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Atualizado: 53 minutos 27 segundos atrás

Mais de 5 mil pessoas vão a ato contra Reforma da Previdência em sessão da ALPB

sex, 15/03/2019 - 17:34
REFORMA NÃO A proponente, deputada estadual Cida Ramos, fez o seu discurso na praça João Pessoa Redação BdF - PB | Cida Ramos no parlatório da ALPB, em frente à praça João Pesso Foto: ALPB (function(i,s,o,g,r,a,m){i['GoogleAnalyticsObject']=r;i[r]=i[r]||function(){ (i[r].q=i[r].q||[]).push(arguments)},i[r].l=1*new Date();a=s.createElement(o), m=s.getElementsByTagName(o)[0];a.async=1;a.src=g;m.parentNode.insertBefore(a,m) })(window,document,'script','//www.google-analytics.com/analytics.js','ga'); ga('create', 'UA-54143594-4', 'auto'); ga('set', 'campaignName', 'FacebookIA'); ga('set', 'campaignSource', 'FacebookInstantArticles'); ga('set', 'campaignMedium', 'social'); ga('send', 'pageview');
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Ataques na Nova Zelândia deixam 49 mortos e manifesto para criar "atmosfera de medo"

sex, 15/03/2019 - 17:26
Crime de ódio Ações foram direcionadas a mesquitas; além das vítimas fatais, diversas pessoas ficaram feridas Redação* | Polícia isola área em frente à mesquita Al Noor, em Christchurch, Nova Zelândia, após ataque de atirador na manhã desta sexta-feira (15) Foto: Tessa Burrows/AFP

Dois ataques armados contra mesquitas na Nova Zelândia deixaram pelo menos 49 mortos e dezenas de feridos na manhã desta sexta-feira (15, noite de quinta-feira no Brasil). A polícia do país mobilizou todo o arsenal e contingente para a região e prendeu três suspeitos, mas não divulgou o nome dos detidos. Os atentados estão sendo tratados como crime de ódio cometidos por supremacistas brancos contra imigrantes e muçulmanos.

Os atentados aconteceram em duas mesquitas próximas, Linwood e Al Noor, em Christchurch, maior cidade da Ilha Sul.

Um australiano identificado como Brenton Tarrant, de 28 anos, fez uma transmissão de 17 minutos ao vivo pelo Facebook em que aparece dirigindo até uma mesquita, entrando e atirando a esmo nas pessoas.

Tarrant publicou um manifesto de 74 páginas na internet, em que se declara “nacionalista étnico” e “ecofascista”. No documento, o autor fala em criar “uma atmosfera de medo” contra muçulmanos.

A escolha de armas de fogo para executar o atentado foi justificada por Tarrant para ter “o máximo de publicidade”, pelo “efeito no discurso social, a maior cobertura midiática que promoveria e o efeito que poderia ter na política dos Estados Unidos e, portanto, na situação política do mundo”.

A ação, segundo o autor do manifesto, teria sido planejada por dois anos. Originalmente, a Nova Zelândia não era alvo, mas o suspeito decidiu pelo país há três meses, alegando a intenção de deixar a mensagem de que “lugar nenhum do mundo está seguro”.

Reação

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, condenou os ataques e a motivação de ódio por trás dos crimes. “Não somos um alvo por sermos um porto seguro para aqueles que têm ódio. Não fomos escolhidos para esse ato de violência por sermos coniventes com o racismo, por sermos um enclave para o extremismo”, afirmou. “Fomos escolhidos exatamente pelo fato de não sermos nenhuma dessas coisas.”

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, confirmou que um dos detidos é cidadão de seu país e classificou-o como um “terrorista violento de extrema direita”.

A polícia reforçou a segurança em pontos importantes da cidade, incluindo o hospital para onde as vítimas estavam sendo levadas, pelo receio de que pudesse haver novos ataques.

*Com informações de The Guardian, NZ Herald e New York Times

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BH ganha um espaço para ver, fazer e pensar filmes

sex, 15/03/2019 - 17:09
Gratuito Espaço Cultural Filme de Rua exibe filmes de pessoas em situação de rua e valoriza produção do cinema independente Larissa Costa | Produções são feitas de forma colaborativa, desde o roteiro e a construção das personagens até a fotografia Foto: Bruno Figueiredo

O Centro de Belo Horizonte ganhou, na última terça (12), um ponto dedicado ao cinema independente. O Espaço Cultural Filme de Rua – idealizado por profissionais e militantes do audiovisual, das artes plásticas, da psicanálise, da comunicação e da história – surgiu do projeto de mesmo nome, Filme de Rua, que, em 2015, juntou adolescentes em situação de rua para fazerem seu próprio filme. O curta produzido foi vencedor do 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte e foi selecionado para grandes festivais nacionais. 
A experiência do primeiro curta levou o coletivo, atualmente formado por 6coordenadores e 15 jovens que moraram ou moram na rua, à vontade de inaugurar um cinema onde os filmes produzidos pudessem ser exibidos. O Espaço, portanto, tem o objetivo de ter uma programação periódica que contemple produções audiovisuais que não têm oportunidade de serem exibidas no circuito tradicional. 
Segundo Joanna Ladeira, umas das coordenadoras do Espaço Cultural e do Coletivo Filme de Rua, a aposta é que os momentos construídos contribuam para a formação sociocultural do público. “Normalmente existem muitas questões com relação àqueles que estão na rua. E [a população] acaba não conhecendo essas pessoas, não percebendo a riqueza no olhar que elas têm sobre a cidade, sobre as mazelas, as dificuldades e desigualdades sociais”, reflete. 
Transformação
As produções do coletivo Filme de Rua são feitas de forma colaborativa, desde o roteiro e a construção das personagens até a fotografia. Para Joanna, o cinema tem efeitos impressionantes na vida das pessoas em situação de rua, que passam a ser consideradas realizadoras, produtoras e agentes culturais.
“Começa a se desenhar uma perspectiva futura, para aqueles que se interessaram pela câmera ou se encontraram no áudio ou aquelas que sonham em ser atrizes. De repente, esse sonho ganha outra dimensão, se aproxima mais da realidade, uma vez que nosso cinema é de luta, de resistência”, afirma.
Na sexta, sábado e domingo (15, 16 e 17), o espaço vai contar com exibição gratuita de filmes. Confira a programação.

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Movimentos de luta por moradia realizam protesto cobrando compromissos da Prefeitura

sex, 15/03/2019 - 17:00
Na Luta Reivindicação do cumprimento da Política Municipal de Habitação esteve no centro da ação Da Redação | Famílias ocuparam ruas do Recife MNLM

O Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLP) e Organização e Luta dos Movimentos (OLMP) realizaram um protesto para exigir da Prefeitura do Recife e do Prefeito Geraldo Júlio, seus compromissos com a Política Municipal de Habitação para milhares de famílias. 

Estiveram presentes famílias das comunidades: Construindo Sonhos, Coelhos, Beira do Rio, Entra-Apulso, Santo Amaro, Campo Grande, Dandara, Ilha de Joaneiro, João de Barro, Campo do Vila, entre outras. Juntas, essas famílias reivindicam a construção de 2.500 Casas Populares, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida.

A manifestação integrou um dia nacional de lutas por moradia. Aconteceram atos em vários estados do Brasil.

