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Atualizado: 46 minutos 2 segundos atrás

Outubro Rosa é criticado pela ineficácia e teor comercial

ter, 09/10/2018 - 11:33
Câncer de Mama Movimento incentiva a medicalização do corpo da mulher e o rastreamento indiscriminado que pode indicar falso-positivo Nadine Nascimento | Unidade móvel do Hospital da Mulher no estado da Bahia realiza mamografias para mulheres a partir dos 40 anos Foto: Gustavo Urpia - Fotos Públicas

Criado nos EUA na década de 1990, o movimento Outubro Rosa faz anualmente uma intensa campanha de prevenção contra o câncer de mama. Por todo o país, entidades realizam mutirões de conscientização e exames para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce.

A iniciativa de promover a prevenção é inquestionável. A detecção precoce do câncer de mama aumenta as chances de cura da doença, que em 2016, matou 16 mil mulheres no país, segundo levantamento do Ministério da Saúde. O problema é que algumas das recomendações contrariam as evidências científicas sobre a doença e vem levantando questionamento sobre a necessidade de pessoas saudáveis serem submetidas à rotina desses exames.

Em 2017, de acordo com o governo Federal, foram realizados no SUS 4,04 milhões de mamografias de rastreamento, sendo 2,6 milhões na faixa etária prioritária preconizada pela (OMS) - 50 a 69 anos. Até o mês de julho de 2018, foram mais de 2,1 milhões de mamografias, 800 mil delas em faixas etárias distintas da preconizada.

Desmedicalizar o corpo

Para a enfermeira obstétrica Waglânia Freitas, doutora em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Outubro Rosa não deveria estar com associação restrita à mamografia. “Acredito que a campanha poderia ter um impacto melhor na saúde das mulheres se ela de fato promovesse a saúde e não o rastreio aleatório do câncer de mama. O Outubro Rosa deveria ser uma campanha para que as mulheres tomassem consciência de seu corpo, e do cuidado com sua saúde, e não para ofertar de forma indiscriminada (ou quase) mamografias em mulheres que não teriam indicação, que não estão dentro da faixa etária para isso”, afirma.

Segundo a enfermeira, que também milita pela desmedicalização do corpo das mulheres, há interesses econômicos envolvidos na Campanha Outubro Rosa, motivados pelas indústrias farmacêuticas e de tecnologia. “A oferta desses exames caríssimos mais que dobra nesse período”, compara Freitas.

Ressignificar a saúde

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), um dos riscos da mamografia anual antes dos 50 anos é a maior chance de o exame apresentar um falso-positivo levando, assim, a uma biópsia desnecessária, além do impacto psicológico desse diagnóstico errôneo. Há evidências, inclusive, indicando que a radiação do exame pode causar câncer — o risco é pequeno, mas existe. A melhor forma de diagnóstico precoce é reportando qualquer alteração nas mamas para o médico. De acordo com o Instituto, “as mulheres devem ser orientadas sobre riscos e benefícios do rastreamento mamográfico, para que tenham o direito de decidir fazer ou não esse exame de rotina”.

A médica de Família e Comunidade do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, Daniela Dantas, avalia que a campanha em outubro é negativa por reforçar a necessidade de medicalização do corpo da mulher e fornecer informações que não são verdadeiras.

“Ela [campanha] reforça um paradigma de que o corpo feminino tem defeito, que ele precisa ser sempre medicado e tratado, porque ele não é tão perfeito quanto um corpo masculino. Essa é uma construção ligada ao patriarcado e machismo, e não ao real funcionamento do corpo que nasceu com útero. Mas, se usamos esse momento, em que todas estão mais atentas, para mudar o foco, desconstruir esse conceito e dar voz e lugar às verdadeiras queixas trazidas pelas mulheres; dificuldades de ciclo menstrual, sexualidade, adoecimento psíquico, violência doméstica, pode ser um momento interessante para a gente pensar e ressignificar a nossa saúde”, explica.

Eline Ethel, médica da Estratégia Saúde da Família em UBS da capital paulista, acredita que as campanhas existem em razão da falta de acesso às informações o ano inteiro.

“O Outubro Rosa existe porque não se conseguiu fazer com que as mulheres tenham as informações necessárias o ano todo. O ideal é que elas se apoderem, sim, das informações e tenham acesso irrestrito aos cuidados de sua saúde o ano inteiro. Este talvez seja o maior nó que eu vejo em relação ao Outubro Rosa. Outra crítica é em relação ao uso indiscriminado dos exames [rastreio]. Eu não posso dizer hoje que não existe uma evidência referente ao [exames de] papanicolaou e mamografia, porque existe. Agora, o modo como isso é feito e se é só no Outubro Rosa isso está ruim. O cuidado da mulher deve ser contínuo e continuado dando acesso total às informações dentro da unidade básica de saúde”, pontua a médica.

Estilo de vida

O Instituto Nacional do Câncer tem um documento com as mudanças de estilo de vida recomendadas para a prevenção da doença: controle do peso corporal, prática de exercícios físicos e mudanças na alimentação - controle no consumo de sal e alimentos processados -, assim como a redução no consumo de bebidas alcoólicas estão entre elas.

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Dia Mundial da Alimentação será comemorado em Campina Grande com feira agroecológica

ter, 09/10/2018 - 10:00
16 de outubro A data foi criada pela ONU e tem como objetivo o combate à fome e ao desperdício de alimentos no mundo Áurea Olímpia | A feira regional marca o Dia Mundial da Alimentação e conta com programação cultural e venda de produtos agroecológicos. Divulgação

Em 16 de outubro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação, para celebrar a data, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Paraíba – Consea-PB e a Articulação do Semiárido Paraibano – ASA Paraíba realizarão, das 7h às 11h, na Praça da Bandeira, Centro de Campina Grande, uma Feira Regional de Produtos Agroecológicos.
No local, os visitantes poderão adquirir alimentos como hortaliças, frutas, queijo, ovos, mel, leite e uma diversidade de produtos beneficiados como polpas de frutas, doces, bolos, beijus e tapioca, entre outros. Todos vindos de produtores das regiões da Borborema, Agreste, Cariri, Seridó e Curimataú. Os alimentos são livres de agrotóxicos e transgênicos.
A feira terá ainda uma programação cultural que inclui teatro de bonecos, apresentação de música regional, exposição de trabalhos de crianças de escolas públicas e privadas, de Campina Grande, e distribuição de materiais educativos chamando a atenção de quem passa pelo local e alertando sobre os riscos do consumo de alimentos produzidos com uso de veneno e de alimentos ultra processados. Haverá ato público denunciando a volta da fome ao país. 

Como surgiu a data

O dia 16 de outubro corresponde à fundação da FAO (Food and Agriculture Organization), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. A comemoração teve início em 1981, é atualmente celebrada em mais de 150 países como uma importante data para conscientizar a opinião pública sobre questões relativas à nutrição e à alimentação. 
Em 2018, a FAO lançou a campanha “Um mundo #fomezero para 2030 é possível”. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a importância de ações do combate à fome e ao desperdício de alimentos e para a necessidade de desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.
 

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Famílias estão apavoradas com aumento de barragem em Conceição do Mato Dentro (MG)

ter, 09/10/2018 - 09:51
Mineração Pesquisadores e população alertam para perigo de rompimento da barragem da empresa Anglo American Marcio Zonta | A barragem construída pela Anglo American ainda está em fase de alteamento, ou seja, aumento de tamanho. fotos: Marcelo Cruz (BdF)

O tempo parece passar lentamente para a família de dona Idelclir da Silva. Tempo que ela divide entre os afazeres domésticos, entre a preparação de uma deliciosa comida no fogão de lenha ou assando os biscoitos de polvilho no forno de barro. 

Vivem numa casa aconchegante, próximo a um rio, chamado de Passa Sete, rodeado de  montanhas. Galinhas, uma bonita horta e um fio d’água que escorre de uma ladeira verde preenchem o cenário do quintal.

Há também a égua Possilda, de seu Jaime da Silva, marido de dona Idelclir. O animal é o seu principal meio de transporte. Possilda, quando não está trabalhando, vive mansa no quintal abaixo da parte da frente da casa, que lhe favorece uma sombra.

Tem horas que a égua parece olhar meio desconfiada para a moto que divide lugar com ela no quintal, meio de transporte de Júnior da Silva, filho mais velho do casal. Como se a moto fora sua concorrente.

A jovem Ildete completa a família Silva, que gosta de artes e teatro.

Quem os visita são recebidos por uma extrema bondade e cordialidade e tem vontade de ficar. Típica família do interior mineiro que gosta de prosear tomando um cafezinho quente e pitando e que no final da tarde toma uma chachacinha para abrir o apetite antes do jantar. 

