e diante do avanço de práticas autoritárias.

“A gente tem essa compreensão de que, neste momento histórico, [a depredação] é um ato muito simbólico. A gente compreende este ato aqui também como um ato contra a democracia, acima de tudo”, disse a estudante Ada Luísa de Melo.

Segundo funcionários da biblioteca, pelo menos cinco livros foram danificados de forma intencional e criminosa até agora. Dois deles tratam diretamente de direitos humanos e os demais abordam temas correlatos, como renascimento, antiguidade pagã, entre outros.  

Presente no protesto, o professor Luiz Araújo, da Faculdade de Educação, disse à reportagem que se sente preocupado com a rasura das obras, bem como com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Ele conta que viveu o período da ditadura no Brasil e teme que o país dê uma guinada ainda maior à direita.

“As energias de ódio e preconceito que ele está liberando são como se o politicamente correto estivesse sendo revogado. É um momento muito delicado pra democracia. Estamos arriscando viver novamente uma violência do Estado”, afirmou.

A reitora da UnB, Márcia Abrahão, também se somou ao protesto. Em entrevista ao Brasil de Fato, ela afirmou que a instituição está preocupada com o atual contexto. Além disso, destacou que, durante a ditadura, a universidade perdeu muitos professores, que foram assassinados pelo regime.

Ela também disse lamentar o episódio dos livros e defendeu a mobilização contra o autoritarismo.

“Numa instituição educadora, ter livros danificados já é algo gravíssimo e ter livros de direitos humanos altamente mutilados, da forma como foi, dói. O respeito aos direitos humanos é um princípio do qual não abrimos mão, por isso que estou aqui”, afirmou.

O estudante Fábio Félix ressaltou que a UnB teve um peso importante na luta contra a ditadura civil-militar. Ele defende que a comunidade acadêmica resista novamente à onda conservadora.

“Neste  momento tenso, de crise da democracia brasileira, eu acho que a Universidade de Brasília pode ser, mais uma vez, este polo de resistência". 

Durante o protesto, a comunidade acadêmica doou livros de direitos humanos à biblioteca da universidade, não só para repor exemplares que foram danificados, mas também para simbolizar a luta em defesa desses direitos.

A assessoria de imprensa da UnB informou à reportagem que a instituição está apurando os fatos relacionados à danificação das obras e buscando imagens do circuito interno de TV para solicitar a abertura de um inquérito junto aos órgãos competentes.

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Crise interna do PSDB aumenta após derrota nas urnas

qua, 10/10/2018 - 20:56
Política Partido perde espaço no Congresso e tem pior desempenho em eleições presidenciais de sua história Júlia Rohden | Partido está dividido entre fundadores da sigla e novas lideranças, de perfil populista Foto: Reprodução

O fracasso do PSDB nas urnas, que elegeu 25 deputados a menos do que em 2014 e não chegou a 5% dos votos na disputa presidencial, acirrou a crise do partido. Na última terça-feira (9), os tucanos se reuniram em Brasília para um debate tenso no qual decidiram não apoiar Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad (PT) no segundo turno e liberaram diretórios estaduais e filiados para escolher quem apoiarão.

Durante a reunião, segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o racha se tornou evidente quando o presidente do partido, Geraldo Alckmin, chamou o candidato do partido ao governo de São Paulo, João Doria, de “traidor”.

Doria lidera uma ala chamada de “cabeças-pretas”, representando os mais jovens do PSDB, e tenta tirar Alckmin do comando nacional do partido. Ainda no primeiro turno, o ex-prefeito já vinha se afastando de Alckmin e vinha se aproximando de Jair Bolsonaro (PSL). 

Na noite do último domingo (7), com Alckmin recebendo apenas 4,76% dos votos válidos, Doria anunciou apoio a Bolsonaro. Entretanto, outras lideranças tucanas, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador José Serra, manifestaram, ainda antes da decisão do partido, não apoiar nenhum dos dois candidatos.

Partido desfigurado

A cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), avalia que a disputa aponta uma diferença entre fundadores e políticos antigos do PSDB que tendem a ter uma postura mais moderada em comparação ao grupo mais jovem que adota discursos da extrema direita. 

“O Dória faz esse movimento de aproximação ao Bolsonaro justamente para conseguir o apoio do eleitorado mais conservador, mais à direita, para ajudar a se distanciar do [Paulo] Skaf, que ameaçava ultrapassá-lo no primeiro turno [para o governo de São Paulo]. Com isso, as lideranças tradicionais do partido, que desde o início estavam mais vinculadas à social-democracia, não se sentem mais representadas neste partido. Há um grande distanciamento dessas lideranças em relação à questão programática do partido”, afirma Braga.

Ela aponta uma tendência de expulsão de um dos dois grupos da sigla. Se Doria vencer a disputa com Márcio França (PSB) e se tornar governador de São Paulo, Braga avalia que seu fortalecimento pode levar a criação de um novo partido por parte da antiga ala do PSDB. Caso não seja eleito, Doria pode ser expulso ou optar por migrar de partido.

PSL capitaliza antipetismo e PSDB cai nas urnas

Desde 1994, o PSDB disputava diretamente a presidência com o PT. Em 2014, Aécio Neves enfrentou Dilma Rousseff. Ele, ao lado de figuras tucanas como Aloysio Nunes, Antônio Anastasia, José Serra e o próprio Alckmin marcaram presença em manifestações pró-golpe entre 2015 e 2016 e incentivaram o discurso contra os governos petistas.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o fundador do PSDB Bresser-Pereira criticou a postura do partido no processo de golpe. "Foi uma manobra de um grupo de oportunistas do PMDB, na qual o PSDB embarcou docemente, demonstrando que é um partido liberal, o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e que portanto é um partido golpista como era a UDN. Que o PMDB seja golpista… O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente. Isso ficou demonstrado quando eles se associaram ao golpe, que não os adiantou em nada", disse.

A professora da UFSCar avalia que o partido de Bolsonaro conseguiu capitalizar de forma muito mais forte o antipetismo. Enquanto o PSDB elegeu 29 deputados (25 a menos do que em 2014), o PSL saltou de um para 52 deputados eleitos este ano. No senado, os tucanos elegeram quatro representantes, mesmo número do partido de Bolsonaro que antes não contava com nenhum representante na casa.

Maria do Socorro Sousa Braga destaca três principais motivos para o desempenho negativo do PSDB: as brigas internas (que demonstram fraqueza para o eleitorado), o envolvimento de quadros do partido na operação lava jato (como o caso do governador Beto Richa) e uma resposta mais radical de Jair Bolsonaro ao tema da segurança pública, tema de grande apelo entre os eleitores.

Expulsão de Alberto Goldmann e Saulo de Castro

Outro fato recente que acirrou a crise interna no PSDB foi a expulsão de Alberto Goldmann, ex-governador de São Paulo, de Saulo de Castro, secretário estadual de Governo, e outros 15 filiados ao PSDB na última segunda-feira (8). A decisão foi do diretório municipal do PSDB, comandado pelo aliado de Doria, João Jorge, alegando apoio a adversários de Doria na disputa pelo governo.

O senador José Serra afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que a expulsão segue “o padrão Doria de truculência”. Em entrevista à Rádio Eldorado, Goldman afirmou que não vai apoiar Dória em nenhuma hipótese. "Construí esse partido e vou continuar lutando internamente pelas minhas ideias", disse.

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Em meio a onda de violência, Bolsonaro mantém vantagem sobre Haddad no 2º turno

qua, 10/10/2018 - 19:51
Datafolha Segundo o instituto Datafolha, ambos absorveram votos dos demais candidatos em proporções iguais Redação | Foram 3.235 eleitores entrevistados pelo Instituto, em 227 municípios brasileiros Reprodução

A primeira pesquisa de intenção de voto no segundo turno produzida pelo Instituto Datafolha mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) está com 58% das intenções de voto, contra 42% do candidato petista, Fernando Haddad.  

