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Atualizado: 1 hora 2 minutos atrás

Conheça as principais diferenças entre Bolsonaro e Haddad

seg, 08/10/2018 - 17:04
Eleições 2018 Programas de governo dos presidenciáveis têm raízes distintas, especialmente para a economia e os direitos humanos Cristiane Sampaio | Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) se enfrentam no segundo turno das eleições presidenciáveis, dia 28 de outubro Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Brasil viverá, no próximo dia 28, a segunda etapa da corrida eleitoral rumo ao Palácio do Planalto, com a realização do segundo turno. Pelos resultados das urnas nesse domingo (7), a escolha dos eleitores é entre o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o candidato Jair Bolsonaro (PSL), que atualmente tem mandato de deputado federal.

O petista tem como candidata a vice a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela d’Ávila (PCdoB), enquanto o líder do PSL conta com o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB) na disputa. O primeiro tem como slogan de campanha “O Brasil feliz de novo”, e o segundo, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

As duas chapas se situam em espectros distintos do cenário político: Haddad é um dos expoentes da esquerda e, portanto, liderança do campo progressista; já Bolsonaro, conhecido pelas ideias reacionárias, representa um projeto político de extrema-direita. Como consequência, os programas de governo dos dois presidenciáveis guardam diferenças fundamentais. Veja a seguir algumas delas.

Economia e emprego

Haddad, que é professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (DCP-USP), propõe medidas de valorização do Estado. Entre elas estão a revogação do Teto de Gastos, que limita por vinte anos os investimentos nas áreas sociais, e da reforma trabalhista, ambos de iniciativa do governo Michel Temer (MDB).

Além disso, o ex-prefeito defende o fim do atual processo de privatizações; o equilíbrio das contas da Previdência por meio da geração de empregos e do combate à sonegação; e uma reforma tributária que compreenda, entre outras medidas, isenção de Imposto de Renda (IR) para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (cerca de R$ 4.770).

No que se refere ao mercado de trabalho, Haddad propõe a criação de novos postos por meio do programa Meu Emprego Novo; o retorno imediato de 2.800 grandes obras que estão paradas em todo o país; e a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. O petista também defende o fortalecimento da Petrobras.

Já o programa econômico de Bolsonaro prevê a redução da máquina do Estado e faz acenos ao mercado com propostas como: reforma da Previdência; independência do Banco Central; privatização da maioria das estatais, concessões e venda imóveis da União.

Além disso, o candidato defende o fim do monopólio da Petrobras no que se refere ao gás natural e uma tabela de preços da estatal baseada no mercado internacional.

Para o mercado de trabalho, Bolsonaro propõe a criação de uma nova carteira de trabalho, que também terá o contrato individual prevalecendo sobre as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para sindicatos e outros setores populares, a medida fragiliza ainda mais os direitos da classe trabalhadora.

Segurança

Bolsonaro propõe medidas como flexibilização da legislação sobre o porte de armas; redução da maioridade penal para 16 anos; e tipificação de “invasões de propriedades rurais e urbanas” como terrorismo.

Já Haddad defende mudanças na atual política de drogas, com observação das experiências internacionais de descriminalização e regulação do comércio de entorpecentes; aprimoramento da política de controle de armas; e integração dos serviços de inteligência.

Educação e direitos reprodutivos

Com discurso conservador, o candidato do PSL critica a educação sexual, com referência a uma suposta tentativa de “doutrinação e sexualização precoce” por parte de setores progressistas.

O programa não menciona, por exemplo, a temática do aborto, mas Bolsonaro é conhecido defensor do impedimento de alterações na atual legislação, que libera a prática apenas em casos de estupro e gravidez de anencéfalos. Ele também não faz referência aos direitos do público LGBT, mas por diversas vezes já se pronunciou publicamente com posicionamentos homofóbicos.

Haddad também não faz referência ao aborto, mas destaca a defesa do Estado laico e propõe a promoção da saúde integral da mulher para o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos, além do fortalecimento de uma perspectiva “inclusiva, não sexista, não racista e sem discriminação e violência contra o LGBTI+ na educação e nas demais políticas públicas”.  

O petista defende a promoção da cidadania LGBT, a criminalização da LGBTfobia e a inserção desse  público no mercado de trabalho.

Outros

Haddad defende ainda medidas que favoreçam as soberanias nacional e popular; o retorno a uma “política externa altiva e ativa”, com base, por exemplo, na integração latino-americana; reformas do Estado e do sistema de Justiça; promoção da diversidade na mídia; promoção dos direitos dos idosos e das pessoas com deficiência; além da defesa dos direitos dos povos do campo, das florestas e das águas.  

Já o programa de governo de Bolsonaro se manifesta em defesa da aproximação diplomática do Brasil com países como Estados Unidos e Israel, critica países como a Venezuela e não menciona, por exemplo, o Mercosul. Ao contrário, defende “acordos bilaterais”.

O candidato do PSL também não menciona, por exemplo, em seu programa de governo, os direitos das pessoas com deficiência.

Além disso, fala em “imprensa livre e independente” sem mencionar, no entanto, a pluralidade midiática. Ao mesmo tempo, o candidato defende, em discursos e entrevistas, práticas da ditadura militar, conhecida, entre outras coisas, pelo cerceamento da liberdade de imprensa.

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Anulação de indulto a Fujimori é avanço contra “violações de direitos humanos”

seg, 08/10/2018 - 16:35
PERU A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) comemorou a anulação do indulto concedido ao ex-presidente peruano Redação | Fujimori foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade teleSUR

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) comemorou nesta sexta-feira (05/10) a anulação do indulto concedido ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000). O ex-mandatário foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

Segundo um comunicado do CIDH, a anulação do perdão é “um avanço importante na luta das vítimas de graves violações de direitos humanos”. 

O indulto foi anulado na última quarta-feira (03/10) pela Suprema Corte do Peru. A decisão foi tomada pelo Juizado de Investigação Preparatória. O juiz Hugo Nuñez Julca expediu as ordens de "busca e captura" do ex-ditador e determinou que ele seja levado "ao estabelecimento penitenciário designado pela autoridade penitenciária".

A resolução do tribunal acatou um pedido de cancelamento do indulto que foi apresentado por familiares das vítimas dos massacres de La Cantuta e Barrios Altos, ambos ordenados por Fujimori durante seu governo.

O perdão foi concedido em dezembro de 2017 pelo então presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski (PPK). Na época, PPK tentava evitar um processo de impeachment. Segundo a imprensa peruana, a medida foi parte de um acordo com o partido fujimorista Força Popular, que se absteve de votar a favor do impedimento. Em março de 2018, PPK deixou o cargo após a aprovação de um segundo pedido de impeachment.

Fujimori tem 79 anos e governou o Peru entre 1990 e 2000. Em 2009, o ex-ditador foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade pelos massacres.

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Por que lutamos por moradia?

seg, 08/10/2018 - 16:15
coluna Mais de 160 milhões de pessoas estão concentradas em 0,63% do Brasil MTD | "Este cenário abriga a força social do movimento de massas, os quadros políticos, o local legítimo da organização popular", afirma Foto: Mídia Ninja

Por Vinícius Moreno*

Direito de morar não é apenas ter casa, mas usufruir de vários outros elementos que cercam a casa e são fundamentais na vida da classe trabalhadora: acesso fácil e rápido ao local de trabalho, saneamento, educação, saúde, lazer, água e energia, coleta de lixo, entre outros. Moradia é, por assim dizer, um “pedaço de cidade”.