Entretanto, o dia a dia da família Silva não é nem tão tranquilo e nem tão seguro. Há problemas com o vizinho. 

Vizinho mortal
 “Corre mãe, corre mãe! Grita Ildete, desesperada. “A Barragem de rejeito estourou, a água do rio está transbordando, olha a lama!”, completa a garota trêmula e pálida que deixa sua negritude em suspensão. 

Dona Idelclir apressada, com um ritmo atrapalhado perante o perigo da inundação de sua casa, recolhe num saco apenas as roupas íntimas. Ildete, recolhe em outro saco apenas as coisas que mais gosta na vida.

A água continuava a transbordar pelo rio, não dava tempo de recolher mais nada, apenas a vida se ainda fosse possível. Ao sair se deparam com Junior arrancado velozmente com a moto. Mal deu tempo de lhes dizerem algo. Por sorte Possilda e seu Jaime estavam fora. 

Conseguem depois de bons minutos chegar esbaforidas na casa do cunhado de dona Idelclir em outra comunidade e por lá passam a noite, sem saber ao certo o que havia acontecido.    

“Me lembro com pavor de 3 de março de 2018. Um barulho ensurdecedor de água. O rio subindo, as veias do pescoço da Ildete saltadas parecia que ia explodir de tanto gritar”, relembra pavorosamente dona Idelclir.

A família Silva mora ao lado do empreendimento minerário Minas Rio, da empresa Anglo American, que explora minério de ferro em Conceição do Mato Dentro (MG), onde em sua fase 3 de expansão do projeto, construiu uma barragem acima da casa da Família Silva e de tantas outras famílias que vivem na comunidade Passa Sete.

A barragem construída pela Anglo American, que ainda está em fase de alteamento - ou seja, aumento de tamanho -  é sete vezes maior que a Barragem de Fundão, que rompeu em 2015 em Mariana, da empresa Samarco.

Sirenes
O que ocorreu em 3 de março, relatado acima por dona Idelclir foi ‘apenas’ um processo de escape utilizado pela mineradora para soltar rejeito via rio Passa Sete, para esvaziar um pouco a barragem.

“Foi o que explicou um funcionário da mineradora no dia seguinte, quando voltei para casa e eles estavam aqui me esperando para pedir desculpas, pois disseram que tinham esquecido de avisar o procedimento deles”.

Desculpas que não foram aceitas, embora a casa não tenha sido inundada.“Eu não posso desculpar não, eu queria falar com o presidente da empresa. E se eu tivesse morrido ontem do susto que passei, com a pressão alta, nem para minha alma você poderia pedir desculpa”, bronqueou dona Idelclir com o rapaz da empresa.

A vida dos Silva, que parecia tranquila, se reverteu em luta contra as violações da empresa Anglo American nos territórios atingidos por ela. Além da comunidade Passa Sete, que está a 1 quilômetro da barragem de rejeitos, outras 21 comunidades rurais localizadas nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim deixariam de existir com o rompimento da mesma.

Em muitas dessas localidades a mineradora instalou sirenes para avisar sobre o rompimento da barragem. No Passa Sete a comunidade não aceitou.

“Ah falei: vocês não vão querer ficar aqui no meu lugar para ouvir o barulho da sirene, eu não assino autorizando a sirene aqui não, porque ela só vai servir para anunciar a minha morte”, reproduz Idelclir a reposta dada ao funcionário da mineradora. 

A argumentação de Idelclir faz sentido. Pela proximidade da barragem (1 km) as famílias da comunidade Passa Sete estariam numa área de autossalvamento, o que significa que são regiões a jusante da barragem de rejeitos, que não teria tempo hábil para uma intervenção das autoridades competentes em caso de rompimento. Na mesma situação estão as comunidades do São José do Jassem e Água Quente. 

Para Larissa Vieira, advogada, que integra o Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular e colabora com o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), a empresa é obrigada a elaborar um Plano de Ações Emergenciais – PAE, cujas sirenes também constam, mas não somente. 

“De acordo com a Lei 12.334/2010 (Política Nacional de Segurança de Barragens), a instalação de sirenes e outras medidas faz parte de tal plano. Dentro das etapas do PAE ainda está a elaboração do Dam Break, que é um Estudo de Ruptura Hipotética”, explica Larissa.  

Logo após o rompimento da barragem em Mariana, foi aberto inquérito civil pelo Ministério Público da Comarca de Conceição do Mato Dentro para fiscalizar e monitorar as medidas de segurança da barragem de rejeitos da Anglo American, do Projeto Minas Rio. A advogada menciona que no âmbito do inquérito foi apresentando o PAE e o Dam Break “identificando pelo menos 400 pessoas vivendo na zona de autossalvamento, dentre elas, pessoas com mais de 80 anos, crianças e deficientes”, denuncia.

É o caso do senhor José Maria da Silva, morador do São José do Jassem que é deficiente físico. “A sirene nunca salvou a vida de ninguém e nunca vai salvar, como as pessoas deficientes vão correr? E os idosos?”, indaga. 

Perigo de rompimento?
A constar pelo próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da empresa Anglo American, o alteamento da barragem estaria sendo feito com um material não muito apropriado para garantir a prevenção do rompimento.

Tadzio Peters Coelho, pesquisador do Grupo de Pesquisa Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade (PoEMAS) e do Centro Ignácio Range explica: “existe uma série de inconsistências e insuficiências no Estudo de Impacto Ambiental no stepe 3. Alguns exemplos: Em análise de 2013 acreditava-se ter material argiloso suficiente para o alteamento da barragem. Todavia, o Estudo de Impacto Ambiental acusa não haver mais esse material de melhor qualidade para o alteamento, por isso eles utilizariam um material de pior qualidade”.

Fora isso, na construção da barragem não foi levado em consideração a localização das comunidades, segundo o pesquisador. “Quando se debate as alternativas locacionais da barragem de rejeito para justificar a escolha atual, se ignora a segurança dos elementos sociais, se ignora as comunidades do Passa Sete, Àgua Quente e São José do Jassem”, determina.

A advogada Larissa caracteriza a escolha do local de construção da barragem, pela mineradora, por um procedente racista. “É importante destacar ainda a composição étnico-racial das comunidades que residem nesta zona a jusante da barragem de rejeitos. Tratam-se de comunidades negras rurais, compostas majoritariamente por pessoas negras, o que demonstra prática de racismo ambiental por parte da empresa Anglo American”, acusa. 

Diversos impactos 
A barragem seria mais um dos componentes do complexo minerador da Anglo American a prejudicar as várias comunidades rurais ao seu envolto. Tadzio elenca que depois que o projeto foi implantado, há oito anos, houve uma série de transformações na região de âmbito ambiental e econômico, pesquisados e comprovados por ele conjuntamente com outros estudiosos, dos impactos da atividade da Anglo American em Conceição do Mato Dentro. 

“A queda de produção de laranja, mandioca, feijão e arroz e também queda da área de cultivo. Isso provavelmente foi causado por uma menor disponibilidade de água e por uma queda na oferta de terras para plantação”, afirma. 

Por conta disso, a população em torno do projeto minerador ficaria mais vulnerável ao que ele chama de “minero dependência”, “na qual a atividade da mineração se torna central na economia local e não se cria alternativas”, elucida.

Larissa destaca mais duas questões centrais e prejudiciais à vida da população que passou a conviver com o projeto da empresa. “Processos de depressão foram desencadeados devido à desterritorialização e ao rompimento dos laços familiares, fruto da forçosa e violenta forma como a empresa se instalou no território”, alerta.

Além da vida das mulheres, que passaram a viver em perigo. “Estupros e gravidez na adolescência também foram alguns dos impactos na vida das mulheres, principalmente as do campo”, atenta.

Pela janela da cozinha, dona Idelclir olha o mundo e parece procurar uma vida não mais possível com o imponente vizinho.  O rio que antes era lazer e sobrevivência hoje virou sinônimo de medo. “Só espero que por essa janela não veja um aguaceiro de lama vindo por esse rio invadir a minha casa e a minha vida”, conclui.

Procurada pelo Brasil de Fato, a Anglo American afirmou, em nota, que a barragem localizada no município de Conceição do Mato Dentro é segura e devidamente monitorada. Também diz que tem “compromisso com a mitigação de impactos ambientais e sociais de seus empreendimentos, mantendo um rigoroso sistema de monitoramento ambiental e um programa de relacionamento transparente com as comunidades em sua área de atuação.”