O resultado da pesquisa do cenário do segundo turno foi divulgada no final da tarde desta quarta-feira (10). A pesquisa foi realizada nesta mesma quarta, e tem margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. 

A região Nordeste é a única onde o Deputado Federal do PSL perderia para Haddad, onde o petista tem 52% dos votos totais, contra 32% do capitão reformado. Bolsonaro venceria com folga na região mais populosa do país, o Sudeste, com 55% das intenções de voto. Seu melhor desempenho, no entanto, é na região Sul, com 60% das intenções de voto contra 26% do petista.

A tendência de que o eleitorado de Bolsonaro é mais masculino se confirma também no segundo turno. O militar da reserva tem a intenção de voto de 42% das mulheres, e de 57% de eleitores homens. Em relação ao voto para Haddad, a equação é invertida: o petista tem 39% das intenções de voto entre mulheres, e 33% do eleitorado masculino. 

O cálculo dos votos válidos realizado pelo Instituto exclui da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, o mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral na divulgação dos resultados oficiais da eleição.

Nas porcentagens de votos totais, os resultados mostram intenção de voto de 49% dos eleitores em Bolsonaro, 36% em Haddad, além de 8% de intenção de votos brancos e nulos. 6% dos entrevistados não souberam responder em quem irão votar.

O Datafolha levantou também a importância do apoio dos presidenciáveis que disputaram o primeiro turno para os eleitores. Em relação a Marina Silva (Rede), seu apoio a um dos dois candidatos poderia levar 11% dos entrevistados a decidirem seu voto. No caso do de Ciro Gomes (PDT), o apoio do candidato seria importante para a decisão de 21% dos eleitores, sendo que 46% dos ouvidos afirmaram que Ciro deveria apoiar Haddad no segundo turno.

Em relação a Geraldo Alckmin (PSDB), seu apoio na escolha do segundo turno seria importante para apenas 14% dos entrevistados, e 46% deles acreditam que o tucano deveria apoiar Bolsonaro. 

O Datafolha questionou os eleitores também sobre o momento em que o voto foi decidido. 63% afirmaram que decidiram os votos para presidente pelo menos um mês antes das eleições, 10% disseram que escolheram seu candidato 15 dias antes e 8% afirmaram que a decisão foi tomada apenas uma semana antes. Para 6% dos eleitores o voto foi decidido na véspera do primeiro turno, e 12% do eleitorado decidiu apenas no dia do pleito. 

Foram 3.235 eleitores entrevistados, em 227 municípios brasileiros. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-00214/2018, e tem nível de confiança de 95%.

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"A solução para o extremismo vem da empatia", afirma filósofo

qua, 10/10/2018 - 19:22
Violência política Em entrevista ao Brasil de Fato, Rafael Azzi, que viralizou com texto na internet, reflete sobre esse e outros temas Cristiane Sampaio | Filósofo e com atuação em práticas pedagógicas, Rafael Azzi busca referência em eleição de Trump para refletir sobre contexto brasileiro Foto: Arquivo pessoal

Em tempos de intensa polarização política, é na empatia que o filósofo Rafael Azzi busca inspiração para defender a cultura do diálogo e a democracia no Brasil.

Atualmente ligado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), onde lida com práticas pedagógicas, e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), ele viralizou nas redes nos últimos dias com um texto que reflete sobre o tema.

O artigo, intitulado “Sua tia não é fascista”, lança luz sobre o perfil de eleitores que defendem o voto no candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) e sobre as origens desse tipo de discurso.

A partir disso, Azzi defende o combate à manipulação política por meio da compreensão do lugar social do outro como estratégia para a promoção da boa convivência entre os opostos.

Em entrevista ao Brasil de Fato, ele conversou sobre esse e outros aspectos que circundam o atual cenário político-eleitoral brasileiro. Confira a seguir os principais trechos.

Brasil de Fato -- Você buscou uma referência na figura do Steve Bannon pra refletir sobre esse tema da convivência com a extrema direita. Queria que resumisse por que a escolha dele como ícone pra debater esse assunto.

Rafael Azzi -- Eu não escolhi o Steve Bannon. Ele apareceu na cena política mundial com o escândalo que foi o da Cambridge Analytica. Tinha essa empresa que pegava dados do Facebook e traçava perfis psicológicos com o objetivo de fazer propaganda política diretamente pras pessoas que seriam influenciáveis.

Eles pegavam pessoas da direita que seriam razoáveis e, através de manipulação, dados, fake news e de uma manipulação emocional mesmo, usando ferramentas das redes sociais de inteligência artificial que podem traçar perfis psicológicos muito melhor do que qualquer psicólogo, eles produziam blogs, sites e conteúdos falsos que direcionavam essas pessoas pra uma radicalidade, uma extrema direita.

O objetivo do Bannon era divulgar essas informações xenofóbicas, flertando com o racismo, com todos esses temas, e isso funcionou de uma maneira incrível porque tem o dedo dessa empresa na eleição do Trump. Ele foi consultor do Trump, depois participou do governo, tem o dedo dele em protestos que tinham supremacistas brancos e também tem o dedo dessa empresa no Brexit, que teve também muitas fake news.

Eu me deparei com essa coisa estranha que estava sendo a campanha das eleições aqui no Brasil, porque você tem um candidato que quase não faz campanha, não participa dos debates, que a gente não sabe quais as propostas, não tem nem uma organização de campanha direito, não tem porta-voz e uma hora o vice dele fala uma coisa, o economista fala outra, uma campanha completamente desorganizada, que consegue uma ascendência meteórica.

Então, quando eu percebi isso, liguei ao fato de que – e isso foi comprovado pelo próprio Eduardo Bolsonaro – o filho [de Jair Bolsonaro] se encontrou com o Steve Bannon em agosto deste ano e ele prometeu ajudar na campanha dele. Eu liguei esses fatos.

Por que a busca pelo radicalismo por parte de atores como Steve Bannon [e de Jair Bolsonaro] seria estratégica do ponto de vista político? Por que isso é visto como algo a ser capitalizado?

Primeiro, eu acho que essas pessoas devem acreditar nisso e querer que essa mensagem de radicalismo seja propagada. Mas também, se você assusta a população, se utiliza o medo, ela vai ficar radicalizada, e aí ela é mais fácil de ser manipulada. É mais fácil aceitar determinadas coisas, porque você tem medo e vai seguir o líder, você vai começar a pôr medo nessa população e vai dizer “olha, a solução é esse herói aqui, que vai salvar a pátria, então, vamos seguir ele de qualquer maneira”.

E tem também, por trás, um projeto econômico, que é neoliberal. Essas reformas neoliberais são muito impopulares. O Temer começou a fazer um pouco delas e teve a popularidade em baixa – reforma trabalhista, privatizações. E você tem tudo isso por trás dessa mentalidade de extrema direita, vem como um cavalo de troia, escondido ali.

Se você falar com os eleitores dele [de Jair Bolsonaro], a maioria não sabe quem é o economista dele, que é muito pior que o Temer nessa coisa de reformas neoliberais, que quer privatizar tudo, acabar com o serviço público, os direitos trabalhistas e o vice do Bolsonaro falou em acabar com o 13º salário. Todas essas coisas vêm a reboque de um projeto de extrema direita que é de manipular as pessoas.

Esse discurso que se apoia na extrema direita toma fôlego na ideia de aniquilação do outro. O que significa, de um ponto de vista mais filosófico, a percepção do outro, sobretudo daquele que pensa de forma diferente, como um inimigo?

Ótima pergunta. Se você sair por aí perguntando o que é a democracia, as pessoas têm uma noção muito vaga. A democracia é uma solução social pra você resolver conflitos através do diálogo, não da violência, porque sempre você vai ter conflitos na sociedade.