Ora, essas condições são um privilégio no Brasil. Isso porque a maior parte da população sequer tem uma casa adequada para morar. Em nosso sistema, a casa e seu principal insumo, a terra, são tratadas como mercadorias. Seu acesso se dá mediante à compra ou aluguel. E, no Brasil, a casa, provida de infraestrutura e serviços urbanos, boa localização e segurança jurídica, é o bem mais caro que o trabalhador pode ter. Quem não tem renda fica privado do direito de morar, que não cabe no orçamento da classe trabalhadora. 

Não ter casa para morar significa, muitas vezes, gastar a maior parte da renda com aluguel, sendo obrigado a abrir mão do remédio, de uma alimentação saudável e de outros elementos fundamentais para uma boa qualidade de vida. Muitas vezes, também significa viver em locais afastados, gastar cada vez mais com transporte, adoecer no longo percurso entre a casa e o trabalho, ter menos tempo para dedicar-se à família, estudar, se organizar politicamente. 

Por isso mesmo, o direito de morar, reconhecido na Constituição, é uma das pautas econômicas centrais da luta de classes no Brasil. Movimenta milhares de pessoas todos os dias, impulsiona o povo a sair às ruas, ocupar espaços públicos e privados, em busca do sonho da casa própria, de melhorias nos bairros e favelas, contra remoções. 

Na busca por melhores condições, o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) constrói cotidianamente lutas de caráter econômico e político com a centralidade em quatro eixos: trabalho, moradia, não-violência contra as mulheres e soberania alimentar. Nesta semana, iremos dialogar um pouco sobre esse direito que, a partir do Golpe de 2016, sofre duras restrições, ao mesmo tempo em que o problema se agrava no Brasil, sob efeito de uma crise que não tem prazo para terminar.

Temos no país cerca de 208 milhões de habitantes, 80% dos quais concentrados em 0,63% do território brasileiro, segundo levantamento da Embrapa feito no ano passado. Comprimida nesses lugares, a maior parte da população convive com o agravamento de problemas crônicos, a falta de uma casa para morar. Há um elevado número número de famílias vivendo em áreas de risco ou com renda de até três salários mínimos, gastando mais de 30% dessa renda com o aluguel, morando de favor, em casa muito precária, em domicílio muito adensado, entre outros.

A especulação imobiliária há muito tempo é um de nossos inimigos centrais, pois é ela quem define e delimita a expansão das cidades, onde e quando o poder público irá investir, e quem se beneficiará desse trabalho realizado na produção do espaço urbano, no mais das vezes financiada com recursos públicos. O interesse dos capitais dificulta a aquisição da casa própria porque encarece os imóveis e inviabiliza a implementação de melhorias nas regiões que não despertam, ao menos por ora, o interesse da especulação imobiliária. O espaço urbano se torna um suporte material da acumulação de capital. 

As lutas de massa e a organização do povo são fundamentais para reverter esse quadro e impor derrotas à especulação imobiliária. Políticas públicas para a moradia devem ser criadas, junto com mecanismos de contenção da supervalorização dos imóveis e da exclusão classista e racial que empurra os trabalhadores para a periferia das periferias, onde nem existe a cidade.

Para o povo tomar a rédea do seu destino, a classe trabalhadora terá de ter força social nos territórios urbanos brasileiros, organizar-se nos locais de moradia das médias e grandes cidades. Transformar as vilas, morros, comunidades e favelas, em quartéis. Este cenário abriga a força social do movimento de massas, os quadros políticos, o local genuíno e legítimo da organização popular, da elevação do nível de consciência. Temos de encarar essa tarefa com seriedade e persistência rumo à construção do Projeto Popular para o Brasil.

Direito de morar, morar com direitos!!!

* Vinícius Moreno é da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD)

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“Vamos debater a formação de uma Frente ampla pela Democracia”, diz Dr Rosinha

seg, 08/10/2018 - 16:10
Eleições 2018 No Paraná, PT aumentou número de deputados estaduais e manteve bancada federal Ana Carolina Caldas | Rosinha explicou que agora irão se reunir com o partido para debater as estratégias de campanha ao segundo turno Henry Milleo

Em coletiva para a imprensa nesta segunda, 08, um dia após o resultado das eleições e a definição que haverá segundo turno, DR.Rosinha, candidato do PT que concorreu as eleições para governador, afirmou que será formada uma ampla frente pela democracia. Além dele, a candidata ao Senado, Miriam Gonçalves também falou com os jornalistas.

Rosinha explicou que agora irão se reunir com o partido para debater as estratégias de campanha ao segundo turno. “A ideia é nos unirmos junto com todos os que desejam a continuidade da democracia. Vamos em reunião nesta noite debater a formação de uma Frente Ampla pela Democracia.” Miriam afirmou que estarão novamente conversando com a população. “Fizemos o corpo a corpo com o eleitor, falando olhando nos olhos. Não temos medo das ruas, nosso lugar é dialogando com a população.”

Sobre o que acha que deve ser feito, Rosinha destacou que  é preciso mostrar a diferença entre Bolsonaro e Haddad. “ De um lado temos um candidato sem propostas que tem o discurso de ódio como muleta, e de outro, nós, que temos um projeto claro para o país. Governa-se um país com construção de escolas, defesa da escola pública, programas para saúde, infraestrutura. Nós temos, eles não.”

A falta de palanque para o candidato Fernando Haddad no Paraná, já que a eleição foi definida no primeiro turno, segundo Miriam, não será um problema. “Nosso palanque está nas ruas, em cada bairro e cidades.”

PT cresce no Paraná

Sobre o resultado em nível estadual, Rosinha disse que ficou satisfeito já que as pesquisas indicavam que ele tinha  5% e ao final terminou com cerca de 9%. "Para que aprendamos sobre não nos pautarmos tanto pelas pesquisas. Nossa campanha foi propositiva e , apesar de todo este clima de ódio que paira no país, eu sentia que a população estava recebendo bem a nossas propostas.” Rosinha é também presidente do PT Paraná e lembrou que o partido elegeu a maior bancada do País e no Paraná aumentou o número de deputados estaduais e federais. 

Já a candidata ao Senado, Miriam, alcançou 599.953 mil votos, ficando acima do ex governado Beto Richa que terminou com 3% dos votos dos eleitores paranaenses.

Os candidatos a deputado estadual pelo PT eleitos foramProfessor Lemos, Tadeu Veneri, Chioratto e Luciana Rafagnin. Para a bancada federal, Gleisi Hoffman foi a terceira mais votada de todo o Paraná. Além dela, foram eleitos Zeca Dirceu e Enio Verri.

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ONU confirma que 71 ex-membros das Farc foram mortos após acordo de paz

seg, 08/10/2018 - 16:01
COLÔMBIA Secretário geral da ONU afirmou que país ainda enfrenta "ameaça contra líderes sociais" após dois anos de acordo Redação | Os dados foram apresentados pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, na última sexta-feira (05) Opera Mundi

O secretário geral da ONU, António Guterres, informou nesta sexta-feira (05/10) que ao menos 71 ex-integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram mortos após o acordo de paz firmado em 2016.