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Plano Diretor discute direito à moradia no Recife

ter, 09/10/2018 - 09:45
DEBATE A proposta é discutir medidas institucionais e de controle social relacionadas ao problema habitacional da cidade Vanessa Gonzaga | O evento acontece em frente a Ocupação Marielle Franco, a primeira ocupação vertical do MTST em Recife Divulgação

Nesta terça (09), a Articulação Recife de Luta promove a mesa “Plano Diretor do Recife: Cidade Para Quem?”. O evento acontece a partir das 17h na Praça da Independência, onde fica a Ocupação Marielle Franco, no centro do Recife, e conta com a presença de Rud Rafael (PE), do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST); o arquiteto urbanista Kazuo Nakano (SP), da Unifesp; e a assistente social Evaniza Rodrigues, do União Nacional por Moradia Popular.

A proposta do evento é discutir questões relacionadas à luta por moradia na capital, como a produção de habitação social em áreas centrais da cidade, o abandono e má utilização de prédios antigos e a implementação de programas como a Habitação de Interesse Social (HIS) e de Imóveis Especiais de Interesse Social (IEIS). Essas políticas podem mudar dados do IGBE, que aponta mais de 34 mil domicílios vagos e ao mesmo tempo, 70 mil famílias vivem em condições de moradia precárias na capital pernambucana.

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Em Curitiba, carro é jogado contra eleitor que vestia camiseta com imagem de Lula

ter, 09/10/2018 - 09:25
Eleições 2018 Ataques violentos na rua por causa de política são resultado de discurso de ódio Ana Carolina Caldas | Jornalista Guilherme Daldin vestia uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula quando foi atropelado Divulgação

A onda de intolerância provocada pelos discursos de ódio contra as minorias e partidos de esquerda vem fazendo vítimas em Curitiba e todo o Brasil. No último domingo (07), o jornalista Guilherme Daldin vestia uma camiseta com a imagem do ex-presidente Lula e estava acompanhado de amigos nas proximidades da Rua Trajano Reis, no centro de Curitiba, quando foi atropelado por um carro. Daldin estava parado ao lado de um bicicletário. “Eu conversava com os amigos e o carro foi jogado contra mim, o pneu passou por cima dos meus pés.  O carro saiu em disparado e quando amigos conseguiram chegar perto do motorista ele ameaçou atirar dizendo que portava uma arma”.

A placa do carro foi identificada e através dela foi possível encontrar o perfil do facebook do motorista que revela em suas postagens ódio e pedido de morte a quem apoia o PT. “O que aconteceu comigo é leve comparado a outros casos de violência praticados por grupos de milícia proto fascista que apoiam Bolsonaro que é um candidato que faz a campanha incitando ódio”, disse Daldin.

Sobre a intolerância, a jornalista Eliane Brum, em artigo dessa semana, escreveu que “projetos que não acolham as diferenças, que querem eliminar - e inclusive exterminar - as diferenças e executar aqueles que encarnam as diferenças, estes não cabem na democracia. Porque defender a eliminação dos diferentes, dizendo que não deveriam existir ou que valem menos que os outros, não é uma opinião, mas um crime”.

Propaganda na delegacia

Ao fazer o Boletim de Ocorrências na delegacia, Guilherme Daldin conta que foi recebido por um escrivão com seu computador cheio de adesivos do candidato Bolsonaro. Ele se pronunciou nas suas redes sociais dizendo se sentir aflito com a situação: “Primeiro que é um computador de órgão público, isso é crime. Me senti angustiado porque vivemos um processo de violência pura”. Bolsonaro é conhecido por seus discursos que incitam ódio e violência. Em entrevista chegou a dizer que se for preciso manda matar uns 30 mil no país.

Aos gritos de “Viva Bolsonaro”, homossexual é assassinado

Na semana que antecedeu as eleições, em Curitiba, o cabeleireiro José Carlos de Oliveira Motta, conhecido como Cacá, foi encontrado morto em seu apartamento. Homossexual, morava sozinho e foi encontrado dentro do armário com os pés amarrados. Moradores do prédio e uma amiga da vítima dizem ter ouvido o suposto assassino gritar “Viva Bolsonaro” ao interfone, após saber da confirmação da morte.  Ele foi detido e as investigações seguem em sigilo.

Mestre de capoeira de 67 anos é assassinado por apoiador de Bolsonaro

Na Bahia, também no domingo, o mestre de capoeira Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado com 12 facadas nas costas em um bar em Salvador (BA). O assassinato foi cometido por um apoiador do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), após uma discussão sobre as eleições.

Educador, compositor, artesão e liderança do movimento negro e da cultura no estado da Bahia, Mestre Moa declarou seu apoio a Fernando Haddad (PT) no primeiro turno das eleições e defendia o voto no petista. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o homem que cometeu o assassinato foi preso em flagrante. O autor do crime admitiu que, após uma discussão de caráter político, voltou a sua casa e buscou a faca que utilizou no homicídio.

No final da década de 1980, o mestre ministrou aulas de capoeira e percussão para crianças em projetos na Fundação Nacional de Assistência Social, na antiga Febem e SOS Criança. Na época, também participou do Movimento de Artistas Negros de São Paulo com projetos musicais Negra Música (1988) e venha ao Vale (1989), ao lado de Jorge Ben Jor. Na capital paulista, fundou o Afoxé Amigos de Katendê. Mestre Moa membro da Associação Brasileira de Capoeira Angola, discípulo de mestre Bobó de Pastinha e era descrito por capoeiristas como "uma biblioteca viva, um museu vivo da história da arte afro brasileira". Ele era um defensor da reafricanização da juventude e do Carnaval da Bahia. (Com informações do Brasil de Fato Nacional)

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Professores de IFs denunciam tentativa de desmonte da formação técnica integrada

ter, 09/10/2018 - 09:24
Privatização Em seminário no MEC, Sistema S e institutos privados propuseram parceria para ofertar o eixo de ensino técnico Júlia Dolce | Seminário Desafios e Perspectivas no Itinerário de Formação Técnica e Profissional do Ensino Médio aconteceu no fim de setembro no MEC Ministério da Educação

Professores de Institutos Federais (IFs) estão denunciando uma tentativa de desmonte da formação técnica integrada no ensino médio, durante as reuniões de aprovação da Base Nacional Comum Curricular e a revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEMs) no Conselho Nacional da Educação (CNE).

De acordo com eles, há um interesse de entidades privadas de educação, como as que formam o Sistema S, em construir as diretrizes de forma que facilite sua inserção em parcerias público-privadas de ensino.

Isso porque, apesar de a Lei 13.415/2017, conhecida como Reforma do Ensino Médio, possibilitar itinerários formativos integrados, a minuta sobre as Diretrizes Curriculares para a Educação Técnica e Tecnológica, apresentada pelo CNE, sob a relatoria do conselheiro Rafael Lucchesi, propõe separar necessariamente a formação nos cinco eixos: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas e sociais aplicadas; e ensino técnico e profissional. Dessa forma, o aluno optaria por apenas um eixo de aprendizado, e as escolas e institutos seriam divididos de acordo com o eixo que ofertam. Hoje, o ensino técnico é ofertado principalmente pelos IFs e pelas ETECs.

Para o professor de filosofia do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Marlon Tomacella, um suposto desmembramento do tipo de ensino promovido pelos IFs representaria um retrocesso "à década de 1990".

"Os IFs foram criados com uma outra proposta de formação humana, para além da preparação da juventude como mão de obra de trabalho. Com esse desmembramento morreria completamente a possibilidade de um ensino integrado. Toda a tentativa de criar um projeto político pedagógico de uma formação integral e completa, tanto para o trabalho quanto para um pensamento crítico e participação social se perderia", afirmou.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia é um projeto de instituições especializadas na oferta de uma educação que une os conhecimentos técnicos às suas práticas pedagógicas, e foi sancionado em 2008. Os IFs fazem parte da Rede Federal, que hoje possui 664 campi em funcionamento, uma expansão de 500 unidades entre 2003 e 2016, a grande maioria no interior do país. A proposta de continuidade da expansão dos IFs foi defendida pelo candidato Fernando Haddad no último debate presidencial realizado antes do primeiro turno das eleições, na Rede Globo.

Educação.ppt

O entendimento do CNE foi apresentado aos Pró-Reitores de Ensino dos Institutos Federais durante o seminário Desafios e Perspectivas no Itinerário de Formação Técnica e Profissional do Ensino Médio, realizado entre 25 e 26 de setembro no Ministério da Educação (MEC), e divulgado aos professores de todo o país por meio de uma apresentação de Power Point.

Após o evento, os pró-reitores elaboraram uma carta ao Conselho Nacional dos IFs, expressando a preocupação com o futuro do ensino técnico integrado ao Ensino Médio.