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Entrevista com Ermínia Maricato é destaque do Programa em Pernambuco

sex, 15/03/2019 - 16:46
Rádio Leilão do Aeroporto Internacional do Guararapes e entrevista sobre cidades são os destaques Da Redação | Ermínia Maricato é arquiteta, urbanista, professora da Universidade de São Saulo (USP), pesquisadora e ativista brasileira Arquitetura da Gentrificação

No Programa Brasil de Fato Pernambuco desta sexta-feira (15) você confere entrevista com Ermínia Maricato,  arquiteta, urbanista, professora da Universidade de São Saulo (USP), pesquisadora e ativista brasileira que falou sobre a relação entre política, violência e cidade. 
Nesta edição tem também estreia do quadro Comida de Verdade, que traz uma receita fácil e gostosa de chips feitos com cascas de batata.
O Aeroporto Internacional do Guararapes foi leiloado. Sobre esse assunto, contamos com participação do nosso correspondente Vinícius Sobreira, que trouxe mais informações, dentre elas sobre consequências desta venda.
Além disso você confere a nossa conexão com a Rede Lula Livre através do nosso correspondente, Gabriel Carriconde e pode acompanhar nossas dicas de atividades para o fim de semana na Agenda Cultural.

O Programa Brasil de Fato Pernambuco vai ao ar de segunda a sexta, na Rádio Clube 720 AM, das 14h às 15h.

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Um ano sem Marielle é destaque no Programa Brasil de Fato Pernambuco

sex, 15/03/2019 - 16:34
Rádio Entrevistas com a Jornalista Catarina de Angola é destaque na edição Da Redação | Catarina de Angola falou sobre a participação das mulheres negras nos espaços de poder Dayane Pires/CMR

A edição da última quinta-feira, dia (14), dia em que completa um ano do assassinato da vereadora Marielle Franco e do eu motorista Anderson Gomes, o programa traz entrevista, com a jornalista, Catarina de Angola, que falou sobre a participação das mulheres negras nos espaços de poder. Para ela, Marielle é a representação de como as mulheres negras unidas e organizadas podem atuar politicamente. “Marielle é grande referência de força e exemplo de até onde nós mulheres negras podemos chegar e onde devemos estar, na construção de políticas e leis que representem as mulheres negras, na literatura”, ressalta. Ainda tem entrevista com  Marinete da Silva, mãe de Marielle.

Você ainda pode conferir reportagem sobre a solidariedade de Lula as vítimas da chacina em Suzano. O ex-presidente faz apelo àqueles "que incentivam a cultura do ódio e da violência". Além disso O colunista Aristóteles Cardona Júnior falou sobre a flexibilização do porte de armas no Brasil e também os ricos que as vidas das pessoas correm com esta medida.
Além disso o programa traz ainda o quadro Direitos de Fato, a advogada Clarissa Nunes  também tratou sobre o caso da vereadora Marielle Franco.

O Programa Brasil de Fato Pernambuco vai ao ar de segunda a sexta, na Rádio Clube 720 AM, das 14h às 15h.

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Deputadas pernambucanas homenageiam Marielle Franco

sex, 15/03/2019 - 16:22
ALEPE Em sessão carregada de emoção, memória da vereadora foi lembrada por parlamentares de amplo espectro político Vinícius Sobreira | O grande expediente da Alepe foi dedicado à memória da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes Assembleia Legislativa

O grande expediente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quinta-feira (14), foi dedicado à memória da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, assassinados há exatamente um ano, no Rio de Janeiro. Os discursos foram além do espectro político de esquerda no qual militava Marielle.

Carregando girassóis, símbolo utilizado por Marielle, oito das 10 deputadas mulheres se fizeram presentes na sessão que foi também em homenagem às mulheres. Além das Juntas (PSOL), estiveram na sessão Teresa Leião (PT), Dulcicleide Amorim (PT), Simone Santana (PSB), Gleide Angelo (PSB), Fabíola Cabral (PP), Roberta Arraes (PP) e Alessandra Vieira (PSDB).

Já Priscila Krause (DEM) e Clarissa Tércio (PSC) foram as ausentes - esta última, até algumas semanas atrás, tentava pleitear a presidência da Comissão de Direitos Humanos da casa. Entre os 39 deputados homens, apenas seis passaram pela sessão: Doriel Barros (PT), Isaltino Nascimento (PSB), Sivaldo Albino (PSB), Antônio Fernando (PSC) e Tony Gel (MDB), além de Eriberto Medeiros (PP).

Por uma questão burocrática o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros (PP), abriu os trabalhos da sessão dedicada as mulheres. Ele parabenizou a atuação das presentes e deu lugar à vice-presidenta da casa, Simone Santana (PSB), que por sua vez deixou o comando da sessão com deputada delegada Gleide Ângelo (PSB), presidenta da comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e deputada com a mais alta votação da história de Pernambuco.

Já na abertura do expediente, Simone Santana (PSB) fez um discurso em que citou Eduardo Galeano, lembrou Aqualtune, princesa congolesa vendida como escrava no Recife, líder de uma fuga para Palmares e de um mocambo que ganhou seu nome, além de mãe de Ganga Zumba e avó de Zumbi. Foram lembradas ainda as heroínas de Tejucupapo, que com as armas que dispunham guerrearam e venceram os holandeses, impedindo um saque na cidade de Goiana. Maria Amélia, professora, jornalista, militante abolicionista e alfabetizadora de negros nos anos 1800.

A parlamentar lembrou ainda outras figuras femininas da história de Pernambuco, como a primeira "governadora" de Pernambuco, Brites Albuquerque, portuguesa que assumiu a capitania de Pernambuco por 30 anos com a morte do marido Duarte Coelho; e ainda Bárbara de Alencar, uma das líderes da Revolução Pernambucana; Adalgisa Cavalcanti, primeira deputada estadual de Pernambuco, que abriu caminhos para que na atual legislatura as mulheres alcançassem 20% das vagas na Alepe, chegando ao 40º mandato feminino na história da Assembleia.

Por fim, Simone Santana chegou a Maria Carolina de Jesus, primeira escritora negra brasileira, nascida neste mesmo 14 de março; e a Marielle Franco, morta no mesmo dia em que a Alepe havia criado, horas mais cedo, a Ação Formativa Mulheres na Tribuna, para estimular o envolvimento de mulheres na política. "Enquanto no Rio eliminavam uma mulher de luta, aqui criávamos um espaço de empoderamento. Porque não adianta quererem nos enterrar. Nós somos sementes", disse a deputada.

A delegada Gleide Ângelo (PSB), notória policial do estado, queixou-se que parte de seus seguidores não aceitaram bem suas homenagens a Marielle. "Vieram com aquele discurso, questionando se a vida dela valia mais que as vidas das demais vítimas diárias da violência", reclamou. "Para mim, todas as vidas têm o mesmo valor, até a dos chamados bandidos. Mas quando eu falo de Marielle, não é porque ela é mais importante, mas pelo que ela representa: ela foi eleita pelo povo, representava mulheres, negras, faveladas, lésbicas, mulheres excluídas. Matar Marielle é matar tudo o que ela representa", bradou.

Com 15 anos na Polícia Civil, a delegada disse ter entrado na política para fazer mais contra a violência que atinge as mulheres. "Se eu vim para cá é porque aqui posso trabalhar prevenção da violência contra a mulher. Se eu achasse que só a polícia resolve, eu nem estaria aqui. Precisamos de polícia, mas também de políticas públicas. 