O dado foi apresentado pelo representante diante do quarto informe da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, ação internacional que fiscaliza eventuais problemas em assuntos de segurança nacional. 

Segundo o texto, assassinatos e ataques contra ex-combatentes foram registrados em 12 dos 32 departamentos em todo o território colombiano. 

“A Unidade Especial de Investigação ressaltou que três quartos dos assassinatos se concentram em cinco departamentos: Nariño (16), Antioquia (14), el Cauca (12), Caquetá (8), Norte de Santander (7)”. 

Em sua conta pessoal no Twitter, Guterres disse que o acordo histórico entre governo e guerrilha, que encerrou uma disputa de mais de 50 anos, “não está isento de desafios”. 

“O processo de paz não está isento de sérios desafios e ainda que tenha sido marcada por controversas políticas, a importância do acordo para o futuro do país tem ainda mais validade agora”, escreveu.

O texto também destacou que as mortes foram causadas por diferentes fatores, inclusive “defesa da terra e dos recursos naturais”. Por fim, o secretário lembrou que a ameaça aos direitos humanos ainda é um tema sob ameaça no país. 

"Neste mesmo alerta destacamos os múltiplos fatores por trás desses assassinatos, incluindo a participação das vítimas na defesa da terra e dos recursos naturais", disse. 

“Todas as fontes, incluindo a Oficina em Colômbia para o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnudh), atestam que os assassinatos e ameaças contra líderes sociais e defensores dos direitos humanos não acabaram”.

(*) Com teleSUR 

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Prisão de idosa de 68 anos escancara contradição da Justiça brasileira

seg, 08/10/2018 - 15:17
Belo Horizonte Defensor público afirma que sistema carcerário lotado tende a piorar com o golpe Larissa Costa | Brasil é o terceiro país com maior população prisional do mundo Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

“Nesse dia, eu levantei, o tempo estava meio frio. Eu tomei banho e fui lá fora. Não demorou cinco minutos, o policial veio a pé. Ele me pediu a droga. Abri a boca e tirei dois pedacinhos de droga e entreguei na mão dele. Ele pediu a chave da casa, enfiei a mão no bolso e entreguei a chave na mão dele. Eu só tinha esses dois pedacinhos de crack”. O depoimento é de R. F. L. F, presa no dia 24 de agosto deste ano em frente à sua casa, na Lagoinha, região Noroeste de Belo Horizonte (MG).

R. tem 68 anos e uma saúde frágil, após ter passado por três angioplastias, dois infartos e ter perdido um dos rins. Usuária de crack há 35 anos, ela está presa provisoriamente na penitenciária feminina José Abranches, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de BH. Conforme o termo de audiência de custódia, “mesmo sendo a autuada tecnicamente primária”, o crime de R. foi considerado grave e de alta periculosidade, uma vez que a PM teria encontrado 42 pedras de crack com ela.

"Essas pedras surgiram dentro da delegacia", denuncia R. em seu depoimento ao defensor público Hélio da Gama e Silva. “Esse policial já vem me perseguindo há muito tempo, ele dá geral na minha casa, de noite, de madrugada, de manhã, qualquer hora que ele acha que ele deve”, conta R., que também afirma que vende doces e bombons em restaurantes e em pontos de ônibus para levantar o dinheiro necessário para se manter e pagar o aluguel.

Na última semana, R. teve o habeas corpus negado, o que significa que ela continuará na penitenciária.  “Foi negado, porque, segundo o Judiciário, o fundamento maior é que ela já teve uma condenação por furto. Isso ela nunca negou. Mas furto não é um crime violento. Ainda mais ela! R. é mais uma na estatística do encarceramento em massa, um encarceramento lotado, falido”, analisa Hélio.

Calamidade

A situação dos presídios brasileiros é desastrosa e dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, confirmam isso. São mais de 720 mil pessoas encarceradas, o que faz do Brasil o terceiro país com maior população prisional do mundo. Entre 2006 e 2016, a população carcerária aumentou 81% e o déficit de vagas nos presídios atingiu o total de 358 mil.

“O sistema carcerário é hoje o maior campo de violação aos direitos humanos, é a maior tragédia humanitária que acontece de forma legitimada pelo Estado. Não só pelo estado de Minas Gerais. É uma política nacional de aposta ao Estado penal e nos seus efeitos que não dão resultados práticos”, explica Rômulo Carvalho, que também é defensor público.

Cerca de 40% das pessoas presas no Brasil não foram condenadas, ou seja, não passaram por julgamento, segundo dados de junho de 2016 do Ministério da Justiça. Números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam que, em média, quando esses presos provisórios são julgados, 37% deles são absolvidos ou têm que cumprir penas alternativas. Em Minas Gerais, são quase 60% dos presos que nunca foram julgados.

Golpe na presunção de inocência

Rômulo alerta que a expectativa é que esse quadro não melhore, visto que, com o processo de golpe que o país vivencia, a tendência é que os presídios continuem superlotados, em função da legislação repressiva, do baixo investimento em inteligência e prevenção ao crime.

O perfil de quem é preso também tende a se manter.  De acordo com dados compilados na plataforma Carcerópolis, desenvolvida pela ONG Conectas Direitos Humanos, 50% da população prisional não tem ensino fundamental completo e a maioria é composta por homens jovens e negros, ainda que o grupo de mulheres, também jovens e negras, é o que mais cresce. Em Minas Gerais, conforme relatório do Infopen, 71% da população carcerária é negra.

Para Rômulo, há um direcionamento das forças de repressão para as áreas mais pobres, para a periferia, reforçando e estigmatizando a pobreza. “Existe uma criminalização da própria pobreza, ao passo que o Estado, em determinadas áreas, respeita os direitos fundamentais, cumpre a legislação e não vai entrar chutando a porta de ninguém”, aponta.

Outro aspecto que o golpe escancarou está relacionado à prisão em segunda instância do ex-presidente Lula, o que tem impacto grande sobre a população carcerária. Ao tomar essa decisão, o Supremo Tribunal Federal (STF) viola o princípio da presunção da inocência, que significa que a pessoa só é considerada culpada quando esgotam as possibilidades de recursos no âmbito do Judiciário.

“Com essa decisão do STF, o sistema prisional, que já não tem mais vaga para ninguém, vai explodir. O Judiciário e o Ministério Público nunca fizeram nada em relação ao sistema prisional no cumprimento dos direitos e das obrigações dos presos e das presas. Eles rasgaram a Constituição”, critica Hélio da Gama.

Atraso

Sete em cada dez mulheres que estão presas respondem por crimes sem violência, a maioria furto ou tráfico, como é o caso de R. Esse dado revela, na opinião do defensor Rômulo Carvalho, que o Brasil é um atraso mundial quando o assunto é política de drogas. Enquanto existe um abandono da “guerra às drogas” – declarada pelos Estados Unidos na década de 1970 – em diversos países do mundo, como Portugal, Argentina, Colômbia e Uruguai, que descriminalizaram o consumo, o Brasil segue optando por políticas criminais equivocadas.

“O Brasil ainda está combatendo uma guerra que o próprio EUA já começou a abandonar. Enquanto não vem uma alteração sistêmica, a gente faz um trabalho de insistência com o Judiciário para que ele tenha um respeito ao paradigma da liberdade humana, aos direitos individuais. Eu tenho convicção que as gerações futuras vão nos ridicularizar por ter criminalizado indivíduos por aquilo que decidiram ingerir", afirma Rômulo.