As pessoas não pensam igualmente. Elas têm vidas, objetivos e visões diferentes das coisas, prioridades diferentes, então, você sempre vai ter esses conflitos. A democracia é uma maneira de que, dentro de uma estrutura social, a gente possa resolver esses conflitos através do dialogo, do debate de ideias. Então, você tem que respeitar o outro que pensa diferente de você, o outro partido, as regras do jogo político.

Estou vendo as pessoas compararem muito esta eleição com a anterior, que foi a da Dilma contra o Aécio, que também foi muito disputada e tinha em jogo duas visões muito diferentes. Havia medo de o Aécio privatizar tudo, medo do PT com a Dilma, mas a violência não chegou ao ponto em que está chegando hoje. Estamos chegando a um ponto de extremismo, de tensão social, que é criminoso.

Parece que querem rasgar o tecido da sociedade. O que estão fazendo com essas pessoas, de manipular a ponto de você enxergar o outro que tem ideias diferentes e modos de vidas diferentes dos seus como seu inimigo, [de enxergá-lo] como aquele que não pode existir, é uma manipulação muito perigosa. E é ela que acaba corroendo a democracia em nosso tecido social.

Levando em conta esse debate, qual a importância da empatia na hora do diálogo entre pessoas que pensam de maneira diferente, sobretudo quando se trata de pessoas que pensam de forma diametralmente oposta?

Muito boa essa pergunta e eu tenho insistido muito nesse ponto porque acho que é isto: existe esse movimento que quer rasgar o tecido social, quer nos jogar uns contra os outros, quer a violência, o caos, quer pôr em dúvida o jogo democrático. Você vê, por exemplo, a quantidade de notícias de urnas falsas e que são notícias falsas, mas é pra comprometer o jogo democrático.

Estou fazendo um esforço de tentar fazer com que a sociedade não quebre, não rache, que a gente tente costurar esse tecido, porque senão ela vai rachar, e isso é muito perigoso, vai ter muita violência. Meu esforço é no sentido de falar da empatia, de falar de as pessoas não responderem ao ódio com mais ódio, de elas não caírem na paranoia do medo.

Isso é a base de qualquer democracia, de qualquer discussão filosófica, de perceber que as pessoas podem entender o mundo de forma diferente. Elas podem ser “coxinha” ou “mortadela”, mas agora não tem mais essa brincadeira. Parece que as pessoas estão vendo um inimigo na frente delas, criaram esse inimigo, e isso é muito perigoso.

Qual seria, então, o melhor método pra que uma pessoa de linha progressista possa dialogar com um potencial eleitor da extrema direita – no caso atual do Brasil, um eleitor do Bolsonaro?

Eu acho que o único caminho é você perceber que as pessoas foram contaminadas com esse medo, que elas estão recebendo algo muito tóxico [em termos] de mensagens de ódio ao outro lado, estão vivendo uma realidade que não é a mesma da nossa.

Hoje em dia a gente recebe as notícias diretamente do celular, e isso é muito perigoso porque o celular é o ambiente mais privado que existe. É a sua telinha individual, e a outra pessoa do lado não sabe o que está se passando ali. É isso que foi sequestrado. Debate público de ideias não houve nessa eleição. Quais são as propostas desse candidato? Ele não foi aos debates, então, ninguém sabe quais são as propostas. O debate foi transportado pra esfera privada, que é a esfera desses grupos de WhatsApp, que vão jogando fake news.

Mas acho que a primeira coisa [a fazer] é o entendimento: é tentar entender e se colocar no lugar dessas pessoas. Se você recebesse essas mensagens que elas recebem, provavelmente também estaria com medo, também estaria achando que o outro lado é violento, é do caos, que quer destruir os valores em que você acredita, todas essas mentiras que estão sendo programadas aí na mente dessas pessoas. Eu estou achando que é pelo caminho da empatia.  

Por fim, olhando para esse cenário atual do Brasil e para experiência recente dos EUA com o Steve Bannon e o projeto político do Trump, com a consequentemente chegada dele ao poder, que lição essa experiência deles deixa pra nós, brasileiros, sobretudo neste momento de segundo turno?

A lição é a gente que vai ter que aprender na marra. A gente estava completamente despreparado. Eu acho que a mídia tradicional estava despreparada, os partidos políticos tradicionais e a sociedade também, mas eu não sei... Tenho pra mim que, no fim, a racionalidade pode ganhar, porque não é possível que você consiga manipular tantas pessoas de uma forma tão forte durante tanto tempo. Acho que as pessoas vão começar a surtar ou vai começar a haver casos de violência cada vez mais graves, não sei. Esse é o nosso teste pro mundo. Nós temos 200 milhões de pessoas, somos a quarta democracia do mundo, um país importante na América Latina e oitava economia do mundo. Se a nossa democracia resistir a esse ataque, a gente é que vai dar uma lição pro mundo.

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Em carta, Evo pede a Piñera que Chile reabra diálogo sobre acesso boliviano ao mar

qua, 10/10/2018 - 18:21
NEGOCIAÇÃO Em outubro, CIJ disse que o Chile não é obrigado a negociar tema, mas pediu que os dois países continuassem diálogo Redação* | Evo pediu que Chile volte à mesa de negociação por saída ao mar para Bolívia ABI

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu na noite desta terça (09/10), por meio de uma carta, a retomada do diálogo sobre a demanda de La Paz a uma saída ao mar. A correspondência foi endereçada ao mandatário chileno Sebastián Piñera.

Em uma conferência de imprensa na sede do Executivo boliviano, Morales disse que a iniciativa busca dar cumprimento à decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ), de Haia. Em 1º de outubro, o órgão disse que o Chile não está obrigado a negociar o tema, mas pediu que os dois países continuassem o diálogo, dado que considerou que o assunto ainda não está resolvido.

Na carta, lida por Evo, a Bolívia expressa seu respeito pela decisão da CIJ e a usa como argumento para pedir o restabelecimento do diálogo bilateral.

O presidente boliviano diz, no texto, que La Paz quer “reiniciar o diálogo para atender os assuntos relativos à situação de enclausuramento da Bolívia e todos aqueles referentes a uma relação de boa vizinhança e que foram reconhecidos por ambas as partes como de interesse mútuo”.

Uma resposta positiva do Chile, diz a carta, “contribuirá para dar continuidade aos esforços que ambos os países realizam para forjar soluções adequadas a nossos temas pendentes”.

Saída ao mar

Após cinco anos de tramitação, a CIJ rejeitou no começo de outubro o pedido da Bolívia para obrigar o Chile a negociar uma saída soberana ao oceano Pacífico. "Por 12 votos a três, essa corte decidiu que a nação chilena não tem obrigação legal de negociar uma saída soberana ao oceano Pacífico com o Estado Plurinacional da Bolívia", anunciou o presidente da CIJ, Abdulqawi Ahmed Yusuf.

"O argumento da Bolívia baseado em expectativas legítimas não pode se sustentar", afirmou Yusuf, que destacou que o posicionamento do governo chileno também não pode ser entendido como uma obrigação para negociar uma saída boliviana para o mar.

O presidente da CIJ ainda lembrou o tratado de paz assinado entre os dois países em 1904 e destacou que a "Bolívia não solicita à Corte que declare que o país tem direito soberano ao mar, mas o que ela solicita é obrigar o Chile a negociar.

Na época, o ministro da Justiça do Chile, Hernán Larraín, comemorou a decisão e disse que a "campanha antichilena de Evo Morales fracassou".

(*) Com teleSUR

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Stedile, del MST: Proyectos e intereses van a quedar claros en la segunda vuelta”

qua, 10/10/2018 - 18:19
PERSPECTIVA Líder del MST analiza la disputa entre Fernando Haddad y Jair Bolsonaro en las elecciones presidenciales de Brasil Redacción | En primera vuelta, Bolsonaro se ocultó. Como ahora son solo dos candidatos, quedará claro que son dos proyectos distintos y opuestos Rafael Stedile

En entrevista con Radio Brasil de Fato, después de que la Justicia Electoral confirmó que habrá una segunda vuelta entre Fernando Haddad, del Partido de los Trabajadores (PT), y Jair Bolsonaro, del Partido Social Liberal (PSL), el integrante de la dirección nacional del Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) João Pedro Stedile afirmó que la próxima etapa de las elecciones presidenciales permitirá que el electorado conozca detalladamente las propuestas políticas y los intereses que cada candidatura representa.