A deputada Teresa Leitão (PT) iniciou seu discurso com o "Lula Livre, Marielle Vive", aplaudida majoritariamente pelos presentes e até pelas deputadas do PP, que endossaram com gestos a crítica quanto à prisão sem provas contra Lula. Para Teresa, o grito por Lula e Marielle não é só um grito de ordem, "mas um forte grito de resistência contra o escárnio com o qual o presidente trata a vida, especialmente a das mulheres".

Sua companheira de partido Dulcicleide Amorim (PT) criticou a prisão de Lula, "que tanto fez por crianças, mulheres e que transformou uma região inteira", disse a sertaneja. Ela destacou ainda que se aquelas mulheres podem estar naquele espaço hoje, é porque muitas antes, como Marielle, lutaram e morreram na luta por direitos. "Ela era defensora e representante dos grandes grupos que sofrem exclusão", disse, associando a atuação com os ensinamentos cristãos. "Deus fez o mundo para todas as classes. Jesus nunca discriminou ninguém", disse ela, que é evangélica.

Representando as Juntas (PSOL), tribuna foi ocupada por Kátia Cunha e não por Jô Cavalcanti, representante jurídica do mandato. Um passo importante para o mandato coletivo e que foi reconhecido, respeitado e até comemorado por outras deputadas presentes. Kátia lembrou conversas que teve com Marielle, com quem atuou politicamente dentro do PSOL. "Ainda dentro do meio sindical eu estava desistindo da política, mas Marielle me disse 'não, Kátia, a política precisa de nós e você não tem o direito de desistir", conta a hoje co-deputada estadual.

Entre as 12 falas de mulheres, uma única voz masculina usou a tribuna. A convite de boa parte das mulheres que compunham a mesa, o deputado Isaltino Nascimento (PSB), líder do governo na Alepe, classificou como "duro" e "difícil" o atual momento do Brasil. Ele destacou como a proposta de reforma da previdência também atingirá as mulheres, afetando as políticas de assistência social e o SUS, que compõem a seguridade social. "Quem recebe auxílio para cuidar das crianças deficientes? Também são as mulheres", disse.

A secretária da Mulher do Governo de Pernambuco, Silvia Cordeiro, considera a morte de Marielle como parte dos valores carregados pelo grupo político que está no poder nacionalmente. "Quem matou Marielle foi o machismo, o patriarcado, a extrema direita, foi a cultura da violência. Não temos nada a comemorar, mas que unir forças para resistir". Também estiveram como convidadas a delegada do departamento de Defesa da Mulher, Julieta Japiassu; e Regina Célia, do Instituto Maria da Penha.

Convidada como representante do PSOL, Dani Portela lembrou o último pronunciamento de Marielle na Câmara do Rio. "Ela confrontava os vereadores que não respeitavam sua fala. Dizia para não interromperem a fala de uma mulher negra, mas logo ela foi silenciada. "Esse não é um caso isolado, mas um projeto de sociedade", completa. E citou o poeta Pablo Neruda. "Eles podem cortar todas as flores, mas não podem deter a primavera".

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Dia de luta contra as barragens é destaque no Programa Brasil de Fato Pernambuco

sex, 15/03/2019 - 16:21
Rádio Entrevista com Ivanilson Maia, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é destaque da edição Da Redação | O 14 de Março é uma data de luta dos atingidos por barragens em todo país. Fotos: Marcelo Cruz

Dia 14 de Março é o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens. E a edição do Programa Brasil de Fato Pernambuco desta quarta-feira (13) traz informações sobre o crime da Vale em Brumadinho, uma das maiores tragédias socioambientais do mundo, em uma entrevista, com Ivanilson Maia, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Na conversa, ele comentou também sobre os riscos para o rio São Francisco. 

De acordo com Ivanilson, a contaminação pode atingir o Velho Chico e não conter visivelmente a lama e a mesma cor, mas os rejeitos contaminantes podem estar presentes na água, impacto que afetaria drasticamente a pesca, a produção de alimentos, a geração de energia e a saúde das populações no entorno do rio, que envolve cerca de 521 municípios. 

O Campeonato Pernambucano de Futebol é comentado no Esportes de Fato, com o comentarista esportivo Daniel Lamir. Ainda nesta edição, você confere a tradicional Agenda Cultural com dicas que envolvem a alimentação, música e mais.
O Programa Brasil de Fato Pernambuco vai ao ar de segunda a sexta, na Rádio Clube 720 AM, das 14h às 15h.

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Fetape realiza audiências públicas sobre aposentadoria rural no interior do estado

sex, 15/03/2019 - 16:00
Espaço Sindical Primeira audiência ocorreu hoje (15), em Afogados da Ingazeira Da Redação | Trabalhadora rural Fetape

O corte na aposentadoria rural e seus impactos para a população mais carente como aumento da fome, do desemprego e do êxodo rural, além dos prejuízos econômicos serão assuntos debatidos em três audiências regionais. 

As audiências são organizadas pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape) e seus Sindicatos, em conjunto com diferentes movimentos e organizações sociais. A primeira ocorreu hoje (15), em Afogados da Ingazeira. 

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Confira a edição de São Paulo do Programa Brasil de Fato - 15/03/19

sex, 15/03/2019 - 15:51
Programa Brasil de Fato Atos em todo o país cobram respostas ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Luiza Vilela | Protestos ocorreram em todo o Brasil e contaram com milhares de pessoas. Pablo Vergara | MST-RJ

Programa Brasil de Fato desta sexta-feira (15), traz informações sobre a 16ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico, que aconteceu nesta sexta-feira, no Rio Grande do Sul. O Momento dos Trabalhadores sem Terra (MST) é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina. 

Destaque para a entrevista exclusiva e ao vivo com o cantor e compositor popular Mineirinho, que fala sobre a cultura da moda de viola. 

Nessa edição, o programa traz também as últimas notícias sobre a Reforma da Previdência, em especial sobre a aposentadoria dos trabalhadores rurais, além do recado do ex-presidente Lula sobre o tema.  

Você confere também a repercussão dos atos em todo o Brasil para cobrar respostas sobre o assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, e o último episódio da série especial sobre a história da vereadora. 

Além disso, você confere dicas sobre como tratar as diarreias, com o médico de Família e Comunidade, Thiago Henrique, no quadro Minuto da Saúde.

O Programa Brasil de Fato é veiculado ao vivo na Rádio Terra HD 95,3 FM, na Rádio Brasil Atual 102,7 FM e na Rádio Super 87,5 FM, das 12h às 13h

Você também pode ouvir os nossos conteúdos pelo site: radio.brasildefato.com.br ou pelo aplicativo do Brasil de Fato, disponível na Google Play.

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Previsão do tempo para sexta-feira (15)

sex, 15/03/2019 - 13:33
Clima Saiba como estará a temperatura nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional de Rádio | Previsão do tempo Karina Ramos | Brasil de Fato

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia.

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Papo Esportivo | Prisão revela má gestão da Federação Paranaense de Futebol

sex, 15/03/2019 - 13:13
Futebol Ex-presidente da FPF, Onaireves Moura teve mandato de prisão decretado por estelionato e outros crimes Henry Xavier | Onaireves Moura foi presidente da Federação Paranaense de Futebol durante 22 anos Divulgação

Além da análise do desempenho dos times que disputam a Copa Libertadores da América, nosso colunista Henry Xavier fala também sobre a prisão de Onaireves Moura, ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol, por crimes cometidos quando dirigia a entidade. Onaireves esteve a frente da FPF durante 22 anos, e é acusado de estelionato e desvio de dinheiro. 