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Recife tem programação gratuita no Dia das Crianças no Museu da Abolição do Recife

seg, 08/10/2018 - 15:00
CULTURA POPULAR A proposta é fazr um dia das crianças baseado em tradições afro-brasileiras Redação | Atividade contará com contação de histórias, troca de brinquedos e apresentações culturais Divulgação

Foi pensando em construir novas possibilidades para as comemorações do dia das crianças que a contadora de histórias Kemla Baptista, teve a iniciativa, engajada e divertida, de convidar artistas da música, contação de histórias e cultura popular, educadores e estudantes de escolas públicas e universitários para participar de evento colaborativo. 

É com inspiração nesta tradição de festejo, que nasceu o evento "Aguerézinho: O Festejo dos Contos." Um dia de atividades lúdicas gratuitas e repletas de afro-brasilidade para festejar a infância e os 10 anos do Caçando Estórias, que acontecerá no Museu da Abolição do Recife (MAB), no próximo sábado (13), das 15h às 17hs. 

A proposta do Aguerézinho é fazer um convite para que mães, pais e cuidadores, invertam a lógica consumista dominante do 12 de outubro, repensem a ótica eurocêntrica da infância, trocando o shopping pelo jardim, a compra do brinquedo pelo compartilhamento de afeto. O dia das crianças pode ser comemorado de outras formas. Considerando inclusive os legados afro-brasileiros na tradição oral, literatura, música e outras linguagens. O Agueré é um ritmo afro-brasileiro e um festejo da tradição do Candomblé Ketu dedicado aos Odés, os ancestrais caçadores. 

O Aguerézinho tem uma programação variada que inclui visita guiada pelo museu e no jardim, apresentação da DJ Bia Preta, roda de capoeira angola, brincadeiras, pinturas corporais africanas, tenda do turbante e de troca de brinquedos, yoga, quebra-panela,o Baobá de livros, com Roma Julia e Stephany Metódio contando histórias africanas, a apresentação e arrastão do Maracatu Odara que é composto por crianças da Escola Municipal Heliodoro Gonçalves de Arruda, que vem da comunidade de Brejinhos – João Alfredo para a sua primeira apresentação na capital.

E como a ideia é também celebrar os 10 anos do Caçando Estórias, Kemla se apresenta na arena do jardim do MAB com a sessão de histórias “Contos da Ponta do Ofá” em que ela apresenta contos míticos da tradição Yorubá que exaltam as habilidades  e aventuras dos grandes caçadores e caçadoras de África.

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Eleitor de Bolsonaro mata mestre de capoeira por declarar voto no PT

seg, 08/10/2018 - 14:18
Radicalismo Mestre Moa do Katendê era referência da cultura afrobrasileira Redação | Moa do Katendê era uma das principais referências da cultura afrobrasileira Foto: Divulgação

O mestre de capoeira Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado com 12 facadas nas costas em um bar em Salvador (BA). O assassinato foi cometido por um apoiador do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL) na madrugada desta segunda-feira (8), após uma discussão sobre as eleições.

Educador, compositor, artesão e liderança do movimento negro e da cultura no estado da Bahia, Mestre Moa declarou seu apoio a Fernando Haddad (PT) no primeiro turno das eleições e defendia o voto no petista.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o homem que cometeu o assassinato foi preso em flagrante. O autor do crime admitiu que, após uma discussão de caráter político, voltou a sua casa e buscou a faca que utilizou no homicídio.

O corpo de Mestre Moa será velado em um cemitério no bairro de Baixa de Quintas, às 16h, onde amigos, familiares, artistas populares e militantes vão prestar homenagens. 

A SSP não confirmou a identidade nem o estado de saúde de um outro homem, de 51 anos, que também foi atingido no braço. Ele foi encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Biblioteca viva

Nascido em Salvador, Romualdo Rosário da Costa é um dos principais nomes da cultura popular afro baiana. Iniciou-se ainda menino, na década de 1960, na Academia de Capoeira Angola Cinco Estrelas. 

Era compositor e, em 1977, consagrou-se campeão do Festival da Canção Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil. Também participou do grupo Erê Gegê e, fundou, em maio de 1978, o Afoxé Badauê  – cantado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Moraes Moreira.

No final da década de 1980, ministrou aulas de capoeira e percussão para crianças em projetos na Fundação Nacional de Assistência Social, na antiga Febem e SOS Criança. Na época, também participou do Movimento de Artistas Negros de São Paulo com projetos musicais Negra Música (1988) e Venha ao Vale (1989), ao lado de Jorge Ben Jor. Na capital paulista, fundou o Afoxé Amigos de Katendê.

Mestre Moa membro da Associação Brasileira de Capoeira Angola, discípulo de mestre Bobó de Pastinha e era descrito por capoeiristas como "uma biblioteca viva, um museu vivo da história da arte afro brasileira". Ele era um defensor da reafricanização da juventude e do Carnaval da Bahia. 

Uma pessoa de muita delicadeza é como a professora da Universidade Federal da Bahia e mestra de capoeira do Grupo Nzinga, Paula Barreto, se lembra de Mestre Moa. "Machuca mais justamente por ser essa figura, uma pessoa que agiu e defendeu seus ideais e a cultura negra de maneira pacífica", pontua. 

"Para nós, ele deixa essa imagem: um capoeirista angoleiro elegante, de jogo lento e totalmente distanciado da violência. De muito charme e muita graça e leveza. E, fora da roda de capoeira, um cara sempre agradável e bem-humorado, atraindo e reunindo pessoas em torno dele."

Mestra Paulinha conta que o crime sensibilizou comunidades da capoeira, do afoxé e da militância negra em Salvador: "Há muita revolta e pouco de temor de que esse seja um caminho, o crime de ódio. Não tem como se referir a esse crime que não a essa maneira". 

Repercussão

O ator paulista Sidney Santiago Kuanza afirmou que a morte da liderança foi "covarde" e relacionou com o aumento da cultura de ódio promovido pelo candidato Jair Bolsonaro. "Já é a derrocada. É o começo de violência que já era esperado. 'Ele não', porque ele empodera, mesmo que à distância, a truculência e a violência", afirmou em vídeo.

No Twitter, Manuela d'Ávila (PCdoB), vice da chapa de Fernando Haddad, afirmou que o assassinato de Mestre Moa é resultado do quadro da intolerância e do ódio: "foi morto porque pensava diferente de quem o assassinou. Era defensor da cultura e dos negros e negras e lutava por qualidade de vida para quem mais precisava", disse. 

A cantora Karina Buhr se pronunciou nas redes sociais: "O Brasil segue sangrando na estupidez". O rapper Rashid também postou no Twitter. "Onde isso vai parar? Tive a oportunidade de conhecer o mestre, devido a um projeto musical do qual eu participava com ele. Tô profundamente triste com a notícia", afirmou.

Jaques Wagner, senador eleito pelo PT no estado da Bahia, afirmou que o assassinato de Mestre Moa é "inaceitável": "É deplorável que a diversidade de posicionamentos, a maior riqueza da democracia, motive perseguições e até mortes. E faço um alerta: ou voltamos para a normalidade democrática com garantia da liberdade de opinião e respeito às diferenças ou viraremos um faroeste, uma terra sem lei."