No Power Point do CNE está expresso que a ideia de que o país precisa se preparar para um cenário conhecido como a quarta revolução industrial, pelo qual, segundo o texto, as novas tecnologias estão modificando o mundo do trabalho. O documento sugere também a possibilidade de participação das entidades privadas no oferecimento do eixo de ensino técnico e profissional. Por este motivo, os professores dos IF se preocupam também com a possibilidade da privatização do ensino técnico no país. No entanto, segundo Tomacella, a distribuição não fica clara no documento do CNE.

"Como na maioria das escolas, com exceção de Etecs, não tem ensino técnico, foi apresentada vagamente a ideia de que o Sistema S poderia atuar em escolas estaduais para oferecer esses itinerários formativos de cursos técnicos e tecnológicos. Não ficou claro se o Sistema S atuaria nos Institutos Federais, se concentrariam nos Institutos Federais o ensino exclusivamente técnico, enquanto fariam o geral em outra instituição", afirmou.

Privatização

Já para o professor de Direito e Filosofia Sidinei Cruz Sobrinho, que leciona no Instituto Federal Sul-rio-grandense, a privatização do ensino técnico seria prejudicial para os alunos.

"A situação em que colocam essas propostas ameaça significativamente a rede federal de educação profissional, colocando a perspectiva da privatização da educação pública. Os milhões de crianças, jovens e adolescentes que hoje têm acesso à educação profissional pública, gratuita e qualificada, correm um grave risco de perder esse direito. Com essa privatização, aconteceria o sucateamento da Rede Federal, colocando a educação profissional à mero serviço da indústria e do mercado de trabalho. Não que a educação profissional não forme e habilite para o mercado, mas também faz na perspectiva da formação integral e na construção do ser humano como um todo", afirmou.

O relator das DCNEMs Rafael Lucchesi teria interesse em delegar ao Sistema S a função de oferecer os cursos técnicos e profissionalizantes, já que ele também é Diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Diretor Superintendente do Serviço Social da Indústria (SESI), entidades parte do Sistema S. Contatada pela reportagem, a assessoria de imprensa da CNI afirmou por telefone que Lucchesi "não iria responder à demanda" de comentar as críticas feitas pelos professores. A falta de diálogo com os educadores é uma das demandas colocadas na carta dos pró-reitores dos IF.

"Lembramos que a construção das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Profissional Técnica de Nível Médio (Resolução CNE/CEB nº06 de 2012) levou mais de três anos para ser concluída, exigindo um amplo e profundo debate com os diferentes atores da educação profissional", destaca o documento.

O Brasil de Fato conversou também com a socióloga Camila Clementino, que em 2016, trabalhou para o Sistema S em uma série de reuniões e workshops sobre a implementação do projeto da Indústria 4.0, ou quarto revolução industrial, com parceria do Governo Federal. Ela acredita que esse foi o início do processo de oferta e expansão do ensino técnico privado relatado pelos professores. Clementino afirmou que durante os eventos se tornou claro que o ensino das matérias de humanas não eram prioridade ou mesmo contempladas pelos planos de ensino.

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Náutico na campanha do ‘Outubro Rosa’

ter, 09/10/2018 - 09:00
Na Geral O Náutico lançou esta semana uma camisa rosa destinada ao público feminino Redação | Não existe uma programação para que ela seja utilizada pelos jogadores de futebol profissional do clube Divulgação

O time pernambucano alvirrubro não entra mais em campo este ano, mas está presente na campanha “Outubro Rosa”, mês conhecido pelo alerta ao combate do câncer de mama. O Náutico lançou esta semana uma camisa rosa destinada ao público feminino. Não existe uma programação para que ela seja utilizada pelos jogadores de futebol profissional do clube. A ideia é que seja uma versão para as torcedoras. Ainda não foi divulgada quando começa a ser vendida, nem o preço. Fica o alerta para as alvirrubras.

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Pernambuco elege seu primeiro agricultor deputado federal

ter, 09/10/2018 - 09:00
ELEIÇÕES Com poucos recursos e muita militância, Carlos Veras, do PT, obteve 72 mil votos Vinícius Sobreira | Agricultor e sindicalista, Veras conseguiu expressiva votação no campo e na cidade Comunicação/PT

Neste domingo o estado de Pernambuco elegeu seu primeiro agricultor deputado federal. Natural de Tabira, no Sertão do estado, Carlos Veras é agricultor e se destacou como liderança sindical, unindo as lutas rurais e urbanas. É presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e esteve a frente das mobilizações contra o golpe de 2016 e em defesa dos direitos dos trabalhadores durante o governo Temer.

Filho de família de agricultores na comunidade de Poço Dantas, município de Tabira, Veras conta ter carregado muita lata d'água na cabeça. Com apenas 18 anos começou a atuar na Associação Rural de Poço Dantas, fazendo luta junto à prefeitura em defesa dos camponeses da região. Com atuação destaca, passou a atuar na central sindical CUT, que engloba os sindicatos de trabalhadores rurais (STRs) de Pernambuco. Em 2009 foi eleito vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores e desde 2012 é presidente da organização.

Na presidência da CUT, mudou-se para a Região Metropolitana do Recife. Em sua atuação construiu as pontes entre as lutas de trabalhadores rurais e urbanos, aprendendo sobre a realidade de diversas categorias. A boa relação com trabalhadores do campo e da cidade se refletiu nas urnas. Carlos Veras conseguiu ter votos em todas as 185 cidades de Pernambuco - inclusive Fernando de Noronha, onde teve 6 votos. Apesar de ser agricultor, Veras obteve quase 17 mil votos na Região Metropolitana do Recife. Em sua cidade natal, Tabira, obteve quase 4 mil votos.

Ele atribui o sucesso de sua campanha de estreia à militância e à confiança dos trabalhadores. "Muitos trabalhadores rurais e urbanos acreditaram, construíram essa candidatura e possibilitaram essa eleição. Eles entenderam que a luta é de classe", disse. "A militância das organizações, dos movimentos sindicais e populares teve papel fundamental em conscientizar a população para não trocarem seus votos por benefícios momentâneos, mas acreditar num projeto coletivo", avaliou Veras.

A eleição de um trabalhador rural comum para o Congresso Nacional, num estado cuja história é marcada pela força das oligarquias e pelo jugo do latifúndio, é vista por ele como fruto da crença da classe. "Sou o primeiro agricultor familiar eleito deputado federal por Pernambuco. Isso é muito importante. Quebramos paradigmas", comemorou. "Mostramos que um trabalhador comum pode, sim, ser vereador, deputado, prefeito ou presidente da República, como foi Lula. Basta que os trabalhadores acreditem e votem noutro trabalhador". Ele pondera, no entanto, que eleger Haddad presidente nesse 2º turno para conter o projeto que ameaça os trabalhadores.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração de bens do sindicalista mostra uma conta corrente na Caixa Econômica Federal com apenas R$570, além de um apartamento no Bairro Novo, em Olinda, financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida, com compra ainda em aberto, visto que Veras pagou apenas R$70.500 do valor do imóvel.

Agricultor também na Alepe
Pernambuco elegeu o também agricultor Doriel Barros (PT) para deputado estadual. Natural de Águas Belas, no Agreste do estado, Barros tem destacada atuação sindical no meio rural e presidiu por dois mandatos a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), que reúne 179 sindicatos rurais dos 185 municípios do estado. Os 67 mil votos também deram números expressivos ao agricultor.

Barros recupera na Assembleia Legislativa (Alepe) um lugar que já havia sido conquistado pelos trabalhadores rurais em 2014, quando elegeram Manoel Santos (PT) para o cargo. O "Mané", natural de Serra Talhada, fora um histórico líder rural, chegando a presidir a Confederação dos Trabalhadores da Agricultura do Brasil (Contag). Mas no seu primeiro ano de mandato como deputado, Santos faleceu, vítima de câncer.

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Povo unido contra o fascismo

ter, 09/10/2018 - 09:00
Na Luta Congresso do Povo realiza encontros em Recife e Garanhus para pensar ações de enfrentamento ao conservadorismo Marcos Barbosa | Reuniões acontecem próxima semana Latuff

Tendo em conta o aumento do conservadorismo e dos discursos que atacam os direitos da população trabalhadora, mulheres, negros e comunidade LGBT, o Congresso do Povo e a Frente Brasil Popular de Pernambuco estarão realizando, na próxima semana, dois espaços de debate e construção de ações de enfrentamento à onda reacionária.