Stedile entiende que hay que explicar a la población que el programa económico de Bolsonaro, diseñado por el economista ultraliberal Paulo Guedes, defiende políticas como el aumento de impuestos para los pobres y la reducción de impuestos para los ricos.

En su análisis, Bolsonaro ganó votos por presentarse como “un candidato antisistema, aunque sea el mayor representante del capital en este momento”.

Aun en el caso de una posible derrota del campo democrático en el ṕaís, Stedile piensa que será posible continuar la lucha política progresista. “En un eventual gobierno de Bolsonaro, no hay motivo para desesperarse. Las contradicciones aumentarán, los problemas también. Hay que reforzar nuestro trabajo de base, nuestro trabajo ideológico. Reforzar el trabajo para la resistencia”.

A continuación fragmentos de la entrevista:

Brasil de Fato: ¿Cómo analiza las elecciones del último domingo?

João Pedro Stedile: Bueno, se dibujaba que el electorado deseaba unos cambios. Cambios de aquello que veían en la vieja política. De los viejos políticos. De cierto modo, en estas elecciones no hubo tanto la fuerza de los partidos tradicionales. Y el cambio aparecía con Lula. Lamentablemente la dictadura de toga, irrespetando claramente las leyes del país, le impidió ser candidato. Porque a esta altura nosotros podríamos estar conmemorando su victoria en primera vuelta.

Bolsonaro desde el comienzo aglutinaba a los electores despolitizados, sin partido, que deseaban cambios. Entonces él logró galvanizar la idea de que es el candidato antisistema. A pesar de que, en este momento, sea el mayor representante de la burguesía brasileña, del capital, del sistema político de dominación.

Evidentemente, está en segunda vuelta porque tiene una habilidad ideológica de engañar a los pobres y decir: “estoy contra los ricos”. Repite el papel que [Fernando] Collor cumplió en 1989 cuando, como legítimo representante de la Red Globo, dio un discurso contra los pachás, engañó a los pobres y derrotó a Lula en las elecciones.

En las elecciones al Senado de este año, hubo sorpresas desagradables sobre todo. Porque hemos perdido varios senadores valiosos que se sobresalieron como luchadores contra el golpe, contra todo el desmantelamiento de la soberanía nacional. Por otro lado, algunos seguidores de Bolsonaro, representantes de la oligarquía también perdieron sus escaños.

Haddad ganó en la mayoría de los estados de Nordeste. ¿Cómo analizar esta victoria?

No hay novedad. Si analizamos los votos de las elecciones anteriores, pasó lo mismo con Lula. Pienso que en la segunda vuelta no pesará la cuestión partidaria. Claro que Haddad tendrá que crear alianzas con los partidos, con el PDT [Partido Democrático Laborista]. Claro que habrá alianzas, pero no es eso lo que va a definir el voto de los electores.

Pienso que en la segunda vuelta tampoco tendrá tanto peso cada región. Será más bien una disputa de proyectos y de clases. En el Nordeste, Haddad ganó pero no porque sus electores viven en el Nordeste, sino porque hay una población pobre, que cambió de vida con los gobiernos Lula y Dilma y, por lo tanto, tiene una conciencia de clase.

Como solo son dos candidatos, quedará más claro de qué tratan los dos proyectos. Bolsonaro, a pesar de su discurso hipócrita, representa las fuerzas reaccionarias de este país. No es por nada que tiene el apoyo de la mayor parte de las fuerzas armadas, de la policía militar, de la mayor parte de los banqueros, representados por Paulo Guedes, propietario de fondos de inversión del Banco Bozano. Y es lo que espero que Haddad explique a la sociedad. Más allá de ser un vocero de Lula, tiene que ser un vocero de la clase trabajadora.

¿Será que el discurso de desnudar el proyecto que Bolsonaro representa tendrá efecto en la votación en segunda vuelta?

Tendrá que surtir efecto. Inclusive porque, en primera vuelta, se ocultó detrás del ataque con cuchillo que sufrió.

¿Y cuál es el papel de la militancia en este proceso?

Primero, vamos a seguir desnudando cuáles son las fuerzas tras de Bolsonaro. Él está siendo asesorado por servicios de inteligencia del exterior, que representan el respaldo y la fuerza del capital internacional. Así como hay que denunciar al ejército de robots, que salen caros, que él utiliza para hacer una guerra mediática en las redes sociales.

Hay que explicar al pueblo, dialogar con los trabajadores, los más pobres. Para hacerlo, necesitamos utilizar argumentos, hechos. Hay que decir a la población que no se asuste, porque ellos utilizan el miedo, y mostrar que aunque Bolsonaro tenga sus ideales fascistas, no hay un movimiento fascista en Brasil. No hay base social para el fascismo en Brasil.

¿Es una sorpresa que Bolsonaro haya vencido en la región Norte? ¿Hay alguna relación con los ruralistas [representantes del agronegocio]?

La regiones Centro-oeste y Norte de Brasil son las regiones donde los latifundios son ampliamente hegemónicos en la sociedad. No solo ganan las elecciones: comandan las iglesias, allí están sus cuarteles, comandan la vida en sociedad. Allí es muy difícil el desarrollo de la izquierda porque no hay una clase trabajadora. La clase trabajadora emigra, sale a buscar trabajo en el Sudeste o en otras regiones.

Eso no me preocupa. Lo que me preocupa es que ahora, en segunda vuelta, tenemos que hacer un trabajo de base, ir de casa en casa, hacer reuniones en las parroquias, hacer un llamado a los pastores progresistas, para que expliquen al pueblo que votar por Bolsonaro significa votar por la subida del gas, del alquiler, las tarifas del transporte. Si miramos el mapa de Brasil para ver cómo es un país contradictorio, la mayoría de los gobernadores elegidos es progresista. Entonces no significa que la población tomó un comprimido de fascismo y ahora vota por eso.

La mayoría de las personas que votan por Bolsonaro piensan en cambios, pero solo una minoría concuerda realmente con sus discursos más agresivos.

Tienes razón. La gran fuerza de de Bolsonaro es movilizar a una militancia, a policías militares, fuerzas armadas, principalmente militares retirados, masonería, servicios de inteligencia, que le ayudan en las redes. Del mismo modo que consiguen convencer a unos pastores protestantes, que de evangélicos en el sentido del evangelio no tienen nada, cuando utilizan noticias falsas, temas como el matrimonio homosexual, aterrorizan a la población, a la población que tiene valores conservadores, y pastores que abiertamente están en la campaña de Bolsonaro, lo que explica, por ejemplo, la derrocada de la campaña de Marina Silva.

¿Y cuáles serán los eventuales desafíos de un gobierno de Bolsonaro o de Haddad?

En un eventual gobierno de Bolsonaro, no hay motivo para desesperarse. Al contrario, hay que reforzar el trabajo ideológico, reforzar nuestro poder político en otros espacios para ser la oposición. Entonces, si perdemos espacio en el Ejecutivo, sería un motivo para poner más atención en la lucha política: reforzar la energía para construir medios populares, para poder difundir las ideas de la clase trabajadora y la visión colectiva de la clase trabajadora sobre la coyuntura política. Ellos no tienen una propuesta para Brasil. Un gobierno de Bolsonaro serán cuatro años de una crisis profunda.

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OPINIÓN | Brasil: Odio, frustración y valores reaccionarios

qua, 10/10/2018 - 17:58
ANÁLISIS La expresiva performance de Jair Bolsonaro puede ser explicada por tres factores que actuaron de forma simultánea Gonzalo Berrón* | Bolsonaro ya dijo que seguirá su campaña del mismo modo, Haddad intenta desde el minuto 1 agrupar al campo democrático Ilustración: Indymedia Argentina

La expresiva performance del candidato ultraderechista Jair Bolsonaro, del Partido Social Liberal (PSL), puede ser explicada por tres factores que actuaron de forma simultánea: antipetismo (odio), rechazo al sistema político (frustración) y la consolidación cultural de valores conservadores en la sociedad brasileña.