* Atualizado 08/10/2018 às 16:03

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João Pedro Stedile: "Projetos e interesses ficarão claros no segundo turno"

seg, 08/10/2018 - 13:30
próximo passo Liderança do MST avalia disputa entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições presidenciais Redação | "No primeiro turno, Bolsonaro se escondeu. Como são apenas dois candidatos, ficará claro que são dois projetos [distintos e opostos]" Rafael Stedile

Em entrevista concedida à Rádio Brasil de Fato, logo após a confirmação pela Justiça Eleitoral que haverá segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), o integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stedile afirmou que a próxima etapa das eleições presidenciais permitirá ao eleitorado conhecer de forma mais detalhada as propostas políticas e os interesses que representam cada candidatura. 

Stedile entende que é preciso explicar à população que o programa econômico de Bolsonaro, desenhado pelo economista ultra-liberal Paulo Guedes, defende políticas como o aumento de impostos para pobres e redução para ricos. 

Em sua avaliação, Bolsonaro ganhou votos por ter se apresentado como um "candidato anti-sistema, apesar ser, neste momento, o maior representante do capital".

Mesmo em caso de uma derrota do campo democrático, Stedile vê que haverá possibilidade de continuidade da luta política progressista: "Em um eventual governo Bolsonaro, não há motivo para desespero. As contradições vão aumentar, os problemas vão aumentar. Devemos reforçar nosso trabalho de base, nosso trabalho ideológico. Reforçar o trabalho para a resistência".

Confira a entrevista completa:

Brasil de Fato: Qual sua avaliação das eleições deste domingo?

João Pedro Stedile: Bem, estava se desenhando que o eleitorado queria mudanças. Mudanças do que via na velha política. Dos velhos políticos. E, de certa forma, a eleição não seguiu tanto a força dos partidos tradicionais. E essa mudança aparecia no Lula. Infelizmente, a ditadura de toga, claramente infringindo as leis desse país, impediu que Lula fosse candidato. Porque, à essa altura, nós estaríamos comemorando a sua vitória em primeiro turno. 

O Bolsonaro, de certa forma, desde o início, vinha aglutinando esse eleitor despolitizado, despartidarizado, que queria mudanças. Então, ele conseguiu galvanizar a ideia de que ele é o candidato antissistema. Apesar de que, nesse momento, ele é o maior representante da burguesia brasileira, do capital, desse sistema político de dominação. 

Ele justamente vai ao segundo turno porque tem habilidade ideológica de enganar os pobres e dizer: "Sou contra os ricos". Repete, de certa forma, o papel que o [Fernando] Collor fez em 89, quando, como legítimo representante da Globo, fez aquele discurso contra os marajás, enganou os pobres e derrotou o Lula nas eleições. 

Nominalmente, houve surpresas, sobretudo, desagradáveis no Senado. Porque nós perdemos vários senadores valorosos que no último período tinham se caracterizado como lutadores, contra o golpe, contra todo esse desmanche da soberania nacional. Perdemos o [Roberto] Requião, perdemos o Lindbergh [Farias], perdemos a Vanessa Graziottin, que foram senadores muito importantes. Mas, por outro lado, apesar de estarem de braços com Bolsonaro, eles também perderam Magno Malta, no Espírito Santo, perderam no Maranhão o [Edison] Lobão, Sarney Filho, que representava a oligarquia.

Talvez o que tenha sido mais simbólico é o Eunício [Oliveira]. Porque até o PT fez aliança com ele no Ceará. Foi quase uma frente ampla, uma chapa única, da qual o MST sempre se opôs -- ainda que ele, hipocritamente, afirmasse que apoiava o Lula. Felizmente, o povo cearense é mais sábio que o PT do Ceará e ele foi vetado do Senado.

No seu lugar, eu acho que veio um personagem bom, que é amigo do movimento, o Cid Gomes. Ele foi governador e fez uma bela política de educação e construiu muitas escolas nos assentamentos do MST no Ceará.

Haddad ganhou na maioria dos estados do Nordeste. Como avaliar essa vitória? 

Não há novidade no Nordeste. Se pegarmos as eleições anteriores, com o Lula foi assim. Eu acho que, no segundo, não vai pesar a questão partidária. É claro que o Haddad vai ter que costurar com os partidos, sobretudo com o PDT. Claro que ocorrerão conversas partidárias, mas não é isso que vai decidir o eleitor.

Eu acho que, no segundo turno, não vai pesar regiões também. Vai ser, agora sim, uma disputa de projetos e de classes. No Nordeste, o Haddad ganhou, mas não é porque moram no Nordeste. É porque lá existe uma população pobre, que mudou de vida com os governos Lula e Dilma e, portanto, adquiriu uma consciência de classe.

Como só são dois candidatos, fica mais claro que se tratam de dois projetos. O Bolsonaro, apesar do discurso hipócrita dele, é claro que representa asa forças reacionárias deste país. Não é por nada que a maior parte das forças armadas o apoiam, a maior parte dos membros a Polícia Militar o apoiam, a maior parte dos banqueiros, representados pelo Paulo Guedes, que é proprietário de fundos de investimento do Banco Bozano. Então, acho que vai ficar mais claro para a população. E é isso que eu espero que o Haddad explique para a população. Mais do que ser porta-voz do Lula, ele tem que ser porta-voz da classe trabalhadora.

Será que este discurso, de desnudar qual projeto o Bolsonaro representa, vai surtir efeito nas urnas?

Tem que surtir efeito. Até porque, no primeiro turno, o Bolsonaro se escondeu atrás da facada. 

E qual o papel da militância nesse processo?

Primeiro, vamos continuar desnudando quais são as forças que estão por trás do Bolsonaro. Ele está recebendo assessoria de inteligência do exterior, que representa a força do capital internacional dando respaldo. Assim como é preciso denunciar toda essa maquinaria de robôs, que a gente sabe custam muito dinheiro, e que ele está usando para fazer a guerra midiática nas redes.

Nós temos que explicar para a população, nós temos que dialogar com os trabalhadores, com os mais pobres. E, para isso, tem que usar argumentos, fatos. Temos que dizer para a população também não se assustar, porque eles estão usando muito o medo, e mostrar que, embora o Bolsonaro tenha ideias fascistas, não há um movimento fascista no Brasil. Não há base social para o fascismo no Brasil. 

Surpreende o Bolsonaro ter vencido no Norte? Tem relação com a aliança dele com os ruralistas? 

As regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil são onde o latifúndio é amplamente hegemônico na sociedade. Não é só que ganham as eleições: eles dominam as igrejas, é lá que estão os quarteis, eles dominam a vida da sociedade. Lá, é muito difícil a esquerda se desenvolver porque não existe uma classe trabalhadora. A classe trabalhadora migra, vem procurar emprego no Sudeste ou em outras regiões.

Isso não me preocupa. O que me preocupa é que agora, no segundo turno, nós temos que fazer um trabalho de base, ir de casa em casa, fazer reuniões nas paróquias, nas igrejas, convocar os pastores progressistas para explicar para a população que votar no Bolsonaro é votar no aumento do gás, no aumento do aluguel, no aumento de ônibus. E, olhando para o mapa do Brasil para ver como é contraditório, a maioria dos governadores em número [eleitos] foram progressistas. Então, nós estamos bem com candidatos a governador. Não significa que a população tomou um chá de fascismo e agora vota no fascismo.