Ouça o comentário de Henry Xavier:

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Ricardo Kotscho critica comunicação do governo Bolsonaro: "Encaram tudo como guerra"

sex, 15/03/2019 - 12:57
Entrevista Ex-chefe de comunicação no governo Lula avalia que o presidente eleito em outubro de 2018 não honra o cargo que ocupa Juca Guimarães | Estratégia de mentiras e ataques da campanha foi transportada para o governo, diz Kotscho Juliano Vieira

Em menos de 100 dias de mandato, Jair Bolsonaro (PSL) coleciona um histórico inédito de embates com jornalistas. O presidente faz a maior parte de suas declarações públicas pelas redes sociais, divulga dados de caráter duvidoso, favorece meios de comunicação "parceiros" e dificulta o acesso a informações públicas, como se estivesse rodeado de inimigos. Essa é a avaliação do jornalista Ricardo Kotscho, ex-chefe da Secretaria de Imprensa e Divulgação do governo Lula (PT) entre 2003 e 2004.

"O governo não pode tudo. O presidente da República não pode tudo. Ele [Bolsonaro] acha que pode, e está quebrando a cara”, analisa Kotscho, que recebeu por quatro vezes o Prêmio Esso de Jornalismo -- um dos mais importantes da categoria no Brasil.

Com mais de 50 anos de profissão, o jornalista diz estar impressionado com o despreparo, a arrogância e a postura presunçosa do presidente. De acordo com Kotscho, o capitão reformado "encara tudo como uma guerra". Confira:

Brasil de Fato: De modo geral, como o senhor avalia a relação do governo Bolsonaro com a imprensa?

Ricardo Kotscho: Eles atacam alguns jornalistas, alguns veículos, e escolhem alguns “amigos” com quem falam sempre. Desde que o Bolsonaro foi eleito, tem canais televisão, como a Record, o SBT e a Bandeirantes, que abrem câmera a hora que ele quiser. Ele fala o que quer, e só levantam a bola para ele. Daí, o presidente se acostumou mal. Não é esse o papel do jornalista.

Ele tem os “inimigos”, que são os repórteres "de verdade" -- que, infelizmente, são uma minoria no Brasil. E tem aqueles caras que convivem com o poder, qualquer que seja o poder: querem estar bem na mesa do poder. Hoje [13 de março de 2019] teve um encontro do Bolsonaro com jornalistas, um segundo encontro, mas são caras escolhidos a dedo por ele. É só o pessoal em quem a equipe dele confia.

O que a postura adotada em relação à imprensa diz sobre o próprio governo?

É a filosofia do governo [Bolsonaro].

O governo está permanentemente em guerra.Tem os aliados e os inimigos -- isso vale para tudo. O militar foi preparado para a guerra, inclusive esse capitão que é presidente hoje. Você olha para a cara, e ele está sempre acuado, sempre pronto para atirar. Tanto que a campanha dele tinha a "arminha", e hoje a gente viu no que deu o negócio da arminha [a entrevista foi realizada no dia do massacre de Suzano].

O decreto dele e do Moro para liberar quatro armas por pessoa ainda nem foi aprovado, mas a Folha de S.Paulo publicou uma matéria mostrando que dá para comprar arma como quiser, com um curso mequetrefe. Todo mundo que quer ter arma já tem, e agora eles vão liberar mais.

Esta semana, Bolsonaro atacou uma repórter do Estadão, estimulou um linchamento nas redes sociais. E, na mesma postagem, atacou o pai dela.

O pai dela é o Chico Otávio, um dos grandes repórteres do Brasil, que já fez muitas matérias sobre as milícias no Rio e que vive ameaçado. Anteontem [11 de março], o Estadão fez um editorial rompendo com o Bolsonaro, detonando o Bolsonaro, aí ele ficou bravo e resolveu fazer esse negócio contra a repórter do Estadão -- aproveitou e pôs o pai no meio. É tudo nessa base.

É um governo de vingança, de maldade, não tem nada para construir.

Qual a consequência disso a longo prazo?

Tudo que está sendo feito é para destruir os direitos que as pessoas têm, todos os direitos sociais dos últimos anos.

O Brasil deu uma bela melhorada. Se pegar os oito anos do governo FHC e os oito anos do Lula, foram 16 anos praticamente sem grandes crises, e o país cresceu muito no campo social. Estou completando mais de 50 anos de jornalismo, e nós nunca tivemos 16 anos tão bons para a maioria da população. Isso ninguém pode tirar, mas esse governo está aí, não tem nem 100 dias, e está destruindo tudo.

Já começou com o Temer, com a reforma trabalhista, e agora não vai sobrar nada com a reforma da Previdência. Querem vender tudo. Parece que pegaram o programa de governo do Lula, os avanços do governo Lula, e disseram: "Vamos acabar com isso aqui".

Como você enxerga a postura do porta-voz do governo, o general Otávio Rêgo Barros?

Eu não consigo entender onde acharam aquela figura. Ele fala, fala e aí diz: "Agora, se alguém quiser fazer alguma pergunta...". Aí, fazem duas ou três perguntas, ele encerra o negócio, vira as costas e fala: "Paz e bem". Parece um pastor!

É uma mistura de general com pastor. Não dá para entender.

Os problemas de comunicação que o senhor aponta já se verificavam na campanha eleitoral?

Para você ter uma ideia, o Bolsonaro fez toda a campanha sem um assessor de imprensa oficial. Quem era o assessor de imprensa?

Antigamente, todos os candidato tinham um assessor de imprensa. Você sabia com quem tinha que falar. Ele não tinha. Eram ele e os filhos dele lá. Aquilo se transportou para o governo.

Agora, ele se cercou de generais por todos os lados. Tem mais militares hoje no governo do que eu peguei na ditadura militar. Nunca teve tanto militar no governo, nem quando os generais-presidentes mandavam no Brasil. Nunca teve.

O tratamento dado à imprensa na ditadura militar não era tão terrível como o que está acontecendo agora, ou no dia da posse. Foi uma coisa horrorosa. Deixaram sem comer e sem beber.

Nesse sentido, o senhor considera que o governo tem manipulado dados, escondido informações?

Vamos usar a  palavra certa: mentir. Ele mente diariamente.

Há um levantamento que mostra que, em 60 dias de governo, ele mentiu 82 vezes. Ele mente como o [Donald] Trump, igualzinho. Ele dá informação errada...

Essa história da menina do Estadão, por exemplo, ele pegou e editou uma fala dela. Ele faz qualquer coisa como fez na campanha. O governo até agora foi o prolongamento da campanha, que foi a mais suja da história do Brasil.

O Sérgio Moro montou todo um esquema para tirar o Lula da eleição e depois acertou para ser ministro. Isso já mostra o caos institucional do país.

Tudo isso estava previsto, ou governo Bolsonaro é pior do que se previa?

Vou dizer uma coisa, e posso falar porque eu vivi isso: este é o pior momento do Brasil. Não só para a imprensa, para nós jornalistas, mas para o país.

Mesmo nos piores momentos da ditadura, você tinha líderes de oposição muito fortes, tinha jornalistas de combate, inclusive dentro da grande imprensa. A gente brigava, dentro da grande imprensa, para dizer alguma coisa e passar por cima da censura. A gente não estava acomodado.