Odio: Bolsonaro reactivó y capitalizó el “antipetismo” visceral de las clases altas y medias, pero lo llevó hasta los límites socioeconómicos de esas clases y capturó parte de los sectores populares. Montado en el mismo sentimiento que movilizó una parte de junio de 2013, que casi provocara la derrota de Dilma Rousseff en 2014 y que le diera aire al poder judicial y el legislativo para avanzar en un impeachment de dudosa legalidad, Bolsonaro aglutinó para sí el odio al PT que otrora condensara el tradicional polo “tucano” (PSDB, el partido del ex presidente Fernando Henrique Cardoso) de la ecuación política de los últimos 20 años del Brasil. El candidato Geraldo Alckmin sólo obtuvo 6% de los votos (4to lugar), y perdió 19 escaños en el Parlamento, la peor elección en la historia del partido.

Frustración: En un marco de profunda frustración con la clase política, Bolsonaro ha sido muy hábil en librarse de su pasado y construirse como el outsider que no es: fue diputado federal por 27 años, estuvo afiliado al PP durante 11 años de esos 27, el partido con mayor cantidad de cuadros procesados en la operación Lava Jato. El vendaval de esta operación, con matices, claro, pues el principal blanco siempre fue el PT, cayó sobre todos los partidos que formaron parte del juego democrático desde el restablecimiento de la misma a fines de los 80. Los escándalos de corrupción alcanzaron al PT, al PSDB, el MDB (ex PMDB, el partido de Temer), DEM (ex PFL, el partido conservador más tradicional), y a muchos de los llamados “partidos fisiológicos”, del centro pragmático, produciendo un descrédito generalizado en la población en relación a la política. En un contexto de “son todos ladrones”, “son todos iguales” o “sólo trabajan en beneficio propio”, el ex capitán, con un estilo simplón y directo pero de mucha astucia, logró despegarse de esa clase y erigiste como una persona fuera de ese sistema corrompido. Sin dudas, el hecho que no tenga denuncias fuertes ha ayudado a fomentar esa imagen.

Valores reaccionarios: Los valores de tolerancia y respeto a la diferencia e inclusión social que fueron promovidos mediante políticas públicas y como producto de reivindicaciones sociales muy fuertes en la sociedad brasileña reactivaron, de forma paulatina, reacciones quizás más fuertes aún de los sectores conservadores. En la retórica conservadora, las políticas positivas en relación a raza, género, sexo y condición socioeconómica fueron transformadas en “privilegios”, en “paternalismo”, en atentado a la “familia”, en políticas de fomento a personas que no quieren trabajar, o que no se merecen la ayuda del Estado. A esta reacción conservadora se le debe sumar el creciente peso social y cultural de las iglesias evangélicas, que en Brasil están muy cercanas a superar el número de fieles de las iglesias católicas. A pesar de su diversidad y de que no todos los fieles repiten en la política lo que sus dirigentes indican, los evangélicos mayoritarios o más activos políticamente son los más conservadores y sus valores dialogan con el discurso de conservadorismo radical de Jair Bolsonaro: familia, anti gays y unión LGBT, o aborto, más la noción de meritocracia, derivada de la llamada “teología de la prosperidad” que atribuye al esfuerzo individual la razón del éxito en la vida. Por ejemplo, el movimiento de mujeres #EleNão (#ElNo) sirvió en la estrategia del candidato, para atizar con imágenes y mensajes manipulados (fake news) los valores “de la izquierda” y contra la familia que este movimiento pregonaría – y no la lucha por la amenaza a derechos que las posiciones de Bolsonaro representan para las mujeres, protagonistas de las principales movilizaciones de calle realizadas en el contexto de la campaña electoral.

La guerra electoral. El bombardeo electoral de alta intensidad que las huestes del candidato del PSL desataron contra el candidato del PT en los últimos 10 días antes de la elección, fundamentalmente a través de las redes sociales (whatsapp), se mostró extremadamente eficiente para activar el antipetismo y la reacción conservadora. El aluvión de audios, videos y memes circulando por las redes sociales, siendo un altísimo porcentaje de fakenews o de información manipulada, desactivó el mayor tiempo de televisión que otros candidatos tuvieron y acertó un golpe decisivo a Haddad y el PT que, tras una campaña mayoritariamente basada en propuestas programáticas (“paz y amor”), decidió ya tarde iniciar el contraataque sobre Bolsonaro.

Hoy las bolsas suben y el dólar cae, es la “euforia” del mercado en relación a la posibilidad de un gobierno que promete no tocar los intereses económicos de las elites brasileñas y mano dura para controlar las contradicciones sociales que las medidas de ajuste y retroceso de la protección social y laboral ya están generando en la población más pobre del Brasil.

En las tres semanas que vienen, se verá si es posible cambiar la tendencia, iniciada con el retorno de la democracia brasileña, de que quien gana el primer turno gana también el segundo. Bolsonaro ya dijo que seguirá su campaña del mismo modo, Haddad intenta desde el minuto 1 agrupar al campo democrático y hacer señas hacia el centro del espectro político para disputar sectores democráticos liberales. Tendrá al mismo tiempo que atacar al candidato del PSL para intentar una “desconstrucción” de su figura en los medios, las redes y las calles. Y podrá, finalmente debatir propuestas y programas frente a frente con Bolsonaro, que aprovechó el atentado que sufrió en manos de una persona desequilibrada para huir de los debates televisivos y la confrontación directa sobre políticas públicas.  Dependerá del talento personal del petista y del empeño del campo democrático y popular evitar que el Brasil se transforme en otro de los tristes casos de atraso político, social y cultural de la onda fascistoide del neoliberalismo actual en el Mundo.

São Paulo, 8/10/2018

*Gonzalo Berrón es Politólogo, Doctor en Ciéncia Política por la Universidad de São Paulo (USP)

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Polarização é uma expressão superficial da política, segundo professora da UNIRIO

qua, 10/10/2018 - 17:53
ELEIÇÕES Para Clarisse Gurgel, guinada conservadora na Alerj e segundo turno com Witzel no Rio são reflexos do cenário nacional Redação | Clarisse Gurgel é cientista social e professora do Departamento de Ciências Sociais da UNIRIO Divulgação

O resultado das eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro no primeiro turno surpreendeu os cariocas e colocou um desconhecido do eleitorado na liderança. Wilson Witzel (PSC) disputa o segundo turno com Eduardo Paes (DEM) contrariando todas as pesquisas de intenção de voto. Romário (PODE) que figurava o segundo lugar, ficou atrás do candidato do PSOL, Tarsício Motta. Em entrevista ao Brasil de Fato, a professora do Departamento de Ciências Sociais da UNIRIO e cientista social Clarisse Gurgel comenta sobre a polarização artificial que impulsionou o fenômeno Bolsonaro nessas eleições.

Brasil de Fato: Professora, podemos interpretar o resultado das eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro como um reflexo do cenário nacional?