A maioria das pessoas que votam no Bolsonaro pensam em mudança, mas é a minoria dos que realmente concordam com as pautas mais agressivas dele.

Você tem razão. A grande força do Bolsonaro é que ele conseguiu mobilizar uma militância, policiais militares, Forças Armadas, principalmente, da reserva, a maioria da maçonaria e esses serviços de inteligência que o ajudaram nas redes. Da mesma forma como eles conseguiram convencer alguns pastores, que não tem nada de evangélicos no sentido do evangelho, que usando falsas notícias, temas como matrimônio gay, apavoraram a população a população que tem valores conservadores e os pastores, fizeram campanha aberta para o Bolsonaro, e isso explica porque a campanha da Marina desidratou.

E quais os eventuais desafios de um governo Bolsonaro ou de um governo Haddad?

Num eventual governo do Bolsonaro, não existe motivo para nós nos desesperarmos. Pelo contrário. Nós devemos reforçar nosso trabalho de base, reforçar o trabalho ideológico, reforçar o nosso poder político em outros espaços para fazer a oposição. Então, se perdermos o espaço do Executivo, será motivo para nós termos mais cuidado na luta política: reforçar a energia em construir meios de comunicação populares, para poder levar as ideias da classe trabalhadora e a leitura da classe trabalhadora faz, de forma coletiva, da conjuntura política. Eles não têm proposta para o Brasil. Um governo Bolsonaro vai ser de quatro anos de uma crise profunda. 

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Ouça o Programa Brasil de Fato - Edição São Paulo e Sorocaba - 06/10/18

seg, 08/10/2018 - 13:15
RÁDIO 1º turno das eleições presidenciais é destaque do programa Redação | Programa vai ao ar em São Paulo na rádio Imprensa FM 102.5 e em Sorocaba na rádio Super FM 87.5 Gabi Lucena | Bdf

A edição paulista do programa Brasil de Fato desta semana destaca o 1º turno das eleições presidenciais, que acontece neste domingo, dia 7 de outubro. Além disso o programa dá dicas para quem ainda está em dúvida sobre a escolha dos candidatos. 

O quadro "Alimento é Saúde" traz a diferença entre os tipos de óleo de cozinha vendidos no mercado, seus benefícios e quais as melhores formas de uso e descarte.  

Outro destaque é o quadro "Mosaico Cultural" que coloca em foco o trabalho de artistas transexuais, nome dado para pessoas que não se reconhecem no corpo e no sexo que nasceram. O quadro fala sobre esses artistas que tem a arte como um canal de expressão.

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Confira a edição desta segunda-feira (8) da Rede Lula Livre

seg, 08/10/2018 - 10:37
Rádio Nossa programação vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato e emissoras parceiras Redação | Militantes se reuniram na Vigília Lula Livre para acompanhar apuração dos votos das eleições estaduais e nacional Joka Madruga

Nesta edição da Rede Lula Livre, o destaque fica para o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Mais de 100 pessoas foram até a Vigília Lula Livre acompanhar a apuração dos votos.

Neste dia 8 de outubro, a Vigília completa seis meses de resistência, em frente à Polícia Federal, onde Lula é mantido preso político.

Você pode ouvir a Rede Lula Lula Livre de segunda à sexta-feira, das 9h45 às 10h, na Rádio Brasil de Fato.

Ouça o Boletim Diário da Rede Lula Livre:

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Leite e Sartori disputam o segundo turno para o governo no RS

seg, 08/10/2018 - 09:24
Governo Gaúcho Para o Senado, os eleitores gaúchos escolheram os candidatos Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT). Redação Sul 21 | José Ivo Sartori e Eduardo Leite, candidatos ao segundo turno do Governo do RS Guilherme Santos e Joana Berwanger/Sul21

A disputa para o governo do Rio Grande do Sul será decidida no segundo turno, no dia 28 de outubro. Com 99% dos votos apurados, Eduardo Leite (PSDB) tem 35,89% dos votos válidos e José Ivo Sartori (MDB), 31,12%. Brancos somavam 5,89% e nulos, 6,78%. Já Miguel Rossetto (PT) conquistou 17,75% dos votos válidos, seguido por Jairo Jorge (PDT), com 11,08%, Mateus Bandeira (novo), 3,37%, Roberto Robaina (Psol), 0,64%, e Julio Flores (PSTU), 0,15%.

A primeira pesquisa Ibope de intenção de votos para o governo do RS, divulgada em 18 de agosto, indicava a liderança do governador Sartori, com 19%, e Leite ainda embolado com Miguel Rossetto (PT), ambos com 8%, seguidos por Jairo Jorge (PDT), que tinha 6%. Ao longo da campanha, no entanto, a disputa foi se consolidando entre o tucano e o atual governador, segundo o instituto. Em 21 de setembro, Sartori tinha 31%, contra 26% de Leite. Rossetto, 12%, e Jairo, 6%, já apareciam consideravelmente atrás.

O ex-prefeito de Pelotas foi crescendo nas pesquisas nas últimas semanas, até alcançar os 38%, contra 32% do governador Sartori, na pesquisa divulgada no sábado (6). Na boca de urna, os dois apareciam em empate técnico, com o tucano liderando numericamente por 33% a 32%.

Leite x Sartori

Ex-prefeito de Pelotas, entre 2013 e 2016, Eduardo Leite abdicou de concorrer à reeleição, mas elegeu sua vice-prefeita, Paula Mascarenhas (PSDB), como sucessora ainda em primeiro turno, com 59,86% dos votos válidos. A eleição de Paula coroou um governo considerado popular na sua cidade natal, mas foi abalado este ano por denúncias de fraude em exames de colo do útero em um laboratório contratado pela rede pública municipal.

Leite entrou na política ainda na adolescência, aos 19 anos, quando foi eleito vereador de sua cidade natal, em 2008. Aos 27, foi eleito prefeito e, agora, aos 33 anos, busca chegar ao Piratini. Porém, caso eleito, ele não será o governador mais jovem da história do RS. Júlio de Castilhos tinha 31 anos e 16 dias quando assumiu o governo do Estado.

Deputado estadual entre 1983 e 2003, deputado federal entre 2003 e 2005, Sartori foi eleito prefeito de Caxias do Sul em 2004, sendo reeleito quatro anos mais tarde. Em 2014, iniciou a campanha para o Executivo gaúcho em terceiro lugar, atrás do então governador Tarso Genro (PT) e de Ana Amélia Lemos (PP), mas apareceu na frente já no primeiro turno, quando recebeu 40,4% dos votos válidos. No segundo turno, ele derrotou Tarso Genro com 61,21%.

O governo Sartori foi marcado pela crise econômica e por uma forte política de ajuste fiscal, o que levou a praticamente quatro anos de enfrentamento com os servidores públicos. O funcionalismo completa quatro anos de salários congelados e, em outubro, chegou ao 34º mês de salários parcelados ou atrasados. Ao final de seu mandato, a grande aposta do governador era a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), negociação com o governo federal que garantiria a suspensão no pagamento da dívida com a União por três anos em troca de uma série de medidas de ajuste fiscal, incluindo a privatização das estatais CEEE, CRM e Sulgás.