Nessa época, eu estava no Estadão e trabalhava como se não existisse censura. A ordem do chefe de reportagem era essa: "Você faz a sua matéria, o outro lá [censor] vem à noite e corta. Não vamos nós cortar antes". Não tinha auto-censura.

Não tem mais tantos jornalistas com autonomia, combativos. Os jornalistas da nova geração, principalmente de Brasília, são muito chegados no poder. É o que eu chamo de "jornalismo do prato feito". Isso desde a Lava Jato.

Eles recebem vazamentos, fitas, documentos… é o prato feito! Almoçam e jantam com o poder. Mas tem exceções, é bom lembrar que tem exceções.

E é só pegar a história do rapaz [Bolsonaro] para ver que ia dar nisso. Aquele negócio de fazer arminha, de botar criança no colo e fazer arminha...

A gente, como jornalista, precisa ser equilibrado. Eu nunca acreditei nesse negócio de neutro, imparcial, isso aí não existe. Mas eu sempre achei que tem que ter equilíbrio. Mesmo como assessor de imprensa, nas campanhas do Lula, tinha colega nosso que cantava o jingle no palanque. Eu não cantava porque estava trabalhando, como jornalista.

Eu sei separar as coisas, mas está chegando um ponto em que não dá mais. Eu não tenho mais palavras, palavrões, para dizer o que está acontecendo. É inacreditável. Os jovens não têm ideia da gravidade do momento atual do Brasil. Não sei como vai acabar, mas não vai acabar bem.

Como você analisa os indícios de envolvimento das milícias com o governo federal e a morte da Marielle Franco, no Rio de Janeiro?

Eu escrevi no meu blog, o Balaio do Kotscho, sobre o esquema político protegendo as milícias. No Rio, qualquer repórter principiante sabe disso -- quem são, como funciona, todo mundo sabe. O Chico Otávio já fez quinhentas matérias sobre isso. O [ex-ministro de Segurança Pública Raul] Jungmann, que fala, fala e não diz nada, mas deixou escapar [no final do ano] que já tinham mais informações sobre este esquema. Tanto é que chamaram a Polícia Federal para investigar a investigação da polícia carioca.

Ali é tudo mancomunado. A Polícia Militar, a Polícia Civil, a Justiça, o Tribunal de Contas...

O Sérgio Cabral não saiu do nada. Os Bolsonaro sempre foram ligados às milícias. Eu publiquei um estudo feito pelo Instituto Análise, listando 21 fatos que ligam  o clã Bolsonaro às milícias. São fatos. Não é opinião, nem nada.

De volta à comunicação, quais eram as diretrizes do relacionamento com a imprensa quando o senhor estava na secretaria de comunicação?

Desde o início e em todos os sentidos, a gente procurou democratizar a informação. Não dava furo [informação exclusiva] para ninguém, não dava privilégio para ninguém. Podia ser um grande repórter da Globo ou um da Rádio Itatiaia, não tinha diferença. Todos eram atendidos.

Na secretaria de imprensa, tinha os setoristas que cobriam o Planalto -- eram de 50 a 60 repórteres --, que ficavam lá direto. Incluindo técnicos, o pessoal que organiza as coletivas, o som, eram umas 50 pessoas. E desde o início eu deixei isso claro: tratamento igual para todos.

Eu trabalhava com a porta aberta e todo mundo podia entrar na minha sala. Às vezes, o Lula estava lá conversando e o pessoal entrava e falava com ele também. Era uma relação muito boa.

E como o Lula tratava a questão do presidente como figura pública?

Lembro do preconceito que tinha contra o Lula, por ser torneiro mecânico. O Lula sabia exatamente o papel dele como presidente. Ele se dava ao respeito e respeitava todo mundo. Você não consegue se lembrar de um episódio em que o Lula tenha desrespeitado o papel de presidente da República. Ele tinha noção do papel dele.

Esse rapaz [Bolsonaro] não sabe o que é Presidência da República, Constituição. Ele não sabe nada. Ficou 30 anos na Câmara e nunca fez nada.

Era uma figura folclórica. Ninguém prestava atenção nele a não ser quando ameaçava bater em alguém ou falava aqueles absurdos. Os jornalistas não sabiam? Não sabiam quem era essa figura? Por que saiu do Exército?

É só pegar o prontuário dele. Por que saiu com 33 anos? Por que é que foi preso? E [o problema] não é o fato de ter sido preso, porque tem gente que é preso político. Ele [Bolsonaro] foi preso porque ameaçou jogar bombas nos quartéis, na Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro]. É um sujeito perigosíssimo, e entregam um país como o Brasil na mão dele.

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UFPR e Escola Latina de Agroecologia formam turma de Licenciatura em Educação

sex, 15/03/2019 - 12:54
Educação Estudantes de cinco estados brasileiros se formaram esta semana, na Lapa-PR Antônio Kanova | Com início em 2014, a licenciatura teve como objetivo formar educadores e educadoras para as áreas de assentamento e comunidades camponesas. Wellington Lenon

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) concretizou a conquista de trabalhadores e trabalhadoras que lutaram coletivamente por uma educação do campo. Aqueles e aquelas que sempre tiveram o direito ao acesso a universidade historicamente negado tornam-se educadores e educadoras do campo.

Nesta terça (12/03), aconteceu no Casarão histórico do assentamento Contestado, na Lapa (PR), a formatura da primeira turma de Licenciatura em Educação do Campo, Ciências da Natureza e Agroecologia. O curso é uma parceria entre a UFPR Setor Litoral e a Escola Latinoamericana de Agroecologia (ELAA) - localizada no assentamento.

Com início em 2014, a licenciatura teve como objetivo formar educadores e educadoras para as áreas de assentamento e comunidades camponesas. São 19 formandos e formandas, oriundos de cinco estados brasileiros, que através da pedagogia da alternância puderam realizar uma formação de nível superior. A metodologia consiste em organizar o ensino em “tempo escola” e “tempo comunidade”, com a finalidade de  combinar as diferentes experiências formativas no local de estudo e também na comunidade dos educandos.

O curso é fruto da Articulação Paranaense por uma Educação do Campo, que reúne movimentos sociais, universidade, sindicatos e entidade rurais e é um marco importante na história da educação do campo. A longo prazo a articulação pretende construir ações coletivas contra o fechamento de escola do campo e à favor da organização de escola do campo.

De acordo com a coordenadora pedagógica da ELAA, Simone Resende, a formatura foi o momento de colher os frutos plantados. “Nessa disputa constante de uma universidade popular e por uma educação do campo, a licenciatura vai além de formar educadores e educadoras e cumpre o momento de partilha do conhecimento científico camponês nessa batalha do conhecimento” afirmou.

Já o formando e educador Vinicius Oliveira defendeu que, como a universidade sempre foi um espaço de disputa de projeto, nesse momento é importante formar educadores populares que fincam dentro da universidade um conhecimento científico camponês. “O curso trouxe estudantes para a realidade os desafios e as potencialidade que eu, como educador de escola itinerante, vinha enfrentando no cotidiano de sala de aula”, explicou.

A formação incluiu pessoas que venham de áreas de assentamento, comunidades camponesas, faxinais e atingidos por barragens. O ato cerimonial de formatura contou com a participação do diretor da UFPR Setor Litoral, Renato Bochicchio, lideranças dos Movimentos Sociais e familiares dos formandos.