Clarisse Gurgel: Sem dúvida nenhuma é um reflexo do cenário nacional. O PSL, partido do Bolsonaro, conseguiu muitos espaços na Câmara dos Deputados federal e no Senado, o Rio de Janeiro elegeu o filho de Bolsonaro. Aquelas figuras dos santinhos, as dobradinhas que serviam até de colinha para o eleitor e que, não à toa, se instituiu agora com o grau de alienação política. Essa dobrada com o Bolsonaro produziu efeitos imediatos, na minha avaliação o eleitor estava muito polarizado em torno das eleições nacionais presidenciais e deixou para os últimos instantes a definição de qual seria seu candidato para o governo. Essa manifestação do voto no Witzel é desse eleitor que estava atento ao fenômeno Bolsonaro e que na hora de manter sua coerência elegeu o candidato do Bolsonaro que, sem dúvida, contava com santinhos que serviam de cola, instituídas pelo governo Michel Temer. É uma surpresa muito grande para o eleitor, que demostra que o tempo de TV não conta e que o MDB, outrora PMDB, de fato sofreu abalos no Rio de Janeiro, mas sinaliza acima de tudo para o papel do Bolsonaro e das fantasias na política. O fato do Witzel ser um juiz fortalece essa fantasia de alguém novo, fora da sujeira da política, mais técnico, imparcial e que seria encarregado de não fazer política porque hoje governar não é fazer política, é administrar, no imaginário das pessoas. Como se governar não fosse, na sociedade em que a gente vive, tentar a todo custo conter um conflito estrutural do sistema que a gente vive. Que é o conflito entre os que trabalham arduamente e os que vivem do trabalho alheio, e que cada vez mais está tensionado.

É muito importante entender essa questão do imaginário. Na Alerj, nós temos uma bancada com uma guinada ainda mais conservadora, e a segunda maior bancada é para a esquerda com propostas de renovação. A gente também tem o elemento das mulheres eleitas com o legado de Marielle e que não podemos deixar de lado...

Isso é uma expressão da tal polarização, só que a gente tem uma tendência a tratar essa polarização como radicalidade. Radicalidade vem da ideia de ir à raiz das coisas, e talvez e gente não esteja sendo radical na hora de analisar a polarização que está se dando. Se a gente for radical, vamos perceber que nenhuma das polarizações vai à raiz. Temos uma bancada fortemente conservadora do PSL e dos partidos fisiológicos. Esses partidos fisiológicos conseguiram escapar das cláusulas de barreira impostas pela recente reforma política graças ao PSL e ao fenômeno do Bolsonaro. Outra coisa que não pode passar despercebida é a não eleição do Romero Jucá, que era líder de qualquer que fosse o governo, o que significa dizer que o pilar de articulação do modelo de governar caiu. E que pilar é esse? É um pilar que sustenta o mínimo de legalidade e parece que está rompido. O Lula e a Dilma eram governantes que como o próprio Lula diz, foi o maior conciliador de classe da história do mundo. Ele fez concurso público para classe média, manteve e ampliou projetos de assistência social como bolsa família, e liberou para fusões, parcerias público-privadas, OSs, que significavam precarização do trabalho e aumento do lucro das grandes empresas. Então ele favoreceu todas as classes sociais, os trabalhadores, a classe média e o grande empresariado. Acontece que isso vai emperrando o ritmo de reformas que precisam ser implementadas para conter a queda de lucro da burguesia, que é inevitável. Quanto mais eles investem com máquinas e colocam o povo na rua desempregado, transforma o desempregado em agora ele mesmo o empreendedor responsável por empregar pessoas, quanto mais ele faz isso, mais as pessoas não consomem e mais não conseguem fazer valer o investimento que fizeram em máquinas. Isso faz com que o lucro do empresariado caiu, e agora o capital está desesperado fazendo com que aqui e em qualquer país periférico as reformas que deixam o trabalhador mais barato e o empresariado mais liberado para explorar sejam feitas com mais rapidez.

Essa radicalização, no melhor sentido da palavra, serve para gente tentar entender o cenário com o qual o Brasil e o Rio de Janeiro se deparam hoje, entender e se posicionar a respeito. Não é?

O ponto é que agora é preciso estabelecer uma polarização artificial que dialoga com as angústias de qualquer sujeito. Que angústias são essas? Angústias de contradições até sobre nossa sexualidade e nossos desejos mais íntimos e angústias que dizem respeito às questões mais externas: que mundo é esse que nos obriga todo tempo a fazer dinheiro? Que mundo é esse que nos faz torcer para que o mês acabe e a gente possa viver esse mês? Que mundo é esse? Essas angústias precisam de alguma coisa ou alguém que dê vazão a elas, e o capital, não é à toa, encontrou seu parceiro que são os ricos do Brasil para ecoar uma polarização que elegesse a encarnação do mal absoluto no Brasil: o PT e o Lula. Assim os ricos ecoaram esse imaginário que se qualquer um parar pra elaborar vai entender que não há grande diferença entre Lula e Fernando Henrique Cardoso, e se há são diferenças que melhoraram a vida da classe trabalhadora. Essa massa angustiada não quer elaborar e refletir, ela quer se agarrar a essa encarnação do mal onde ela vai projetar e extravasar suas angústias inclusive no campo da sexualidade. Os pobres caíram de carona dessa onda muito mais pelas pautas morais do que pelas pautas econômicas porque se forem parar para pensar, desde Michel Temer que a pobreza e o desemprego cresceram.

As pautas morais, as pautas religiosas, numa confusão muito cruel na cabeça dos eleitores e eleitoras, que é moral.

Exatamente! Você vê um trabalhador pobre cearense, visivelmente calejado de tanto trabalhar que devia estar descansando na aposentadoria e que perdeu na marra e está prestes a perder mais com o próprio Lula e com o Michel Temer, mais com o Michel Temer e com o que virá. Esse cearense calejado pelo sol do nordeste na labuta votando em Bolsonaro, esse grau de alienação só se explica pela necessidade que a classe trabalhadora teve de pegar carona numa onda pensada racional de forjar a encarnação desse mal para expurgar aqueles que ainda trabalhavam com a conciliação de classe, tentando conter a classe trabalhadora e o empresariado, ele mina essa figura e agora coloca uma que não vai ter nenhum limite para implementar as reformas que vão elevar as taxas de lucro do empresariado. Se eles romperam com a legalidade, a gente vai trabalhar com a legitimidade, votar pesado no Haddad mesmo aqueles que não gostam. Vote nulo ou Haddad. Se não gosta do PT vote nulo. Pra ser contra o PT não precisa fascismo, tem outras alternativas. É com legitimidade e o voto em peso contra qualquer forma de fascismo para a gente ter condições de ir pra rua e dizer: isso nós não escolhemos.

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Pessoas em situação de rua exigem respeito e direitos

qua, 10/10/2018 - 17:31
Belo Horizonte Em resposta a ações higienistas de Alexandre Kalil, cerca de 200 pessoas manifestaram em frente à prefeitura Lívia Bacelete | Prefeito criticou pastorais sociais, especialmente as que atuam com pessoas em situação de rua Lívia Bacelete

Pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis e apoiadores da luta dessa população estão indignados com atuais ações e declarações do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS). Depois de uma ação de retirada violenta de quem trabalhava e morava na avenida Bernardo Monteiro, na região central da capital, o prefeito se indispôs novamente com esse público no começo deste mês, quando criticou pastorais sociais, especialmente as que atuam com pessoas em situação de rua.

Em resposta às declarações e ações truculentas, cerca de 200 pessoas manifestaram seu desagravo em frente à Prefeitura, na terça (9). A manifestação, chamada de “Café com respeito, Sr. Prefeito”, teve início no viaduto Santa Tereza. Os manifestantes caminharam até a porta da prefeitura, onde reivindicaram respeito e dignidade.

Durante o ato, foi servido um grande café público e protocolado um requerimento para reunião com Kalil, visando discutir a política de moradia do município, garantir a imediata inserção das famílias da Av. Bernardo Monteiro no programa Bolsa Moradia e um pedido de retratação do prefeito sobre as declarações.

“Nós estamos indignados. Não queremos briga, queremos direitos e respeito”, conclui Maria das Graças Marçal, conhecida como Dona Geralda, integrante da Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis). “A pastoral foi o primeiro órgão que enxergou morador de rua e catador com dignidade”, disse. D. Geralda lembra que criou seus 9 filhos catando papel. Ela, que já morou na rua, agradece à pastoral por hoje ter uma casa, onde pode criar seus filhos.