Na próxima segunda-feira (08), o encontro acontecerá no Recife, no Espaço 13, localizado na Avenida Martins de Barros 387, bairro Santo Antonio, às 18h30. Já em Garanhuns, a reunião acontecerá na quarta-feira (10), às 17h, no Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR). As atividades também servem de mobilização para o Congresso do Povo de PE, que acontece em 20/10, no Recife.

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Coluna Coral | De olho no próprio quintal

ter, 09/10/2018 - 09:00
FUTEBOL Me pergunto por que só quando o nó aperta é que os pratas da casa são acionados Stella Nascimento | Eles, que são o futuro, o investimento do clube e a garantia de renda aos cofres, praticamente nunca são valorizados Comunicação/Santa Cruz

Perfil jovem, assim foi definido pelo presidente Tininho o perfil do grupo do próximo ano. Com isso, o perfil do treinador deve ser de alguém que consiga trabalhar com jogadores mais novos, oriundos principalmente da base coral. Mas me pergunto por que só quando o nó aperta é que os pratas da casa são acionados. Eles, que são o futuro, o investimento do clube e a garantia de renda aos cofres, praticamente nunca são valorizados – e isso não é só no Santa Cruz.
Após aquele grupo que revelou Renatinho, Gilberto e Memo, foram pontuais as revelações da base, porque foram pontuais as oportunidades. Raniel foi o último nome que saiu e que, na minha opinião, poderia ter sido muito melhor aproveitado financeiramente pelo clube. Espero ansiosa a vinda do novo treinador e como ele vai conseguir fazer de um grupo jovem, um grupo vitorioso.

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Ouça o Programa Brasil de Fato – Rio de Janeiro – 08/10/18

ter, 09/10/2018 - 08:30
Rádio Os resultados do primeiro turno das eleições e o cenário da política no Rio são destaques da edição Redação | A disputa do segundo turno da eleição presidencial será entre os candidatos Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL Tânia Rêgo/Agência Brasil

O programa da última segunda-feira (8) repercute o resultado das votações do último domingo (7) e analisa os desafios para o segundo turno das eleições.

Em entrevista, a deputada federal reeleita e ex-governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), fala sobre a composição da Câmara dos Deputados em 2019 e sobre possíveis enfrentamentos na defesa dos direitos de trabalhadoras e trabalhadores. 

Clarisse Gurgel, cientista política e professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), analisa o cenário do legislativo fluminense e comenta sobre a guinada conservadora no estado.

Ainda sobre eleições, Athayde Motta, diretor executivo do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), fala sobre o encontro promovido pela instituição para  discutir e analisar a atual conjuntura política brasileira.

O programa ainda traz reportagens sobre o aumento de ameaças e agressões a profissionais de comunicação neste ano e sobre a morte de Mestre Moa do Katendê, representante da cultura afro-brasileira que foi assassinado em Salvador por declarar seu apoio ao Partido dos Trabalhadores.

Ouça também o episódio da radionovela “Comunica SUS” que trata da precarização e falta de investimento no serviço público de saúde.

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Previsão do tempo para terça-feira (09)

ter, 09/10/2018 - 08:29
Clima Saiba como estará o clima nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional Rádio | Previsão do Tempo Karina Ramos | BdF

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia. 

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Ao JN, Haddad e Bolsonaro apresentam propostas e falam sobre mudanças na Constituição

seg, 08/10/2018 - 22:00
Democracia Na primeira entrevista à TV aberta no segundo turno, petista elencou reformas prioritárias em um possível governo Rafael Tatemoto | Candidatos participaram de mini entrevista ao vivo no jornal da Rede Globo Foto: Reprodução

O candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (8), em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o centro de seu plano de governo é a geração de empregos e a valorização da educação, sintetizando suas propostas em "uma carteira assinada em uma mão e um livro na outra".

“É uma grande satisfação estar no segundo turno. É uma situação em que poderemos confrontar dois projetos. Ficará mais claro. Nós estamos do lado de um projeto de social-democracia e do Estado de bem-estar social. Um projeto que pretende gerar empregos e oportunidades educacionais”, afirmou.

Jair Bolsonaro (PSL), que concorre com Haddad pela Presidência da República, também foi entrevistado pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos ao vivo. Além de suas propostas, ambos os candidatos foram questionados sobre o compromisso de suas candidaturas com a manutenção da Constituição de 1988.

Haddad foi perguntado sobre a proposta de seu programa de governo de convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para fazer reformas na Carta Magna, enquanto Bolsonaro teve de explicar manifestações de seu candidato a vice, Hamilton Mourão (PRTB), que defende que "um grupo de notáveis" indicados por um hipotético governo Bolsonaro reescreva a Constituição.

“Nós revimos nosso posicionamento. Vamos fazer as reformas devidas por emendas constitucionais. A  primeira delas é a tributária. No Brasil, quem paga mais é o pobre. Essa reforma será feita por emenda. A segunda reforma importante é a bancária, não é possível conviver com a concentração com taxas de juros nesses patamares”, apontou o petista. 

As reformas, que incluiriam ainda uma terceira focada na revogação da Emenda do Teto de Gastos, teriam como objetivo primeiro garantir a ampliação da renda dos pobres, garantindo isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos e criando tributos sobre a propriedade e os lucros e dividendos. De outro lado, as modificações no setor bancários visariam garantir crédito para o pequeno e médio empresário. Ambas medidas garantiriam a reativação da economia brasileira.  

Já o presidenciável de extrema-direita desautorizou seu candidato a vice, e minimizou suas manifestações antidemocráticas. “Ele é general e eu sou capitão, mas eu sou presidente. Desta vez vou desautorizá-lo. Não entendi direito o que ele quis dizer naquele momento. Seremos escravos da nossa Constituição. Falta tato e vivência política para ele”, justificou.

Bolsonaro utilizou o tempo para reafirmar propostas pontuais de diversas áreas que apresentou ao longo de sua campanha, como a redução da maioridade penal, a redução de ministérios para apenas 15 pastas, e a privatização de empresas públicas --o militar da reserva afirmou que pretende, apenas no primeiro ano, vender 100 empresas que hoje pertencem ao povo brasileiro.

Ele aproveitou ainda para acenar a grupos onde sua campanha encontra resistência, com saudações dirigidas às mulheres --a quem prometeu segurança a seus filhos quando forem "a eventos sociais" a noite-- e ao Nordeste. “Apesar de ter perdido lá, foi o melhor desempenho de alguém que faz oposição ao PT na região”, ressaltou. 

Além de seu candidato a vice, o candidato do PSL desautorizou também falas de seu assessor econômico, Paulo Guedes, a quem já prometeu o Ministério da Fazenda. Bolsonaro afirmou ser contra a retomada da CPMF e a alíquota única para Imposto de Renda – que faz pobres pagaram mais e ricos menos. As duas propostas foram defendidas pelo economista de sua campanha em eventos públicos.

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Especialistas apontam renovação à direita no Senado

seg, 08/10/2018 - 21:24
Eleições 2018 Com maior índice de renovação desde a redemocratização, os novos senadores defendem pautas mais extremistas Júlia Rohden | MBD, Rede e PP elegem mais senadores nestas eleições. Partido de Bolsonaro elege quatro representantes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, apenas oito conseguiram, ou seja, um a cada quatro. Das 54 vagas em disputa, 46 serão ocupadas por novos políticos, apontando a maior renovação no senado desde a redemocratização. No entanto, 22 dos novos senadores migraram da Câmara dos Deputados e outros quatro já foram senadores em períodos anteriores.

Os três partidos que elegeram mais senadores foram MDB, com sete eleitos, Rede e PP, com cinco senadores eleitos cada. O PSL, partido do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), nunca tinha eleito um único senador e ontem elegeu quatro. 

Para Neuri Berg Dias, analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), houve uma guinada mais conservadora e à direita no Senado. Ele também pondera que houve uma renovação relativa. “Quem ocupou esses novos cargos são sujeitos que já tem uma vida pública com mandados, e muito voltados a segmentos específicos”, afirma, em referência aos setores religiosos, ruralistas e que defendem o armamento da população. 

A cientista política e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Rosemary Segurado concorda que o senado será ainda mais conservador e que a renovação dos candidatos não implica em grandes mudanças políticas. Para ela, o resultado nas urnas está relacionado a uma rejeição dos eleitores por políticos tradicionais.

“Há o sentimento de resistência contra a velha política. Não que alguns dos eleitos, embora falem no nome da nova política, sejam de fato. Aliás, boa parte deles tem valores bem retrógrados e identificados com a velha política”, ressalta. 