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Para blocos, atuação da PM foi o ponto negativo do carnaval de BH

sex, 15/03/2019 - 12:43
Balanço Foliões e líderes de blocos denunciam que polícia realizou censura política e dispersões com alta violência Rafaella Dotta | Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP) acompanha casos de agressão policial durante a folia Foto: Marcele Valina

O carnaval de Belo Horizonte foi “patrulhado” politicamente? Dezenas de denúncias apareceram nas redes sociais durante todos os dias da festa, de 1º a 6 de março, relatando que a Polícia Militar de Minas Gerais teve atitudes autoritárias e violentas com base em posições políticas. A tortura e prisão de uma senhora idosa, porque estaria usando um brinco com o escrito “Lula Livre”, foi um dos mais chocantes.

O Bloco Tchanzinho Zona Norte, que saiu na sexta (1) à noite, relatou em suas redes sociais um impasse envolvendo um capitão. “Durante o desfile o militar tentou determinar o que poderia ser cantado pelo bloco e quis impedir manifestações políticas”, descreve a nota. O capitão da PM teria proibido as músicas e críticas ao presidente Jair Bolsonaro, assim como disse que não toleraria manifestações favoráveis ao ex-presidente Lula.

Para fazer valer sua ordem, o capitão teria ameaçado retirar o policiamento do bloco, que contava com 70 mil pessoas. “Ele disse que a ameaça dele não era uma ameaça à liberdade de expressão, pois o bloco estava fazendo ‘a defesa de um vagabundo’, se referindo ao ex-presidente Lula”, detalha a nota oficial. O capitão também teria afirmado que essa era uma posição dele e não da corporação.

Blocos avaliam: “PM nunca sentou para conversar”

Outros blocos de rua fizeram a avaliação de que o principal ponto negativo da festa foi a atitude da PM. Matheus Brant, fundador do Me Beija Que Eu Dou Pagodeiro, lembra que o problema não é recente. “Já tem alguns anos que a PM vem atuando de forma completamente equivocada no nosso bloco. Já sofremos por vários anos com o uso de força desproporcional”, diz.

A cofundadora do bloco Angola Janga, Nayara Garófalo, presenciou atitudes agressivas da Polícia Militar, como no final do bloco Fecha a Santa, que aconteceu domingo (10) no viaduto Santa Tereza, e dispersões na Avenida Amazonas com bombas de gás lacrimogêneo, enquanto a avenida estava totalmente fechada para o trânsito. A preocupação de Nayara é ainda maior, já que é responsável por um bloco afro que em 2018 reuniu mais de 130 mil pessoas.

“Primeiro, a PM não pode exigir que blocos não se manifestem politicamente, e segundo, a PM nunca sentou com os blocos para conversar o que ela espera, o que gostaria”, expõe Nayara. Neste ano órgãos como Bombeiros, Cemig, SAMU e Prefeitura se reuniram com os blocos para explicar e combinar detalhes. “Quando chamam a gente para conversar e explicam as questões, a gente se torna parceiro. A PM vem evitando essa parceria em todos os últimos anos”, pontua.

Idosa foi presa e bloco em Ibirité foi alvejado

Os relatos de agressões e censura continuaram acontecendo durante os dias de carnaval. No domingo (3), uma professora denunciou que foi presa enquanto participava de um bloco com sua família. A senhora, que pede para ser identificada, relata que foi pega pelas costas, teve seus dedos e sua mão contorcida, foi levada a uma cela escura, defecou e urinou em suas roupas, e não foi informada do motivo de sua detenção. Ela usava um brinco com os dizeres “Lula Livre” e identifica este como o único motivo plausível da detenção.

O advogado Willian Santos, da Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP), acompanha esse e outros casos de agressão policial durante o carnaval. Ele destaca um ataque da polícia em Ibirité, Região Metropolitana de BH, com uso de bombas e tiros de borracha. Ele calcula que mais 100 pessoas ficaram feridas. Em um caso em especial, um homem foi atingido duas vezes no rosto, e a bala acabou destruindo parte do nariz.

“Não tinha que resolver nada naquele bloco, não tinha problema. O fato foram eles [policiais] que criaram”, diz o advogado. “É preciso ter um controle, mas esse controle não pode ser imposto antes de acontecer alguma coisa.”

Reações

Os Ministérios Públicos Federal e de MG, junto às Defensorias Públicas da União e de MG, fizeram uma recomendação conjunta publicada no domingo de carnaval. Os poderes recomendaram, diretamente à Polícia Militar, que não realizassem detenção ou proibição de falas políticas, “sob pena de praticar censura institucional”, o que seria ilegal e um abuso de autoridade. A recomendação lembrou ainda que a população “não precisa escolher entre segurança (pública) e manifestação”.

Os casos foram encaminhados à Ouvidoria da Polícia. Para dar consequência aos casos, a RENAP pretende realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A Polícia Militar foi questionada, mas ainda não respondeu.

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Carnaval de BH cresce em público, gastos e blocos

sex, 15/03/2019 - 12:35
Balanço Neste ano, 4,3 milhões de pessoas participaram. Serviços chegaram a ser 100% mais caros, mas patrocínio teve mesmo valor Rafaella Dotta | Valor total dos gastos dos foliões ultrapassa R$ 1,5 bilhão Foto: Marcele Valina

Uma juventude bronzeada invadiu Belo Horizonte por cinco dias, onde o batuque coletivo embalou os foliões daquele jeito! As garotas solteiras, os santos e santas, o bloco da família e até o seu vizinho jogaram a sagrada purpurina em tudo que foi beco e viela. E houve até quem chamasse o síndico! O resultado foram 4,3 milhões de foliões a agitar a capital.

A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou na terça (12) um balanço da festa entre os dias 1º e 6 de março, no qual afirma estar “colecionando números positivos”. Em sondagens feitas pela PBH, a satisfação dos turistas e moradores melhorou sobre a quantidade de banheiros, a sensação de segurança e os preços praticados. A nota dos banheiros foi a que mais subiu, de 5,3 para 6,4. A prefeitura instalou 10 mil banheiros neste ano.

“Cabe ao poder público apenas proteger, limpar e organizar, porque o próprio povo se encarrega do sucesso do Carnaval”, reconhece o prefeito Alexandre Kalil (PHS), em coletiva de imprensa. Os blocos da cidade ressurgiram há 10 anos e traziam músicas críticas ao ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB). Porém, Lacerda acabou tentando se apropriar do carnaval de rua, como denunciaram os blocos à época.

Economia gira 1,5 bilhão

Segundo dados informados pela prefeitura, os turistas gastaram em média R$ 718 durante todo o evento. Já os moradores gastaram a média de R$ 294. Das 4,3 milhões de pessoas que curtiram o carnaval em BH, 18% eram turistas, o que significa que o valor total dos gastos dos foliões ultrapassa R$ 1,5 bilhão. Os hotéis chegaram a ter 86% de ocupação.

Com a economia aquecida e a demanda em alta, os serviços para o carnaval ficaram mais caros, segundo conta Nayara Garófalo, cofundadora do Angola Janga. O bloco, que reuniu mais de 130 mil pessoas em 2018, passou em segundo lugar no edital de verbas da Prefeitura e recebeu R$ 10 mil para subsidiar os gastos deste ano. Mas o dinheiro não chegou perto de ser suficiente.

“Só o nosso trio ficou em 18 mil”, exemplifica Nayara. “O mercado tem aumentado os preços, achando que os blocos estão ganhando dinheiro. Trios que custavam R$ 6 mil, esse ano ficaram em 12 mil. Técnicos de som, equipe, aluguel de equipamentos aumentaram, mas o edital não aumentou”, comenta. Como alternativa, o Angola Janga fez vaquinhas, pediu doações, recebeu o apoio de duas empresas, mas ainda faltou verba e ela foi complementada pelo bolso dos próprios integrantes.