Políticas públicas

A Política Nacional para as Pessoas em Situação de Rua foi instituída pelo Decreto Federal 7.053 de 2009. Em Minas Gerais, essa política foi instituída através da Lei 20.846 de 2013 e no município de Belo Horizonte pela Lei 8029 de 2000. Esta última prevê a criação do Fórum da População de Rua, de caráter permanente e consultivo quanto à elaboração de políticas públicas voltadas para esta população, além de garantir o atendimento com respeito e dignidade a essas pessoas.

 "A pastoral tem que cuidar de pedofilia de padre e largar quem sabe trabalhar, que é a política urbana, que é professora de faculdade... então esse negócio de pastoral da terra, pastoral do não sei o que ... eles não estão com essa bola toda. Não têm que se meter nisso. Eu, como prefeito Alexandre Kalil, não reconheço nenhum tipo de movimento que não tenha autoridade legal. Eu não me meto com pedofilia de padre e eles têm que deixar o prefeito e a Prefeitura trabalhar em paz", disse o prefeito em entrevista para a rádio Itatiatia no dia 2 de outubro.

A integrante do Fórum da População em Situação de Rua Luana Ferreira, explica que a Pastoral do Povo da Rua é reconhecida por ter iniciado a construção da política pública no município. “É uma falta de respeito muito grande com os movimentos sociais que têm construído uma política não só para Belo Horizonte, mas para o país, dando exemplos para o mundo. Tudo que o município conquistou em termos de avanço nesse campo foi devido a esse trabalho”, afirma.

A Pastoral do Povo da Rua já atendeu mais de 4.000 famílias e participou efetivamente dos 3 censos da população em situação de rua. Além disso, a pastoral se envolveu em mais de 15 projetos direcionados a essas pessoas, dentre eles, o Bolsa Moradia. A atuação da pastoral também garantiu a conquista de espaços importantes para essa população, como o Centro Estadual e Nacional de Defesa dos Direitos Humanos para População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis.

A partir de uma metodologia participativa e de reconhecimento do protagonismo das pessoas em situação de rua como sujeitos, a Pastoral do Povo da Rua desenvolveu uma tecnologia social que tem contribuído com a implementação de inúmeros serviços e equipamentos públicos de atenção a essa população.

Para Luana Ferreira, a discussão da política de habitação na cidade é fundamental e a violência contra a população em situação de rua, retirando-as de forma truculenta, não resolve nada. “Existe um trabalho que precisa ser feito muito mais complexo do que a retirada das pessoas das ruas. Em Belo Horizonte, infelizmente, temos visto aumentar o número de pessoas em situação de rua e essa forma de atuação não vai fazer com que esses números diminuam”, garante.

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ARTÍCULO | Cómo el discurso inconexo de Bolsonaro crea unidad contra un enemigo común

qua, 10/10/2018 - 17:26
CONTRA EL FASCISMO Limitaciones y deficiencias del discurso del presidenciable son, en verdad, su mayor ventaja para unificar electorado Rafael Tatemoto* | Bolsonaro no solo tiene fuerte presencia digital, sino que también piensa y articula de forma no analógica Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Hay preguntas que inquietan el electorado que rechaza a Jair Bolsonaro: ¿cómo una campaña basada en noticias falsas y con un candidato que habla de forma tan inconexa es capaz de atraer a una parte significativa de la población? ¿Cómo gran parte del pueblo brasileño fue capaz de adherirse a una plataforma abiertamente machista, homófobo, racista y elitista? El secreto del presidenciable del PSL es justamente ese: nadie se adhirió al paquete completo.

Las supuestas fragilidades de Bolsonaro en tanto candidato son, en verdad, su principal ventaja. Con poco tiempo de televisión y parco volumen de dinero invertido en campaña digital, al menos oficialmente, la candidatura de extrema derecha cuenta, por otro lado, con una masa de activistas digitales. La relación entre la campaña “apócrifa” y la oficial aun no está bien clara. Lo que más resalta, mientras tanto, no es solo el método escogido por el, sino la adecuación casi perfecta de forma y contenido, y entre la campaña digital y su línea política.

Su discurso – capaz de citar en el mismo momento un versículo bíblico, el combate a la corrupción, la reducción de la mayoría de edad penal y la cuestión de género – no es lineal en términos racionales tradicionales. No presenta encadenamiento de hechos y análisis. No desarrolla conclusiones a partir de premisas. No establece relaciones de causa y consecuencia verificables. Ese mosaico fragmentado que es su retórica indica que Bolsonaro no solo tiene fuerte presencia digital, sino que también piensa y se articula de forma no analógica.

Con su narrativa fragmentada, es capaz de amalgamar diversos sectores que, entre los ciudadanos comunes, no tendrían razones inmediatas para relacionarse. ¿Por qué alguien preocupado con la corrupción debería automáticamente asociarse con la defensa del agronegocio, cuando la realidad presenta diversos indicios de lo contrario? El modelo de discurso bolsonarista simplemente enumera una serie de temas, permitiendo que buena parte del electorado tenga al menos una preocupación compartida con su plataforma. Los otros tópicos son absorbidos de forma secundaria.

Su estilo exagerado y “juguetón”, de forma complementaria, crea una visión tan insólita del mundo que aquel que escoge un tópico de su discurso puede no creer en los otros, o al menos tomarlos menos en serio. Obviamente, aunque que haya en su filas incluso neonazis, no todo elector de Bolsonaro cree que los gays deban ser golpeados, aunque tienda a creer que los LGBT son privilegiados.

Realidad

Bolsonaro, que se ampara en el miedo y en el resentimiento social y los estimula, fue capaz de juntar diversos sectores bajo el signo de un enemigo común. Se trata de una operación ideológica en el estricto sentido de la palabra. A pesar de las significativas mejoras por las cuales el país viene pasando con relación a la justicia social desde la redemocratización, en especial en los gobiernos del Partido de los Trabajadores (PT), es obvio que no todas las desgracias de Brasil fueron resueltas. Para los bolsonaristas, que miran un caos social de forma distorsionada, es necesario identificar a los responsables por ello.

El primer culpable, evidente y directo, es el propio PT. Los otros son las feministas, los sindicatos, los sin tierra, el movimiento negro y los LGBT. Sectores que tuvieron avances parciales recientes en nuestra sociedad. Pero para los bolsonaristas, los históricamente oprimidos son responsabilizados por los propios males que denuncian. Los movimientos de negritud, por ejemplo, son los responsables por crear la división racial en el país. Los sindicatos, por establecer una división entre trabajadores y patrones.

En la visión bolsonarista, estos grupos, el enemigo común, fueron beneficiados en detrimento del “ciudadano común” - y “de bien”. Aquel preocupado con el alto índice de homicidios, a través de ese discurso, pasa también a combatir LGBTS y feministas por la supuesta degradación social generalizada. Aquellos sectores religiosos más sensibles a “cuestiones morales”, que ya combatían los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres y los derechos civiles de homosexuales, incorporan también la pauta anti-reforma agraria. Y es en la confusión que tal alianza difusa prospera.

Así, al encontrarse culpables por lo que aun falta ajustarse en nuestra democracia, se crean también un pasado y un presente idílicos, en los cuales tales sectores no existían y no existirán: la dictadura militar y un posible gobierno del propio Bolsonaro, que habla de “eliminar activismos”.

Tópicos

Al discursear, Bolsonaro no funciona como un expositor, sino como un perfil de Twitter lanzando mensajes. O un grupo de WhatsApp donde más importante que la perennidad del mensaje es su impacto momentáneo. Un estilo común a políticos como Trump y Berlusconi. Intuitivamente o no, fue capaz de operar una distinción entre la razón científica - argumentativa y lógica – y la razón política radicalizada. La campaña de Bolsonaro se vale de un tipo de coherencia que no es el usual. Probablemente, no será un discurso iluminista el capaz de desmontar del todo su visión que bordea la teoría de la conspiración, ni el capaz de derrotarlo en el corto plazo electoral.