Segurado avalia que o discurso de renovação política tem convencido os eleitores, mesmo que as práticas desses políticos não apontem para renovação. Ela cita o exemplo de Bolsonaro, que emplacou o discurso antipolítica, apesar de ser deputado desde 1991.

Perfil dos senadores

A partir do próximo ano, serão 21 partidos representados, seis partidos a mais do que atualmente. Das cinco maiores bancadas, três elegeram menos senadores em relação a 2010: PT teve uma queda de 11 para quatro, seguido pelo MDB que caiu de 14 para sete, e pelo PSDB que caiu de 6 para 4 senadores eleitos. PCdoB e o Psol, que conseguiram eleger um senador cada em 2010, não conseguiram representantes ao senado nas eleições de 2018.

A cientista política Rosemary Segurado afirma que o aumento de partidos no senado não reflete maior diversidade de ideias. “Não significa uma pluralidade de ideias, na verdade, ao contrário. Vemos que muitos partidos são fisiológicos e não tem uma proposta política, mas estão ali para ocupação de cargos”, afirma.

Pesquisador e um dos coordenadores do portal De Olho nos Ruralistas, Bruno Bassi diz que o número de senadores da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), um dos blocos de poder mais fortes do congresso, caiu de 27 para 16 representantes. No entanto, Bassi avalia que não haverá uma diminuição na força política dos ruralistas.

“Vamos encarar um Congresso mais conservador, com uma influência forte da bancada da bala, através desses eleitos pelo PSL e de outros partidos coligados com o Bolsonaro. Estimamos uma possibilidade de radicalização da bancada ruralista, com aliança mais forte com a bancada da bala”, diz.

Bassi destaca ainda que há uma tendência da FPA conseguir novos membros entre senadores e deputados eleitos. A avaliação é que a FPA, que já manifestou apoio ao candidato Jair Bolsonaro, se junte aos candidatos eleitos pelo PSL.

Extrema direita cresce e centro diminui

O analista político do Diap Neuri Berg Dias ressalta que uma das principais mudanças no senado acontece pela diminuição de políticos do centro e o aumento de políticos da extrema direita. Ele compara a nova composição do Senado à atual composição da Câmara, com disputas ideológicas mais acirradas.

“Acabou esse perfil conciliador e consensual para votar matérias. Tende a ter disputa muito grande na Casa para eleição de presidente das comissões e na disputa de conteúdo”, diz.

Ele também observa o aumento de representantes da igreja evangélica e da bancada da bala, como Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável. “A bancada vai muito posicionada a temas radicais em relação a pauta de segurança, por exemplo, mas são insensíveis em relação a agenda de direitos aos mais pobres”, afirma.

Desafios

O novo presidente deve encontrar um cenário desafiador para lidar com o congresso. Essa avaliação de Bruno Bassi é explicada pela diminuição dos blocos de centro e o aumento de poder para as bancadas da bala e ruralista. “Será um cenário tão, ou mais, desafiador como foi em 2014 com a eleição do congresso que, até então, era considerado o mais conservador que foi eleito na redemocratização.”

A cientista política Rosemary Segurado também aponta que o presidente eleito precisará negociar com os diversos partidos em relação a suas propostas de governo. “Do ponto de vista da população, me preocupa que houve um aumento de partidos representando, mas talvez esse partidos não estejam em consonância com os anseios da população. Ou seja, não necessariamente vão lá para representar as necessidades reais que a população vem reivindicando”.

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PSOL oficializa apoio a Haddad e Manuela d’Ávila

seg, 08/10/2018 - 20:47
Eleições 2018 Em nota divulgada nesta segunda (8), sigla afirma que a prioridade no momento é derrotar Jair Bolsonaro (PSL) Cristiane Sampaio | Presidente do Psol, Juliano Medeiros defende criação de frente nacional em defesa da democracia conta Jair Bolsonaro Foto: Divulgação/PSOL

Em nota divulgada no final da tarde desta segunda-feira (8), o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) oficializou apoio à chapa presidencial liderada pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que tem como candidata a vice a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB), no segundo turno.

No documento, a sigla afirma que o resultado do primeiro turno mantém o cenário de instabilidade provocado pelo golpe de 2016 e que o segundo representa “a continuidade da luta contra o fascismo e o golpe”.

Nesse sentido, o partido considera que a prioridade no momento é derrotar a candidatura de extrema-direita, representada por Jair Bolsonaro (PSL). A legenda também ressaltou que mantém sua independência e as diferenças programáticas em relação à chapa PT/PCdoB, mas avalia que, diante do cenário, a luta contra o líder do PSL tem maior importância.

O presidente do Psol, Juliano Medeiros, destaca que o contexto atual do país preocupa tanto o partido quanto seus militantes. Ele defende uma aglutinação de diferentes setores democráticos, mesmo aqueles de fora do espectro da esquerda, pela construção de uma frente nacional em defesa da democracia.

“É a democracia no sentido mais amplo, que envolve a defesa dos direitos sociais, do Estado democrático de direito e o respeito às instituições que foram construídas na Constituição Federal de 1988”, pontua.

O Psol considera que o revés de Bolsonaro traria a possibilidade de interrupção da agenda implantada por Michel Temer (MDB), abrindo caminho para a conquista da soberania nacional, entre outras coisas. Juliano Medeiros ressalta que a militância do partido irá atuar fortemente nesse sentido.  

“O Psol vai se engajar ativamente na resistência democrática, se somando à campanha do Fernando Haddad pra evitar o retrocesso que está colocado como uma ameaça concreta ao Brasil”, disse ao Brasil de Fato.    

Integrante do partido, o estudante universitário Emerson da Rocha Barros, de 20 anos, morador de Brasília, acredita que a militância pode ter um peso fundamental ao longo das próximas semanas. O segundo turno das eleições ocorre no dia 28.

Beneficiário do programa “Minha Casa, Minha Vida” e do Fies, ele lamenta o avanço conservador e destaca a preocupação da juventude com as ideias de Jair Bolsonaro (PSL), que, entre outras coisas, posiciona-se de forma contrária às cotas sociais e raciais.

O estudante defende uma articulação massiva dos militantes do partido junto a outros setores sociais para tentar barrar a candidatura de extrema-direita.

“As nossas massas podem se mobilizar pelo ‘Ele não’. As pessoas mais sofridas, os LGBTs, as pessoas que sofrem diariamente preconceito, discriminação devem se unir contra o Bolsonaro. Nos juntaremos em prol da população”, afirma.

Criado em 2005, o Psol está presente nos 26 estados do país e no Distrito Federal e soma um total de 140 mil filiados.

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Câmara dos Deputados terá 26 mulheres a mais no ano que vem

seg, 08/10/2018 - 20:35
GÊNERO Número de deputadas federais aumentou de 51 para 77, mas a maior parte pertence a partidos conservadores Lu Sudré | Maranhão, Sergipe, Goiás e Amazonas foram os únicos estados que não elegeram deputadas Foto: Agência Brasil

A bancada de parlamentares mulheres no Congresso Nacional cresceu após as eleições do último domingo (7). Na Câmara dos Deputados, por exemplo, a bancada feminina aumentou de 51 para 77, em um total de 513 parlamentares. Isso significa que, em 2019, o gênero feminino representará 15% da Casa. Atualmente, corresponde a 9,9%. 

Segundo a Justiça Eleitoral, foram mais de 2,7 mil candidatas para as vagas na Câmara, número pouco acima do mínimo de 30% de candidaturas femininas exigida por lei. Em relação aos estados, Maranhão, Sergipe, Goiás e Amazonas foram os únicos que não elegeram deputadas.

O Partido dos Trabalhadores (PT) é a legenda que mais elegeu mulheres, com 10 deputadas. O PSDB e o PSL, partidos de direita e conservadores, elegeram respectivamente 8 e 7 parlamentares. Em menor quantidade, outros partidos do campo progressista também elegeram suas candidatas. Agora o PCdoB possui quatro deputadas na Câmara, e o PSol, cinco.

A partir deste cenário, Carla Vitória, da Marcha Mundial de Mulheres, avalia que o movimento que exige mais participação de mulheres na política se tornou incontornável, mas a quantidade de deputadas eleitas ainda não é suficiente.

“Ainda é muito incipiente a representação políticas das mulheres, por mais que tenha aumentado em 51%, está muito longe de corresponder à proporção das mulheres na sociedade”, lamenta Vitória.

No entanto, ela pondera que a bandeira foi incorporada tanto pelos setores progressistas quanto pelos conservadores, e exatamente por isso, a presença de deputadas que de fato representem o interesse das mulheres é ainda mais fundamental. 