Um carnaval gigante, gastos também

Matheus Brant, fundador do bloco Me Beija Que Sou Pagodeiro, concorda que os gastos aumentaram. O crescimento do carnaval vem exigindo dos blocos uma estrutura cada vez maior, assim como serviços mais específicos. Por exemplo, neste ano a prefeitura pediu uma vistoria da via, das árvores e fios de energia elétrica por onde o bloco iria passar. Isso demandou a contratação de um profissional.

“Achar uma sintonia fina entre atender as exigências do poder público e preservar a espontaneidade do carnaval é essencial e difícil”, conclui Matheus.

Edital

O edital da Prefeitura de Belo Horizonte contemplou 84 blocos de rua neste ano, que receberam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. A PBH angariou um total de R$ 8,3 milhões em patrocínios da Skol, Uber e da empresa Do Brasil Projetos e Eventos.

Nayara reconhece que a Belotur tem melhorado os critérios do edital, valorizando blocos que possuem trabalho social durante todo o ano e blocos de favela. Porém, como sugestão ela levanta a ideia: por que não criar uma comissão mista, dos blocos e poderes públicos, para coordenar os próximos carnavais?

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Argentina tem governo fraco e economia em crise em ano eleitoral

sex, 15/03/2019 - 12:29
Pessimismo Muitos argentinos vivem o dia a dia com angústia, as notícias dos aumentos dos serviços já se tornaram habituais Maylín Vidal | A Argentina tornou a cair nas mãos do Fundo Monetário Internacional (FMI) com uma dívida milionária Foto: Reprodução

Em um país polarizado, os argentinos enfrentam hoje um 2019 que traz muitos descontentamentos, com uma economia sem recuperação, protestos contínuos pelos constantes aumentos de tarifas dos serviços público e uma corrida eleitoral que os marca transversalmente.

Os dois primeiros meses não foram nada bons e assim o reflete os dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, com aumentos nas porcentagens da inflação e muito poucas notícias boas para um país endividado.

Os números não são nada alentadores nestes primeiros meses de 2019, em que a economia parece não repontar e, enquanto o Governo se mostra otimista por uma pronta recuperação, a maioria espreme o bolso porque a conta não fecha. 

Com um território privilegiado pela natureza, na Argentina conhecida por suas carnes e vinhos, vê-se hoje nas ruas famílias inteiras à intempérie porque não têm onde morar, porque ficaram sem trabalho e a cada dia se faz impossível buscar dinheiro para comer. 

A economia continua em recessão, com uma inflação que continua subindo e um dólar intermitente que há poucas semanas chegou a ultrapassar seu máximo histórico de 41 pesos.

Tudo isso se vê nas ruas, nos cafés, restaurantes e pizzarias com pouco público, se sente naqueles que hoje preferem andar por várias quadras para economizar a passagem de ônibus ou metrô, cujo preço continua subindo, ou os que deixam o carro em casa e só o utilizam nos fins de semana..

Nas notícias é recorrente ler sobre um negócio que fecha por queda de vendas e os impostos que os põem contra a parede. Fábricas que vão embora, como aconteceu recentemente com a empresa VF Corporation, que decidiu reestruturar seus negócios na região e deixará de vender as marcas de jeans Wrangler y Lee por causa da queda do consumo. 

Muitos vivem o dia a dia com angústia, as notícias dos aumentos dos serviços como o gás, e eletricidade e o transporte já se tornaram habituais e desde que começou o ano a resposta tem sido constantes panelaços às sextas-feiras à noite, em uma Buenos Aires em que as marchas e protestos fazem parte da rotina diária. Com um panorama também complexo no Cone Sul e na economia mundial, enquanto alguns especialistas se mostram otimistas de uma recuperação da atividade a partir do segundo trimestre, outros chegam a assegurar que o dólar chegará ao fim do ano a 50 pesos, mas a sociedade – a voz do povo – reflete cansaço, mal estar e angústia.

Adaptados a viver na contramão com uma economia em alta e baixa, os mais velhos se mostram preocupados com o futuro de seus netos, com um país que tornou a cair nas mãos do Fundo Monetário Internacional (FMI) com uma dívida milionária.

"Faz muitos anos que dirijo este táxi, mas a verdade é que nunca havia me sentido tão angustiado, o dinheiro não dá e o combustível sobe muitas vezes”, se lamentava um taxista de 60 anos, testemunha de outras épocas duras. 

Tudo indica que a inflação se manterá em níveis similares ou maiores neste mês, por causa dos recentes aumentos de tarifas e o efeito do dólar que continua intermitente e faz desvalorizar ainda mais o já depreciado salário.

Eleições que marcam o ritmo

Em um ano muito complexo, a corrida eleitoral late em meio ao ceticismo de uns, no pouco interesse de outros, e em muitos que portam bandeiras políticas.

Enquanto no governo são traçadas estratégias e o presidente Mauricio Macri tenta endireitar a economia no seu quarto e último ano de mandato a caminho de uma reeleição, a situação para muitos é complicada e já se sente a competição de diversos braços políticos que entram com tudo na corrida presidencial.

De um lado a aliança oficial Cambiemos e seus blocos aliados, do outro o peronismo, os diferentes partidos de esquerda e novas propostas que emergem. As eleições já marcam o ritmo deste país e assim será nos próximos meses até 27 de outubro.

As pesquisas e sondagens começam ter força. Recentemente, uma destas revelou que pelo menos seis de cada 10 argentinos não voltariam a votar em Macri.

A sondagem da consultoria Taquin Research Strategy, que ecoou em diversos portais de notícias, revela o inconformismo de muitos com as políticas implementadas nestes três últimos anos de Governo.

Respondendo uma pergunta sobre se tinham esperanças de que o país melhoraria quando Macri assumiu, 55,4% das pessoas responderam que sim, 33,7% acrescentaram que nunca tiveram boas expectativas e 9 por cento disseram que até agora o governo respondeu às suas expectativas.

Diante da pergunta de que tendo em conta que acreditou que o Governo nacional seria melhor, voltaria a votar nele? 60,2% das pessoas afirmaram que não, enquanto que quase 40% disseram que sim.

Em declarações a Prensa Latina, o atual deputado nacional Horacio Pietragalla disse que desde que o atual governo chegou com essa política neoliberal, veio fazer negócios.

“A economia foi dirigida para um grupo de famílias, e a classe média, e nem falar da classe menos favorecida, está sofrendo este plano econômico que vai trazer dor a longo prazo para nosso povo pelo endividamento que tem a Argentina”. Também considerou que enquanto o presidente Mauricio Macri continua insistindo que estão no caminho correto, a única coisa que esse caminho pode gerar é mais destruição.

"Esperamos que neste ano de eleições a sociedade possa despejar seu desgosto nas urnas e deslocar o atual governo para que haja um projeto que cuide dos interesses dos argentinos. Hoje fecham as pequenas e médias empresas, as especulações financeiras são as que fazem os grandes negócios”, declarou.

Enquanto as análises vão e vem, a chamada brecha é sentida, e a verdade é que hoje os argentinos vivem com sobressaltos, alguns fazem contas diariamente porque todos os dias há um aumento, seu salário não é suficiente e outros rezam por manter seu emprego. 