Heinze e Paim no Senado

Para o Senado, Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) foram eleitos. Contrariando o que afirmavam todas as  pesquisas de intenção de voto, Heinze teve um forte crescimento nos últimos dias de campanha e acabou ficando em primeiro lugar com 21,95% dos votos válidos (com 99% dos votos apurados). Paulo Paim ficou em segundo com 17,76% dos votos válidos. Beto Albuquerque (PSB) ficou em terceiro lugar com 16,23% dos votos válidos, seguido por Carmen Flores (14,30%), José Fogaça (13,88%) e Abigail Pereira (9,19%).

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Abstenção chega a 20,3% e é o maior índice desde as eleições de 2002

seg, 08/10/2018 - 09:12
Votação O Mato Grosso foi o estado com maior proporção de eleitores que não compareceram para votar, 24,55% Gilberto Costa | Um em cada cinco brasileiros preferiu não ir votar no pleito deste domingo. Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Um em cada cinco brasileiros preferiu não ir votar no pleito deste domingo. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, 29.719.056 pessoas não compareceram às seções eleitorais - uma taxa de 20,32%. Esse é o maior índice desde 2002 (segundo verificado quando 99,42% dos votos estavam apurados).

O Mato Grosso foi o estado com maior proporção de eleitores que não compareceram para votar, 24,55% (ou 571.841 pessoas). Roraima teve a menor taxa de abstenção: 13,86% (45.120 pessoas).  Em termos absolutos, São Paulo teve o maior volume de eleitores que não compareceram à votação: 7.108.863 de pessoas.

O volume total de abstenções é apenas menor que o número de votos obtidos por Jair Bolsonaro (PSL), 49,1 milhões; e por Fernando Haddad (PT), 30,9 milhões.

O número de votos em branco na eleição presidencial foi de 3.095.689 (2,65%) e o número de votos nulos foi de 7.161.245 (6,14%). Somando abstenções, brancos e nulos o total é de mais 39,9 milhões de pessoas que preferiram não ir votar ou escolher um candidato à Presidência da República.

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No primeiro turno, apenas 0,46% das urnas tiveram que ser trocadas, informa TSE

seg, 08/10/2018 - 09:04
Eleições 2018 O número de urnas substituídas no primeiro turno deste ano foi 54,5% menor do que em 2014 Felipe Pontes | De acordo com o TSE, 29.719.056 pessoas não compareceram às seções eleitorais EBC

Em seu último boletim do dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que no pleito deste domingo 2,4 mil urnas eletrônicas apresentaram defeito e precisaram ser substituídas em todo o país. O número representa 0,46% do total de urnas utilizadas no pleito deste ano.

Ao final, três municípios tiveram uma seção eleitoral cada em que foi preciso adotar a votação manual: Três Coroas (RS), Botucatu (SP) e Juquiá (SP).

O número de urnas substituídas no primeiro turno deste ano foi 54,5% menor do que em 2014, quando 5.446 equipamentos apresentaram defeito.

 Os estados que tiveram maior número de urnas com defeito foram Minas Gerais (487), Pernambuco (257), São Paulo (232), Rio de Janeiro (219), Santa Catarina (205), Rio Grande do Sul (139) e Sergipe (115).

A Justiça Eleitoral também registrou a prisão de cinco candidatos: dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo; um no Rio Grande do Sul; outro na Paraíba. Ao todo, 149 pessoas foram presas por praticar irregularidades no primeiro turno, segundo o TSE.

A votação se encerrou às 17h, conforme horário local de cada estado. São 147.302.357 brasileiros aptos a escolher o presidente da República, os governadores de 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

De acordo com o TSE, 29.719.056 pessoas não compareceram às seções eleitorais - uma taxa de 20,32%. Esse é o maior índice desde 2002. 

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Trabalhadores gráficos sofrem ameaça de seus direitos

seg, 08/10/2018 - 09:00
Espaço Sindical Funcionários dos jornais Folha de PE e Diário de Pernambuco foram informados da retirada de seus direitos trabalhistas Redação | Os gráficos terão que “escolher quais direitos perderão ou perderão todos” Agência Brasil

Os/as trabalhadores/as gráficos dos jornais Folha de Pernambuco e Diário de Pernambuco foram informados/as da retirada de seus direitos trabalhistas, nos próximos 30 dias. Em negociação com o sindicato SINDGRAF-PE, os patrões das empresas de comunicação informaram, através dos seus representantes, que os gráficos terão que assinar um novo acordo coletivo de trabalho ou serão demitidos, baseando-se na nova lei trabalhista aprovada no governo Temer. Os gráficos terão que “escolher quais direitos perderão ou perderão todos”. O SINDGRAF-PE resistiu à imposição das empresas e promete lutará para que essa ameaça seja revertida.

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Coluna Timbu | Em Outubro, o Náutico é rosa

seg, 08/10/2018 - 09:00
FUTEBOL Além de lembrar a torcida sobre a campanha, camisa pode ajudar a desconstruir visões preconceituosas comuns no futebol Filipe Spenser | De forma acertada, o Náutico iniciou uma campanha nesse mês em que foi concebida uma camisa do clube na cor rosa Topper/divulgação

Outubro é rosa. A partir da década de 1990 nasceu um movimento global chamado “Outubro Rosa”, em que se procurava a conscientização das mulheres a respeito do câncer de mama – e hoje, também, do câncer de colo do útero – e da necessidade de prevenção e do diagnóstico precoce da doença. O movimento é excelente, principalmente quando se percebe a possibilidade de vidas poderem ser salvas.
De forma acertada, o Náutico, em parceria com a Topper, iniciou uma campanha nesse mês em que foi concebida uma camisa do clube na cor rosa. Além de lembrar toda a torcida sobre a campanha mundial, a medida pode servir também para a desconstrução de visões preconceituosas, tão comuns no meio de futebol, sobre orientações sexuais. É chegada a hora do futebol também apreender a ser um espaço de respeito e tolerância.

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Repórter SUS | Sistema Único de Saúde e Constituição celebram 30 anos

seg, 08/10/2018 - 08:00
Direito à Saúde Apesar da falta de recursos para que fosse integralmente implementado, SUS representa salto de qualidade no atendimento Maíra Mathias | Somente a partir de 5 de outubro de 1988 a Saúde passou a ser assegurada pela Constituição como direito universal Foto: Arquivo Agência Senado

O Sistema Único de Saúde está completando 30 anos. O SUS nasceu junto com a Constituição de 1988, que assegura que Saúde é direito de todos e dever do Estado.

Nessas três décadas faltaram recursos para que o SUS fosse integralmente implementado, mesmo assim houve um grande salto de desenvolvimento e qualidade no atendimento à classe trabalhadora.

No Repórter SUS desta semana, produzido em parceria com a Escola Politécnica Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz, Sônia Fleury, pesquisadora do Centro de Estudos Estratégicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que foi assessora parlamentar na época da Constituinte e esteve presente na criação do SUS, comenta as conquistas e o que poderia ter avançado mais nesses 30 anos. Ela também alerta para a necessidade de observar quais candidatos têm compromisso com o nosso Sistema Único de Saúde.