“Não basta estar lá, ocupar um cargo e se eleger com a palavra: 'eu sou uma mulher' e ser a favor de pautas que pioram a vida concreta das mulheres, como é o caso da senadora Mara Gabrilli, que votou a favor da reforma trabalhista e prejudicou diretamente a vida das mulheres”, critica.

A recém eleita senadora pelo PSDB não é o único exemplo apontado pela ativista, também integrante da Sempreviva Organização Feminista (SOF).

“Aqui em São Paulo, a pessoa mais bem votada dos legislativos estaduais é a Janaína Paschoal, que apesar de ser uma mulher diz muito pouco sobre as reivindicações das mulheres, pelo contrário. Ela levanta a bandeira contra a legalização do aborto, levanta diversas bandeiras que são contra os direitos das trabalhadoras. Não dá pra confiar. Não basta ser mulher”.

Para o Senado, foram disputadas 54 das 81 cadeiras e eleitas sete mulheres. Duas delas, Soraya Thronicke e Selma Arruda, são do PSL,  partido de Jair Bolsonaro.

Raça e classe

Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicado em 2010, a população negra representa mais de 50% da população brasileira. Porém, segue sendo minoria no Congresso Nacional e atualmente representa menos de 10% do total de deputados federais. Dos 513 parlamentares, apenas 24 se auto-declaram negros. Dos 81 senadores, apenas três. 

Apesar das estatísticas, após o pleito eleitoral deste domingo, o número de mulheres negras aumentou nas esferas estaduais e federais. As psolistas Talíria Petrone e Áurea Carolina, assim como Benedita da Silva (PT), por exemplo, ocuparão cadeiras no Congresso Nacional.

Eleita deputada estadual, Erica Malunguinho (PSol), referência do movimento negro, se tornou a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira no Poder Legislativo brasileiro. Erika Hilton e Mônica Seixas também foram eleitas deputadas estaduais enquanto membras da bancada ativista do PSol em São Paulo. Leci Brandão (PCdoB) também foi reeleita. 

Na Bahia, Olívia Santana (PCdoB) tornou-se a primeira mulher negra eleita deputada estadual. Já no Rio de Janeiro, em nome do legado de Marielle Franco, vereadora do PSol brutalmente assassinada em março deste ano, Renata Souza e Mônica Francisco, ex-chefe de gabinete e ex-assessora da vereadora, respectivamente, se elegeram deputadas estaduais.

Contra o fascismo

Para Camila Marins, ativista lésbica, a eleição dessas candidatas é essencial para reverter o avanço da extrema direita no país. 

“Não podemos compactuar com projetos que pregam a morte de mulheres e a retirada de seus direitos. Estamos lutando no movimento feminista pela diversidade, pela autonomia de nossos corpos e atuando, principalmente, na luta de classes, pelo avanço da classe trabalhadora. Somo nós, mulheres negras e pobres que mais morremos. Somos nós, mulheres negras e lésbicas, LGBTs que mais morremos nessa sociedade. Não podemos dissociar a questão de gênero à classe, de forma alguma”, ressalta Marins.

Na opinião da jornalista, um elemento fundamental da atual conjuntura política é a misoginia. “Quando pensamos em fascismo, nacionalismo, vemos a afirmação do patriarcado. E porque o feminismo é uma ameaça a essas pessoas? Porque eles afirmam a misoginia e elementos de uma masculinidade tóxicas que diferentes tipos de feminismos buscam enfrentar há muito tempo”, diz ela. “O Coiso [Bolsonaro] só não foi eleito no primeiro turno porque os movimentos e o voto de mulheres o impediram”.

Até o fechamento da reportagem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não havia divulgado as estatísticas do total de números de negros eleitos nas eleições de 2018.

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Haddad: segundo turno servirá para escancarar diferenças no plano econômico

seg, 08/10/2018 - 20:04
Corrida eleitoral Candidato do PT concedeu entrevista coletiva após visita ao ex-presidente Lula, em Curitiba Lia Bianchini | Haddad fala à imprensa em Curitiba no primeiro dia da campanha do segundo turno Foto: Lia Bianchini

Fernando Haddad, candidato à presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou que o norte de sua campanha para o segundo turno será a pauta econômica, confrontando o projeto de retirada de direitos representado pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL).

O petista esteve em Curitiba nesta segunda-feira (8), para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Superintendência da Polícia Federal, e concedeu entrevista coletiva após a visita.

“O retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e nós vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina. Isso não vai fortalecer o poder de compra do trabalhador, não vai aquecer a economia”.

O modelo argentino a que Haddad se refere é o que vem sendo implementado pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri. Para tentar conter a crise econômica do país vizinho, apenas neste ano, o Banco Central argentino elevou a taxa básica de juros quatro vezes, estando fixada, atualmente, em 60%. A projeção para a inflação argentina é de que chegue aos 30% neste ano. 

Segundo Haddad, o foco petista será em reafirmar o compromisso com a política de bem-estar social, pautando a retomada dos direitos trabalhistas e sociais. Para o candidato do PT, seu projeto pretende “respeitar os direitos consagrados na Constituição de 1988 e aprofundar os avanços sociais” que foram promovidos nos últimos 12 anos. 

Outra divergência importante, salientada por Haddad, diz respeito à segurança pública. O programa petista prevê um modelo de fortalecimento da Polícia Federal como agente coordenador de todas as polícias do país, em sentido oposto ao armamento da população.  

“Nós entendemos que segurança pública é um serviço público e armar a população é desonerar o Estado de proteger o cidadão. No fundo, é uma escapatória para deixar de prestar um serviço essencial previsto na Constituição. O Estado tem que prover a segurança pública, se não está acontecendo, vamos inovar do ponto de vista institucional”, explicou Haddad.

Na visão do candidato, armar a população pode gerar lucros para as empresas que fabricam armas e um índice ainda maior de mortes no país, mas não levará à segurança da população.

Atualmente, o Brasil lidera o ranking mundial de mortes por arma de fogo, com 43 mil mortos, de acordo com a Pesquisa Global de Mortalidade por Armas de Fogo, do Instituto de métricas e avaliação em saúde (Institute for Health Metrics and Evaluation).

Notícias falsas

Outro ponto destacado por Fernando Haddad para a campanha do segundo turno foi o combate às notícias falsas, as chamadas fake news

Ao longo da campanha do primeiro turno, a equipe jurídica do PT denunciou à Justiça Eleitoral 115 postagens de redes sociais que continham fake news contra Haddad e a candidata à vice-presidente de sua chapa, Manuela D’Ávila (PCdoB). 

Apenas no sábado (6), dia anterior às votações do primeiro turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou que 35 dessas postagens fossem removidas da internet. 

“Gostaria que esses temas mais afeitos a valores fossem discutidos publicamente, olho no olho. Não me furto a responder nenhuma pergunta sobre valores, desde que elas sejam feitas olhando no meu rosto. Agora, é muito difícil se defender de um bombardeio via Whatsapp com mentiras a seu respeito”, disse Haddad.

O candidato petista afirmou que vai propor ao seu oponente, Jair Bolsonaro, a assinatura de uma carta compromisso “contra a calúnia e a difamação anônimas que acontecem, sobretudo, via Whatsapp”.

Apoio de outros partidos

Está também entre as preocupações de Haddad “unir as forças democráticas progressistas” do país em torno de seu projeto de governo. 

Ele afirmou que fará contato com lideranças de outros partidos políticos, como Paulo Câmara, recém reeleito governador de Pernambuco pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), e Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, além de Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT). 

O petista disse estar disposto a conversar sobre adequações ao seu programa de governo, para que ele seja amplo o suficiente para conseguir consenso entre os partidos progressistas que optarem por apoiá-lo.

“Tenho total tranquilidade em ajustar parâmetros do programa para que ele seja o mais representativo dessa ampla aliança democrática que nós pretendemos fazer para resgatar uma perspectiva de reafirmação dos direitos, reafirmação dos valores democráticos, que está no cerne do nosso projeto”, disse Haddad.

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Governadores progressistas são os mais vitoriosos no primeiro turno

seg, 08/10/2018 - 19:20
Vitória No Nordeste, a esquerda predominou; no Centro-Oeste e Sul venceram campanhas conservadoras Juca Guimarães | O governador petista Camilo Santana teve o maior percentual de votos válidos no Ceará; 79,96% Foto: PT-CE/Elton Viana

Dos treze estados onde a eleição para governador foi definida já no primeiro turno, a maioria dos candidatos eleitos são do campo progressista.

No Nordeste, onde foi significativo o volume de votos em Fernando Haddad (PT) para presidente e que garantiu a realização do segundo turno, as legendas de esquerda foram vitoriosas em seis dos sete estados que já definiram a vaga de governador. 