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Confira a edição desta sexta-feira (15) da Rede Lula Livre

sex, 15/03/2019 - 12:11
RÁDIO Nossa programação vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras Redação | O vice-presidente do PT Luiz Dulci, e o deputado federal José Guimarães (PT-CE), após a visita ao ex-presidente Lula nesta quinta-feira (14) Divulgação / Vigília Lula Livre

As manifestações para relembrar  um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, e a visita do deputado José Guimarães (PT-CE) e do vice do PT, Luiz Dulci, são os destaques de hoje da Rede Lula Livre.

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h (horário de Brasília), na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras.

Ouça o Boletim Diário da Rede Lula Livre:

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Parlamento britânico rejeita segundo referendo e vai pedir à UE para atrasar Brexit

sex, 15/03/2019 - 12:07
Europa Segundo a moção, se um plano for aprovado até 20 de março, a prorrogação terá um caráter técnico e irá para 30 de junho Redação | May foi forçada a aceitar a prorrogação do prazo, uma vez que sua proposta para a saída do bloco foi rejeitada Foto: UK Parliament/Jessica Taylor

O Parlamento do Reino Unido rejeitou, nessa quinta-feira (14), a realização de um segundo referendo para o Brexit e aprovou a prorrogação do prazo para a saída do país da União Europeia. 

A moção aprovada teve 413 votos a favor e 202 contrários. Ela determina que o governo britânico deverá pedir à UE uma extensão do prazo para o Brexit, que estava previsto para o dia 29 de março.

A primeira-ministra Theresa May foi forçada a aceitar a prorrogação, uma vez que sua proposta para a saída do bloco foi rejeitada pela segunda vez, na última terça-feira (12).

De acordo com a moção aprovada, se um plano para o Brexit for aprovado até o dia 20 de março, a prorrogação terá um caráter técnico e será alterada para o dia 30 de junho. 

Entretanto, se o governo não conseguir aprovar um plano até o prazo estabelecido, uma data limite para o Brexit poderá envolver um longo período de tempo.

Embora tenha sido aprovada pelo Parlamento britânico, a medida deverá ser aprovada pelos 27 países que compõe o bloco europeu. Segundo o jornal The Guardian, os líderes dos países da UE devem decidir de forma unânime para que a prorrogação aconteça.

Ainda de acordo com o jornal, deve acontecer uma cúpula entre todos os chefes de Estado do bloco no dia 21 de março, embora o Reino Unido ainda deva pedir formalmente a extensão do prazo.

Segundo referendo e controle do Parlamento

A Casa também votou uma emenda para a realização de um novo referendo, que foi derrotada por 334 votos a 85. A medida foi proposta pela parlamentar Sarah Wollaston, antiga conservadora que agora trabalha pelo Grupo Independente. Entretanto, ela foi assinada por mais de 30 congressistas e apresentada como uma emenda de vários partidos.

A proposta buscava a realização de um segundo referendo para o Brexit e, se fosse aprovada, anularia outras emendas que foram votadas nessa quinta-feira (14).

Uma delas foi a chamada emenda Benn, apresentada por membros de diversos partidos, que buscava conceder mais controle do Brexit para o Parlamento. A medida foi rejeita com apenas dois votos de diferença, por 314 a 312.

"No deal" e segunda derrota de May

O Parlamento britânico rejeitou nessa quarta-feira (13) a proposta de sair da União Europeia sem um acordo, o "no deal-Brexit". Por 321 a favor e 278 contra, os parlamentares barraram a emenda, o que abriu caminho para a prorrogação que foi aprovada na quinta.

A rejeição do "no deal-Brexit" e a prorrogação do prazo foram impulsionadas pela segunda derrota da proposta da premiê Theresa May para a saída do bloco europeu.

A votação terminou com o placar de 391 votos contrários contra 242 a favor. Após a votação, a primeira-ministra afirmou que está empenhada em entregar o resultado do Brexit, mas acredita que "a melhor maneira de fazer isso é deixar [a UE] de forma ordeira com um acordo". "Ainda acredito que existe uma maioria na Casa para isso", disse.

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Um ano sem Marielle no RJ é marcado por protagonismo das mulheres negras na luta

sex, 15/03/2019 - 11:53
MEMÓRIA Manifestantes cobraram das autoridades quem mandou matar e por qual motivação executaram a vereadora há um ano Clívia Mesquita | Dia de homenagens a Marielle Franco e Anderson Gomes encerrou com ato político e cultural na Cinelândia Pablo Vergara

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu neste 14 de março com diversas homenagens em memória e pela justiça e o legado de Marielle Franco (PSOL). O assassinato da vereadora eleita com mais de 45 mil votos e de seu motorista Anderson Gomes completou um ano nesta quinta-feira.

No bairro do Estácio, o Amanhecer por Marielle dispôs flores brancas, velas e um girassol, símbolo do mandato da parlamentar, na calçada da rua onde aconteceu o crime. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), 365 girassóis coloriram de amarelo as escadarias do Palácio Tiradentes em uma manifestação silenciosa na Praça Quinze. Em outro ponto, na igreja da Candelária, uma celebração ecumênica foi organizada por familiares.

A flor preferida de Marielle, o girassol, também apareceu nesta manhã (14) nas escadarias da Câmara Municipal, onde ela trabalhava e lutava pela causa dos direitos humanos, da juventude negra, favelada, mulheres, e LGBT’s. Participantes seguravam cartazes com frases que Marielle costumava usar nos discursos como “eu sou porque nós somos” e “não seremos interrompidas”.

No final da tarde, um grande ato político e cultural encerrou o dia marcado por homenagens à vereadora executada. Milhares de pessoas se reuniram na Cinelândia, em frente à casa legislativa, para enaltecer o legado das pautas que ela defendia e cobrar das autoridades um veredito completo sobre a investigação.

“O legado da Marielle é esse empoderamento das jovens negras. Vejo o renascimento da luta pela verdadeira democracia e pela organização das mulheres. A gente não pode aceitar portas fechadas, tem que meter o pé na porta, arrombar e ir em frente”, afirma a servidora pública, Andrea Fonseca, presente na manifestação. Para ela, a execução de uma representante do povo só pode ter relação com um mandante.

Apesar das prisões do PM reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz esta semana, acusados de serem o autor dos 13 disparos e o condutor do carro que perseguiu a parlamentar, os manifestantes se perguntavam a todo momento a mando de quem e por qual motivação eles cometeram o crime.

A historiadora Maria Santiago, do Movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que contribuiu na organização do 8 de março no Rio de Janeiro, comenta que Marielle ampliou a voz de outras mulheres ao se eleger vereadora sendo negra e favelada. Por isso, sua morte abalou a democracia e precisa de uma resolução.

“Quando vi a notícia da morte pela televisão fiquei completamente em choque. Agora, a pergunta é aquela, achou quem matou mas quem mandou?”, questiona. “Graças a Marielle muitas mulheres saíram das sombras, se reergueram e hoje lutam com a gente”, completa.

No palco montado na praça da Cinelândia, diversos grupos culturais fizeram apresentações de teatro, dança e poesia com temáticas ligadas à violência policial nas periferias e a identidade das mulheres negras. Mais cedo, uma grande aula pública reuniu centenas de pessoas. Após o assassinato da vereadora, o estado do Rio institui no calendário oficial o 14 de março como Dia Marielle Franco, de luta contra o genocídio da mulher negra.

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