Confira trechos da entrevista:

A criação do SUS, Sistema Único de Saúde, foi a maior conquista da democracia brasileira. Por que isso? Porque antes da criação do SUS, as pessoas eram divididas entre aqueles que tinham alguma cobertura de saúde e aqueles que não tinham direito. Os que tinham direito eram apenas os que estavam no mercado formal de trabalho e contribuíam com a Previdência Social, os demais eram atendidos pela caridade nas Santas Casas de Misericórdia quando podia. 

Não havia o direito à saúde.

O sistema universal, por isso é chamado de Sistema Único de Saúde, é que acabou com essa divisão entre os que podiam ser atendidos na rede hospitalar, que era da Previdência Social, e os que tinham que recorrer à caridade ou quando tinham algum tipo de doença crônica tinha o Ministério da Saúde. Juntou isso tudo e universalizou-se: todos os brasileiros passaram a ter o direito à saúde.

Ao mesmo tempo em que se conquistou, e o SUS foi uma grande conquista da democracia, os recursos não vieram. Ao contrário, foram retirados. A CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] foi criada e foi retirada da Saúde, recursos que estavam previstos na Constituição também não vieram, e isso implicou em se ter muita gente para ser atendida e restrições [financeiras] para melhorar a qualidade, aumentar a rede, pagar melhor os profissionais, para tornar esse direito à saúde realizável.

Houve medidas importantes? Houve. Criação do [Programa] Saúde da Família, que permitiu chegar a atenção à saúde preventiva a muitas pessoas, que passaram a ter alguém para cuidar delas, e não somente numa emergência ir parar num hospital quando já estava doente. O programa de medicamentos populares, a rede de Farmácia Popular também faz parte desse direito, extremamente importante.

Distorção do papel

Agora, o que os governos fazem? Quando estão endividados; acreditam que a dívida maior é com o sistema financeiro e não com os seus cidadãos; eles retiram recursos dessas áreas [sociais, como saúde], cortando [investimentos] nos programas. E isso foi gerando uma situação insustentável, porque esse direito não está se realizando. As pessoas começam a entrar na justiça para ter seu direito assegurado na área de saúde. O que distorce enormemente, porque uns entram na justiça e conseguem, e outros não entram e não conseguem ser atendidos.

Então, o SUS é uma coisa ruim? Não, ele é a melhor coisa que aconteceu, agora precisa que os governos e os eleitores [pensem] nas pessoas que eles vão votar, [naqueles que] se comprometam a colocar os recursos que tornem o direito universal para todo mundo, nas melhores condições que o governo possa garantir. Isso é fundamental para o bem-estar da população. Assegurar os seus direitos de cidadania, de ter uma atenção regular na saúde, saber onde ele pode ser atendido.

Compromisso

Não é possível que ocorra uma situação de injustiça, discriminação, como a gente vê na peregrinação. Uma pessoa chega numa unidade de atenção e informam que não há médico, e o sistema público se desresponsabiliza de cuidar daquele paciente. Isso é um crime.

O sistema público, a partir do momento em que o cidadão chega lá, tem que encaminhar a pessoa, não pode dizer a ela: “pegue outro ônibus e vá procurar em outro local para ver se você consegue atenção”. Essa é uma questão fundamental, a garantia da atenção.

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Previsão do tempo para segunda-feira (08)

seg, 08/10/2018 - 07:43
Clima Saiba como estará o clima nas cinco regiões do Brasil Rede Nacional de Rádio | Previsão do tempo Karine Ramos | Brasil de Fato

Previsão do Tempo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia. 

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Imprensa internacional mostra preocupação com resultado das eleições no Brasil

dom, 07/10/2018 - 22:45
REPERCUSSÃO Veículos nas Américas e na Europa noticiam resultados do primeiro turno e alertam para ameaça conservadora de Bolsonaro Brasil de Fato | Mais de 147 mil eleitores foram às urnas hoje; na imprensa internacional, destaque para polarização e diferença entre projetos Reprodução/Carta Capital

O resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil foi destaque na imprensa internacional. O site do jornal britânico The Guardian destacou o resultado do pleito, que levou o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) e o petista Fernando Haddad ao segundo turno, com avaliações de especialistas de que as próximas semanas intensificarão a polarização do país.

“Vai ser uma campanha horrível no segundo turno. Vai ser um lado atacando o outro”, afirmou ao jornal a diretora de estudos latino-americanos da Universidade Johns Hopkins, Monica de Bolle.

A notícia também estampou a primeira página do periódico argentino Clarín nesta noite, em matéria que afirma que “o processo eleitoral foi marcado por um intenso descontentamento com a classe governante depois de anos de turbulência política e econômica”. O artigo lembrou dois fatos que marcaram a campanha: a proibição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer e o ataque a facada contra Bolsonaro, trazendo um panorama do clima de polarização que marcou a campanha do primeiro turno.

A edição espanhola do El País repercutiu o desempenho do candidato do PSL e o caracterizou como “um político autoritário, racista, machista, homofóbico, um adorador da ditadura que afundou o Brasil em uma de suas épocas mais sombrias durante 20 anos”. “Somente uma virada radical, quimérica, no dia 28 de outubro [quando ocorrerá o segundo turno], evitará que a extrema direita governe a partir de primeiro de janeiro o maior país da América Latina”, afirma a matéria.

Já o site do jornal estadunidense The Washington Post qualificou a campanha presidencial como “populista e polarizante”, lembrando as semelhanças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o capitão reformado brasileiro.

“O desempenho de Bolsonaro representou um avanço surpreendente para um movimento global florescente de nacionalistas de direita que conquistaram cargos políticos importantes nos Estados Unidos, no leste europeu e nas Filipinas”, afirma o jornal. A matéria afirma que a política do candidato da extrema direita e seus elogios à ditadura militar “despertaram temores de que ele se afastaria de uma democracia progressista”, acrescentando que suas propostas para o país são vagas.

Na capa do periódico alemão Deutsche Welle, uma matéria descreve o sentimento de “desconfiança e revolta” dos eleitores que foram hoje às urnas e a imensa diferença entre os dois projetos que estão agora em disputa.

O site da BBC, do Reino Unido, deu destaque em sua página principal para as eleições no Brasil. “O Brasil está muito dividido – e fragilizado”, afirma a correspondente do veículo no país, descrevendo as ligações de Bolsonaro com setores religiosos e suas declarações polêmicas, racistas, homofóbicas e misóginas.

A BBC também trouxe as declarações de Haddad após ser confirmado no segundo turno, em que afirmou que o Partido dos Trabalhadores usaria “apenas argumentos, e não armas” para derrotar o oponente.

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Treze estados definiram governadores neste domingo; nos demais, haverá segundo turno

dom, 07/10/2018 - 22:29
Eleições 2018 Confira como ficam as disputas regionais para os governos estaduais onde terá segundo turno no dia 28 de outubro Leonardo Fernandes | Quatorze estados devem realizar o segundo turno das eleições para governador no próximo dia 28 de outubro José Cruz/Agência Brasil

Com 99% das urnas apuradas, estão definidos os governadores de 13 estados brasileiros. Nas outras 14 unidades da federação, os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno das eleições.

Conforme a legislação eleitoral brasileira, para se eleger em primeiro turno, um candidato deve obter mais de 50% dos votos válidos.

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) tiveram três governadores eleitos neste domingo (7) e encabeçam a lista das siglas mais vitoriosas.

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