O Partido dos Trabalhadores ganhou no Piauí, Ceará e Bahia. O Partido Comunista do Brasil levou o governo do Maranhão no primeiro turno. 

O Partido Socialista do Brasil conquistou o governo em Pernambuco e na Paraíba. Em Alagoas, a vitória no primeiro turno foi do candidato emedebista Renan Filho, porém, em coligação com PT e PCdoB.

No Centro Oeste, a direita levou a melhor nos dois estados que definiram a eleição para governador no primeiro turno. Os candidatos do Partido Democratas venceram em Mato Grosso e Goiás. 

Na região Norte, as candidaturas de centro direita venceram no Tocantins, com o Partido Humanista da Solidariedade, e no Acre, com o Partido Progressista. 

No Espírito Santo, único estado do Sudeste que teve definição, a vitória foi do Partido Socialista do Brasil.

No Sul, o Paraná não terá segundo turno para governador, por conta da vitória do candidato do Partido Social Democrático, que é de direita. 

A vitória no primeiro turno, por conta de uma votação expressiva, dá uma musculatura extra ao governador, como avalia o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz. 

"O candidato eleito no primeiro turno tem mais peso e importância para aprovar suas matérias na Assembleia Legislativa e para dialogar no plano federal", disse.

Votos válidos

Dos governadores que estão com a posse garantida em janeiro do ano que vem, o que teve o melhor desempenho foi o Camilo Santana (PT), do Ceará, com 79.96% dos votos válidos. A segunda melhor performance foi de Renan Filho (MDB), em Alagoas, com 77,3% dos votos válidos. O terceiro governador eleito no primeiro turno com o maior percentual de votos foi o Rui Costa (PT), na Bahia, com 75,5%.

Além do legado dos governos Lula (PT) e Dilma (PT), segundo Queiroz, a capacidade de fazer alianças ajudou o bom desempenho da esquerda nos estados do Nordeste. 

"Quem se elege no primeiro turno é porque teve a capacidade de formar alianças e reduzir o nível de eleição dos principais adversários. Essas alianças que envolveram as legendas mais a esquerda no espectro político, mais as forças de centro deram uma hegemonia", disse.

As candidaturas de direita do DEM, que venceram no Centro Oeste, tiveram um desempenho parecido, conquistando cerca de 60% dos votos válidos. O ruralista Ronaldo Caiado (GO), com 59,73%, e Mauro Mendes (MT), com 58,69%.

No Paraná, na região Sul, o candidato Ratinho Júnior ganhou a eleição sem precisar disputar o segundo turno, com 59,99% dos votos válidos. 

Confira a lista dos governadores já eleitos:

Mauro Carlesse (TO), do PHS, com 57,39%

Flávio Dino (MA), do PCdoB, com 59,29%

Wellington Dias (PI), do PT, com 55,65%

Camilo Santana (CE), do PT, com 79,96%

João Azevedo (PB), do PSB, com 58,18%

Paulo Câmara (PE), do PSB, com 50,70%

Renan Filho (AL), do MDB, com 77,3%

Rui Costa (BA), do PT, com 75,50%

Renato Casagrande (ES), do PSB, com 55,49%

Gladson Cameli (AC), do PP, com 53,71%

Mauro Mendes (MT), do DEM, com 58,69%

Ronaldo Caiado (GO), do DEM, com 59,73%

Ratinho Junior (PR), do PSD, com 59,99%

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Trece estados definieron gobernadores en Brasil, en los demás, habrá segunda vuelta

seg, 08/10/2018 - 17:37
ELECCIONES 2018 Cómo quedan las contiendas regionales para los gobiernos estatales donde habrá segunda vuelta el 28 de octubre Redacción | Catorce estados deben realizar segunda vuelta de las elecciones para gobernador el 28 de octubre próximo José Cruz/Agência Brasil

Con 99% de las urnas escrutadas, están definidos los gobernadores de 13 estados brasileños. En las otras 14 unidades de la federación, los dos candidatos más votados disputarán la segunda vuelta de las elecciones.

Conforme la legislación electoral brasileña, para elegirse en primera vuelta, un candidato debe obtener más de 50% de los votos válidos.

En la izquierda, el Partido de los Trabajadores (PT) y el Partido Socialista Brasileiro (PSB) tuvieron, cada uno, tres gobernadores electos este domingo (7) y encabezan la lista de las siglas más victoriosas. El PSB tiene aún 3 candidatos en disputa: Brasilia, São Paulo y Sergipe y el PT uno. El Partido Comunista de Brasil (PCdoB) logró un gobernador.

Todos los candidatos del PT que obtuvieron victorias se encontraban en el nordeste, en los estados de Bahía, Ceará y Piauí.

La región también fue donde este partido de izquierda, que incluye a los ex presidentes Luiz Inácio Lula da Silva y Dilma Rousseff, tuvo el mayor número de votos para presidente. Su candidato presidencial, Fernando Haddad, también se enfrentará al capitán retirado de extrema derecha Jair Bolsonaro en una segunda vuelta electoral el 28 de octubre.

Haddad ganó en ocho de los nueve estados del noreste, y quedó en segundo lugar en el estado natal de Ciro Gomes, Ceará, donde el contendiente del PDT mantuvo el liderazgo en la primera vuelta.

"El Noreste ha estado a la vanguardia de la política brasileña, porque puede evitar que Brasil tenga un fascista en la oficina presidencial", dijo el politólogo Francisco Fonseca.

En la derecha, Demócratas (DEM) obtuvo dos gobernaciones y disputará dos más. El Partido Humanista de la Solidaridad (PHS), y el Partido Progresista (PP) obtuvieron una cada uno y no tienen candidatos en segunda vuelta.

El tradicional Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB) disputará seis gobernadores en segunda vuelta. El Partido Democrático Laborista (PDT) de Ciro Gomes que aún no ganó ningún gobernador tiene 4 candidatos en segunda vuelta, también sin ganar ninguno, el Partido Nuevo (Novo) coloca 1 candidato en segunda vuelta.

El partido del presidente golpista Temer, Movimiento Democrático Brasileño ganó en un estado y tiene dos candidatos en segunda vuelta.

El Partido Social Liberal (PSL) del ultraderechista Bolsonaro, compite por tres gobiernos estatales el 28 de octubre próximo.

A continuación, los resultados por estado [en portugués]:

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Brazil: 13 outright winners for governor; 14 states to hold runoff vote

seg, 08/10/2018 - 17:24
2018 ELECTIONS Workers’ Party and Brazilian Socialist Party had three wins each; second round is set to happen on Oct. 28 Brasil de Fato | More than 147 million Brazilians voted last Sunday for president, governor, and federal and state representatives José Cruz / Agência Brasil

With 99 percent of votes counted, candidates for governor won outright majority in 13 Brazilian states in the country’s elections, held last Sunday. In 14 states, the two candidates with the largest and second largest number of votes will run in a second round, set to take place on Oct. 28.

To be elected in the first round, a candidate has to win by a minimum of 50 percent plus one of the total votes cast.

::: BRAZIL ELECTIONS 2018

The Workers’ Party (PT) and the Brazilian Socialist Party (PSB) had three governors elected each, taking the lead among parties with the largest number of wins in the first round.

All PT candidates who won outright majority in the gubernatorial bids were in the northeast – Bahia, Ceará, and Piauí state.

The region was also where the left-wing party – the members of which include former presidents Luiz Inácio Lula da Silva and Dilma Rousseff – had the largest number of votes for president. Its presidential hopeful, Fernando Haddad, will face the far-right retired army captain Jair Bolsonaro in a runoff vote on Oct. 28 as well.

Haddad won in eight of the nine northeastern states, and came in second in Ciro Gomes’ home state, Ceará, where the centrist PDT contender maintained the lead.

“The Northeast has been at the forefront of Brazilian politics, because it can save Brazil from having a fascist in the presidential office,” political scientist Francisco Fonseca said.

::: MEET BRAZIL'S PRESIDENTIAL CANDIDATES

Second round

In the second round, the PT will only have one gubernatorial candidate running, in the northeastern state Rio Grande do Norte, against a PDT candidate.

The party of the far-right presidential candidate, the PSL, did not win outright majority for governor in any states, but made it into the runoff election in three of them: Rondônia and Roraima, in the North, and Santa Catarina, in the South.

Other parties that have candidates making into the runoff vote are Ciro Gomes’ PDT, in four states; the right-wing Geraldo Alckmin’s PSDB, in six states; president Michel Temer’s MDB, in three states; and the conservative parties DEM (with candidates running in three states), PSC, PSD (in two states each), and Novo (in one state).

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