Así, en esta segunda vuelta, para los y las interesadas en superar su plataforma electoral, es necesario identificar en este mosaico de intereses diversos que Bolsonaro representa aquello que, al ser puesto como prioridad, puede alejar parte de su electorado de su candidatura. Una sugerencia: el no acostumbra a divulgar propuestas económicas, excepto para desautorizar sus principales asesores. 

*Rafael Tatemoto es reportero de Brasil de Fato

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Por que Haddad?

qua, 10/10/2018 - 17:23
coluna Quando a democracia pode ser maior que o antipetismo Grazielle David | Democracia participativa: a vez e a voz de cada cidadão e cidadã Foto: Instituto Pólis

Foi numa segunda-feira pós 1º turno, em meio a uma conversa difícil sobre as eleições, que uma querida amiga de infância por fim me perguntou: “por que Haddad”?  Respirei profundamente enquanto um filme passava em minha cabeça, com artigos, tabelas, imagens, índices; então disse a ela: “por várias razões. Está disposta a escutar”? Tive um aceno positivo de cabeça.

1. Porque tem história e projetos para superação da fome e redução da pobreza
Em 2015, a ONU divulgou que o Brasil saiu do Mapa da Fome. Fome, algo tão básico do ser humano. Mas, foi somente com as políticas da última década que pudemos chegar aos indicadores apontando o número de pessoas subnutridas no Brasil como “NS”, quando as estatísticas são insignificantes. Isso indica que o país tem menos de 5% da população nesta situação.

Segundo o Relatório da ONU, foram as políticas de proteção social do período de 2000 a 2014 que estabeleceram um círculo virtuoso de progresso, envolvendo o aumento da renda, do emprego e dos salários das pessoas mais pobres, com destaque para a maior inclusão das mulheres. O documento cita como exemplo os programas “Fome Zero”, “Bolsa Família”, “PAA – Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar”, que segundo a Agência foram cruciais para alcançar um crescimento inclusivo no país e retirar milhares de pessoas da pobreza. Haddad tem em seu programa o fortalecimento e aprimoramento dessas políticas públicas.

2. Porque tem história e projetos de valorização o salário e redução das desigualdades
Além de também terem sido fundamentais para a superação da fome e para a redução da pobreza, as políticas de valorização do salário mínimo e de emprego contribuíram para a redução de desigualdades. Com um mercado de trabalho altamente desestruturado, se ele fosse deixado para a livre negociação entre empresas e trabalhadores, os rendimentos seriam bastante inferiores e mais desiguais. Isso porque as pessoas que recebem salário mínimo são justamente aquelas que possuem características de maior vulnerabilidade e menor capacidade de barganha salarial no mercado de trabalho, como o fato de ser do sexo feminino, de baixa escolaridade, negro, empregadas domésticas, ou ainda por se tratar de categorias com fraca organização sindical, entre outras. Haddad tem em seu programa políticas púbicas específicas para o salário mínimo, “emprego de novo” e redução de desigualdades, com destaque para as mulheres.

3. Porque o povo brasileiro estava feliz e esperançoso e pode voltar a ficar
Havia esperança no coração das pessoas, a vida estava melhorando e isso aumentava a alegria. Entre os países, com índice de felicidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil estava na frente. Porém, de 2015 a 2018 sua posição no ranking despencou, de 17º para 22º.

Nesse momento minha amiga me interrompeu e questionou: “tudo bem, tudo que você está falando é verdade, mas a partir de 2015 tudo isso mudou. O PT destruiu a economia, o PT roubou o país. Como você consegue cogitar votar nele agora”? 

4. Porque a crise econômica não teve uma causa única, mas múltiplas: crise global, queda do preço das commodities, crise política nacional, escolhas políticas inadequadas
Um primeiro elemento da crise econômica nacional é o contexto internacional. A crise econômica global de 2008 teve seu impacto de forma tardia no Brasil. Ocorreu importante redução da importação de produtos brasileiros devido à dificuldade de retomada econômica de vários países. Simultaneamente ocorreu, no final de 2014, uma importante queda do preço das commodities, como o petróleo, o que fez com que a balança comercial ficasse ainda mais prejudicada.

A crise política pela qual o país passava, desde o dia seguinte à eleição, com a negação do seu resultado, também se associa como importante elemento da crise econômica. Por fim, a desastrosa escolha de seguir a agenda Fiesp, a partir de 2011, com destaque para o aumento dos gastos tributários, o que colaborou muito com a redução da capacidade arrecadatória do Estado e prejudicou o equilíbrio fiscal.

Diante do déficit fiscal haviam opções, retomar a capacidade arrecadatória com uma reforma tributária, justiça fiscal e fortalecimento dos investimentos sociais com efeitos multiplicadores econômicos; ou cortar despesas. Sob forte pressão, já em 2015, os cortes orçamentários foram adotados. Porém, foi com a Emenda Constitucional (EC) 95 de Temer que essas medidas de austeridade foram aprofundadas e constitucionalizadas. O resultado? Agravamento da situação social e fiscal no país.

Assim, grande questão que temos agora sobre a possibilidade de retomada do crescimento econômico é: quem pretende revogar a EC 95 e o que fará para buscar o equilíbrio fiscal?

Haddad é quem defende revogar o ‘teto dos gastos’ e em substituição realizar uma reforma tributária progressiva associada com investimentos sociais que têm efeitos multiplicadores econômicos. Já Bolsonaro pretende manter a EC 95 e aprofundar seus efeitos, cortando ainda mais as despesas sociais, fazendo uma forte reforma da previdência e realizando mera simplificação tributária. 

5. Porque a corrupção é sistêmica, o PT não é o partido mais corrupto
Dados da CGU mostram como a corrupção é sistêmica, 4 em cada 5 prefeituras fiscalizadas (80%) apresentam irregularidades graves e médias, que indicam a ocorrência de desvios de recursos públicos federais, passando por todos os partidos políticos. Ranking do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral mostra que os partidos mais corruptos, em sequência são: DEM, MDB, PSDB, PP, PTB, PDT, PR, PPS, PT, PPB, PSB, PSL. Também é importante lembrar que não podemos generalizar tudo. Existem políticos corruptos em todos os partidos, mas isso não significa que todos sejam. Haddad não tem condenação e Bolsonaro tem vários processos abertos contra ele.

6. Porque Haddad é o único candidato do campo democrático no 2º turno
Aqui reside uma questão central da eleição. Temos apenas um candidato do campo democrático no 2º turno, Haddad. Isso porque faz parte da essência da democracia a garantia da liberdade política e de expressão, a pluralidade, a participação social na tomada de decisões políticas e os direitos humanos. Bolsonaro é contrário a todas essas questões. Em recente pronunciamento, ele afirmou que em seu governo não aceitará ativismo, o que inviabiliza a liberdade política, o pluralismo e a participação. Mais grave do que o que ele pode fazer é a legitimidade que confere a grupos fascistas e violentos que o defendem, para que possam praticar atos sem medo de punição. Isso já começou, com agressões a grupos como gays e mulheres.

Minha amiga então utilizou um argumento já bem difundido: “se nem todo mundo que vota no PT é corrupto, nem todo mundo que vota em Bolsonaro é fascista”. A grande questão é que como sociedade, por meio de instituições, é possível atuar na fiscalização e combate à corrupção. Porém, isso não é verdade com relação ao autoritarismo. Quem tenta combatê-lo é preso, torturado, assassinado.

Há que se colocar na balança de forma racional, o que é mais importante: o antipetismo ou a democracia? Bolsonaro mesmo já afirmou que o grande erro da ditadura foi “só” torturar, que deveria ter matado mais. Não é uma fala de efeito, não é uma brincadeira, não é um exagero. Ele está mostrando o que pretende fazer, depois poderá ser tarde para arrepender. 

* Grazielle David é conselheira do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), especialista em orçamento público, mestre em saúde coletiva - economia da saúde, e especialista em Bioética.

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